segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Força, Prof. !

Está (muito) mal de saúde o ex-treinador da Briosa, Manuel Machado. Espero que vença mais esta difícil jornada.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A coragem de uns e a cobardia de outros


De que serve a bravura dos portugueses que comandam a fragata portuguesa que actua contra a pirataria nos mares da Somália? Impedem alguns ataques, é certo. Mas e depois? Limitam-se a identificar os homens, que mais não estão permitidos a fazer. Detenção, julgamento e condenação são verbos que não se podem aplicar a estes criminosos impunes.

Actualmente há mais de uma dezena de barcos e centenas tripulantes retidos por piratas nos mares do planeta, mas parece que os nossos governantes julgam que a proliferação desta pirataria do séc. XXI é pura ficção, ao velho estilo do Capitão Hook. Pelo menos, à excepção do Secretário Geral da ONU, ainda não dei por mais ninguém de semelhante influência que tivesse vindo a público clamar por soluções reais que acabem com este vazio jurídico.

E enquanto uns brincam ao Peter Pan, os piratas somális continuam as suas incursões pelos mares do Índico, sequestram a seu bel-prazer, pedem resgates que lhes rendem milhões (esta semana o governo espanhol pagou quase 3 milhões de euros pela libertação de um pesqueiro) e gozam descontraídamente de uns dias de festa.

Isto, porque ainda ninguém arranjou coragem para providenciar um quadro jurídico que regule este fenómeno e um quadro de poder estadual regional capaz de lhe fazer frente. Valha-nos a bravura daqueles que em missão vão fazendo o que podem pela segurança marítima!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Indecente

Os fins podiam até ser os mais nobres, mas os meios deixam a desejar. No 50º aniversário da boneca mais famosa de sempre, a Sotheby's levou a leilão uma série de objectos do universo "Barbie", cujos fundos se destinaram a angariar fundos para uma ONG dedicada às crianças.

Sucede que entre os objectos leiloados, estava uma Barbie de burka. Uma das quinhentas que já foram postas à venda mundo fora. A artista italiana que teve esta brilhante ideia alega que a boneca simboliza a diversidade da cultura e da condição da mulher no mundo e que a criou "com o intuito de provocar as ocidentais, que se dizem livres mas não são verdadeiramente livres, vendem o seu corpo e a sua imagem".

Alguém pode dizer a esta senhora que o que realmente a devia incomodar é a (falta de) liberdade das mulheres islâmicas que estão confinadas à burka e à submissão masculina? E que é por demais vergonhoso que se recorra à polémica para vender mais? E que isto é assunto demasiado sério para ser misturado com a indústria de brinquedos?! Já agora, expliquem-lhe também que este tipo de provocação não só não livra as muçulmanas daquelas vestes como apenas acicata o clima entre o Mundo Islâmico e o Ocidente.

Ridiculum Vitae


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Aliviar para malhar

[clicar sobre a imagem para aumentar]

Está desvendado o segredo de Augusto Santos Silva para "malhar na direita", no Governo anterior. Nada como a leveza do ser...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mandriões

Segundo a edição de hoje do Público, "Debate sobre Tratado de Lisboa acaba com AR a meia casa".

Ora bem... A mais de ser dever dos deputados acompanhar mesmo os debates que não correspondem a temas discutidas nas suas comissões, tratava-se de um documento essencial para a construção europeia e que, ainda por cima, foi assinado na nossa Capital. Há algum tempo isto seria motivo de orgulho...

Isto para além de eu achar que a maioria dos deputados não deve saber patavina sobre a União Europeia e o seu ordenamento jurídico...

Mais lugares à mesa

Diz-se que voltaremos a discutir a regionalização, lá para 2011.

No acto de discutir não vejo problema; apesar de tudo, já lá vão mais de dez anos.

O que posso adiantar é que continuo céptico em relação ao processo em si, já que, num Estado pejado de suspeitas de corrupção e servido por uma classe política medíocre, aposto como tem tudo para dar asneira.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Abaixo de cão

Realmente, a TVI devia dedicar-se à escandaleira, aos programas de coscuvilhice e às novelas, algo em que parece ter sucesso.

Como disse, no desporto são absolutamente incompetentes!

Depois de um apuramento categórico, em vez de acompanharem os festejos portugueses e a reacção dos bósnios, a TVI conspurcou o momento com anúncios e mais anúncios. Uma vergonha...

África nossa

Noventa e quatro minutos depois, Portugal está, merecidamente, no Campeonato do Mundo de 2010. Para o ano é rumar a África de Sul e acreditar que é possível brilhar e... ganhar! A última década trouxe muitas alegrias à selecção, desde o Mundial 2002, para o qual fomos qualificados e onde tivemos um bom desempenho, seguindo-se o Europeu de 2004, no qual a selecção das Quinas foi anfitreã e vice-campeã. Em 2006 ficámo-nos pela semi-final e em 2008 pelos quartos de final. Oxalá o continente africano seja uma espécie de amuleto e tenhamos, por fim, uma palavra a dizer no mundo do futebol.

Selvagens II

De cabeça perdida, choveram objectos para o relvado,

Esta gente devia dar melhor imagem a uma Europa que andou por lá a dar o corpo ás balas sérvias.

Já está!

Grande Meireles! Imenso Nani! Inteligente Liedson!

Ceguinho

A permanência de Duda em campo recomenda uma operação às cataratas de Queiroz.

A 45 minutos de África

Nunca um zero a zero me pareceu tão pouco nulo.

Começou o medo do árbitro

Falta sobre Pepe, junto à nossa área. Podia ter sido feio. Porém, quando foi ao contrário, marcou uma falta inexistente.

Depois foi uma falta sobre Liedson, que acabou em lançamento para a Bósnia.

E Duda continua a pôr os nossos nervos em franja.

Teimoso que nem uma mula

Queiroz é mesmo de manias...

Insiste em Duda, com Miguel Veloso no banco. Até Paulo Ferreira na esquerda faria melhor...

Valham-nos Pepe, Bruno Alves e Ricardo Carvalho.

Selvagens

Acabo de ouvir um estádio a vaiar o hino português...

E pensar que, na Luz, respeitámos o hino bósnio...

E pensar que costumo achar que o povo português é parco em civismo...

Pelo menos vi o Pepe a cantar o nosso (e dele) hino!

Vamos a eles!

PS desvia atenções da crise


Natal sob suspeita

Tal é a paranóia em torno da corrupção, que estou a ver muito neto, neste Natal, a acusar os avós perante o Dr. Pinto Monteiro, se o presente for um cheque ou dinheiro vivo…

Creio que, com culpa das magistraturas, estamos a induzir nos cidadãos um sentimento de putrefacção política e social inaceitável. Dito de outro modo e à maneira popular, das duas, uma: ou estamos perante uma vaga de corrupção sem precedentes, ou o caso ainda é pior e teremos que decidir entre uma inaceitável incompetência e um lodoso (exacto, não quis dizer doloso…) calculismo por parte das magistraturas.

Vamos por partes, todavia… Se optarmos pela primeira hipótese (e, com franqueza, acho que a resposta certa envolve um misto das duas), nada há de novo. Apenas se verifica que os políticos e os empresários, a mais da escala maior em que transaccionam, não são melhores do que o seu povo, pois dele emanam. E, aqui, tenho que repetir que me parece que se não estivéssemos na União Europeia, estaríamos a gerir um caos auto-subsistente como o que vi, há anos, na Albânia; sem desprimor para o valente povo do País das Águias, costumo dizer que somos “albaneses com dinheiro”, e mesmo este é cada vez mais escasso.

De resto, é o fado que se conhece: agimos de forma egoísta, desejamos a desgraça dos bem sucedidos, invejamos o vizinho e vivemos mais ocupados a tentar contornar a lei do que a pensar na bondade ínsita no seu cumprimento, designadamente dobrando uma nota à laia de gorjeta ou oferecendo algo mais em jeito de suborno. Isto, claro está, sem mencionar que somos o País onde a cunha é uma instituição. Assim sendo, como podemos esperar, no paraíso da esperteza saloia, que os nossos políticos e os nossos empresários não bebam desta fonte centenária?!

Contudo, e eis a segunda hipótese, no mais recente caso mediático - “Face Oculta” – não deixa de ser estranha a forma como, depois de uma investigação exemplarmente sigilosa pela Polícia Judiciária, se começam a divulgar a conta-gotas informações que lançam suspeitas sobre o Primeiro-Ministro. Sendo do PSD, estou à vontade para dizer que o cheiro a esturro sai por duas frestas: por um lado, não se entende este desejo de que o caso arda em lume brando, canalizando a informação em penosas e morosas prestações. Por outro lado, cientes de que a lei obriga à intervenção do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a hierarquizada (o adjectivo está aqui propositadamente!) magistratura do Ministério Público não só não contém as fugas de informação, como não as pune eficazmente; aliás, não as pune de forma alguma…

Não fora eu achar que ainda não estamos nesse grau de mesquinhez e pareceria que estamos a caminho de uma variação perigosa da democracia, para a qual alguns teóricos já alertaram: a república dos juízes e dos media.

Seja como for, cuidado com os presentes de Natal e, sobretudo, não fale deles ao telefone…

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Que porcaria!

Acabo de ver a vitória de Portugal sobre a Grécia, em selecções de sub-21, na TVI.

Se já tendo a não simpatizar com o canal, a coisa agudizou-se com os comentários ao jogo. Fernando Correia, que até é um jornalista prestigiado e experiente, passou o jogo sem ir mencionando idade, clube e outros dados dos jogadores (algo útil, sobretudo quando falamos em jogadores mais jovens e, logo, menos conhecidos) e optou, isso sim, por passar o jogo com graçolas palermas, algo em que foi acompanhado por Cláudia Lopes, a jornalista de campo.

E eu que julgava que José Augusto Marques, jornalista da SIC, fazia maus comentários...

Seja como for, o horror continua a ter Rui Santos (também da SIC) como sinónimo!

Gripe laranja

Continuando o meu “diagnóstico” pessoal (mais um pouco e teremos que escrever “autópsia”…) sobre o PSD, entendo que há dois pólos claros de responsabilidade: a “corrupção activa” e a “corrupção passiva” (para usar termos da nossa triste moda…) da missão de um partido político democrático e a venda a pataco da ideologia social-democrata (para o efeito poderia tratar-se de qualquer outra, aliás).

Do lado activo, destaco dois focos de infecção: por um lado, a já debatida conversão das distritais e concelhias em sociedades anónimas de votos, com distribuição de cadeiras proporcional aos votos cacicados. Contudo, aqui chegados, não me interpretem mal: sei bem que as vitórias, mesmo as de figuras conceituadas, sempre se fizeram com a inclusão de caciques nas campanhas e com a mobilização em massa de grupos de militantes. O que contesto é o atraso na forma – Obama utilizou as novas tecnologias como meio de quebrar os custos de intermediação e de dar mais poder a cada apoiante, individualmente considerado – e o soldo que hoje é devido a estes “fantasmas” cujo nome nem se chega a saber, mesmo quando se arrastam pelo Parlamento, pelas câmaras municipais ou por quaisquer outros “abrigos” de luxo. Ganhar a liderança do PSD é, hoje e quase só, uma questão de regateio.

Por outro lado, contesto também o relativo aroma a naftalina que exala a presença de algum baronato. Sempre entendi que as elites do PSD eram preciosas e que o sucesso do partido vinha, em larga medida, do seu propalado interclassismo. Aprendi muito com nomes consagrados da política e da academia e ainda hoje agradeço esse privilégio, de que muitas das gerações mais recentes não desfrutaram, mercê da agonia da vida e do debate interno que percorriam as sedes partidárias até à segunda metade dos anos noventa.

Todavia, entendo que muitas das verdadeiras elites já se retiraram de cena, permanecendo um misto de algumas que assumem um papel de “senhorias” do partido e de pessoas que pretendem tomar os lugares que, entretanto, vagaram no camarote laranja. O maior problema é que toda esta gente – que continua a ter o seu relevo, já que condeno qualquer forma de populismo – terá que perceber que, guardando os ensinamentos de Sá Carneiro e a saudade do sucesso de Cavaco Silva, os tempos são outros, os temas em debate mudaram, a vida das pessoas está submetida a uma forma de ditadura bem mais opressiva e imperceptível do que a do Estado Novo (falo da voragem financeira e da vertigem consumista actuais) e a próprio receptor da mensagem política mudou, enquanto ser humano (a concentração e o interesse são menores e forma de comunicar pelos media tem que ser cirúrgica).

Resta falar da responsabilidade dos próprios militantes e simpatizantes, algo a que voltarei.