domingo, 7 de junho de 2009

Clap, Clap, Clap!

Dou a mão à palmatória. Não votei em Manuela Ferreira Leite nas eleições directas do partido, pese embora sempre a tenha visto como uma dama de ferro com a capacidade e a seriedade que a liderança do meu partido exige. Hoje e nos últimos tempos, tenho vindo a constatar com agrado que a primeira mulher a liderar um partido português sabe o que quer, e não há dúvida que quer o melhor para o PSD. Contra ventos e marés indicou Paulo Rangel para cabeça de lista às Europeias e o resultado está à vista. Ambos estão de parabéns. Agora, só falta mesmo ganhar o país. O Expresso já pergunta aqui se vem aí um Governo de saltos altos. Oxalá...

4 comentários:

Luis Melo disse...

Excelente a vitória do PSD, com 5% de vantagem sobre o PS. Uma grande vitória de Manuela Ferreira Leite pela escolha do excelente cabeça de lista que foi Paulo Rangel. Uma vitória da forma de fazer política, de verdade, de seriedade, de honestidade. Uma vitória de um partido que apresentou propostas, ideias e estratégias.

Uma derrota inequívoca de José Sócrates e do PS. Passam de 12 para 7 eurodeputados, perdem nos Açores (onde recentemente ganharam as Regionais) e ganham apenas em 2 distritos (sendo que em Lisboa foi apenas por 0,5%).

Não pode haver a desculpa da crise internacional, que castigou os governos. Sarkozy, Merkl e Berlusconi venceram, enquanto que os governos socialistas de Brown, Zapatero e Sócrates perderam. Foi a derrota da politica socialista que é despesista, premeia a partidarite no lugar do mérito e do trabalho, apoia e legitima a corrupção.

No contexto europeu, o PPE (onde se inserem PSD e CDS) será o maior partido com cerca de 260 deputados, contra os cerca de 150 dos socialistas (onde está o PS). A Europa teve consciência e sabe que rumo quer tomar.

freitaspereira disse...

Aproveito a janela aberta sobre a Europa, neste « blog » , pois que não sou competente na política nacional, por não viver em Portugal e não conhecer os actores políticos, para dizer a minha opinião.

O grande vencido das eleições europeias foi a ... Europa. Porque quando menos de um Europeu sobre dois votou, tudo o que se pode dizer é que se trata duma derrocada democrática absolutamente assustadora.

Claro que o PPE obteve 267 assentos de um total de 736.

O que quer dizer que a mesma família política, liberal, aliada ao capitalismo financeiro internacional, que governou estes últimos anos e a quem se deve a destruição dos empregos, poder de compra e conquistas sociais do passado, e sobretudo a grave crise que vivemos, vai poder continuar a mesma política.

Sim, porque esta linha política incarna o liberalismo assassino da economia, liberalismo de Thatcher e Reagan, seguido por Blair e Sarkozy.

Quando se observa o desastre do Reino Unido, à deriva, com um governo de Gordon Brown ,ruído pela corrupção, e um pais da mono economia – a financeira da City-, devorado pela descrença, podemos compreender o efeito do liberalismo Thatchriano e Blairista. Um resultado tangível da derrota do Labour : O partido Nazi vai entrar no Parlamento Europeu.

Pior ainda: A crise económica mundial favoreceu esta linha política, ao demonstrar que os que mais dela sofrem não puderam obter a protecção que a Europa lhes deveria ter dado. E por isso não foram votar. Para que serve de votar , disseram eles!

O que eles não sabem é que de qualquer maneira, o Parlamento não tem poder para mudar a situação, porque quem tem o poder é a Comissão, actualmente liderada por Durão Barroso, nomeado por obra e graça de Blair, Bush e Sarkozy !

Enquadrado pelos tratados europeus , de essência liberal, o Parlamento é um escritório de registro das decisões da Comissão. Só um Parlamento oposto à linha actual poderia eventualmente pressionar esta Comissão, para impor outras políticas, como por exemplo no domínio das deslocações de empresas e transferências de capitais.

Os partidos da esquerda pagam também porque não foram capazes de apresentar uma alternativa credível. Quando se procura lá chegar pelos caminhos e atalhos, dispersados, e que uns se perderam no caminho e outros chegaram tarde, enquanto os partidos da direita foram pela auto-estrada, sempre a direito, com uma política bem definida, mesmo se perniciosa, o resultado não podia ser outro.

Mas cuidado: Tendo sido esta eleição justamente considerada (erradamente) como não prioritária, deixa o campo livre ao eleitorado para se exprimir de maneira mais radical, mais tarde..

luis cirilo disse...

Eu também não votei em MFL.
Votei PSL.
E não estou nada arrependido.
Naturalmente que nestas europeias votei PSD e fiquei bem satisfeito com a vitória do PSD,de MFL e de Paulo Rangel.
Acho que a lider teve o enorme mérito de definir uma estratégia e escolher um candidato (contra a vontade de alguns dos seus vices)e levá-la até ao fim com sucesso.
Agora nada está ganho quanto ás legislativas.
E MFL tem duas hipóteses:
Ou faz um esforço de abrangência com base nesta vitória e na legitimidade que ela lhe proporciona ou então opta por se rodear apenas dos seus fieis.
Tem toda a legitimidade para optar por qualquer um dos caminhos.
O resultado é que será diferente conforme a opção.
Pessoalmente entendo que ela devia fazer o que fez Durão Barroso depois da vitória nas autárquicas de 2001.
Chamar todos aqueles que possam dar contributos positivos para a vitória nas legislativas.
Mas a drª Ferreira Leite lá saberá o que deve fazer.

André Miguel disse...

Nunca duvidei da capacidade de Manuela Ferreira Leite.
É frontal, sincera e determinada, não lhe faltando igualmente capacidades para a governação. Portugal só tem a ganhar.