segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Agri Cultura

Anda amarga a vida cultural e, pelos vistos, nem Coimbra escapa.
Li no "Beiras" que a Câmara de Coimbra vai reduzir o financiamento a algumas actividades culturais, tendo o Edil convidado as pessoas a expressar igual indignação para com alegados incumprimentos do Governo, na área da Cultura.
Concordando com esta última proposta (os apoios culturais, em Portugal, são tão miseráveis e, por vezes, tão mal atribuídos, que toda a indignação é pouca), e confessando que, não estando na CMC desconheço a qualidade dos "apoiados", creio que, se enveredamos pela lógica do embargo (até que os outros cumpram), o que já é pobre (a actividade cultural de Coimbra) pode morrer à míngua. A actividade cultural não pode encarar-se como a prestação do condomínio, que alguns não pagam como retaliação para como o vizinho incumpridor.
Repito: não conheço o fundamento para a redução dos apoios, mas se apenas se diz o que li, parece-me uma má decisão.
P.S.(salvo seja): se com o que disse, há cerca de 7 anos, terminou a minha carreira na Assembleia Municipal e começou um embargo não assumido, no PSD de Coimbra, creio que, depois deste post, é até ao ano 3000. Bem, tanto pior...