sexta-feira, 8 de maio de 2009

A conferência mais esperada do dia

Iniciar-se-á daqui a momentos a conferência com Tony Blair, o rosto do partido trabalhista britânico da última década (1997/2007) e o culminar de uma das melhores estratégias de reconstrução partidária e comunicação política que os trabalhistas orquestraram já desde a década de 70.

Apresentado por Nuno Rogeiro, estamos perante um dos homens mais influentes do Mundo, reconhecido como estrela Pop - lembre-se a interpretação de Hugh Grant em Love Actually - europeísta convicto e um optimista.

Diz que é um dos melhores oradores do Mundo, aguardemos as suas palavras.

1 comentário:

freitaspereira disse...

A crise económica e financeira global tem as suas raízes num dos pontos fracos do modelo capitalista anglo-saxão que os oradores do Estoril e sobretudo Tony Blair personificou , isto é, a crença forte na liberdade do mercado.

O mercado livre da empresa e o comercio livre foram as mantras deste sistema económico e George Bush , grande amigo de Blair e Aznar, não se privou de os sublinhar aquando da abertura do G20 de Washington em novembro passado.
Nesta ocasião, ele repetiu um discurso de Ronald Reagan na assembleia das Nações Unidas dos meados de 1980. Come se nada tivesse mudado depois... Devemos admitir que mesmo a terceira via que Blair, o tal vosso campeão orador do Estoril incarnava, se inscrevia na linha duma globalização dominada por um fundamentalismo dos mercados.

O falhanço terrível deste modelo económico tem as suas raízes na delegação de responsabilidade dos efeitos sociais e a liberalisaçao do mercado , dos governos aos mercados eles-mesmos.A mão invisível de Adam Smith, esteve presente demais !

Stilglitz tinha denunciado em tempo oportuno esta marcha para o desastre actual. Ninguém o quis ouvir. Porque as democracias se encontraram submetidas ao mercado e por conseguinte ao poder económico do grande capital financeiro.
Pergunto a mim mesmo se em vez de discutir das novas regras para um hipotético capitalismo “moral” não seria melhor que estas celebridades se encarregassem do futuro da democracia, porque a crise económica ameaça hoje a solidariedade e a vitalidade democráticas.