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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ele há mulheres exigentes..!

Em 2005, José Sócrates tornou-se, aos 47 anos, Primeiro Ministro de Portugal. Em 2009, repetiu o feito. E se em 2008 havia sido eleito pelo El Mundo como o sexto homem mais elegante do Mundo (numa lista de 20, da qual constava Brad Pitt e outros que tais), já este ano liderou a tabela do concurso do Correio da Manhã denominado "Sexy 20 Platina" (!!!), colhendo elogios de celebridades e arrecandou o primeiríssimo lugar.
Também neste mesmo ano tornou-se público que o nosso PM se veste na mais cara loja de Beverly Hills, constando o seu nome na montra da dita, mesmo ao lado de Putin, Spielberg, Al Pacino e Robert de Niro. Acresce a isto que, aos 52 anos, pratica jogging como ninguém e, segundo os ditos populares, "está aí para as curvas".
Posto tudo isto, dá para acreditar que há uma mulher que se sente ofendida por ser considerada a namorada do nosso PM?!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cada macaca no seu galho


Não restam dúvidas, o PS é o maior. Pelo menos, o maior na contratação de Mandatárias. Depois do peso pesado "Carolina Patrocínio", a lista socialista do Seixal não esteve por menos e garantiu como mandatária da juventude a senhora da foto*, de seu nome Filipa de Castro.

Primeiro considerando: mandatária da JUVENTUDE?! É consabido que a senhora faz maratonas entre cabeleireiro - discoteca - spa - vernissage - manicure - centro comercial - sessão fotográfica - etc, mas o facto de não lhe faltar energia para tão afadigosa vida confere-lhe a faculdade de encaixar no posto de juventude? Se o candidato à Câmara fosse um sexagenário, ainda se compreendia. Mas não, Samuel Cruz é um tipo novo, com ar de quem deixou a casa dos pais faz dias.

Agora mais a sério: que tendência é esta de escolher mandatárias através de um-dó-li-tá às capas das revistas cor-de-rosa?! Que contributo pode dar alguém que chegou à ribalta graças ao posto "ex-mulher do futebolista Beto"?! E que credibilidade se pode esperar de uma mulher que desde o mediático divórcio nada mais fez que posar para revistas de duvidosa qualidade?

Muito me apraz ver mulheres envolvidas na política. Se forem bonitas, tanto melhor. Sucede que mais importante que isso é que saibam ao que vão, que estejam por vontade própria, despojadas de interesses. O que não é, seguramente, o caso desta jovem...

* não imaginam a trabalheira que foi descobrir uma foto em que a senhora aparecesse com mais que uma peça de roupa...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Com boas intenções, mas reprovados a Línguas

Os meninos bem do Rotary, cheio de boas intenções, inauguraram o muro com pompa e circunstância (e uns amores-perfeitos a emoldurar). Tudo muito catita, sim senhor. A mensagem em português, passou. Já quanto ao inglês, o francês e o espanhol, não é tão certo que tal suceda... Atente-se os erros grosseiros em cada uma das três frases, a manchar a iniciativa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Do cajú

No âmbito das Conferências do Estoril, foi ontem entregue o Prémio Bolsa de Investigação '09, cabendo o primeiro lugar ao autor do projecto «Segurança alimentar e comércio mundial - o caso da monocultura de cajú na Guiné-Bissau».
Vendo a foto acima começamos a perceber quem tira partido desta investigação...

Exclusivo LODO: Soares tem apoiantes nas Conferências do Estoril





Diz com frequência o nosso Mui Digmo. Administrador que, quem dorme sonecas onde não deve está a «apoiar Mário Soares». Pois bem, por essa ordem de raciocínio e a julgar pelas fotos supra, tanto o ex-primeiro ministro russo, Yegor Gaidar, como o nosso (salvo-seja) D. Duarte Pio de Bragança apoiam, declaradamente, Soares. Fizeram-no enquanto decorria um painel por demais interessante, onde se debatia animadamente as diferentes visões sobre os desafios que a globalização oferece, razão pela qual não pudémos deixar de aqui puxar as orelhas aos dois senhores. A julgar pela prestação, não tarda nada estão são convidados para membros da Associação dos Amigos da Sesta, a par de Soares.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

De olhos postos... ... no Parlamento!

Não, não é inveja ao melhor estilo feminino. A sério que, enquanto cidadã e enquanto mulher, muito me apraz ver o nosso Parlamento polvilhado aqui e ali de deputadas, cada uma delas com o seu estilo próprio, sendo que aprumo e elegância só lhes fica bem (o mesmo se dirá quanto aos nossos deputados, pois claro...).

Não obstante, a coisa torna-se preocupante quando a atenção do Parlamento se concentra na beleza feminina e se escapa à medida que discursam as senhoras deputadas, como é quase inegável que acontece na foto acima.

Inegável também é que Marta Rebelo é bonita - pelo menos mais bonita que José Vera Jardim, cujo assento veio substituir na AR - sendo que a deputada já por mais de uma vez veio dizer que a sua beleza e a sua juventude têm-lhe sido prejudiciais no mundo político. A julgar pela sua ascensão, ninguém diria.

Sinceramente, esta crescente tendência de justificar um certo tipo de depreciação ao trabalho político de uma mulher pelo seu género e pelo seu físico,"não pega". Ainda que se possa reconhecer que este é um meio ainda dominado por homens e por alguns preconceitos, não creio que Marta Rebelo venha sendo menos merecedora de respeito profissional por ser uma jovem mulher bonita.

O problema de Marta reside, parece-me, com o facto de a jovem deputada não vir deixando a melhor impressão na sua incursão pela Assembleia da República. A assiduidade deixa a desejar - 36 faltas nas últimas duas sessões legislativas - e o trabalho mostrado idem idem aspas aspas. Provavelmente na foto em apreço estaria a apresentar o seu voto de congratulação pela eleição de Cristiano Ronaldo como melhor futebolista do Mundo ou a congratular-se pelos resultados da política de desenvolvimento do Governo, já que a sua intervenção parlamentar a pouco mais se resume. Junta-se a isto uma excessiva exposição pública da sua pessoa na imprensa nacional. Da Caras à capa de uma revista LGBT, de presença constante no suplemento Vidas do Correio da Manhã à produção para a Pública e às páginas centrais da Única, nada lhe parece escapar.

Enfim, o trabalho extremosamente desenvolvido com a comunicação social contrasta com a ausência de trabalho no parlamento e a deputada do PS é por isso - e não pela sua juventude e/ou beleza - frequentemente criticada pelos cidadãos mais atentos, que vão escrutinando o exercício do seu cargo. O expoente máximo disso foi o que por aí veiculou a propósito da sua opinião sobre aquele episódio das faltas dos deputados na AR numa qualquer sexta-feira, tendo então argumentado que "a questão das faltas dos deputados (...) é política com 'p' pequenino"...

Pese embora seja de reconhecer que subsistem alguns preconceitos, não vejo que uma mulher bonita não possa ser uma deputada séria, capaz e exemplar. A beleza ou a fealdade não podem nem devem servir de desculpa a um trabalho parlamentar mais ou menos fértil, a uma postura mais ou menos escrupulosa.

Veja-se o o caso de Ana Drago, Joana Amaral Dias e Ana Zita Gomes, rostos jovens e bonitos de diferentes espectros partidários que marcaram positiva presença no Parlamento, sendo que cá fora se souberam mostrar moderadas na exposição pública, embora dela não se tenham privado para fazer passar as suas mensagens.

Ou atente-se ao excelente exemplo de Teresa Caeiro, deputada pelo CDS-PP que ao longo desta legislatura vem mostrando empenho e apresentando trabalho, dignificando o papel que lhe foi confiado pelos eleitores, sem qualquer pudor por abraçar (e ganhar!) causas de pendor feminino - veja-se o papel que tem tido na luta contra a violência doméstica, a vitória da comparticipação da vacina do colo do útero e a causa das medidas de apoio a casais inférteis, entre um sem fim de outras matérias com que vem trabalhando e enaltecendo o papel de deputada à AR.

Em suma, que não se duvide em momento algum que há muito a ganhar com a presença feminina naquele órgão de soberania, sendo que é possível que se captem as atenções dos portugueses e dos demais deputados pelo conteúdo da intervenção, pela honra e respeito com que se abraça aquele cargo e não tanto pelo tamanho e corte da saia que se traja.
* foto de Orlando Almeida

terça-feira, 31 de março de 2009

P'lo andar da carruagem...

... um dia Carlos Queirós vai ter este aspecto. É que o seleccionador nacional veio dizer que só corta a barba quando a equipa das quinas marcar 2 (logo 2!) golos. A julgar pelos últimos jogos, a promessa pode bem vir a dar nisto.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ora bolas...!

O II Congresso do Lodo teve lugar um ano depois da nossa primeira vez (desta feita num refúgio encantador ali para os lados de Aveiro) e, ao que parece, provocou danos profundos na sanidade de alguns dos colaboradores que marcaram presença... Para os que não puderam estar presentes e para os leitores do Lodo - e enquanto a nossa repórter (leia-se: SARA!) não nos traz o relato oficial - aqui fica um cheirinho daquilo que foi a nossa tarde de sábado passado:

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A propósito

Os meus pais receberam a carta do Magalhães em casa e ficaram entusiasmados.

Mãe: Pipa, eu já sei do que fala esta carta!
Pipa (7 anos): É o Magalhães?!?!?!?!?!

Na mesma semana, as intenções de voto no PS subiram uns pontos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

As vidas dos outros


Em França, a pasta da Justiça está entregue a Rachida Dati, uma jovem de origem magrebina que se tem revelado uma mulher de armas ao desempenhar com determinação o lugar (parece que votado à polémica) que Sarkozy lhe destinou.

Do outro lado do Atlântico, e na recta final da corrida à Casa Branca, o Partido Republicano chamou à primeira linha e para a vice-presidência, uma figura inesperada: a governadora Sarah Palin, evangélica e ultraconservadora .

O que têm estas duas mulheres em comum?

Nos últimos dias a vida privada de ambas tem sido alvo de ataque. Curiosamente, ambas pelo mesma contingência: gravidez. No caso da Ministra francesa, a polémica prende-se com o facto desta não ser casada, imagine-se!, e de estar em ‘estado de graça’ aos 42 anos. No caso da governadora, a polémica é em torno da gravidez de uma sua filha de 17 anos.

Como é consabido, às figuras públicas torna-se difícil conservar o seu lado privado imune ao exterior. Isso não incomoda muitas delas, particularmente aquelas que subsistem precisamente dessa sobrexposição. Contudo, e especialmente no campo da política, espera-se quer dos próprios, quer dos media, alguma contenção e prudência naquilo que respeita à esfera privada.

Considero que a identidade profissional dos políticos e outros profissionais reconhecidos deve ser a única passível de ser apreciada pelos demais, a menos que se tratem de comportamentos contrários ao ordenamento jurídico, particularmente, a prática de crimes. O que não é, claramente, o caso das duas figuras aludidas.

No caso de Rachida Dati, a polémica nestes contornos não é novidade, já que desde que ocupa o lugar de Ministra tem sido alvo de ataques, mais pela sua origem e pela sua vida privada que pelo complexo trabalho à frente do MJ. Hoje, vê-se a braços com uma imprensa que todos os dias sugere dois ou três nomes para a paternidade da criança. Do próprio Sarkozy a um multimilionário, do vizinho Aznar a um magnata de hotéis e casinos, pouco falta para dizer que meio mundo é suspeito de ter dormido com Rachida. Cruel, no mínimo.

Quanto a Palin, o ataque é por demais oportunista. Nem quinze dias depois de ser convocada por McCain, a governadora do Alasca é alvo de polémica por um acto de terceiro. Bem sei que se trata da sua filha e bem sei que Palin é ultraconservadora, mas porquê pôr em causa a capacidade e credibilidade de alguém por “dá cá aquela palha”? Não seria bem mais hipócrita e reprovável se tivesse encorajado a sua filha a ocultar ou mesmo a abortar a gravidez, prevendo os efeitos que a revelação veio a causar?

Muito se fala na vida privada daqueles cuja vida pública é a única que nos diz respeito. O mal é geral: nesta aldeia global temos cada vez mais uma estranha necessidade de enfiar o nariz na vida dos outros, não nos bastando a nossa. Para quando um pouco de bom senso e respeito pela fronteira do que é a vida privada e a vida profissional pública?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Em breve, num cinema perto de si


Na silly season as notícias de jornal (que valham a pena) escasseiam. Não sei se por falta de acontecimentos, se pelo excesso de jornalistas a veranear. O certo é que se não fosse o sequestro, a Ossétia do sul e o jogos olímpicos (bóias de salvação dos media) não havia telejornal que sobrevivesse, a menos que fosse rebuscar uma qualquer reportagem sobre as abóboras que crescem com forma de elefante na Quinta do Comichão (localidade ali para os lados da Guarda) ou a família de cangurus que um palerma qualquer da Islândia adoptou.
Quanto à imprensa escrita - mesmo aquela que nós supomos ser de alguma qualidade - esta arranja com que (se) entreter, relatando casos da vida que não lembram, nem interessam a ninguém. Hoje - pelo menos no JN e no SOL online- a protagonista volta a ser a afamada Carolina Salgado. À moça não bastou o sucesso de vendas do seu livro nem o avultado número de espectadores do filme que a sua vida já deu. Lá vem ela - e, por arrasto, o último presumível ex-namorado (sic) - alegando-se (de novo!) vítima de violência doméstica (só falta dizer que ao lado deste o Pinto da Costa era um ursinho de peluche), com armas ilegais à mistura, uma estalagem, cocaína, GNR's, Instituto de Medicina Legal e eu sei lá que mais. A vida de Carolina está prestes a dar outro filme. E nós, portugueses, sempre sequiosos da miséria alheia, lá rumaremos de novo à sala de cinema mais próxima.

Adenda: Perdoem-me os colaboradores (particularmente o visado) e leitores da Lodo, SAD. por me debruçar sobre tão indecoroso tema depois de uma redacção tão melíflua como a que se encontra infra. São, com certeza, efeitos secundários desta silly season....