segunda-feira, 17 de março de 2008

Mulheres Azuis

Pensei em chamar "Mulheres Laranjas" a este texto, mas dada a mudança de cores do PSD e como não quero se acusado de fazer o jogo do PS (destino comum para quem discorda, nos dias de hoje), obedeço militantemente.

Assuntos cromáticos (falo de cores e não de cromos, sublinho...) à parte, deixo uma duvida com gostinho a cicuta: partindo da premissa de que o movimento de militantes de sexo feminino do PSD tem sentido (eu acho uma menorização para as próprias), pergunto-me se não faria sentido, para que se não duvide do altruismo e da deontologia presentes, que as representantes máximas em cada distrito dissessem, à partida, que não são candidatas a deputadas, antes buscando outras mulheres que o possam ser...

Assim se combateriam as acusações veladas de que a guerra estalou, pois um lugar na nova estrutura dá acesso directo à "liga dos campeãs". Vai uma apostinha sobre o que vai suceder?

4 comentários:

Tânia Morais disse...

Quanto é que apostas, Gonçalo?

Na perspectiva do dominio do poder poderás ter toda a razão.. mas e se te disser que talvez vejamos este movimento como uma tentativa de trazer ao debate político temas dominados no universo feminino? Ainda é cedo para especular, caberá a cada distrito dirigir tao bem quanto souber as iniciativas das sociais-democratas.
A ver vamos (dia 6 talvez te possa dar mais informações) =D *

Tânia Morais disse...

E para baralhar as cartas:

http://homem-a-dias.blogspot.com/

Aha *

luis cirilo disse...

Caro Gonçalo: a questão é muito simples.
É verdade que um movimento especificamente dirigido ás mulheres acaba por as menorizar.
Mas menos do que manter a actual situação.
Que tem,no nosso partido,34 anos quase feitos.
E por isso,com todos os riscos inerentes a um movimento desse tipo,acho que pode ser um passo em frente.
Tal como as quotas !
Quanto as representantes máximas em cada distrito não serem deputadas estou de acordo.
Acho que se devem empenhar,organizar eventos,captarem adesões para o movimento,gastarem telemovel e combustivel do próprio bolso a trabalharem para o movimento,e depois na hora das listas irem buscar umas independentezinhas que ninguém conhece para lhes estenderem a passadeira vermelha para S.Bento.
Isso é que me parece bem.
Até porque as independentes, se as coisas correrem mal, serão as primeiras a renegar o partido e lá iremos então pedir ás sacrificadas representantes distritais para começarem tudo de novo.
Já vi esse filme Gonçalo.
Com homens e mulheres.

Cleopatra disse...

É Bom Lê-lo.