quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Santa ignorância

Denunciava eu aqui a pouca instrução da menina que encarnava a Floribella - que desconhece a existência do cineasta Manoel de Oliveira - e eis que há quem suplante tal ignorância.
Reporto-me aos jovens britânicos que, segundo um inquérito realizado por estes dias em Inglaterra, acreditam que Winston Churchill não tenha existido, sendo apenas e tão somente um personagem de ficção.
Pelo menos, assim pensam 23% dos inquiridos, revelando desconhecer uma importante figura da história britânica cuja popularidade se estendeu ao Mundo, não só pelo brilhante papel de primeiro ministro em tempos de guerra, mas também por se ter notabilizado enquanto escritor ( Nobel da Literatura em 1953), historiador e, claro, excelente orador.

2 comentários:

Gonçalo Capitão disse...

Também vi a notícia e entendo que não tem perdão, ainda por cima "em casa", desconhecer um nome grande da democracia contemporânea.

Contudo, estudos de opinião há para todos os gostos; citei na minha tese um outro, realizado em escolas dos EUA, em que Churchill era, precisamente, o mais reconhecido (ainda que pouco) dos políticos. No mesmo estudo, ao invés, 33% assumiam não ter a mais pálida ideia do que haviam sido os nazis...

freitaspereira disse...

Nada de estranhar : Claro que o nível intelectual baixa assustadoramente em todos os países ! As estatísticas provam que os jovens frequentam menos os museus, passam uma parte importante do tempo disponível a ver televisão, séries americanas , como “Friends” ou emissões de tele-realidade como” Star-Academy”, o " walkman" aparafusado na orelha e “Play Station” ao lado ! O que eles gostam : o “look”, “as grandes marcas”, os filmes americanos ... Que estranha visão da própria juventude !
Mas mesmo assim, ainda é a musica que parece ser privilegiada . Mas qual musica ? Quanto a ler ?

Esta ignorancia serve os interesses de certas correntes politicas que conseguem "vender-lhes" utopias do passado, frequentemente perigosas . Assim o "Dever de Memoria" , célebre grito de Elie Wisel poucos o conhecem.