domingo, 27 de abril de 2008

PSD profundo (2)

Já vão 12 anos que sou militante do PSD e durante este tempo de militância, exceptuando o período em que Durão Barroso foi Primeiro-Ministro que não me lembro de um único líder que não tenha sido alvo de críticas internas.

A história diz-nos que o PSD é um partido que resiste constantemente à mudança, que não há líder que estando na oposição não seja alvo de críticas internas, seja por razões de índole pessoal, ideológica, estratégica ou mesmo aspirações pessoais e lógicas de grupo (leia-se facções) que anseiam o poder.

Mais acredito nesta análise quando fazendo um rewind até aos tempos de Fernando Nogueira verifico que todos os líderes posteriores, antes de eleitos foram críticos internos: Santana e Durão a Marcelo; Santana e Marques Mendes a Durão; Marques Mendes a Santana; Meneses a Marques a Mendes e last but no the least, uns tais de notáveis que, não querendo ir a jogo há 6 meses resolveram agora criar sinergias em torno da candidatura de Manuela Ferreira Leite.

Não sei o que os outros militantes pensam, até porque não tenho tempo nem paciência para andar a fazer estudos de mercado, mas estou em crer que o tal PSD profundo de que Alberto João Jardim fala está farto daqueles felinos cujo historial se pauta por intentos estratégicos cujo primordial objectivo é o da marcação de território, apostando no desgaste e ficando expectantes para o assalto à iguaria...

1 comentário:

Dulce Alves disse...

É certo que sempre houve oposição interna no seio do PSD. Mas o que ocorreu nos últimos tempos foi deveras inqualificável, de tal modo que até mesmo um deputado do PS (Miguel Coelho) reconheceu publicamente - referindo-se a Menezes - que ninguém consegue liderar um partido em que haja tamanha contestação interna.

Quantos aos felinos de que falas, eu diria antes que são verdadeiras hienas, à espera que o partido fique cadavérico para que depois possam (como bem dizes) “assaltar a iguaria”.