quinta-feira, 10 de julho de 2008

Consequências

O amor que depositamos nas crianças nascidas de nós supera toda e qualquer barreira. Ponto.



Embora o referendo ao aborto já tenha passado e muitos de nós continuemos a fazer ouvidos moucos às notícias de duas e três interrupções voluntárias da gravidez (eufemismo brilhante) feitas pelas mesmas mulheres num intervalo de meses, o que é certo é que pactuamos e todos contribuímos para esta realidade. Its democracy, stupid!

É o estatuto jurídico do feto... - defendeu-se há dias uma minha professora. Pois claro, peço desculpa.


2 comentários:

Tânia Morais disse...

"Gonçalo Capitão disse...

Respeitando o teu ponto de vista, pedia-te, para o perceber melhor, que explicasses em que medida entendes que o Governo promove o aborto, pois, à primeira vista discordo.
11 Fev 08"

Caro Gonçalo, peço-te desde já desculpa ter-te deixado sem resposta em Fevereiro, mas só hoje recuei nas publicações e me apercebi deste erro e falta de delicadeza =)

A afirmação em causa pertence a FSC pese embora a subscreva no conteúdo. Entendo (ainda) que o governo promove o aborto na medida em que nos desresponsabiliza quando queremos recorrer à IVG, e tal estará hoje comprovado, por exemplo, no caso do hospital de Gumarães.
As causas e situações não terão sido abordadas nem tão pouco suficientemente esclarecidas, até à data.
A bandeira de despenalização das mulheres que se encontrariam encarceradas pela prática de um crime (aborto) rapidamente se transformou na generalização da prática deste (já não) crime. Penso muitas vezes neste assunto, e talvez não te responda tão racionalmente quanto o possas desejar. Não entendo como filha, como irmã de duas princesas e como futura mãe. Mas pronto. (Há dias assim, em que a sociedade não responde às expectativas que nela criamos. Há dias em que sublinhamos as nossas posições nem tanto devido a questões mais íntimas, mas também devido ao receio da leveza generalizada no tratamento desta e outras questões) *

Gonçalo Capitão disse...

Tânia

Uma resposta ponderada é sempre melhor ;)

Defendi a legalização da ivg como mal menos, visando obstar à negociata clandestina, ao perigo para mulher e à cegueira de quem não via que só não abortava quem não queria, dependendo a segurança do dinheiro de cada uma.

Porém, sempre disse que havia que apostar na dissuasão pedagógica, nas escolas e nos estabelecimentos de saúde.

Acho errado rejeitar a medida por coisas que não estão a correr bem, mas que podem ser corrigidas.