segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Lê-se

“(... ) os políticos que pertencem aos partidos são cada vez mais pessoas que percebem menos dos homens. É trágico. A política transformou-se numa aprendizagem do discurso, de argumentar e refutar a argumentação do outro. Transformou-se na arte da palavra, da gestão da palavra e não das coisas, muito menos dos homens. Os políticos deviam ler mais e viver mais para perceberem os homens.”

(Gonçalo M. Tavares in "Magazine Domingo do CM", 25.11.2007)

Susbcrevo inteiramente Gonçalo M. Tavares, que alerta para a tendência do político de hoje ser quase que autómato. Falta-lhe espontaneidade, e sobretudo, falta-lhe humildade para descer do pedestal do Poder e escutar os homens a quem serve.
Política não é só falar, é também escutar.
É certo que a política vive da retórica, mas mais importante que a gestão das palavras e dos discursos é a gestão das coisas e dos homens, como oportunamente relembra o escritor.

1 comentário:

freitaspereira disse...

Como bem sabe , a franqueza nao consiste em dizer tudo o que pensamos, mas a pensar tudo o que dizemos. Para muitos politicos é impensàvel.