segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Chular

Lê-se no Público de hoje que o "Banco Espírito Santo cobra 104 euros pelo encerramento de contas dos clientes".
O giro (leia-se, nojo) da situação é que a administração reconhece-o, desdramatizando ao dizer que está no preçário do banco, aprovado pelo Banco de Portugal.

Em primeiro lugar, cumpre perguntar se anunciam o facto com as mesmas parangonas com que fazem alarde das mil e uma vantagens dos produtos que vendem.
Em segundo lugar, pergunto-me se não entende aquele bando de vampiros que o que está em causa não é a legalidade, mas sim a moralidade. Ao extremarem a exploração para além do razoável (100 euros são para o BES e 4 para imposto de selo), estão a enfraquecer a crença numa economia de mercado que permitiu a sua existência. Será que estes idiotas - fala um adepto do mercado - não percebem que falamos de 1/4 de um salário mínimo?! Ou quererão ser apenas um banco de gente fina?! Será legítimo que se limite assim a "mobilidade" interbancária?!
Por muito que o BES anuncie a suspensão (não a abolição, note-se) da comissão, agora percebo quem paga a publicidade feita pelo Cristiano Ronaldo. Mais vale ficar com as notas no colchão do que ir ao BES, ao invés do que diz o anúncio...

3 comentários:

Anónimo disse...

Desta eu confesso que não sabia, mas também não fico surpreendido...

Como diria Nicolau Breyner, vestido de capitão gancho, num dos seus sketch há uns anos atrás: “ai o pirata sou eu?!?!?”

Sara Barbot Roquette disse...

E agora?!?!? O que faço aos meus €27,40 que tenho no banco (BES)?!?!? É mlhor deixar ir p descoberto, não?!?!?

Gonçalo Capitão disse...

Vai lá enquanto a comissão está suspensa e dá entrada para o enxoval... O de Cuba, claro (vide supra)...