quarta-feira, 28 de maio de 2008

Decadência

Segundo o "Relatório de Estabilidade Financeira de 2007" do Banco de Portugal, a situação da nossa Nação é dramática e só tem piorado, sobretudo se olharmos às promessas de sucessivos líderes partidários que dizem que com eles sairemos da cauda da União Europeia... A menos que a UE tenha a cauda cortada, dificilmente vejo algo atrás de nós...

Olhado o documento do BP, pode ler-se que:
  • As dívidas de particulares ascenderam a 129% do rendimento disponível anual, atingindo 91% do Produto Interno Bruto.

  • A taxa de poupança dos portugueses - olhada pela fatia do rendimento disponível - ficou pelos 7,9% (5,5 % do PIB), só encontrando par nos sombrios anos 60.

  • A taxa de endividamento das empresas, por seu turno, chegou aos 114% do PIB, sendo a taxa de poupança de 4,3% do mesmo indicador de medida.

Ou seja, pese embora muitas das dívidas dos particulares sejam de longo prazo, devemos mais do que aquilo que ganhamos! Não nos sobra nada de jeito, ao fim do mês!

Temos o 2º maior fosso entre os que ganham muito e os que ganham pouco na União Europeia!

Os nossos políticos não resolvem nada, desde meados dos anos 40 do século passado!

E ninguém vê (excepto o Instituto Nacional de Estatística nos seus estudos) que a solução para a nossa pobreza é a qualificação dos portugueses (90% dos pobres tem, no máximo, o 3º anos do ensino básico; ou seja, a 3ª classe).Aliás, não sei o que é a que a nossa miserável classe política precisa para aplicar o tridente que nos tira da lama:

  1. Aposta forte na Educação, com exigência, rigor e mérito.
  2. Nichos de especialização (clusters) em que façamos melhor e mais barato do que os outros, de preferência em sectores de ponta.
  3. Fiscalidade aliciante.

E será preciso muito para se entender que só com estas medidas em conjunto é que nos livramos da ruína para que resvalamos, ano após ano?...

Nota: a fonte deste texto é a edição de hoje do Diário de Notícias.

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