sábado, 8 de julho de 2006

Paridade, episódio segundo!

O anunciado contra ataque socialista ao primeiro veto de Cavaco Silva foi aprovado esta semana.
Por mim, e não querendo ser repetitivo, visto que os argumentos base que me levam a ser contra já foram escalpelizados, fico a aguardar expectante a resposta presidencial.
Entretanto, segundo o Expresso, a maioria das mulheres é contra a Lei da Paridade! Será que tem algo a ver com o argumento de alguns dos seus defensores, que afirmam que no futuro esta discriminação positiva poderá reverter a favor dos homens?
Eu cá fico na minha; segmentar listas partidárias com base em critérios como o sexo, raça, religião, credo, sociais, etários, ou outro qualquer que não seja a mais valia do(a) personagem política: não obrigado!

5 comentários:

el__sniper disse...

Agora só uma coisa me confunde: alguma vez, no seio do seu partido, se bateu contra a quota interna que estes dão nas listas aos membros da juventude partidária?
É que é um lugar dado pela mesma razão: pq é jovem. Independentemente de ser bom ou não...

... mas não me leve a mal, eu sou contra a lei.

Ricardo Cândido disse...

Caro Sniper:

Pois, esse argumento era previsível, se bem que o tiro saiu ao lado.
Que eu saiba, não existe obrigatoriedade da inclusão de jovens nas listas por parte do meu partido!
Ora faça uma pesquisa e veja quantos deputados da JSD é que existem no Parlamento.
Não querendo ser demasiado angelical na resposta, obviamente que muitas vezes são contemplados alguns lugares nas listas para a malta mais jovem, homens e mulheres, a esmagadora maioria com imenso valor político, mas sem carácter percentual ou obrigatório.

PS: era só o que faltava levá-lo a mal! Apareça cá no “lodo” e participe mais vezes. Abraço.

Camisa Azul disse...

A lei é uma ofensa às mulheres.

DaLaNdEiRa disse...

Não tarda são as Ass. de defesa dos homosexuais a pedir uma lei similar... Como isto vai a estar, não sei não, não me admirava que conseguissem arranjar assinaturas suficientes para ter iniciativa legislativa.

Pitucha disse...

A questão das quotas é bastante pertinente, porque no seio do meu partido não há quotas para os jovens, e sempre me bati para que fossem incluídos em listas, não por serem jovens, mas sim por mérito e excelência!Há no entanto algumas contradições que não convém deixar passar dentro do meu partido, que se prende com a preocupação que os dirigentes têm em incluir mulheres nas listas, parece-me importante dar as mesmas oportunidades, sem atender a sexo, cor, idade, mas essa preocupação leva a que muitas das mulheres integradas nas listas não tenham mérito nem capacidade para as integrar, no entanto, e mesmo não havendo quotas no meu partido, elas são integradas levianamente, apenas por serem do sexo feminino, transmitindo muitas das vezes uma imagem menos positiva do que é a participação feminina na vida política!