domingo, 13 de novembro de 2016
E se deixássemos de ser parolos?!
E se deixássemos de ser parolos?!
E se deixássemos de ser parolos?!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Estimado Paulo Sérgio…
profissional.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Fim de estação – os chumbos
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Estilo Emanuelino
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Alvar
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Glória em saldo
quarta-feira, 30 de maio de 2012
A outra carta a Ricardo
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Carta a Ricardo
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Vou nas asas de um sonho
quinta-feira, 26 de maio de 2011
As razões de Simões *
José Eduardo Simões recandidata-se à presidência da Associação Académica de Coimbra/O.A.F. e acho natural que o faça.
Desde logo, eticamente, nada o impediria, dado que a sua presunção de inocência se mantém intacta no processo de que foi alvo e em que, independentemente do resultado final e para o que aqui nos importa, é acusado de ter beneficiado a Académica.
Depois e também pelo que fica dito, é um homem de um academismo inquestionável e em nome do qual sacrifica a sua vida pessoal e profissional, sem que disso se vanglorie ou sem que, a esse respeito, se lhe oiça um queixume.
Em terceiro lugar, podemos sempre olhar a obra: a Academia e a recuperação (ao que leio) exemplar da “Sede dos Arcos” são infra-estruturas de que poucos clubes (a esta hora estará o meu Amigo Dr. Reis Torgal, se me der a honra de me ler, a sublinhar que a Académica não é um clube…) podem gabar-se. Muitos falaram sobre o assunto, mas JES concretizou os projectos.
Em quarto lugar, o processo de modernização da AAC/OAF passou por um longo e abrangente processo de revisão estatutária, no qual a direcção a que JES preside ouviu diversas sensibilidades e prolongou a discussão pelo tempo que os associados entenderam necessário.
Estrutural tem sido, de igual modo, a redução progressiva do passivo e a sobriedade salarial, que nos permite sermos dos poucos cumpridores atempados.
De seguida, os recursos humanos. Seria justo não esquecer que foi com Simões que Domingos veio para a Briosa, mas é, mais do que isso, obrigatório dizer que foi JES quem “atravessou” o pescoço por um “rapaz” chamado André Villas-Boas, que é “apenas” o campeão nacional e o titular da Taça de Portugal e da Liga Europa. Quando outros à sua volta queriam uma opção “pobrezinha”, José Eduardo Simões arriscou!
Acresce que – talvez não tanto na última época – houve alturas em que ninguém alinhava com mais portugueses no onze titular do que a nossa Briosa, sendo que alguns aproveitaram as oportunidades de estudar e de, assim, se completarem como cidadãos.
Por fim, uma década na divisão maior pode parecer coisa pouco excitante, mas bastaria recordar as dolorosas viagens a Chaves, a Campo Maior, a Moreira de Cónegos e outras paragens mais remotas para valorizar o que penámos nesses anos (eu estava por lá, sempre que podia). O mesmo tributo deveriam prestar os associados ao trabalho do futsal e ao orgulho de que nos tem enchido (um abraço ao “crente fervoroso” Carlos Clemente!).
Além de JES, nomes como Reis Torgal, Carlos Clemente, Fernando Oliveira, António Preto e José Barros, entre outros, são, em conclusão, garantia de manutenção de bom rumo.
As últimas palavras vão para o meu Amigo Maló de Abreu, que é um grande academista, bem como muitos dos associados prestigiados que o acompanham (estou certo que nenhum deles algum dia dirá que “a Académica é como outro clube qualquer” – recado dado): trata-se de uma candidatura meritória, apesar de razões ponderosas me levarem apoiar José Eduardo Simões.
* Este texto foi concebido para publicação, que não teve lugar.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
A Taça de regresso a Casa
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Desejos de Natal e certezas de Ano Novo
Sem distinção entre desejos e verdades, cá vai disto: desde logo, nem preciso de copo de cristal (quanto mais da bola…) para antever uma vitória de Cavaco Silva à primeira volta (se calhar até bastava meia volta). Não só se reconhece o perfil de estadista, como se recomenda o economista para visar as ideias luminosas do Primeiro-Ministro (seja ele Sócrates ou Passos Coelho, ou mesmo qualquer outro). Acresce que Alegre tem feito uma campanha triste… Triste pelo tom agressivo, triste pela colagem ao Bloco de Esquerda, triste pelo desânimo das hostes. Resta a expectativa de ver os bodes expiatórios que o Poeta de Águeda arranjará na noite de 23 de Janeiro.
Outra coisa que é certinha é que 2011 será a doer e nem PS nem PSD (caso avance a moção de censura) terão grande margem para repor o que perderão os funcionários públicos. Tenho para mim, como é (bom e mau) hábito dos portugueses, que lá nos acomodaremos com a ideia de vivermos pior e de sermos, cada vez mais, os últimos da Europa (mesmo atrás de países que viveram décadas de ditadura comunista). Se assim não fosse, já haveria distúrbios públicos como há sempre que chega a mostarda ao nariz dos franceses, ingleses ou alemães. Por vezes, fico sem saber se somos cívicos ou mansos…
Na “Terrinha” (a minha Coimbra), fica para ver se o PS ainda existe. Com a saída de Carlos Encarnação e a entrada de Barbosa de Melo, independentemente dos méritos deste último, abre-se uma janela de oportunidade para os socialistas lançarem um candidato carismático para a presidência da Câmara Municipal. É sabido que sai uma personalidade forte e conhecida e que entra alguém com um perfil público menos exuberante e com menor reconhecimento por parte do eleitorado (louva-se a inteligência e a generosidade de Encarnação ao sair agora, por esta mesma razão), mas também não se ignora que maior divisão do que a que existe no PS de Coimbra só mesmo a que separa as duas Coreias.
Ainda por Coimbra, vamos ver no que dá a insólita situação em que se viu a nossa Académica. Depois de um início imperial, “dois vezes cinco são dez” e ficámos sem o Jorge Costa. Sendo os motivos pessoais, nada a dizer; caso contrário seria, a meu ver, um erro de palmatória, pois a Briosa vinha fazendo bons jogos e mesmo em Braga viu-se força e harmonia ofensivas, até que a coisa se tornou desastrosa. Resta esperar que a escolha dos dirigentes em funções seja inspirada pelos bons motivos e não por alguma voz que veja a Académica como qualquer outro clube (infelizmente, embora quase inexistentes, sempre há uma ou outra voz que pensa mais em lucros do que em identidade e resultados). A esse respeito o academismo do Presidente é uma garantia a que dou valor, mormente agora que o caminho para o Jamor (ou, pelo menos, para as meias-finais da Taça) parece bem possível.
Resta-me desejar a todos festas felizes e um 2011 com a coragem necessária para as agruras vindouras, já que este vosso amigo só voltará em finais de Janeiro, depois de enfrentar o Inverno siberiano (o original…).
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Sobre a Briosa (parte II)
Retomando o tema da semana que passou, abordo agora, singelamente, aquilo que, a meu ver, pode fazer-se para fortalecer a Académica no plano do seu enraizamento social e, logo, do seu sucesso desportivo.Talvez o melhor seja mesmo começarmos por aqui, procurando explicar o passo lógico que enunciei. Tendo em conta que futebol moderno tem muito de gestão empresarial, sem “consumidores” do “produto futebolístico” da nossa Instituição será difícil explicar a um patrocinador por que razão há-de gastar dinheiro na A.A.C., mesmo que este perceba cabalmente a mais-valia que é o prestígio desta última.
Por seu turno, sem apoios é difícil manter os atletas que venham a destacar-se e, deste modo, nutrir aquela cultura institucional de que as pessoas dizem ter saudade, pese embora se continue a cultivar a diferença (muito por mérito do actual Presidente, que resiste às tentativas de mercantilização por parte de uma ou outra mente pouco brilhante). Por muito que uma Direcção tente incentivar os atletas a completarem-se enquanto homens e cidadãos, designadamente estudando e percebendo a ligação singular entre a Briosa, a Universidade e a Cidade, é de compreender a volatilidade das equipas, mercê da contenção salarial a que a gestão responsável tem obrigado.
No entanto, só mantendo constantes na equipa algumas referências que possam transmitir a quem chega o que é a Académica (lembro, só para falar nos últimos tempos, Miguel Rocha, Pedro Roma e Nuno Piloto) é possível ter uma cultura institucional e uma praxis, que levam muito tempo a adquirir (e, infelizmente, poucos dias a destruir).
Parece, então, que chegámos a um nó górdio: não temos dinheiro e mais competitividade porque as pessoas não aderem e não temos adesões porque não temos dinheiro e mais competitividade…
Como Alexandre, o Grande, temos que cortar o nó e acabar com a angústia; falemos, por isso, do que pode competir a uma Direcção da Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol, deixando aos conimbricenses e aos que passaram pelos bancos das nossas faculdades o julgamento da sua própria consciência, para que possam perceber que, a mais da retórica simpática de dizer-se que se é da Briosa, há uma série de deveres que estão ínsitos nessa condição de academista, sob pena de sermos mais uma meia dúzia, pouco diferente das de Leiria ou de Paços de Ferreira, e de olharmos com preocupação (e vergonha na cara, espero eu) as assistências em Guimarães, Braga ou até Matosinhos. Mais digo que, tratando-se de uma instituição velha de mais de um século, devemos servi-la sempre, independentemente de qualquer elenco directivo que a represente e das críticas que, legitimamente possamos fazer-lhe na sede própria.
Terminaremos estas notas, em breve, com um ou dois pensamentos pessoais sobre o que há a fazer pelo lado da cativação de velhos e novos públicos.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Sobre a Briosa (parte I)
Numa altura em que suspendo funções directivas por motivos profissionais, ocorreu-me partilhar algumas reflexões sobre a nossa Académica. Assim, creio que durante a sequência aberta com a presidência do Dr. João Moreno e continuada pelo actual Presidente, Eng. José Eduardo Simões, se conseguiu, até à data, um objectivo que se tornara urgente: a estabilidade.
De facto, havia que consolidar as contas, tornar “habitual” a permanência da Briosa no escalão superior do nosso futebol e conquistar respeitabilidade, num futebol cada vez mais industrializado e, logo, sujeito à ética (perdoem-me a ironia de acreditar que existe uma) dos negócios, no que à gestão diz respeito.
Creio, a esse respeito, que é inquestionável o que se conseguiu: diminuir o passivo, progressivamente, contenção orçamental e a construção de uma infra-estrutura que foi crucial para estabilização da equipa como uma “crónica” inquilina da I Liga; refiro-me, evidentemente, à construção da Academia Dolce Vita, que permite uma planificação adequada do trabalho em todas as suas vertentes (da gestão ao trabalho das equipas dos diferentes escalões, passando pela recuperação dos atletas lesionados e pela própria vida administrativa do Organismo Autónomo de Futebol da A.A.C.) e é um símbolo da inserção da Académica no que de melhor se faz nos dias de hoje.
Feito isto, urge entrar na fase da qualidade, como venho dizendo. Neste objectivo foram já dados passos que devem ser sistematizados e seguidos por outros que projectem a Académica para um patamar elevado de notoriedade e cativação de afectos que já foi seu e que pode, com um pouco de imaginação, voltar a pertencer-lhe.
Englobo aqui, em primeiro lugar, a revisão estatutária que, como disse há algum tempo, permite ter uma Académica que responda às exigências de gestão do futebol actual, sem aderir à moda “Sociedade Anónima Desportiva”, que considero incompatível com os seus pergaminhos.
Por outro lado, no mesmo âmbito incluo a recuperação da histórica sede dos Arcos do Jardim, que me parece ter sido um projecto tão essencial quanto bem gizado, a merecer uma visita para quem gosta da Académica e de Coimbra. Sem memória, o futuro nada mais será do que o de qualquer outra sociedade anónima, pelo que penso que se deu um passo seguro no sentido da preservação da nossa identidade.
Em breve, voltaremos ao tema com sugestões sobre o que há para fazer.




