domingo, 28 de outubro de 2007

Rasteiras (ideo)lógicas

Sobre a regionalização (ou outros motes para ganhar votos):

Perante uma opinião pública mais ou menos esclarecida, e apesar das diferentes posições assumidas dentro da nossa estrutura, não esqueçamos o debate de há quase dez anos e o que então defendemos - nem tudo se faz pela simpatia dos cidadãos/voto.
Não devemos defender o Estado centralizado - não faz parte sequer do programa - mas fazer depender duma organização institucional o desenvolvimento do interior tem muito que se lhe diga.
Criar um novo mapa organizacional do território quando a tendência se pautou pela macrocefalia natural da capital... hmmm.

Antes de mais, os quadros devem conhecer o chão que pisam.

Caso para dizer: Olhe que não é bem assim, Sr Secretário... olhe que não é bem assim.

(é só de mim, ou a discussão da regionalização nos media trata de tudo menos da própria?)

2 comentários:

Gonçalo Capitão disse...

Olá!

Boa estreia a chapinhar no "lodo" ;)

Não sabes, mas fui um acérrimo crítico da regionalização, tendo escrito vários artigos na imprensa sobre isso.

Todavia, a desconcentração administrativa e a descentralização ainda não levaram a algo de jeito, sem que com isto queira dizer que passei a acreditar na regionalização.

Creio que temos tiques de dependência do Estado a lembrar a URSS. Esperamos tudo do poder central (até emprego), vivemos com alguma corrupção e aguardamos que alguém (leia-se, poder instituído) faça por nós o que podia pertencer ao domínio da acção cívica e empreendedora.

Há sinais de mudança nas novas gerações, mas tudo é demasiado lento para galgarmos o atraso que temos como País.

Dulce Alves disse...

Tânia,

reitero as congratulações do Digmo. Administrador do Lodo, SA, quanto ao tema de estreia ;)

Um tema que desde há muito divide os portugueses e que nos últimos tempos tem voltado a marcar presença na agenda política.

Sob o meu (sempre modesto) ponto de vista, relançar a discussão agora poderá ser, para uns precipitado, para outros desejável - para que se aclarem posições e se saiba o que esperar de quem chegue ao poder em 2009, já que antes disso não será viável uma regionalização.

Quanto à minha posição, não sendo expert em 'Administrativo', tenho algumas reservas quanto à regionalização... ou pelo menos, aos moldes que esta possa revestir.

A ser levada a cabo, importante é que, como referes, "os quadros conheçam o chão que pisam". E que não se limitem a "retalhar" um país, com base nuns rabiscos feitos sem sentido por um aspirante a artista num qualquer gabinete sombrio da capital.