quinta-feira, 17 de novembro de 2016
O pato e o Donald
sexta-feira, 22 de abril de 2016
"Um Imenso Portugal?" - I
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Cavalo de Tróia
quinta-feira, 2 de maio de 2013
O regresso do cavalo do inglês
segunda-feira, 8 de abril de 2013
De Lisboa para Karlsruhe
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Os Votos e os Dólares
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O caminho das pedras
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Questão de Coragem Política
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A razão pela qual se não pode abrir a janela do avião
quarta-feira, 4 de abril de 2012
"Forward"
quinta-feira, 22 de março de 2012
Kony e os bastidores do Marketing de Causas
Nas últimas semanas o nome Joseph Kony correu o Mundo e continua a dar muito que falar (não será por acaso que faz a capa da Time desta semana). Kony é um criminoso de guerra que durante anos liderou, no interior do Uganda, um grupo rebelde armado, usando crianças como soldados para espalhar o terror por aquele território, não tendo sido até à data julgado pelos crimes que perpetrou. Em face disso, a organização americana Invisible Children criou um vídeo de «caça ao homem» que se propagou à velocidade da luz e foi visto por mais de 80 milhões de pessoas em apenas duas semanas. A aparente estratégia era a de tornar Joseph Kony mundialmente conhecido e lograr a sua captura. Porém, já diz o povo que «nem tudo o que parece é».
Se por um lado é interessante analisar este fenómeno e perceber como as redes sociais e plataformas como o Youtube podem ser hoje os novos média, com capacidade para pôr na agenda mundial questões a que ninguém fica indiferente, por outro cumpre analisar a forma como o fazem.
Desde logo o conteúdo do vídeo parece carecer de alguma actualidade e seriedade: segundo investigadores que há muito acompanham o conflito no norte do Uganda, Joseph Kony e os seus companheiros do Lord's Resistance Army deixaram o país em 2006 e desde então não mais se verificaram ataques da sua autoria naquela região. Crê-se que Joseph Kony e os membros do LRA se reduzem agora a menos de uma centena e actuam em território vizinho, na República Democrática do Congo e Sudão do Sul. As imagens que correm ao longo do vídeo têm mais de uma década e sustentam a dicotomia primária de «bons contra maus», simplificando a realidade do Uganda. Ignoram, por exemplo, que o próprio exército ugandês tem também a sua quota parte de responsabilidade no conflito que por ali lavra, tendo cometido ao longo do tempo uma vasta lista de atrocidades contra os civis que era suposto proteger. Mais, na década de 90 e já na primeira década do séc. XXI, foi o exército responsável pela deslocação forçada de aproximadamente um milhão e meio de pessoas para autênticos campos de concentração, onde escasseiam condições de vida e onde aquelas estavam mais expostas aos ataques.
Ora, e ao contrário do que nos convence o referido vídeo, não estamos propriamente perante uma guerra de bons contra maus, estamos sim perante um conflito que não terá fim com a simples detenção de Joseph Kony. E tendo em conta a actuação do governo e das forças armadas do Ruanda, exímias no que toca a violação de direitos humanos, tomar a sua parte nesta causa também não parece muito certeiro... É, além do mais, estender a passadeira para mais violência pela mão dos exércitos do Uganda e do Congo...
No fundo, ao aumentar a pressão internacional e ao incitar a uma intervenção norte-americana, o grupo activista está a clamar por mais violência, concentrando os seus esforços na captura de um só criminoso e esquecendo todos os danos colaterais do conflito na região, ignorando as necessidades das crianças e famílias que nele se viram envolvidas. Não há, assim, uma solução real apresentada pela Invisible Children.
Promover o envio de tropas americanas para o território apresenta-se somente como uma solução idealista para um problema de fundo. Sendo que não se pode ignorar que, à data do lançamento do vídeo, as tropas americanas já se encontravam no Uganda - desde o final de 2011 que por lá estão cerca de 100 militares. Obama justificou esta intervenção com a «promoção de interesses dos EUA de segurança nacional e política externa». Se Kony e o LRA não têm como alvo os americanos ou os interesses americanos, não fica muito clara a razão de ser deste súbito paternalismo. Uma coisa seria puxar do argumento «justiça internacional», mas dela não se ouviu falar...
Note-se, porém, que o envolvimento dos EUA no Uganda não é de agora, remonta aos anos 90, através do United States Africa Command (AFRICOM), que então auxiliou o exército ugandês. À data a neutralização do LRA parecia bem encaminhada, mas não só acabou por fracassar como pôs em risco as conversações de paz que se desenhavam. Disto não fala o vídeo Kony 2012, que negligencia as várias tentativas de negociação de paz entre 2006 e 2008, as quais levaram à já referida retirada do LRA do norte do Uganda.
O objectivo desta campanha parece assim esgotar-se na detenção de Joseph Kony e sequente apresentação perante o Tribunal Penal Internacional, que em 2005 emitiu mandatos de prisão para Kony e outros líderes da guerrilha, por acusações que vão desde o rapto de civis ao abuso de crianças. Ironicamente, esse é o palco internacional de Justiça que os EUA não reconhecem ou, pelo menos, entenderam não reconhecer ao não ratificar o Tratado de Roma que estabeleceu o TPI.
Assim, adensam-se as dúvidas quanto aos (reais) intuitos desta campanha e da concomitante intervenção dos EUA. As teorias mais rebuscadas apontam para interesses que coincidem com a recente descoberta de petróleo na região do lago Albert...
É indiscutível que Joseph Kony deve ser levado a responder perante a Justiça pelos crimes contra a Humanidade que cometeu ao longo de décadas. Não obstante essa premissa, parece-me que neste processo se torna dispensável propaganda como a que a Invisible Children lançou, uma versão enviesada e redutora daquilo que se passa no continente africano, apelando ao emocional e menosprezando uma contextualização séria e fáctica destes conflitos na África Central.
Isto é tão grave que, precisamente na mesma semana em que Kony 2012 cegava meio mundo e usava aquele criminoso como bode expiatório de todos os males que afectam a região, morreram 30 civis em South Kivu, na República Democrática do Congo, vítimas - não do LRA - mas sim de milícias congolesas que operam na área. Mas disto não se ouviu falar. A espectacularidade de produções americanas tem outra repercussão nas massas, sobretudo porque a estas falta cada vez mais capacidade para questionar e aprofundar a informação que lhes é servida. Tratam-se das mesmas massas que têm como expoente máximo do seu activismo o botão «partilhar». E não é assim que vamos lá...
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Gaddafi
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
SOU EUROPEU
A globalização deixa atrás dela um rasto de ruínas industriais, em todos os países ocidentais.
Freitas Pereira.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Quem quer ser milionário
Por todo o lado se vê milhares de pessoas a perderem o emprego. E a pergunta (que nem sequer chega a tocar as margens do problema realmente vivido pelas vítimas desse flagelo) roça o retórico: como vão essas pessoas pagar a casa e a escola dos filhos?! Mais importante ainda: como vão comer e vestir-se?!
Por outro lado, vemos os Estados, mormente os que ainda se dizem herdeiros do modelo social europeu, a cortarem função social após função social. À segunda vai-se a esperança da reforma e reduzem-se as que ainda são pagas, à terça corta-se no orçamento dos hospitais e fecham-se centros de saúde, à quarta encerram-se escolas e deixam-se as universidades à mingua, à quinta fecha-se a porta à modernização das forças armadas e aniquila-se a motivação das forças de segurança civis, à sexta destrói-se qualquer possibilidade e qualquer incentivo à poupança, ao sábado acabam as obras públicas e ao domingo esperamos que o nosso clube ganhe, para ver se o ácido estomacal se acalma…
E com isto – tirem o sorrisinho da cara os mais propensos à intriga – não estou a insinuar que o actual Governo não esteja a trabalhar bem e a fazer o que não pode deixar de ser feito. Vou mesmo mais longe: não chego sequer a remeter as responsabilidades para o Governo anterior; separam-me dele opções de cunho ideológico, mas acredito que tenham tentado ao máximo preservar o cunho social do Estado.
O problema é, por isso, muito mais global e quiçá ideológico (quem disse que as ideologias estavam mortas???), sendo irónico e surreal que seja a China a propor-se salvar o Velho Continente e, ainda por cima, exigindo para tal que os países europeus adoptem determinadas políticas ditas de rigor.
Concluo o mesmo que venho concluindo nos últimos anos: deixámos o mercado à solta e a criatura virou-se contra o criador. Não conheço melhor mecanismo de regulação do que a economia de mercado, mas o que me fez militar no PSD foi acreditar que – descartadas as patranhas da extrema-esquerda sobre a sociedade sem classes e sobre a economia socialista – há um papel moderador e regulador que dá sentido ao Estado. Todavia, foi aqui que Estados Unidos da América e Europa falharam, permitindo a criação de uma temperatura social em ponto de ebulição que, quando o pão faltar mesmo, pode levar à anarquia, para presumido gáudio da referida extrema-esquerda.
Até quando deixaremos os especuladores brincarem ao “Monopólio” com os nossos países? Quando pararemos os mecanismos financeiros incorpóreos que inscrevem as respostas sobre o nosso futuro em cartões de “Trivial Pursuit”? Por enquanto, ainda vivemos na ilusão de responder à pergunta que nos levou ao abismo: “quem quer ser milionário”?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O Colapso e a escolha impossível
No fundo, a meu ver, tudo redunda na noção de conhecimento avançado orientado para o hedonismo; senão vejamos: teorias várias falam daquilo a que Sartori chamou “Homo Videns”, um retrocesso em relação ao Homo Sapiens causado pelo “embrutecimento” do ser humano ao ser exposto a doses massivas de televisão e, em geral, da cultura de passividade difundida pelos novos modos tecnológicos de comunicação. O que se pede ao moderno “consumidor” de informação e de entretenimento é que esteja sossegado, que não medite em demasia sobre o que vê e lê (algo que seria, aliás, impossível face à torrente de dados que nos entram “olhos adentro”), algo que, por seu turno, conduz, progressivamente, à perda da capacidade de abstracção (o tal extra que tornava o Homo Sapiens o zénite da evolução humana).
Por outro lado, o modo como nos banqueteamos trouxe doenças novas e, sobretudo, às novas gerações, que começam bem cedo a ter problemas como obesidade e diabetes.
Mais ainda, as novas formas de prazer, do desporto à intimidade, buscam, cada vez mais, os conceitos de “radical” e “extremo”. Seja saltar de pontes, descer de canoa rios com correntes fortes, trepar arranha-céus e escarpas, tornar a antiga traição num estímulo mutuamente encorajado ou, em geral, degenerar para práticas eticamente inaceitáveis em tempos não muito distantes (do consumo público de drogas à complacência com novas formas de servidão), tudo redunda na noção de prazer a qualquer custo, de satisfação absoluta, de direito avesso a dever, de não deixar para daqui a pouco o que pode acontecer já (esqueça a lentidão do “não deixar para amanhã o que podes fazer hoje), de ter mais do que a maçada de ser…
E com tudo isto deixámos o mercado ir longe demais e julgámos que compraríamos tudo e toda a gente (vem-me à cabeça a frase dos Deolinda: “que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar”). Sacrificámos às noções de eficácia e eficiência a capacidade de idealizar e a imprevisibilidade humanas (percebi-o bem quando, no fim de um processo criativo que fora um êxito, me disseram que faltou o ganho de “gestão do projecto”; no fundo é isso: o que era homem, hoje é projecto, algo que achava coutada da engenharia e da arquitectura). Hoje – e como o sabemos!... – levam-se países à falência e ao “lixo” com base em folhas de calcula, quando antigamente se morria por uma bandeira.
No fim de contas, a coisa nem andaria mal se víssemos alternativas… Todavia, olha-se para grande parte dos países islâmicos e confrontamo-nos com coisas que banimos há séculos. Viramo-nos para o Oriente e onde há crescimento, há ausência de certos direitos humanos e políticos de que não queremos abdicar.
Em suma, o problema é de civilização e não vejo classe política à sua altura.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Guerra das divisas
O ideal
Recordo-me especialmente neste momento, pois toda a lógica daquela moção W "Portugal Internacional" assentava numa premissa implícita: a federalização na Europa e consequente uniformização das leis nacionais, assentes numa Constituição Europeia em que o direito supranacional assume primazia nas relações inter-estaduais. Logo em 2008, e na discussão do Tratado de Lisboa, vieram os puritanos falar nos conceitos de soberania e auto-determinação como se fosse proposto amputar direitos adquiridos pelos seus cidadãos. A UE não soube mostrar-se como o caminho para a maior prosperidade de todos nós europeus e chutou para canto.
O contexto
Veio a crise do subprime e o abanão dos mercados. Veio dinheiro à barda para os Estados-membros. Vieram à tona as dificuldades de financiamento de algumas economias europeias depois de injectarem capital no seu sistema doméstico. Os desequilíbrios nas contas públicas. E a necessidade de agir.
Juntando a estes factos a crescente valorização do euro face ao dólar e uma questão que data de 2002 (a moeda de referência nos mercados) poder-se-ia prever que os EUA necessitariam de equilibrar o peso da sua divisa internacionalmente. Se a determinada altura lhes era favorável ter uma moeda em desvalorização para potenciar exportações, em algum momento a correcção deveria ser feita.
O rating
Em 2008 trabalhei na AIG, a seguradora que esteve em risco de falir. Até então, a sua cotação na Standart & Poors era de AAA+, baseada sobretudo em dois factores: os dividendos na participação de resultados e o facto de muitos milhões de americanos aí colocarem as suas poupanças. A ilusão da solidez. Pois não contava para a agência de rating o negócio de leasing de aviões (???) que a companhia detinha mal parado há meses e meses a fio nem os produtos estruturados vendidos na perspectiva de evolução positiva dos mercados ad aeternum...
O político
As lógicas continuam a ser as do jogo de bilhar, com cada estado a sacudir as suas responsabilidades. Li, não me recordo bem onde, algo que faz todo o sentido: aterrando um alien na Europa, qual o sentido a dar a um conjunto de países que embora numa união económica e monetária, nos dizem "Eu não sou igual à grécia", "sou muito melhor que portugal", "olha a itália, aqueles é que não querem trabalhar"...?
Quem se tem distinguido neste jogo do empurra é Sarkozy, que ameniza os ímpetos populista alemães e finlandeses e lança os motes: ignorar as agências de rating, pressionar os bancos europeus a alargar o prazo da dívida grega, manter a liderança do FMI no domínio europeu.
Quem tem desiludido, e muito é Durão Barroso. Grandes líderes afirmam-se na adversidade e este é o momento de fazer avançar a europa. Se as inseguranças são resultado da excelente relação mantida com a américa não podemos esquecer uma ou outra ideia centrais: os americanos não esperam pela europa na altura de negociar internacionalmente; o escoamento dos produtos europeus é feito no mercado interno e há uma grande margem de progressão para áfria e ásia; os mercados emergentes são os BRIC's; muitas das bases geoestratégicas americanas são gentilmente cedidas por países europeus; não era má ideia negociar bens energéticos em euros.
As referências
Este impasse europeu faz-me lembrar da inércia de Neville Chamberlain no início da primeira grande guerra. Tanto se poderia ter evitado não fosse a crença naîf de que o poderio militar alemão e as recorrentes referências ao aumento naval dos germânicos não passavam de orgulho bacoco.
Lembra também o funcionamento da ONU: actuação em palcos de guerra quando o genocídio já está garantido.
É altura de levantar a Velha Europa. É altura de largar o fato de burocrata mais que sensato (e cobarde) e avançar em força, a bem de todos nós cidadãos europeus. É altura de legislar horizontalmente, estabelecer metas comuns, ter uma política fiscal europeia, incutir a força de um bloco regional no novo mapa político mundial. É altura para nos deixarem de tomar por parvos. É altura de nos deixarmos de tretas e fazermos política a sério.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Más notícias

Hoje em dia quase tenho receio de escutar noticiários. Um bom exemplo justificativo foi, numa destas manhãs, a escandalosa medida da agência de rating Moody’s que, coincidência do diabo, na véspera da contracção de um empréstimo por Portugal aumenta, desmesurada e acintosamente, o risco de incumprimentos por parte do nosso País.
A negociata é clara e creio que as declarações de Passos Coelho e Durão Barroso deveriam ter sido ainda mais duras: o que se passa é que, como ainda há gente (muita e muito rica) que dá ouvidos a estes vampiros das agências, subindo o juro cobrado a Portugal em função da nossa alegada falta de fiabilidade, ganham os amigalhaços especuladores que vivem disto. Que se dane o facto de se estar a atirar para o desemprego (mais juros é igual a mais dificuldades para o Estado, o que, por sua vez, vai levar a mais “tareia” sobre cada um de nós)! Pouco importa a falência de centenas de empresas! E que ninguém sinta remorsos por emporcalhar indevidamente o nome de uma Nação a caminho dos 900 anos de independência!... O que é relevante é que estas sanguessugas possam alimentar os parasitas especuladores que, por seu turno, gastarão boas maquias nestes Deus ex machina do rating.
Eu, que não sou ninguém, bem ando a escrever (aqui e noutras paragens) e a dizer (quando tinha actividade partidária), há anos, que estamos a deixar o mercado ir longe demais! O que faz de mim um social-democrata ou um reformista é precisamente o facto de acreditar no mercado temperado pelo papel regulador do Estado. Ora, numa economia globalizada será às instituições internacionais que cumprirá preservar algum poder e não deixar andar a matilha raivosa à solta.
Mais me choca o que se passa se pensar que este Governo tem agido de modo a conter a gula do Estado, pedindo, ao mesmo passo, sacrifícios adicionais e graúdos aos portugueses. Acresce que o próprio Povo Português tem dado uma lição de enorme compreensão e civismo, não se assistindo aos tumultos da Grécia e de Espanha, ou tão pouco aos de tantas outras cidades de outros países europeus, onde se vê violência a cada medida mais penalizadora.
Não nos iludamos: o que está em perigo não é só o futuro de países como Portugal ou sequer da União Europeia!... Se ninguém puser travão a esta sangria provocada pela especulação, o que as pessoas começarão a questionar (compreensivelmente) será a própria validade do regime democrático. Já tivemos na Europa os demagogos que hoje criticamos na América Latina, no Médio Oriente e na Ásia; a continuarmos assim, um dia destes voltaremos ao tema…
Por cá, convinha que Seguro e Assis não pusessem a campanha do PS à frente de Portugal, pois criticas ao imposto extraordinário como as que fizeram são gasolina no fogo. Talvez seja de deixarem o circo para extrema-esquerda, que é boa nisso.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Antes tarde que nunca
Depois dos ministros dos negócios estrangeiros, como Luís Amado e o italiano Franco Fratinni, que outrora o receberam com pompa e circunstância e não pouparam palmadinhas nas costas, terem vindo a público condenar o uso da força contra os manifestantes, seguiram-se os discursos de Nicolas Sarkozy, Hillary Clinton, Barack Obama, David Cameron e de Angela Merkel, a pedir que o líder da Líbia abandonasse o lugar e fosse sancionado. Também Ban Ki Moon veio condenar a violência de Kadhafi, bem assim como a de Laurent Gbagbo, na Costa do Marfim. E até alguns dos que participaram na vida de Kadhafi, como a cantora Nelly Furtado que em 2007 actuou para o ditador e a sua família com mais artistas de renome (como Mariah Carey e Beyoncé), já veio dizer-se de consciência pesada, declarando que vai doar o cachet do espectáculo (um milhão de dólares) a uma associação de caridade.
Depois de décadas como mero espectador do regime de Khadaffi, o Ocidente precisou que o sangue fosse jorrado pelas ruas de Tripoli (sem que desta vez desse para ocultar o que por lá acontece), para finalmente se aperceber da tirania do homem que há mais de quatro décadas governa o país.
Mas já diz o povo que «antes tarde que nunca». A ver vamos se a comunidade internacional se mantém firme nesta batalha de direitos humanos e se leva a cabo as prometidas e devidas sanções a Kadhafi. A ver vamos se a tal cegueira colectiva está definitivamente curada ou se daqui uns tempos voltamos todos à lógica das palmadinhas nas costas e das vendas nos olhos...





