quinta-feira, 27 de abril de 2006

E agora?

Ser arguido num determinado processo judicial, não me parece, por si só, motivo para um retirar de confiança política. Obviamente, que não dá boa imagem a um partido político apresentar a eleições candidatos com processos pendentes na justiça, no entanto, se formos por esse caminho e se a moda pega, arriscamo-nos a ter cataratas de denúncias por este país fora, a maioria anónimas, outras assim nem tanto! Há que relembrar sempre que um dos princípios básicos da nossa legislação é a presunção de inocência, até prova em contrário.
Confesso que nunca me encheram as medidas as justificações dadas nos casos de Gondomar e de Oeiras. Se o motivo do não apoio autárquico foi verdadeiramente o que foi noticiado na altura, Leiria não devia ter ficado de fora, por uma questão de coerência da própria medida.
A opção política das altas esferas da nossa social-democracia, não só foi incompreendida aqui por este vosso amigo, como agora e pelo que parece, vou ter que ouvir (e bem, digo eu!) as lamentações do Major.

PS: a fazer fé na comunicação social e no próprio, parece que o Dr. José Alberto Pereira Coelho sempre vai avançar para a liderança! Espero, sinceramente, que a candidatura venha fortalecer o debate político e não aferir a “situação psiquiátrica” do PSD.

3 comentários:

Camisa Azul disse...

Considero deplorável o que se passa no nosso país relativamente ao constante clima de suspeita sobre determinadas figuras públicas. Sem dúvida que o mais grave é o facto de apesar de por vezes nada se provar em Tribunal, a mancha acompanha o visado pela vida fora.

Ricardo Cândido disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Ricardo Cândido disse...

Concordo...
Mas como salvaguardar os que indevidamente foram alvos de suspeitas?
Mudar a mentalidade da sociedade civil, dir-me-á? Exigir melhores magistrados? Pedir uma comunicação social “ainda” mais isenta, que mude o formato de determinadas peças jornalísticas, quando o visado é apenas e somente arguido?
Não aparenta ser uma tarefa de fácil resolução, nem imediata.