terça-feira, 3 de maio de 2005

Quem vier depois que feche a porta

O nosso Presidente anda "em grande festa"!...
Agora, disse que não haverá referendo sobre o aborto, porque não estavam garantidas as condições desejáveis de participação .
Por seu turno, o PS devia candidatar-se ao Nobel da amnésia, uma vez que, agora, já aplaude a proposta do dr. Sampaio, no sentido de rever a Constituição para assim permitir fazer coincidir as datas dos referendos com as de actos eleitorais. Tudo andaria bem se não fosse volvido tão pouco tempo, desde que, na Comissão de Revisão Constitucional, o mesmo PS rejeitou tal hipótese avançada pelo PSD, a propósito do referendo "europeu".
Ou seja, bem vistas as coisas, o PS continua na política táctica, e o Presidente continua a reinar na nossa república.
Esta mais recente decisão é, todavia, ambivalente: por um lado, é acertada, enquanto previne outro fracasso participativo, que, por certo, arruinaria a credibilidade do referendo, por muitos e bons anos.
Por outro lado, mostra o dr. Sampaio no seu melhor, procurando evitar confusões para a sua banda, e remetendo o assunto para os nossos impagáveis deputados e para o seu sucessor (entenda-se, Cavaco Silva).
No fim de contas, o que vai continuar por resolver é mesmo o mais importante: a IVG.

1 comentário:

Salvador Massano Cardoso disse...

Era de prever esta decisão. Há muita gente que não está interessada no referendo (pelo menos para já). Se esta decisão contribuir para uma rápida revisão constitucional que permita a realização de referendos com as eleições, já seria um grande avanço. Pelo menos, a participação no referendo, sobre IVG, teria uma participação suficiente para tornar vinculativo o resultado e acabar com esta "confusão"...