sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um voto que vale a pena

Sabe o leitor que costuma tolerar a minha prosa que sou um céptico em relação à possibilidade de regeneração da classe política portuguesa e ao surgimento de uma sólida cultura cívica, em Portugal.

A minha mais recente passagem política, aliás, ainda mais me assustou, ao constatar o nascimento de uma espécie de “cientologia” política, que tudo resolve com folhas de cálculo, listagens e sem alma. Não caindo no erro de generalizar – há boa gente na política – creio que não é à toa que dou comigo aos 38 anos a devorar, com sofreguidão e religiosamente, a acidez vertida nas palavras de Vasco Pulido Valente…

Mas, por hoje, falemos de um dos bons exemplos: ao invés do que sucede noutros concelhos, em que o exercício do poder autárquico dá azo ao sectarismo mais cruel, em Penela um jovem autarca refrescou a maneira de exercer o cargo de Presidente da Câmara, reunindo competências, chamando autarquias vizinhas bem como os que, de entre os melhores, se mostraram disponíveis para colaborar, e adoptando a humildade que só assiste aos mais inteligentes como cartão de visita; falo do meu ilustre amigo Paulo Júlio.

A meu ver, a excelência do seu cunho político comprova a necessidade de ter “berço” (não enquanto sinónimo de riqueza, mas sim enquanto espelho de uma educação e de valores que se aprendem em casa), pois já enquanto líder juvenil (foi Presidente da JSD de Penela) sempre soube separar o combate político do respeito pessoal que se deve mesmo àqueles cujas ideias não sufragamos. Acresce que, em lugar de ficar à espera das migalhas da política de carreira, o Paulo completou os seus estudos e tornou-se um profissional de mão cheia, só interrompendo um promissor percurso no mundo empresarial pelo tocante amor que tem pela sua terra, Penela.

E se podia ter repousado à sombra da estima que granjeia entre os seus, bem ao contrário, optou por fazer uma obra de excelência, mudando para melhor o seu concelho. Desde logo, percebeu a importância estratégica da Cultura, oferecendo cinema e teatro aos penelenses e sessões de literatura às crianças, no auditório que inaugurou. Concomitantemente, com arrojo, soube aproveitar a oportunidade perdida por Alcobaça, atraindo um impressionante presépio que anima e divulga Penela, pelo Natal.

E poderíamos continuar a desfiar o rosário das coisas boas que fez por Penela: do fomento da prática desportiva ao incentivo a novos projectos empresariais; da divulgação da marca Penela associada aos produtos regionais à estimulação dos projectos turísticos; da reformulação da Carta Educativa à visão estratégica de planear o futuro, elaborando a Carta Social do Concelho… Em suma, o Paulo Júlio pensou, agregou e fez!

Votar no PSD em Penela, mais do que um dever cívico, deve ser um motivo de orgulho.

2 comentários:

Dulce Alves disse...

Gonçalo,
que bom é ler tão despretensiosa manifestação de amizade e de reconhecimento por alguém que claramente foge àquela espécie de político a que (infelizmente)nos temos vindo a acostumar. Oxalá lhe reconheçam o devido valor.

Como bem sabes, pelos meus lados não se augura nada de bom quanto ao futuro da autarquia, a tal que pese embora tenha nos últimos mandatos feito um louvável trabalho na área da Cultura, deixou 'escapar' para Penela o presépio do jovem artesão Jaime Gonçalves (por sinal, meu vizinho), que até então tinha atraído ao concelho milhares de visitantes por altura do Natal.De qualquer das formas, é bom saber que está em boas mãos. :)

José Alberto Vasco disse...

Caro Gonçalo, subscrevo linearmente o que escreveu a sua Dulce. E tenho pena que o PSD/Alcobaça tenha resolvido virar-se declaradamente para o seu próprio umbigo, no que respeita às próximas eleições autárquicas em Alcobaça. A vida do concelho promete complicar-se e os augúrios de que fala a Dulce levam-me até a apoiar a candidatura CDU/Rogério Raimundo pela primeira vez na minha vida...