segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Quem és tu Francisco?"

Afinal que tipo de político é Francisco Louçã?
No jornal da noite de domingo ouvi Louçã a discursar sobre o novo programa do PSD (pelo menos foi assim que o jornalista apresentou a peça). Primeiro, ainda pensei que fosse brincadeira. Mas não. Era mesmo verdade. Louçã dizia que o PSD se preparava para sugerir a redução dos salários dos funcionários públicos e das reformas para combater a crise.
Naturalmente que não se estava a referir ao programa do eleito PPC, que é quem naturalmente neste momento dá voz às intenções do PSD. Estava sim a referir-se a um deputado que tinha apresentado essa ideia ao congresso (académica e lógica do ponto de vista económico e financeiro), mas que na realidade a sua execução conduziria a consequências graves na confiança das pessoas e no dia-a-dia dos portugueses…
De certeza que Louçã sabia disto. Mesmo assim, toca a lançar a confusão!!!
Afinal que tipo de pessoa (do ponto de vista político, claro) é o Francisco Louçã?
Pois bem, num exercício, de igual forma académico, vou imaginar que sou uma Dona de Casa. Arrumo a minha casa como sei. Faço-o com carinho, pois quero servir da melhor forma as pessoas que partilham comigo o mesmo tecto.
De repente a minha visita bate à porta para me pedir “sal”. De repente olha para mim de uma forma altiva e ameaçadora e diz: “é assim que arrumas a casa?...”. Fica um silencia assustador e ela continua: “As cortinas têm de ser engomadas da esquerda para a direita. O chão não pode ser barrido mas sim passado com um pano húmido… e o pó não pode ser limpo com esse produto…”
Já com muita vergonha, pergunto à minha vizinha: “é assim que fazer na tua casa?”
Ela responde: “não. Eu tenho empregada… nem sei bem como se faz pois nunca fiz, mas tu fazes mal…”
O Francisco Louçã é como esta vizinha. Nunca irá governar. Nem quer. Mas está sempre prontinho para criticar…
Talvez um dia as donas de casa deste país percebam que existe um Francisco Louçã na casa ao lado e afinal de contas até nem gostam lá muito dele!!!

Freudiano - Para apreciadores


sábado, 10 de abril de 2010

"Mudar"... também por cá...


Pedro Passos Coelho dá um sinal interno de como se deve fazer política após actos eleitorais. O convite a Rangel e Aguiar Branco, cai bem aos portugueses. Embora possam existir militantes defraudados nas suas expectativas em progredir politicamente com a nova direcção apenas pelo simples facto de que apoiaram o “cavalo certo”, a realidade é que assim é que deve de ser… “ruptura interna” nunca será o melhor caminho!

Agora falta apenas que nos núcleos, secções, distritais do PSD adoptem esta prática. O convite de opositores internos derrotados para colaborar em gabinetes de estudos e grupos de trabalho, pode ser uma via extremamente importante para a estabilidade futura interna do PSD.

É assim que se prepara um grupo para governar.


NOTA: Parabéns ao Manuel R. e bom trabalho…
* Fotografia retirada do JN online

Lodo, S.A.D. aumenta a sua "cadeia de valor"

Ajuda a MUDAR, Manuel Rodrigues.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Gajo de Gabarito VII

Que se trata de um cavalheiro pudera já constatar pessoalmente numa audição parlamentar, na qual usei da palavra em nome do PSD.

Que é um empresário de mão cheia afere-se pelo seu sucesso.

Porém, faltava uma declaração de tomo. Ora, chega-nos a dita, hoje, pela comunicação social.

Diz Miguel Pais do Amaral que José Eduardo Moniz tinha como agenda derrubar Santana Lopes e o seu Góverno; pena é, aliás, que não tenha reconhecido outra evidência (talvez por ter ocorrido depois ter vendido a Media Capital à Prisa), que é o facto de a raiva predadora se ter mantido com José Sócrates.

O que estava em jogo era, a meu ver e para desgraça da democracia, uma cada vez mais comum tentativa de afirmação dos órgãos de comunicação social e dos jornalistas como contra-poder, algo que me parece deontologicamente errado e politicamente sinistro.

Mais diz Pais do Amaral que Manuela Moura Guedes tinha que ser substituída para que a TVI passasse a ter informação séria e de referência.

Veio tarde, mas é sempre bem-vindo.

Respire "ar fresco" com as palavras do 2º Conde de Alferrarede, citadas pelo Público *:
  • "A TVI funcionou como plataforma para derrube do Governo".
  • "Houve um período de tempo em que a TVI tomou um conjunto de decisões que se desviaram de uma linha de isenção e de credibilidade durante o Governo de Santana Lopes".
  • (Dito a José Eduardo Moniz) "Uma televisão não existe para derrubar governos mas para informar o público".
  • (Sobre Manuela Moura Guedes) "Era um excelente intérprete do estilo tablóide, mas não se podia reconverter. Havia que mudar o pivot para mudar o estilo de informação".
  • "Uma TV líder com informação séria vale muito mais que uma TV com informação tablóide".

* A pontuação nas citações é da responsabilidade da subscritora da notícia e de quem lha publicou. A fotografia foi "emprestada" por A Bola.

Oportuno

É de aplaudir, esta iniciativa de um senador norte-americano que montou uma campanha na tentativa de melhorar a apresentação e preceito dos jovens americanos, que nos últimos tempos adoptaram o sagging (em bom português, «calças arriadas»!). Por cá a moda também pegou e à falta de cartazes, eu diria que um bom puxão de orelhas à antiga surte bons resultados. Pais, toca a experimentar!

Contudo, a "causa" não é de agora. Nos estados do Louisianna e Georgia já haviam sido aprovadas leis a proibir a exposição do traseiro que, contudo, acabariam por cair por terra. A esse propósito até Barack Obama, antes de ser eleito, já se havia pronunciado: “(...) brothers should pull up their pants. You are walking by your mother, your grandmother, your underwear is showing. What’s wrong with that? Come on. Some people might not want to see your underwear. I’m one of them.”

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vão e não voltem!

Considero-me um democrata e creio que a liberdade de expressão é crucial para "o pior de todos os regimes com excepção de todos os outros", como diria Churchill.

Creio, todavia, que, por muita razão e ira que os cidadãos de Valença possam ter em virtude do encerramento do serviço nocturno do centro de saúde local, nada justifica o hastear de bandeiras espanholas, no centro da localidade, mesmo perante o auxílio médico disponibilizado pelo alcaide de Tuy.

É obsceno, é um insulto à memória dos que, em várias épocas, deram a vida pela nossa Pátria e é, indirectamente, o enxovalho do mais "sagrado" dos símbolos da nossa soberania: a nossa bandeira.

Nenhum político ou decisão, por mais medíocres que sejam, autorizam o hastear de uma bandeira estrangeira e muito menos da espanhola, dados os cuidados que até o direito diplomático mantém, ainda que devamos cultivar relações amistosas com o povo espanhol.

Vai e não voltes!


"Alegre valoriza mais cátedra com o seu nome que a possibilidade de ser eleito Presidente"

Título do jornal (pág. 7) "Público", hoje


Confesso que sempre me exasperou a arrogância do poeta de Águeda, mas este desrespeito pela mais alta magistratura da Nação (preferindo a cátedra na Universidade de Pádua) é demasiado para qualquer português que se preze.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os doze passos de Coelho

Depois da sua categórica vitória e usando a deixa de Asterix, creio que Pedro Passos Coelho tem que encontrar a sua poção para tornar o PSD numa alternativa credível e em que também o imenso eleitorado flutuante possa rever-se. Por simpatia de arrumação lógica, eis os seus doze trabalhos ou passos:

1.º - Persuadir o eleitorado de que, agora sim, alguém tem um projecto que resolve (e não remedeia apenas) os problemas de Portugal. É uma sensação que já não percorre os eleitores desde a primeira eleição de José Sócrates, em 2005. A diferença cifra-se em conquistar o poder e a disponibilidade da sociedade para a mudança ou esperar que o PS perca as eleições, recebendo o poder por “K.O. técnico” do adversário, sem entusiasmo do eleitorado.

2.º - Definir um modelo ideológico e, logo, um ideal social. Temos que explicar às pessoas o que queremos fazer com o seu voto, antes de lho pedirmos; esta foi uma máxima que escutei a Passos Coelho, em 1991, e que creio fazer todo o sentido, mormente quando a falta de clarificação ideológica do PSD tem dado margem de crescimento a um CDS que, não descurando alguns traços conservadores, se assenhoreou do espaço liberal clássico.

3.º - Para isso, entendo que deve repensar o Instituto Sá Carneiro, convertendo-o num gabinete de estudos que, mais do que ser chique e mediático, elabore doutrina e planos de acção para o partido, mas sem se metamorfosear num feudo de jovens “cientologistas” (uso o termo deliberadamente) da política, que o transformem numa célula de propaganda e de emprego para os amigos ou num Cavalo de Tróia, onde se acoitam reservistas para um domínio perpétuo do PSD. Deve tratar-se de uma estrutura com método, mas aberta ao caos próprio do pensamento criador, e aberta a todos sem excepção (quem avisa… ).

4.º - Olhar criteriosamente para os estatutos do partido, clarificando sem margem para dúvida quais as suas opções em matérias cruciais como a eleição directa do presidente e a disciplina, entre outras.

5.º Constituir uma equipa dirigente que faça o equilíbrio entre os capatazes e os arquitectos; ou seja, premiando quem arregimentou votos, mas não desprezando os que gostam de pensar a política sem que tenham, por razões variadas, militantes a toque de caixa (vale a pena fingir que os não há?!).

6.º Concomitantemente, terá Passos Coelho que domar os ímpetos pós-revolucionários. Quero eu dizer que não será fácil conter alguns generais e coronéis do seu exército, que terão vontade de fazer rolar cabeças. Há gente importante para o PSD e para Portugal no terço de militantes que não votou novo premier laranja, havendo que resistir à medíocre tentação do tiro à elite, que alguma rapaziada distrital (não, que saiba e felizmente, em Coimbra) nutre. O tempo é de conciliar, mesmo que, no mandato anterior, os ditos barões (também em Coimbra) tenham visto o PSD como uma coutada pessoal.

Para a semana, terminaremos a saga.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O último erro do SCP!

Eu acredito que ele vai ser campeão em breve… mas infelizmente, não no SCP...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Declarações de voto de alguns dos accionistas da Lodo, SAD


GONÇALO CAPITÃO

“Apoio Pedro Passos Coelho, como fiz na última eleição. Creio que a sua juventude, o bom uso que faz da imagem e da comunicação e, sobretudo, uma agenda nova podem trazer uma esperança a Portugal.

Claro que partilho alguns receios sussurrados… Parece-me que defende um programa de cunho um pouco liberal, mas logo penso que as receitas mais sociais-democratas somente nos têm apenas mantido à tona, o que me parece pouco ambicioso.

Temo ainda uma nova geração de apparatchiks que aí vem. No entanto, a sua hora sempre chegaria e Pedro Passos Coelho talvez consiga moderá-los.

Como dizem os teóricos, a vantagem da democracia é que podemos sempre despedir os governantes, pelo que voto com confiança num amigo.”


DIOGO NOGUEIRA GASPAR

“Não sou militante do PSD mas, se o fosse, votaria em Paulo Rangel. Foi o único que conseguiu criar uma mensagem inovadora e séria para os principais desafios do país distinguindo-se, desde logo, dos seus adversários Passos Coelho e Aguiar-Branco (de Castanheira Barros espero muito menos!).

Não conheço de nenhum quadro do PSD, propostas políticas na área da Educação, que revelem tanto entendimento como o seu, e que a assuma como o verdadeiro instrumento da mobilidade social, contra um sistema em que, como ele descreve, «ou se é doutor, ou não se é nada» (com consciência do valor da escola pública e, sobretudo, dos erros do PS nesta matéria). Assume a prioridade estratégica da agricultura, quando chama um novo D. Dinis, e propõe medias para aquele que é o sector económico mais desprezado em Portugal. Tem consciência das assimetrias regionais no desenvolvimento do território, optando por reforçar os poderes dos órgãos existentes, sem se converter à regionalização. Conhece por inteiro os problemas de uma Justiça em que tribunais e juízes, se encontram cada vez mais instrumentalizados pelo poder político e reféns de algazarras mediáticas, prometendo-lhes mais soberania, e defendendo responsabilidades do o Presidente da República.

É cauteloso quando fala do Estado, assumindo como prioridade o combate à partidarização e promiscuidade dos interesses e definindo novos modelos de regulação. Evita uma revisão liberal – ele, a quem alguns apelidam de católico progressista, sabe que o PSD nunca foi, nem estatizante, nem liberal, mas antes o Partido da sociedade. Dito isto, é de referir ainda: também Paulo Rangel é um candidato jovem e, do seu perfil, há a reter acima de tudo que já provou que é possível ser um político ganhador, sem que para isso tenha reduzido a sua vida à sobrevivência partidária, sem que para isso seja o produto de um «exército alinhado».”


DULCE ALVES

“A pouco mais de 24 horas da eleição do próximo líder do PSD devo confessar que ainda não sei sobre quem recairá o meu voto, sendo que desconfio que o meu boletim vai mesmo parar à urna tal qual chegará às minhas mãos: em branco. Tudo porque do leque de candidatos não há um que me convença que tem capacidade para rejuvenescer o partido, e digo rejuvenescer não no sentido de renovar caras, mas antes de renovar ideias e de readquirir o vigor que o partido já teve e que outrora imprimiu à sociedade portuguesa.

Pedro Passos Coelho é aquele que mais me cativa, quer pela capacidade retórica, quer pela serenidade com que sempre se apresenta, enfim, pelo embrulho, reconheço. Mas é, porventura, aquele com que menos me identifico no plano ideológico, mormente, com o modelo liberal que defende (e então no que toca à Saúde...). Acresce a isto que muito temo o fiel exército que o acompanha, polvilhado de gente que não faz falta nenhuma ao partido, cumpre dizer. Contudo, acredito que por ser aquele que recolhe maior capital de simpatia fora do partido é, naturalmente, aquele que parte em posição mais favorável para um combate eleitoral próximo.

Por seu lado, Paulo Rangel até agrada pelo conteúdo, mas deixa muito a desejar pelo invólucro. Desde os laivos de arrogância à súbita sede de poder - rompeu o compromisso "Europa" que fizera com os eleitores, arrogando-se o Messias do Partido e isso, por si só, é lamentável. Já Aguiar Branco e Castanheira Barros, embora não se possa pô-los no mesmo saco, diria que pura e simplesmente não têm perfil, por razões notórias.

Em suma, não me sinto plenamente representada por nenhuma das candidaturas, motivo que me leva a votar em branco, esperando, contudo, que o eleito um dia destes me dê motivos para arrependimento. Seria bom sinal.”


JOÃO PEDRO CRUZ

“Eleições à presidência do PSD: eu acho acima de tudo que o PSD tem 3 bons candidatos. Podia dizer já que apoio um qualquer, apenas porque é o melhor… mas estaria a ser injusto para com os outros 2. Acho mesmo que existem bons e diferentes argumentos para apoiar um dos 3.

Confesso que não foi uma decisão fácil de tomar. Tive de pensar. Pensar bem… mas para ter a certeza que iria apoiar a pessoa certa analisei 3 pontos que considero fundamentais no panorama político actual:

1) Se as eleições legislativas fossem hoje, qual dos 3 candidatos melhor disputaria uma campanha eleitoral contra José Sócrates?

2) Sem focar o espectacularidade do discurso polido, qual dos 3 candidatos tem as ideias melhor arrumadas para definir estrategicamente um novo rumo para o nosso país – principalmente em termos económicos?

3) Qual dos 3 candidatos tem a capacidade de implementar as reformas necessárias no PSD… isto é, mandar uma série de pessoas para a reforma...?

Pois bem, acho que agora já ninguém tem dúvidas que vou apoiar o Pedro Passos Coelho.

Eu até não me considero uma pessoa com o pensamento extraordinariamente liberal. Não. Mas por outro lado, também não acho que as linhas conservadoras (por vezes de forma excessiva) nos levem, como nação, pelo melhor caminho.

Acreditem que a leitura do livro do PPC ajudou qualquer coisinha na minha decisão. Afinal de contas, é de mudanças que estamos a falar…”


RICARDO CÂNDIDO

“Sou daqueles que consideram que o PSD não se soube afirmar como alternativa ao PS nos últimos anos. Mais do que votar num candidato que poderá ser afecto à concelhia X ou à Distrital Y, é imperativo que dia 26 se vote no candidato que consideremos estar em melhores condições para levar o PSD ao governo de Portugal. E aí, valendo o valem, todos os estudos de opinião têm sido claros em colocar Pedro Passos Coelho (PPC) na linha da frente.

Numa altura em que o descrédito na classe política atingiu indicadores impressionantes, penso ser imperativo o PSD dar o exemplo, promovendo uma mudança geracional que represente uma nova forma de estar e de fazer política, assente na capacidade técnica, académica e cívica dos seus actores.

As regras actuais da arena política exigem visão de futuro nas ideias, empreendedorismo nos actos, discurso pedagógico com capacidade de mobilização, juventude que demonstre garra em querer fazer.

Entre as opções disponíveis creio que PPC é quem melhor representa a alternativa que o PSD necessita e que o País anseia. Encaro as cenas dos próximos capítulos com PPC como Primeiro-Ministro. E serão seguramente bons capítulos.”


ROSA MORETO

Nas últimas eleições o meu voto foi para Manuela Ferreira Leite, pelas razões que na altura apresentei. Também nessa altura considerei que Pedro Passos Coelho seria um bom candidato para vencer as eleições seguintes, embora não conhecesse ainda muito bem as ideias que defendia. Agora chegamos a novas eleições e tudo corria bem até que de repente os candidatos se multiplicaram e vieram de novo trazer a ideia de divisão do partido. Quatro candidatos pareceu-me um exagero numa altura em que o PSD precisa é de união e mudança. Como muitos militantes e simpatizantes do PSD, penso que a disputa se faz entre Coelho e Rangel, não estando aqui a querer desvalorizar o esforço e empenho de Aguiar Branco e Castanheira Barros. Penso que duas candidaturas eram suficientes, e até Paulo Rangel entrar na corrida o meu voto tendia para Passos Coelho. Depois fiquei na dúvida e lá fui ao congresso a ver se me decidia...e vim de lá ainda mais baralhada. Da dúvida entre Coelho e Rangel passei à dúvida entre um dos dois ou voto em branco. Depois vieram as conversas com colegas de JSD, cada um a puxar a brasa à sua sardinha...e eu continuava baralhada. Depois o meu voto começou a tender mais para P. Coelho (talvez porque a Páscoa está a chegar). Ontem até o fui ouvir aqui em Aveiro e não esteve mal...mas continuo baralhada.

Ok, basta! É que estou farta de escrever e não só estou eu baralhada como devem estar os curiosos que se deram ao trabalho de ler a minha confusa opinião. Tudo isto para dizer que ainda não sei como vou votar. Acredito que tanto Paulo Rangel como Passos Coelho têm qualidades importantes para liderarem o partido, mas também têm características que não me convencem e me deixam de pé atrás. Como não conheço nenhum dos dois pessoalmente, e as palavras... leva-as o vento, a minha dúvida agora é entre dar um voto de confiança a um dos candidatos ou votar em branco. No final de contas, o que espero é que a partir de sábado a mudança que o PSD precisa realmente aconteça!


RICARDO BAPTISTA LEITE

“Considero que é fundamental unir o Partido em torno de uma liderança que possa finalmente concretizar um projecto social democrata em Portugal... Só assim sairemos do marasmo político, económico e social em que o País está mergulhado. Nestes últimos anos, Pedro Passos Coelho rodeou-se dos melhores de cada sector da sociedade, organizou uma equipa e metodologias de trabalho, e apresentou um projecto concreto para Portugal. Desde a saúde à educação, da justiça à economia, da segurança social à cultura, a sua visão é clara e revejo-me na sua estratégia. Foi aquele que apresentou atempadamente e de forma estruturada o seu plano para o país, é independente da política, é intrinsecamente um social democrata e já demonstrou que possui a capacidade de liderança necessária para agregar e unir o partido e para enfrentar os desafios que nos esperam. Eu acredito que estamos a tempo de colocar Portugal no rumo do desenvolvimento, progresso e do crescimento sustentados. O fomento da criação de riqueza e a racionalização do papel do estado na sociedade terão que ser os pilares fundamentais da estratégia política que será, arrisco-me a dizer, de salvação nacional. Por tudo isto, urge MUDAR! Por Portugal, com convicção, EU APOIO e VOTO PEDRO PASSOS COELHO!”


MANUEL RODRIGUES

"Desde 74 que Portugal não atravessa condições económicas tão adversas. É fundamental termos uma liderança no PSD que dê coesão ao partido e que seja dinâmica e sóbria, capaz de ajudar a re-credebilizar o país junto das instituições internacionais (agências de rating entre outros) e simultâneamente ajudar a criar um clima propício ao relançamento económico. Acredito que Pedro Passos Coelho tem a melhor Equipa capaz de enfrentar os grandes desafios do país e do partido!"

Notícia: "Justiça italiana quer ouvir Berlusconi sobre fim de programa televisivo"

Se fosse em Portugal, era tudo muito "lamentável" e não acontecia nada.
Vamos ter mesmo de "Mudar"!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pontapé... no provérbio.

Acabo de ouvir o jogador Filipe Oliveira, do Sporting de Braga, dizendo, a propósito da suspensão do seu colega Vandinho, que ignorar a sua importância "é tapar o Sol com uma pena"...

Ainda bem que o jogador não dorme com um edredão ou um colchão de peneiras...

A hora do Coelho

Na próxima sexta-feira, os militantes do PSD com quotas pagas (no meu caso, orgulhosamente, por mim próprio) poderão (deverão?) escolher o presidente do partido, levando em linha de conta não os rancores idiotas que introduziram um cisma do tipo claque (cá estou eu a sonhar acordado…), mas sim o perfil que consideram desejável para levar o PSD a uma vitória muito possível, se não mesmo provável.

Desta vez, mesmo engolindo sapos (com ele está o PSD da “folha de Excel” – ou seja, o aparelho puro e duro) os meus passos vão, de novo, para o Coelho que parece poder saltar da cartola social-democrata.

Desde logo, trata-se de um candidato que, sem alardear rupturas (resta saber com que passado rompe um neófito como Rangel, mas isso deve ser um preciosismo lógico da minha parte…), não espera que o PS perca eleições (coisa que o seu Líder não concede de barato, como pôde constatar Manuela Ferreira Leite), propondo-se ganhá-las de modo afirmativa e com um projecto que, corajosamente, publicou em livro, assim selando o seu compromisso político.

Depois, quando há opinião unânime dizendo que José Sócrates é um mestre da comunicação política, seria errado não acautelar esse aspecto. Todavia, o resultado, a curto e médio prazo não se alcança com uma saturante retórica ao estilo da I República, nem espetando o indicador a troco de tudo e de nada, antes se recomendando um discurso claro e uma postura imaculada, como tem Passos Coelho.

Em terceiro lugar, gosto da frontalidade de Pedro Passos Coelho. Não sei se concordo com ele na sua posição sobre a Lei das Finanças Regionais (creio que não), mas sublinho-lhe a coragem de contrariar um senador do PSD, como é Alberto João Jardim. Aliás, o “caminho das pedras” não lhe é estranho, pois já nos seus tempos de JSD dizia a Cavaco Silva o que outros não ousavam sequer pensar (lembro que a “sua” JSD teve um projecto de revisão constitucional autónomo).

Realço ainda que a maturidade das suas posições é notória; lembro o pedido de demissão do Procurador-Geral da República, que acho excessivo, mas ainda assim mais inócuo do que denegrir o País numa instância europeia (de novo, Paulo Rangel). Trago, por fim, à colação a categoria com que foi apoiar Manuela Ferreira Leite no comício de Vila Real, depois de esta o ter excluído da lista de candidatos do distrito.

Claro que, como disse, há um “mas”. Com excepções como a do concelho de Coimbra (onde conta com o apoio de gente prestigiada), a necessidade de angariar votos levou-o a incorporar muita gente de “listagem no bolso” e computador portátil nas reuniões e alguns jovens turcos ávidos de poder e parcos em tolerância; assim a sua mestria os venha a domar, depois de vencer…

Em todo o caso, é a escolha mais interessante.

Limpar Portugal

No dia 20 de Março cerca de 100 mil voluntários ajudaram a limpar Portugal, distribuídos um pouco por todo o país, recolhendo assim milhares de toneladas de lixo. Já devem ter ouvido nas notícias. Mas queria apenas salientar que iniciativas como esta dão um novo alento, mesmo numa altura em que não olho para o meu país com muita esperança. Afinal os Portugueses não se unem só na desgraça (como aconteceu recentemente para ajudar a Madeira) ou no futebol (como aconteceu no Euro2004). Também há Portugueses que se unem para pôr mãos à obra e limpar o lixo que outros Portugueses depositam indevidamente por tantas matas e florestas das suas freguesias. Se por um lado senti orgulho por ver tantos voluntários empenhados, por outro lado fiquei indignada com a falta de civismo de todos aqueles que se livraram dos seus lixos sem qualquer problema de consciência. Já agora partilho a minha experiência. Em Fermentelos foi assim:

quinta-feira, 18 de março de 2010

Como faltam mais de sessenta dias...

Como faltam mais de sessenta dias para o próximo acto eleitoral, creio que posso escrever este artigo…

Com base nessa premissa, começo por dizer que há lições que o PSD não aprende. Desde logo, quem, como eu, tenha seguido com atenção o Congresso de Mafra, no último fim-de-semana, terá visto a razão de os conclaves do PSD continuarem a ser um acepipe para a avidez da comunicação social, pela razão de que a gestão dos trabalhos, seja qual for o elenco que compõe a Mesa, conseguir a proeza de alinhar a horas decentes todos os notáveis e detentores de cargos, ao passo que o militante desconhecido tem sempre o “azar dos Távoras” de falar a altas horas da madrugada e para meia dúzia de gatos pingados… Eis a primeira pérola da democracia laranja.

A segunda tem a ver com a aprovação da medida já denominada como “lei da rolha”, que penaliza como infracção grave a crítica a orientações da direcção, nos sessenta dias anteriores a um acto eleitoral. E nem vale a pena perder muito tempo com a medida em si, por duas ordens de razão: por um lado, a crítica é legítima, constitucional e sempre fez parte do acervo histórico do PSD (Sá Carneiro viveu com ela, se bem li os relatos históricos). Por outro lado, é certo que um “clube” tem a possibilidade de estabelecer as suas regras, mesmo que os que as votam se estejam nas tintas para o que estão, na realidade, a aprovar, que aposto ser o que se passou.

A medida em causa é penhor, por isso e em minha opinião, de mais engulhos do ponto de vista da sua aplicabilidade, oportunidade e necessidade. Quanto à aplicabilidade, creio que serão mais os problemas do que as vantagens quando procurar averiguar-se o que é uma crítica grave e quando se pensar na disparidade potencial das consequências para um militante que critique o “politburo” a 61 dias de eleições e outro que o faça a 60… Acresce que fica por perceber qual a razão do prazo; por que não 120, 45 ou 30 dias ou mesmo 36 horas e 45 minutos?!...

Aliás, quando é tida por necessária uma expulsão, mesmo em massa, estão aí os dirigentes do PSD de Coimbra para atestar que já não eram precisas mais normas, pois, ao que sei, várias pessoas que terão concorrido contra as listas do partido enfrentaram ou enfrentarão esse destino.

O que contesto é, em conclusão, a oportunidade de uma norma destas, numa altura em que o PSD (mesmo em Coimbra) deveria procurara a reconciliação (mantendo os debates no campo da argumentação pura, sem purgas) e não oferecer o flanco a um PS que, ferido, aproveitará qualquer oportunidade para aliviar a pressão.

Acresce que tanto me faz que os estatutos do PS vão pelo mesmo caminho, pois com o mal dos outros posso eu bem...

Tenho pena que a sugestão partisse de Pedro Santana Lopes, que sempre beneficiou de tolerância e respeito por parte da generalidade do PSD, assim como lamento que tenha dito que, ao invés das palavras que lhe haviam sido atribuídas, não mudara de ideia quanto à eleição directa do presidente do partido.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mafra 2010: MFL

Manuela Ferreira Leite falou apenas uma vez ao congresso… mas falou bem.

De uma forma extremamente calma e clara (como lhe é costume), montou o seu discurso palavra após palavra descrevendo um Portugal no caminho errado nas mãos do governo socialista.

Dos diferentes pontos que abordou recordo-me das descrições que fez relativamente: ao caminho desastroso que o governo está a seguir nas finanças públicas; ao excesso de confiança que Sócrates transmite aos portugueses com a decisões do tipo aeroporto e TGV; ao mais que provável crescimento acentuado do desemprego; à asfixia democrática; à tendência da movimentação de pessoas da classe média para a classe pobre do país, com a permanente perda de poder de compra…

Quem a ouviu, poderia pensar que MFL estaria a fazer este discurso pela primeira vez, pois foi dramaticamente actual. Mas não. Conforme a própria confessou, tratava-se de um discurso que fez em 2008!