terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tirar o chapéu a...

Sou daqueles que, de há uns anos a esta parte, nem caio nas boas graças de Miguel Relvas. Creio, por isso, poder dizer com isenção que lhe louvo a resistência e, mais recentemente, o nível elevado com que tem enfrentado alguns momentos que oscilam entre o burlesco e o anti-democrático.

Falo, em primeiro lugar, na elegância com que respondeu às palavras de Francisco José Viegas sobre as facturas e os fiscais. Peço apenas que pensemos todos na escandaleira que os media armariam se fossem declarações de Relvas comentadas por Viegas. Assim, como este é intelectual, tem tudo muita graça...

Depois, falo dos imbecis com pretensões anarquistas que interromperam Relvas, no Clube dos Pensadores, cantando "Grândola, Vila Morena". Se queriam ser eficazes podiam, pelo menos, disfarçar as suas preferências pelo PCP ou pelo BE e evitar insultos (chamaram "fascista" ao Ministro). É tétrico pensar no projecto de sociedade de uma gente que impede debates democráticos e que ignora até o significado daquilo que diz (se Relvas fosse fascista, estariam a cantar num calabouço). Ainda assim, Miguel Relvas fez declarações tolerantes e democráticas.

Chapéu tirado!

3 comentários:

Ricardo Cândido disse...

Totalmente de acordo quanto à esquerda que se esconde atrás de blocos, foices e martelos para fazer demagogia. Essa mesma esquerda que com este tipo de atitudes contradiz os valores que lhes permite esta maneira livre de olhar o país.

Quanto a Relvas, “Mymen”, este é um chapéu não tiro.

Há dois pontos que para mim são os fundamentais: expetativas e exemplo.

Quanto às expetativas não precisamos falar, certo? Os resultados estão aí, as pessoas perderam confiança, o medo está instalado e ninguém sabe quanto custa em economia.

Já o exemplo, o Pedro Tavares disse tudo aqui no “Lodo”.
http://lodonocais.blogspot.pt/2012/07/liderar-pelo-exemplo.html

Um abraço;)

Mário Martins disse...

Engano vosso pensar que são só as esquerdas... Enorme engano.
Já repararam que, nas diversas ocasiões, não aparece uma pessoa (uma só!) a mandar calar os "protestantes"?
Quanto ao texto que motiva este comentário, é de um "boy". Só pode ser.
Porque o país é outro. Completamente outro. (Tão outro que até eu me vejo "obrigado" a escrever estas linhas).
Cumprimentos.
Mário Martins

Defreitas disse...

A tolerância em política consiste em aceitar e respeitar os direitos fundamentais e as liberdades civis dos indivíduos e dos grupos de quem não se partilham os pontos de vista.
Todos os cidadãos, incluindo os dirigentes políticos, têm por obrigação de praticar a tolerância nos seus discursos e nos seus actos. O que permite de recusar o axioma segundo o qual "a força faz a lei", a tolerância em política é um princípio fundamental da democracia.
Falta saber, até que ponto, na sociedade actual, os direitos fundamentais do Homem e do Cidadão, são realmente respeitados pelos dirigentes políticos ou pelo Estado que eles representam.
Existem, hoje, intolerâncias ou discriminações contra certas categorias da população que constituem uma ameaça para a democracia e reduz o campo de visão política dos cidadãos e determina o seu comportamento.
Sobretudo, quando se sabe que a educação e a participação à vida política que contribuem a cultivar a tolerância dos cidadãos, não foi, desde sempre, a preocupação essencial dos regimes políticos sucessivos.
J; dc Freitas