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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sem emenda

Desgraçadamente, não creio que o PSD tenha emenda…

Apesar das mentes mais criativas do (meu) grémio laranja tenham gritado vitória em face do maior número de câmaras municipais averbado pelo PSD, o facto é que “voaram” 27 daquelas autarquias para o Partido Socialista, num cenário em que o PSD jamais deveria perder terreno, antes sendo de aproveitar a oportunidade gerada pelo descontentamento popular para reforçar posições e conquistar novas praças-fortes. Porém, depois de “conseguir” a obra-prima de perder as eleições legislativas, já era de esperar mais um auto-golo…

Comecemos no meu distrito de Coimbra. Primeira nota saliente é a perda de duas das quatro cidades para o PS - Figueira da Foz e Oliveira do Hospital – por causa de lamentáveis lutas internas do partido; ou seja, mais uma vez, os “donos” do PSD preferem pôr o seu umbigo e a sua ganância à frente dos interesses dos concelhos e suas populações. Parece-me até que já vi isto em algumas listas de deputados… E Penacova, que “só sabia” votar laranja?!

E mesmo a vitória em Coimbra, ante o resultado do PS, deve-se em grande parte ao carisma de Carlos Encarnação e à lucidez que teve, pela primeira vez, na aposta para a Cultura, restando saber se o Edil se empenhará na busca de um candidato forte para 2013, não só do seu ponto de vista, como na óptica da receptividade junto do nosso muito específico eleitorado.

Contudo, num plano extra-distrital, as razões para abrir a boca de pasmo são aos molhos, pois se compensa trocar Faro por Tavira e se é bom ganhar Felgueiras, ficam por explicar as escandalosas (não do ponto de vista da escolha popular, mas sim da gestão partidária, sublinho) derrotas em Leiria, Barcelos, Trofa, Vila Nova de Ourém (nem Nossa Senhora de Fátima nos valeu…) e, como disse, Figueira da Foz.

No fundo, creio que se trata do reflexo da calamidade autofágica que assola as hostes sociais-democratas, desde o fim do chamado “cavaquismo” (sendo que o seu mentor, de quando em vez, não se esquece de ajudar à festa). Problema decorrente terá lugar daqui a quatro anos, pois com as guerras fratricidas de muitos e a política de terra queimada de outros tantos que não preparam sucessores que vão além do “lambe-botismo”, creio que o PSD terá um mínimo de 83 problemas para resolver; tantos quanto os autarcas que atingem o máximo legal de mandatos consecutivos…

Em suma, meia vitória para o PSD, meia vitória para o PS e uma deliciosa e estrondosa derrota para o Bloco de Esquerda.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O lato conceito de «vitória»

A julgar pelas manchetes da imprensa de hoje e pelo que leio pela blogosfera fora, devo ser das poucas que considera que o PSD perdeu as eleições de ontem. Sei bem que arrecadou mais Câmaras que o PS, que conquistou Faro e que "arrumou" com Fátima Felgueiras, mas que dizer das derrotas em bastiões como Barcelos, Leiria e Figueira? Já para não falar da derrota na Capital, ainda que renhida, reconheça-se. No total, o PS 'roubou' 27 (sim, vinte sete) Câmaras ao PSD. E chamam a isto "vitória"?

E que dizer dos resultados a nu? Sozinho, o PS arrecadou 131 Câmaras, contra 117 do PSD nas mesmas condições (sem coligações). Quanto a Juntas de Freguesia, o partido do Governo venceu em1580 contra 1525 do PSD.

Um partido como o PSD, que tinha nas eleições autárquicas uma espécie de bálsamo quando as demais batalhas eleitorais não corriam pelo melhor (como sucedeu nas últimas legislativas) viu-se ontem fragilizado e logrou números sintomáticos do estado de desacreditação em que se encontra. Não estou em crer que isso se deva única e exclusivamente à sua líder. Bem pelo contrário, tenho para mim que o problema do PSD é centrípeto. Parte das células concelhias e distritais e vai atacando, paulatinamente, em direcção ao centro. Temo-nos concentrado em "lavar a cara", mas isto não se resolve com a eleição de um novo líder, desenganem-se os mais ingénuos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Irra, que não há meio deste povo aprender!




"Luta renhida em Marco de Canaveses"

Já se viu que não é pela Justiça que se afastam os políticos acusados em processos criminais de concorrer, de novo, às eleições autárquicas. Também já se concluiu que tais personagens políticos não devem muito ao bom senso e, de novo e com o maior dos à-vontades, passam um pano sobre as aleivosias cometidas nos seus mandatos. E como se tudo isso já não bastasse, este povo continua a idolatrar (e a eleger!) esta espécie de autarcas que teima em reinar até mais não, com a falta de escrúpulos que lhes é costumeira e sem pingo de decência.

Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro, Mesquita Machado e demais (maus) exemplos, todos eles me provocam náuseas. Esta minha aversão não é nova, já aqui havia dado sinais dela. Mas quem me deixa à beira de um ataque de nervos é mesmo o povo que os elege, os eleitores insensatos que de quatro em quatro anos dão poder a quem não os respeita, a quem deles se serve sem pudor, a quem os compra com obra de encher o olho. A sério que não consigo perceber como é que aquela gente não aprende. A célebre frase de Tocqueville cada vez faz mais sentido: «cada povo tem os governantes que merece».

domingo, 20 de setembro de 2009

Campanha Cor-de-Rosa

A adjectivação que se faz em epígrafe não reporta à cor partidária, antes ao significado dessa cor na palete dos sentimentos: o amor e a paixão. É que a julgar pelas tonalidades e pelo palavreado dos cartazes de campanha abaixo, o amor e a paixão estão no ar. A ideia não é má de todo: já que não se vai lá pela razão, toca a apelar ao coração e à comoção!


Em Loures, a paixão é o mote. E muitos papelinhos coloridos a ajudar à festa!


No comments I

No comments II


Num jogo de palavras, a candidata socialista ao Município cascalense recorre também ao verbo amar.

Já em 2005 Mesquita Machado havia recorrido à paixão para conquistar os bracarenses.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cartazes para o avó e o bebé

Os autarcas andam a adocicar a boca do eleitorado e, qual pudim boca-doce, não se esquecem nem do avô nem do bébé. A ver pelo número de cartazes que os contempla parece que estas faixas etárias da população têm vindo a merecer maior consideração por parte dos candidatos. Resta saber se os políticos estão mesmos dispostos a prestar aos idosos a atenção que do ponto de vista social lhes é devida ou se tão só pretendem captar votos ao imenso eleitorado que tem mais de 65 anos.
Já quanto às crianças, dir-se-ia que a atenção só pode ser genuína. É que até ver, as criancinhas ainda não votam. A menos que tenham feito batota, à semelhança de Carolina Patrocínio.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Do Barlavento ao Sotavento algarvio - as campanhas

Um fim de semana no Allgarve deu para confirmar que apesar do sotaque inglês que predomina naquela província (ainda) são os autóctones quem por lá manda. O que mais marca as campanhas a Sul do país é, nem tanto as promessas e ideais, porventura os nomes dos candidatos. Nas legislativas há Elidéricos e Anastácios. Nas autárquicas o leque é mais vasto: há Apolinários, Macários, Abúndios, Serucas, Álbios, Vairinhos e um sem fim de nomes sui generis. E quanto às mulheres, essas não fazem por menos: Piedade Carrasquinho, Jovita Ladeira, Hilarina Sousa, Jamila Madeira, Rosa Cigarra são candidatas a juntas, assembleias municipais e câmaras do sul do país.

Embora sorridente, Jovita Ladeira é mulher de poucas falas.
(Mas recomendo-vos a todos a ler aqui a deliciosa explicação que faz do seu outdoor)

Jose Sócrates convive bem com o vizinho Macário Correia.
À falta de melhor, José Apolinário confirma o que todos nós suspeitavamos: "Faro é Faro!"
O último cartaz é dos "Cidadãos com Faro no Coração" e seu candidato José Vitorino.

Não sei do que gosto mais, se da informalidade da coisa (contigo, tu aí, ó tu!!), se do arrojo do «&», se da qualidade das fotografias.


O clássico fundo azul e uma ou outra tonalidade laranja são sempre uma aposta segura, mesmo quando o nome destoa.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Movimentos Cívicos: uma faca de dois gumes


O País tem vindo a assistir, nestes últimos anos, a um saudável fenómeno democrático: a proliferação de movimentos cívicos. Emergiram no contexto de dois referendos portugueses, em redor dos quais tiveram um papel activo que nunca antes se lhes havia permitido. Se até aí o seu impacto na sociedade civil era esporádico e cingia-se ao plano local, hoje o cenário é bem diferente, pese embora os principais mediadores entre a sociedade e o Estado continuem a ser os partidos políticos.

Não obstante, o inegável peso dos movimentos de cidadãos no palco político conduziu a uma revisão constitucional no ano de 1997 que passou a permitir que estes tipo de movimentos pudesse concorrer a todos os órgãos do poder local (até então apenas podiam aspirar às juntas e assembleias de freguesia). A importância desta conquista tem-se traduzido no crescente número de candidaturas não partidárias às eleições autárquicas. Compare-se o número de candidaturas independentes às Câmaras deste país nos últimos anos: se em 2001 se registaram vinte e uma, em 2005 foram vinte sete e, neste ano de 2009, serão cinquenta. Por terras de Cister (leia-se: Alcobaça) as autárquicas que se avizinham contam com quinze candidaturas independentes num universo de dezoito freguesias e uma só Câmara.

É certo que se alguns destes movimentos nascem pela mão daqueles que (aversos ou não à militância partidária) pretendem colocar-se ao serviço do bem comum, outros surgem tão só para permitir que autarcas que entraram em cisão com o seu partido concorram em eleições autárquicas. E é pela mão deste movimentos que autarcas como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais (entre outros maus exemplos) se perpetuam no poder. Por isso digo que os movimentos cívicos são como uma faca de dois gumes. A sua génese pode ter estar impregnada de boas intenções, mas há quem a degenere e deles se sirva para colocar em marcha os seus (pouco nobres) interesses.

Ainda que efémeros, - regra geral surgem para um fim que se alcança ou se frustra numa certa data, nas urnas - os movimentos de cidadãos de carácter eleitoral são talvez os mais expressivos. Há depois aqueles que, tendo em vista o bem comum, nascem para junto dos órgãos actuantes reivindicar determinadas medidas. Contudo, parece que o clima pré-eleitoral é fértil ao florescer de movimentos cívicos que surgem à toa, à procura de um protagonismo a construir à sombra de uma qualquer reivindicação. São grupos de interesse com intenções de duvidoso altruísmo e, algumas, a meu ver, bem disparatadas.

Atente-se, a este propósito, ao movimento que, na passada semana, ressurgiu a defender a transferência da freguesia de São Martinho do Porto para o concelho das Caldas. Escudam-se na distância entre aquela Vila e a sede do concelho e alegam falta de atenção por parte do edil alcobacense. Quanta ingratidão!

Frequentei o Ensino Básico em São Martinho do Porto e veraneei ali desde sempre, pelo que bem sei o que foi - e aquilo que é hoje - aquela vila. Evoluiu sem que quem a governa a deixasse cair num processo de descaracterização, o que já por si é louvável. Mas parece que ainda assim a melhoria das acessibilidades e das infra-estruturas, a requalificação da Marginal, a manutenção do fluxo turístico, a aposta cultural (obviamente sazonal) e tudo quanto este município tem investido na bonita Vila de São Martinho não é reconhecido por duas dezenas dos seus habitantes. É consabido que a freguesia precisa de mais, mas que freguesia deste país se pode arrogar “plenamente satisfeita” consigo mesma?

Quanto ao argumento “proximidade”, que seria deste país se todas as franjas dos concelhos se lembrassem de andar a saltitar de concelho em concelho ao sabor das conveniências? Em Bragança, há freguesias que distam a 40 km da sede de concelho e nunca ouvi nenhuma delas clamar pela integração numa qualquer cidade fronteiriça de Espanha.

Apele-se ao bom senso. E, sobretudo, relembre-se que a cidadania é uma conquista demasiado nobre para ser usada ao desbarato. Os movimentos cívicos podem ser uma excelente plataforma para que o comum cidadão contribua para a melhoria da qualidade de vida da sua terra mas, tal como nalguns processos eleitorais, não se recorra a eles com a leviandade e a cobiça que inquinam a democracia.

* também publicado na edição de 3 Setembro do jornal «Região de Cister»;

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cada macaca no seu galho


Não restam dúvidas, o PS é o maior. Pelo menos, o maior na contratação de Mandatárias. Depois do peso pesado "Carolina Patrocínio", a lista socialista do Seixal não esteve por menos e garantiu como mandatária da juventude a senhora da foto*, de seu nome Filipa de Castro.

Primeiro considerando: mandatária da JUVENTUDE?! É consabido que a senhora faz maratonas entre cabeleireiro - discoteca - spa - vernissage - manicure - centro comercial - sessão fotográfica - etc, mas o facto de não lhe faltar energia para tão afadigosa vida confere-lhe a faculdade de encaixar no posto de juventude? Se o candidato à Câmara fosse um sexagenário, ainda se compreendia. Mas não, Samuel Cruz é um tipo novo, com ar de quem deixou a casa dos pais faz dias.

Agora mais a sério: que tendência é esta de escolher mandatárias através de um-dó-li-tá às capas das revistas cor-de-rosa?! Que contributo pode dar alguém que chegou à ribalta graças ao posto "ex-mulher do futebolista Beto"?! E que credibilidade se pode esperar de uma mulher que desde o mediático divórcio nada mais fez que posar para revistas de duvidosa qualidade?

Muito me apraz ver mulheres envolvidas na política. Se forem bonitas, tanto melhor. Sucede que mais importante que isso é que saibam ao que vão, que estejam por vontade própria, despojadas de interesses. O que não é, seguramente, o caso desta jovem...

* não imaginam a trabalheira que foi descobrir uma foto em que a senhora aparecesse com mais que uma peça de roupa...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Inocente declarado

Ao recorrer da sentença que o condena a 7 anos de prisão efectiva, o ainda presidente da câmara de Oeiras deverá pretender arrastar a sua cidade até fundo dum poço que é o seu, parece-me.

São sete anos de cadeia, de choldra, a ver o mundo aos quadradinhos e a partilhar a cela com outro indivíduo que não vê uma mulher com frequência... Não é uma multa, uma pulseira ou o controlo do chip bancário para ver que $ mais vai parar à conta do sobrinho. Não é uma pena suspensa. Trata-se de uma condenação dura para crimes económicos e políticos (abuso de poder é um crime político, a meu ver). E não me parece que se tenha feito aplicar esta medida com base numa aproveitação político-mediática ou em provas inconclusivas como o visado nos tentou passar.

Isaltino Morais não tem grande coisa a perder por agora. E vai debater-se até às últimas consequências que a sua animosidade alcançar, sem considerar o bem-estar e o legado que deixa em Oeiras para os seus cidadãos. Não.

(Recordo-me hoje, mais do que nunca, da batalha travada há quatro anos por Marques Mendes para afastar das lideranças de concelhias e candidaturas dirigentes do PSD que se envolvessem em engenharias pouco claras. Recordo-me também do orgulho que tive do meu então líder, quando este retirou a confiança política a Carmona Rodrigues - que custou a câmara de Lisboa e alguns lugares apetecíveis pelos nossos boys, e numa segunda fase, também o seu lugar no partido.)

A ver vamos como ficará Oeiras depois do naufrágio do seu comandante.

Um bom homem nem sempre se vê pela grandiosidade que nos faz alcançar, mas algumas vezes pela honra que nos faz sentir.

domingo, 28 de junho de 2009

Falar, é como quem diz...


Com frequência me cruzo com este cartaz do PSD Oeiras - plantado ali nas redondezas do Shopping da Linha - e, por muito que tente, aindaItálico não percebi o seu intuito. A mensagem cinge-se ao "fale com o seu Vereador", sem se perceber muito bem como - não há uma linha (estilo o cartaz de Manuela Ferreira Leite), não há um endereço de email ou de chat. Há apenas e só o endereço do sítio do PSD local. Quem visita a página e tem bom olho lá descobre num recanto uma ligação para falar com o Sr. Vereador. Falar é como quem diz. O máximo que se permite é que deixe um comentário. Muito interactivo, sem dúvida...

A temática essa, fica à mercê do munícipe. Pode partilhar com mágoa a enterite infecciosa do seu gato, aproveitando o facto do Sr. Vereador ser competente pelo "Projecto de Apoio ao Animal de Oeiras". Pode ainda reclamar sobre o preço da beterraba ou respingar pelo mau gosto das flores de plástico que florescem no Cemitério (sim, também é competente para os Mercados e Cemitérios locais). Bem, e nada ali parece impedi-lo de gentilmente sugerir ao Sr. Vereador que mude de óptica. Talvez seja o que lhe falta para adquirir uma outra mundividência e, de preferência, uma visão mais actual de Marketing político.

É de louvar que os autarcas "saiam do gabinete" e se predisponham ao contacto com os municípes. Contudo, o povo aprecia que tal atenção seja espontânea, ao longo de um mandato e não somente em vésperas de eleições, cingindo-se o "contacto" a uma caixa em branco num site partidário, desconhecendo-se quem é efectivamente o receptor da mensagem, se haverá resposta ou, pelo menos, se leva em conta o que ali se diz.

Depois, é sabido que o Sr. Vereador em causa, Pedro Simões, é o candidato pelo PSD à autarquia do agora independente Isaltino Morais. Talvez fosse mais profícuo aproveitar o cartaz para se assumir candidato, não?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Se é a sério, não parece


À primeira vista dir-se-ia que é propaganda a uma qualquer igreja alternativa, chamemos-lhe assim. O jovem socialista aconselhou-se mal na pose para a foto (que raio faz ali aquela mão à P.Abrunhosa??!) e pior ainda quanto ao grafismo da coisa... Depois, teve o azar de ter tido uma mãezinha que escolheu um nome próprio que também remete para a religião - recorde-se São Marcos e veja-se a quantidade de pastores que foram brindados com este nome. Consta que vem do latim e significa "grande orador". Até pode ser que o candidato à autarquia de Oeiras seja um mestre da retórica, mas não creio que seja isso que lhe fará derrotar o Mestre Isaltino Morais...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

«É a pronúncia do Norte, corre um Rio...


... para o mar». Diz a música. Eu cá digo que Rio (con)corre para ganhar. Com os dois pés no Porto, eis o exemplo de uma campanha inteligente. Quando já mais ninguém podia ver Elisa Ferreira à frente - a senhora tem cartazes de campanha em tudo quanto é Porto! -, finalmente surge a campanha do actual edil, Rui Rio, a matar dois coelhos de uma só cajadada. As previsões indicam que a ambiciosa candidata do PS que tem um pé no Porto e outro na Europa, não vai longe... por muito que corra.

Rio é senhor para arrecadar uma maioria pela terceira vez , não só pelo que tem feito na Invicta - diga o que diga a má língua do costume - mas desta feita porque conta com uma mãozinha da adversária, a tal que concorre às europeias e às autárquicas, a ver o que é que dá... Eu não sou grande coisa nas previsões, mas diria que vai dar mau resultado. Já diz a sabedoria popular que "quem tudo quer, tudo perde".

Quanto ao cartaz de Rui Rio, é dos melhorzinhos que se tem visto por aí: sóbrio, claro e conciso, a passar a mensagem de «determinação» que tanto caracteriza o autarca e, no meio de tudo isso, ainda se puxa as orelhas à adversária... De parabéns.