sábado, 29 de setembro de 2007

Primeiras notas do Requiem

Sem júbilo digo que o dr. Marques Mendes, para começarmos a análise da derrota de ontem, pode pensar em três coisas que, manifestamente, não compensaram:
  1. Cinzentismo enfadonho na oposição.
  2. Autorizar os colaboradores mais próximos a tratar com punho fechado e língua de prata quem discordava, ainda que criticasse Mendes com elevação.

E escusam os "donos" do Partido de dizer que vem aí isto ou aquilo. O que vier vem por mérito do dr. Menezes, mas também pela arrogância dos que escolheram o Presidente cessante por resignação ("do mal, o Mendes").

1 comentário:

Dulce Alves disse...

Muita tinta tem corrido nas últimas horas sobre este "virar de página" no PSD. Para uns, o sonho. Para outros, a catástrofe. Para mim, o alívio.
Alívio porque a lúgubre campanha terminou, assim como terminou o enxovalhar do partido em praça pública.
Alívio porque o partido morno de Mendes dará lugar, acredito, a um partido menos resignado e cinzento.
Alívio porque, finalmente, augura-se a desejada "estabilidade", "credibilidade" e "unidade" - chavões apregoados por Mendes mas que estavam longe de caracterizar o PSD durante a sua liderança.

Para terminar, cabe realçar a dignidade de Mendes no "adeus" à liderança do PSD, com um discurso sereno e sem vestígios de 'hard feelings'.

Ah, e desejar que Menezes "recupere o fôlego" - que o seu discurso de vitória ficou, a meu ver, um pouco aquém do que lhe é habitual...