terça-feira, 14 de abril de 2009

Mais biografia elegantemente romanceada pelo próprio

Segunda parte com base nas memórias do próprio Che. A primeira fala de Cuba e do nascimento do mito, esta leva-nos à Bolívia e à queda do dito. Em ambos os casos a parcialidade do relato é evidente. Não deixam, todavia, de ser filmes interessantes...

1 comentário:

Dulce Alves disse...

Também achei que o filme dá-nos uma visão bastante cor-de-rosa da revolução cubana e da frustada revolução boliviana, mas como disse Steven Soderbergh "quem quer História que a vá ler nos livros" :)

Não sei bem explicar porquê, mas gostei mais d'A Guerrilha que da 1ª parte. Talvez porque seja a menos romanceada, i.e., não havia forma de dar a volta ao fracasso de Che na incursão pela Bolívia e à sua morte longe de ser revestida de tons heróicos...
Talvez por isso - por me parecer mais realista - agradou-me bem mais o desfecho da obra que os primeiros 120m intitulados "O Argentino".

Um pormenor que faz toda a diferença e que cumpre aplaudir: ambos os filmes foram rodados em espanhol, resistindo-se àquela velha (e tola) ideia do cinema norte-americano de que convém pôr tudo a falar inglês, mesmo que tal se desenquadre do contexto...