terça-feira, 9 de janeiro de 2007

IVG - a sondagem

Os elementos do "lodo" revelaram a sua tendência de voto no referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), marcado para o dia 11 de Fevereiro. Eis os resultados:
Sim - 50%
Não - 37,5%
Abstenção - 12,5%
A margem de indecisão é curta, até porque o/a blogger abstencionista admitiu tomar partido, mais próximo do acto cívico.
Aproveitamos para apelar à participação, qualquer que seja o sentido de voto.

4 comentários:

Cunilingus disse...

Já no último referendo acabei por decidir o meu sentido de voto já com o boletim à frente. Votei Não.
Neste momento estou a pensar manter a mesma intenção de voto, no entanto estou aberto a mudança e tenho até algumas questões que gostava de ver respondidas.
Onde vão ser feitos? Pelo estado? Vai haver filas de espera como é normal, ou vão ter prioridade sobre transplantes de rins, ou qualquer outro tipo de operação? São os privados que vão fazer? A que preços? Iguais aos de Espanha? E se forem quem não tem dinheiro para ir a Espanha (ou pagar no privado) onde vai? Onde sempre foi?
Sinceramente o único argumento que mexe comigo a favor do sim (e desculpem a sinceridade) é pensar na a minha atitude se tivesse engravidado uma rapariga durante a adolescência ou enquanto não tive independência financeira. Ou pensar no pânico e pressão que devem ter sentido amigos e amigas minhas que tiveram de ir a Espanha.
Os argumento da alegada propriedade da mulher sobre os espermatozoides, óvulos, ou embriões, que entram no seu corpo são, no meu entnder, apenas reflexo de algum complexo de inferioridade que o sexo feminino ainda possui. O da prisão também não me convence.
Mas o que acho mesmo absurdo e insultuoso no meio de todo este processo, é pensar que houve um referendo no passado e que desde aí nada mudou. Não vi nenhum movimento do não a tomar iniciativa para combater pela raiz a questão do aborto, com formação de alunos e professores nas escolas, não vi a Igreja mudar, de forma explicita, a sua política contra o preservativo, não vi nada.
Até parece que quiseram apenas ficar à espera de um novo embate.

Gonçalo Capitão disse...

A questão de não ter sido prevenção suficiente, desde 1998, é a chave. Concordo.

O malabarista disse...

Eu voto não!

E os homens? Os filhos fazem-se sozinhos?

Não será o feto uma criação do homem e da mulher? Ou é só da mulher?!

Raios partam o discurso gasto desta fantochada do referendo!!

Porque é que o centro da questão tem de ser a mulher? Não devia ser o feto? Feto não... Bébé! Feto é um malabarismo para não se dizer que é um Bébé afinal de contas. Assim choca menos não é verdade?

Vamos matar um bébé? Resp: UHHH! Animal!!!! Desumano!!!

Vamos matar um feto? Resp: Áh e tal... pode ser!

E sendo o centro da questão o bébé.
O papá não tem nada a dizer no meio da tramoia?
"ai o corpo é da mulher..."
Okay... mas o filho é dos dois!

E se o pai quer o filho? Não tem direito a ficar com ele?

Isto é que é igualdade! Ambos decidem! E a decisão deve sempre pender para o lado da vida!

O homem deve ter umas palavras a dizer... é isto que eu defendo!

Mas principalmente defendo o direito á vida!

Não ao aborto!

Gastem esse dinheiro em apoios ás crianças! E chega de apoios monetários!

Falo de livros gratuitos no ensino básico! Falo de prevenção da gravidez não de desenrascansos!
Falo de centros de ajuda a pais carênciados.

Aborto...!

Rita de Matos Oliveira disse...

Não percebo porque é que ninguém pergunta o que é que o Estado Português fez no seguimento do referendo para cumprir o que foi decidido pelos portugueses!