quinta-feira, 15 de julho de 2010

Valha-nos o Ciclismo...

Este é o senhor que rivaliza com José Sócrates as capas da imprensa de hoje. E não é para menos, já que fez história ao vencer a décima etapa do aclamado Tour de France. Feito que só quatro conterrâneos terão logrado até à data - Joaquim Agostinho, Paulo Ferreira, Acácio Silva e José Azevedo. Já que o desporto-rei não nos tem dado muitas alegrias... valha-nos o ciclismo!
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Adenda 1 - acabam de me alertar (e bem) que a comunicação social não é unívoca quanto aos ciclistas que, além de Sérgio Paulinho, já conquistaram este feito: aqui diz-se que foram quatro, já aqui apenas indicam três, excluindo José Azevedo;
Adenda 2 - com uma pontinha de orgulho dou nota que Sérgio Paulinho é quase meu conterrâneo, já que correu por Alcobaça durante muito tempo e era presença habitual nos «circuitos locais»;

terça-feira, 13 de julho de 2010

O jeito que isto nos dava


Há pouco estava a ver as ruas de Madrid em directo e... arrepiei-me. Mais de 500 mil encheram a Cibeles e a Calle Alcalá para brindar com La Roja o título arrecadado pela primeira vez na história de nuestros hermanos. A festa que ali se faz é impressionante e deixa a nu a força do futebol e o seu impacto nos povos e nações. E na economia, por supuesto. Consta que o impacto emocional desta vitória pode traduzir-se num crescimento económico real. O ABN Amro, banco holandês de primeira água, analisou o fenómeno e garante que o PIB do país vencedor cresce, em média, 0,7%. Caso para dizer: o jeito que a taça nos dava!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Finlândia na crista da onda

A Constituição da Finlândia acabou de consagrar o acesso à banda larga como direito essencial dos seus cidadãos. O país compromete-se a conectar todos os finlandeses a uma velocidade mínima de 1 MB por segundo e, até 2015, de 100 MB por segundo. Fasquias que só fazem sentido num país que já saciou todas as suas necessidades básicas, desde saúde a educação e igualdade social.

Posto isso, as metas são outras e, por que não, sonhar alcançar uma sociedade plenamente informatizada, estipulando o acesso à informação como um direito basilar. A Finlândia faz assim história, obrigando todas as empresas do país a oferecer o serviço a preço simbólico, para que todos tenham acesso à informação. Para já, embora acabadinha de promulgar, a medida já abrange 96% da população. Notável.

Humano e interessante


Filme chileno, de 2009. Ganhou diversos prémios. O título original é "La nana" e não sei se já foi exibido em Portugal (provavelmente foi, no circuito alternativo).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Em Portugal, “Líder” só em conserva

E, mais uma vez, saímos sem glória de um grande torneio de futebol.

Se quisermos consolar-nos, podemos buscar torpe conforto no facto de as selecções de Inglaterra, França e Itália (as duas finalistas de 2006) também terem recolhido cedo. Podemos até pensar que o facto de nos qualificarmos consecutivamente para os torneios europeus e mundiais é uma novidade no nosso historial futebolístico.

Porém, não só podemos bem com o mal dos outros, como o facto de termo tido uma década consecutiva no galarim do futebol não justifica retrocessos; ninguém gosta de andar de cavalo para burro, como sói dizer-se…

Importa afirmar que não jogámos bem. Aquando do massacre dos norte-coreanos por épicos sete a zero disse que assim como o empate com a Costa do Marfim não era justa causa de depressão, a rechonchuda vitória contra os rapazes de Kim Jong-il também não deveria alavancar orgulhos desmesurados. A Coreia do Norte tinha uma selecção muito fraca e, naquela tarde, tudo correra bem aos nossos embaixadores do “pontapé na bola”.

O jogo com o Brasil, por seu turno, foi ditado por um Brasil que assegurara previamente a qualificação e que, como veio a constatar-se, também já conheceu melhores dias.

Chegámos, assim, algo anestesiados ao embate com os espanhóis (o jogo que mais detesto perder, nem que seja num campeonato de caricas!!!) no qual, apesar de termos coleccionado algumas oportunidades no primeiro tempo, soçobrámos ao meio campo adversário, muito apoiado no tremendo Barcelona. Para tal contribuíram, em não parca medida, os equívocos de Carlos Queiroz, desde a escolha dos jogadores que seleccionou até à escandalosa e idiota substituição de Hugo Almeida, que fora, até aí, o único jogador que assustara e fixara os defesas espanhóis. Elucidativas são as palavras de Cristiano Ronaldo (também ele em “recessão técnica”), captadas por um canal televisivo do país vizinho, no qual prognostica que “assim não ganhamos, Carlos!”.

Não sendo uma autoridade na matéria, creio que Carlos Queiroz é um excelente teórico do futebol – veja-se os esquemas integrados que giza para os escalões de formação – mas tem falta de carisma e de perfil de liderança. As novas gerações – sejam ou não jogadores de futebol – cresceram num mundo mediático em que a emoção e a ambição mandam mais do que a razão, mormente em ambientes de alto índice de exposição pública e de competitividade, pelo que, mais do que professores, importa descobrir lideres. Mesmo não percebendo, digo eu, patavina de táctica, quando comparado com o “mister” português, Diego Armando Maradona empolgou a sua equipa e arrastou a sua nação, oferecendo ao Mundo futebol bem jogado e apenas tombando ante uma “Mannschaft” que fez Ângela Merkel e os adeptos de futebol saltar da cadeira, em quase todos os jogos (a Espanha tem andado longe de tamanha força de demolição).

Não explicando tudo, o sucesso passaria por uma remodelação governamental na nossa selecção (confesso que estou a imaginar os acrescentos que farão alguns leitores…). Para já, “Líder” só o atum…

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Descubra as diferenças

Na denominada Zona Mista, ainda a quente, é certo, um sobranceiro jogador saiu-se com um "O que é que eu explico? Perguntem ao Carlos Queiroz!". Esse jogador foi Cristiano Ronaldo que, por sinal, é o Capitão de equipa.

Na mesma Zona Mista, um outro dizia "Não é só quando ganhamos que temos de mostrar união. Quando perdemos, perdemos todos". Palavras de Eduardo, gigante em campo e igualmente grande fora dele.

Boa pergunta...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Homem do Jogo

Eduardo Mãos de Tesouro

O Mundial dos Árbitros

Jorge Larrionda [Alemanha vs. Inglaterra]

Roberto Resetti (Argentina vs. México)

Hector Baldassi (Espanha vs. Portugal)

Neste Mundial, os protagonistas não têm sido tanto os craques da bola, mas sim os senhores do apito. Errar é humano, mas resistir à ajuda das tecnologias permitindo estas fantochadas é lamentável.

À atenção da Rede Globo

Quando o futebol acabar para Capdevilla, espera-lhe uma promissora carreira de actor.

Adiós, Adieu...

Nuestros hermanos, é assim que eu vos quero ver:

fotografia do jornal Record

A Imprensa está de Luto [ou não..!]

Musa inspiradora do dia

Brites de Almeida, a padeira de Aljubarrota
foto d'aqui

Muito difícil, mas não custa tentar!...