Ontem, depois do golaço que a Polónia marcou à Rússia tive (compreensíveis) dificuldades em pronunciar o nome do marcador, Błaszczykowski, e recorri a este site, uma página criada pelo BBVA para a divulgação e correcta pronunciação do nome dos jogadores, árbitros e corpo técnico das selecções que lutam pelo título. A ideia é interessante e dá muito jeito para selecções como a da Polónia, a da República Checa, etc etc. Por curiosidade, espreitei a de Portugal. E não é que foram buscar um brasileiro para pronunciar os nomes da selecção portuguesa?! Surreal! Nós não temos o Miguel Veloso, temos o «Miguéu Béloso», o «Nélson Uliveira» e o «Nâni», entre outros... enfim. A ideia é muito boa, mas estragaram tudo com isto. E não acredito que seja difícil encontrar um português em terras de nuestros hermanos. Aliás, não sei como não foram buscar um mexicano ou um colombiano para fazer a correcta pronunciação dos jogadores de La Roja!!! Imbecis.
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
À atenção da EMEL
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idiotices e imbecilidades,
Lituânia
terça-feira, 8 de março de 2011
Homens da Luta - qual luta?!

Enquanto metade do país se congratula com a vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção deste ano, a outra metade - da qual eu faço parte - dá por si a perguntar que raio de país é este (esse, já que escrevo de longe) que se revê numa dupla de (duvidoso) humor, cabelo lambido e ar propositadamente trôpego, palavras cheias de nada e pretensões de contracultura.
Não vi o Festival, nem estou a par dos demais concorrentes e da sua qualidade (ou falta dela), mas por muito maus que fossem, nada é tão mau como esta dupla que ridiculariza um país e um povo. Antes representada pelas Wandas Stuarts, Tonichas e Sabrinas, gente genuína e assumidamente lamechas, bem à portuguesa, que por dois palermas que levam até à Alemanha um número de circo que só irá confirmar, perante toda a Europa, a palhaçada que vai por estes lados.
E nem que o arranjo musical fosse bestial, nem que a letra fosse soberba, que não é. Muitos estão convencidos que a música é de intervenção, que a letra de A Luta é Alegria é oportuna e cheia de palavras de ordem, mas não só não há quaisquer resquícios de intervenção no conteúdo desta canção, como não vejo onde é que alegria rima com o estado do país...
E a luta, que luta é essa que os dois humoristas preconizam? Que contributo é que ambos deram ao nosso país? Foram dados a conhecer por um decadente programa de televisão e por sistemáticas intervenções despropositadas e ofensivas em actos solenes, comícios partidários, etc. Ah, espera, também são conhecidos por discursos a transbordar de conteúdo, que oscilam entre "camarada" e "e o povo, pá?".
E é com isto que o português se identifica? Com gente sem mensagem, que é do contra porque sim, porque é muito mais fácil captar atenções a esparvoar, que a actuar. É mais fácil ligar para uma linha de valor acrescentado ou deixar um «gosto disto» no facebook, que arregaçar as mangas e ir à procura de soluções. É mais fácil acreditar que o país pode mudar só porque dois tipos vão ao país de Angela Merkel debitar meia dúzia de parvoíces em camisa de flanela e acordeão ao peito.
No fundo, e ironicamente, os Homens da Luta representam precisamente os portugueses que não vão à luta, que bocejam a ver o país a afundar e que só espevitam ao som de megafones e palavras de ordem ao acaso, com muita farsa à mistura, pão e vinho – como dita a música - que isto é que alimenta o povo…!
Não vi o Festival, nem estou a par dos demais concorrentes e da sua qualidade (ou falta dela), mas por muito maus que fossem, nada é tão mau como esta dupla que ridiculariza um país e um povo. Antes representada pelas Wandas Stuarts, Tonichas e Sabrinas, gente genuína e assumidamente lamechas, bem à portuguesa, que por dois palermas que levam até à Alemanha um número de circo que só irá confirmar, perante toda a Europa, a palhaçada que vai por estes lados.
E nem que o arranjo musical fosse bestial, nem que a letra fosse soberba, que não é. Muitos estão convencidos que a música é de intervenção, que a letra de A Luta é Alegria é oportuna e cheia de palavras de ordem, mas não só não há quaisquer resquícios de intervenção no conteúdo desta canção, como não vejo onde é que alegria rima com o estado do país...
E a luta, que luta é essa que os dois humoristas preconizam? Que contributo é que ambos deram ao nosso país? Foram dados a conhecer por um decadente programa de televisão e por sistemáticas intervenções despropositadas e ofensivas em actos solenes, comícios partidários, etc. Ah, espera, também são conhecidos por discursos a transbordar de conteúdo, que oscilam entre "camarada" e "e o povo, pá?".
E é com isto que o português se identifica? Com gente sem mensagem, que é do contra porque sim, porque é muito mais fácil captar atenções a esparvoar, que a actuar. É mais fácil ligar para uma linha de valor acrescentado ou deixar um «gosto disto» no facebook, que arregaçar as mangas e ir à procura de soluções. É mais fácil acreditar que o país pode mudar só porque dois tipos vão ao país de Angela Merkel debitar meia dúzia de parvoíces em camisa de flanela e acordeão ao peito.
No fundo, e ironicamente, os Homens da Luta representam precisamente os portugueses que não vão à luta, que bocejam a ver o país a afundar e que só espevitam ao som de megafones e palavras de ordem ao acaso, com muita farsa à mistura, pão e vinho – como dita a música - que isto é que alimenta o povo…!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O prazer de votar
No âmbito das eleições ao parlamento da Catalunha, no próximo dia 28, há campanhas que têm dado que falar, mercê dos meios propaganda utilizados. Uma delas, lançada pelo Partido Popular, consiste num jogo de computador em que o jogador está encarregado de uma missão, a de eliminar imigantes; naturalmente, a brincadeira já deu muito que falar. A outra, que não fica atrás em popularidade e polémica, é de apoio ao candidato José Montilla, pelo Partit des Socialistes de Catalunya (PSC) e incita os jovens ao voto, comparando-o a um meio de obter prazer:
A ideia é da juventude do PSC, que teve a intenção de captar as atenções (não só dos jovens...) e usar um dos mais vulgares iscos de comunicação: o conteúdo sexual, ainda que não explícito. E quanto ao conteúdo político? Absolutamente nenhum. Tenho, por esse e por outros motivos, as maiores dúvidas quanto à eficácia deste vídeo. É primário e desvirtua aquilo que subjaz ao voto eleitoral. Votar é um sentido de cidadania que não toca a todos e a solução não passa, certamente, por incitar a que, qual rebanho, as multidões acorram às urnas. Votar «por votar» não nos leva a lado algum. O voto deve ser consciente, voluntário e lúcido. E para que o seja, o desejável é informar cabalmente os cidadãos das suas opções e não propriamente socorrer-nos de mensagens libidinosas.
A propósito, votar não tem nada que se assemelhe a prazer. Há uma imensidão de coisas que se podem fazer num domingo mais entusiasmantes que desencantar o cartão de eleitor no fundo de uma qualquer gaveta, locomovermo-nos até à escola primária do sítio, esperar sossegadinhos nas filas, reencontrar gente que não víamos há séculos e com quem não temos vontade de falar e, posto isto, despejar o voto na urna. Que entusiasmante.
A propósito, votar não tem nada que se assemelhe a prazer. Há uma imensidão de coisas que se podem fazer num domingo mais entusiasmantes que desencantar o cartão de eleitor no fundo de uma qualquer gaveta, locomovermo-nos até à escola primária do sítio, esperar sossegadinhos nas filas, reencontrar gente que não víamos há séculos e com quem não temos vontade de falar e, posto isto, despejar o voto na urna. Que entusiasmante.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Gatos escaldados (e agora «calados»)
Se havia página d'A Bola que eu gostava de ler nas raras vezes que o jornal me vem parar às mãos, era a das crónicas dos gatos Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela, a torcer pelos seus clubes, SLB e SCP, respectivamente. Mas ao que parece, um destes dias o lápis (literalmente) azul falou mais alto e a última crónica do «gato verde» saiu com certos cortes, sem que o cronista fosse disso avisado. Os cortes recaíram sobre trechos em que Quintela «respondia» a Miguel Sousa Tavares a propósito de uma troca de palavras quanto ao célebre Apito Dourado. Pormenores à parte, é de concluir que, desta vez, até o diário comummente associado ao Benfica se prostou perante os papões do Norte. O resultado? Quintela abandonou a crónica e RAP fez, num gesto solidário para com o colega, o mesmo. Quem fica a perder? Todos. O humor intercalado com momentos de pura lucidez (que tanto escasseia no meio), viesse de quem viesse, tornava o desportivo numa leitura mais sadia. Agora MST pode respirar de alívio: tem o jornal por sua conta e ninguém à sua altura para lhe lembrar que um homem com a sua inteligência não pode fingir acreditar que o Apito Dourado é uma mera ilusão futebolística.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Santos (pouco) populares
Via Rtpn constato que o fogo de artifício do São João no Porto foi acompanhado de umas escolhas musicais muito tradicionais e típicas desta festa popular. Do "Samba de janeiro" ao "Funiculì Funiculà", passando por gospel com "Oh happy day" e, claro - este ano não podia faltar -, o som de fundo das vuvuzelas. sábado, 29 de maio de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Indecente
Os fins podiam até ser os mais nobres, mas os meios deixam a desejar. No 50º aniversário da boneca mais famosa de sempre, a Sotheby's levou a leilão uma série de objectos do universo "Barbie", cujos fundos se destinaram a angariar fundos para uma ONG dedicada às crianças. Sucede que entre os objectos leiloados, estava uma Barbie de burka. Uma das quinhentas que já foram postas à venda mundo fora. A artista italiana que teve esta brilhante ideia alega que a boneca simboliza a diversidade da cultura e da condição da mulher no mundo e que a criou "com o intuito de provocar as ocidentais, que se dizem livres mas não são verdadeiramente livres, vendem o seu corpo e a sua imagem".
Alguém pode dizer a esta senhora que o que realmente a devia incomodar é a (falta de) liberdade das mulheres islâmicas que estão confinadas à burka e à submissão masculina? E que é por demais vergonhoso que se recorra à polémica para vender mais? E que isto é assunto demasiado sério para ser misturado com a indústria de brinquedos?! Já agora, expliquem-lhe também que este tipo de provocação não só não livra as muçulmanas daquelas vestes como apenas acicata o clima entre o Mundo Islâmico e o Ocidente.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Ele há mulheres exigentes..!
Em 2005, José Sócrates tornou-se, aos 47 anos, Primeiro Ministro de Portugal. Em 2009, repetiu o feito. E se em 2008 havia sido eleito pelo El Mundo como o sexto homem mais elegante do Mundo (numa lista de 20, da qual constava Brad Pitt e outros que tais), já este ano liderou a tabela do concurso do Correio da Manhã denominado "Sexy 20 Platina" (!!!), colhendo elogios de celebridades e arrecandou o primeiríssimo lugar.Também neste mesmo ano tornou-se público que o nosso PM se veste na mais cara loja de Beverly Hills, constando o seu nome na montra da dita, mesmo ao lado de Putin, Spielberg, Al Pacino e Robert de Niro. Acresce a isto que, aos 52 anos, pratica jogging como ninguém e, segundo os ditos populares, "está aí para as curvas".
Posto tudo isto, dá para acreditar que há uma mulher que se sente ofendida por ser considerada a namorada do nosso PM?!
terça-feira, 14 de julho de 2009
A tinta que uma morte faz correr
No passado dia 25 a morte de Michael Jackson interrompeu as emissões das televisões de todo o mundo e, sem que alguém o esperasse, viveu-se de perto o desaparecimento do cantor. Nunca a morte de uma celebridade teve tamanha cobertura mediática. Nesse plano, pode até cair-se na tentação de compará-la à da princesa Diana de Gales, mas essa ocorreu há mais de uma década e aí as tecnologias ainda estavam a milhas de chegar onde chegam hoje.Não se estranhe por isso que o súbito desaparecimento do Rei da Pop tenha tido a maior cobertura da história da internet e um impacto por todo o mundo que não é fácil de estimar. Por cá, sabe-se que Michael Jackson foi a personalidade não fictícia mais pesquisada pelos portugueses no primeiro semestre de 2009, com 84 mil cibernautas a digitar o nome do músico nos motores de busca.
Na tv, os noticiosos de todo o mundo seguiram até à exaustão as reacções de Hollywood, dos fãs e de um sem fim de personalidades - como o Presidente Obama ou até Nelson Mandela - que se pronunciaram com emoção sobre a morte do músico. Recuperaram-se do baú entrevistas com Michael Jackson que vieram ocupar horários nobre usualmente dedicados à ficção. Os canais de música dedicaram horas e horas de videoclips dos tempos áureos do cantor e as vendas dos seus discos dispararam: no Reino Unido seis deles ocupam o Top 10 de vendas e em Portugal o cenário não diverge muito, com três discos nos seis primeiros.
Sucede que, no entretanto, vem-se caindo no exagero e corre-se até o risco de ridicularizar o desaparecimento do músico com tanta notícia supérflua. As polémicas começam logo com as especulações em torno das razões da sua morte, deixadas em branco na respectiva certidão de óbito, sendo que até que a autópsia seja conclusiva, tudo se dirá. Valha-lhes a imaginação.
Inevitável foi também o tema do testamento, um mistério desvendado para desgraça de seu pai, que se viu excluído da herança. E vai daí parece que se lembrou de acautelar a vida, anunciando que vai reunir os netos e formar uma nova banda à semelhança dos Jackson 5. E claro, já cá faltavam as ex-mulheres, essas que vêm à tona sempre que uma celebridade tem um fim trágico. E lá veio uma delas revelar que o pobre Michael não era o pai de Prince e Paris. E a imprensa, sempre atenta, a dar-lhes voz.
A mesma imprensa que, incansável, deu-se ainda ao trabalho de nos revelar que a mãe do Rei da Pop foi ao cabeleireiro antes do funeral do filho, imagine-se! No entretanto disputavam-se entradas para a cerimónia fúnebre e os fãs sorteados lá abanavam os ingressos na mão com um sorriso nos lábios. O showneral, mais festa que outra coisa, teve direito a cantorias e muitos óculos escuros, um espectáculo que as nossas prezadas tv's transmitiram em directo. Tudo muito bonito. Só Mariah Carey veio pedir desculpas pela sua performance, que disse ter sido medíocre. Estávamos todos ainda a pensar nisso, darling... Do que ninguém se lembrou foi dos milhões que custou a cerimónia, milhões esses que sairão do bolso do contribuinte. Parece que a procissão ainda vai no adro...
A mesma imprensa que, incansável, deu-se ainda ao trabalho de nos revelar que a mãe do Rei da Pop foi ao cabeleireiro antes do funeral do filho, imagine-se! No entretanto disputavam-se entradas para a cerimónia fúnebre e os fãs sorteados lá abanavam os ingressos na mão com um sorriso nos lábios. O showneral, mais festa que outra coisa, teve direito a cantorias e muitos óculos escuros, um espectáculo que as nossas prezadas tv's transmitiram em directo. Tudo muito bonito. Só Mariah Carey veio pedir desculpas pela sua performance, que disse ter sido medíocre. Estávamos todos ainda a pensar nisso, darling... Do que ninguém se lembrou foi dos milhões que custou a cerimónia, milhões esses que sairão do bolso do contribuinte. Parece que a procissão ainda vai no adro...
Mas se julga que não há mais tema de conversa em torno de cantor, atente ao que se segue: numa reportagem feita pela CNN em Neverland, para o programa Larry King Live, há quem diga que pelos corredores da casa andava o fantasma do cantor. Já o "The Sun" publicou uma fotografia de um carro onde o seu dono afirma ver reflectida a imagem de Jackson. E no Brasil, circula uma foto de um tabuleiro de carne assada cujos restos formaram o seu rosto. Sim, isso mesmo, um tabuleiro de carne assada!
Enfim, parece que vale tudo. Benditos os media deste século XXI que nos trazem a informação a uma velocidade que nunca antes se pensara. O problema é que o mediatismo da coisa conduz ao exagero, ao ridículo e até à desinformação. A imprensa bebe tudo quanto jorra sobre a vida e a morte do cantor, sem pingo de critério. Falta um filtro, falta sensibilidade e falta bom senso. E assim se transforma a morte de uma estrela num folhetim sem fim à vista. Muita tinta já correu e muita tinta irá correr.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
No princípio era a crise
já acabada, depois vieram os sapatos italianos. Pelo meio, o país competitivivo em termos de custos e os inevitáveis mergulhos. Por fim a célebre troca de acusações com Paulo Rangel, em que, num aceso momento politiqueiro, publicitou uma quase esquecida marca de papas. Enquanto a blogosfera vai fervendo, cabe aqui a questão: será Pinho um ser predestinado para o disparate?
sábado, 6 de junho de 2009
Perdoai-lhes Senhor...

... que eles não sabem o que dizem.
Num programa sobre juventudes partidárias, um dos jovens representantes do Bloco de Esquerda, com mais piercings que juízo, diz que "a política não deve ser deixada a essa gente" [aos políticos]. A jovem ao lado, colega de militância, brada que "o BE é um partido de Poder!". E pensar que este pseudo-partido pode vir a tornar-se a terceira força partidária...
terça-feira, 31 de março de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
As marcas da Crise
Enceto a minha intervenção lodosa (salvo-seja) neste ano de 2009 repescando uma teoria económica que se propagou nos finais de 2008 e cuja divulgação ainda não teve (o merecido) lugar aqui no Lodo.De uma assentada, a teoria é esta: perante a crise, aumenta exponencialmente a venda de baton. Sim, leram bem, baton. Um produto feminino a dizer-nos a quantas anda essa malfadada Crise.
A credibilidade deste disparatado indicador económico parecer-nos-ia facilmente desmontável se não partisse de senhores economistas e se não tivesse sido corroborada por uma edição do New York Times de Dezembro passado. E quem somos nós para pôr em causa que quando a Crise bate à porta, às senhoras assoma-se-lhe uma vontade de pintar os lábios?!
Certo é que a partir de agora, mais do que ler o caderno de Economia, toca a observar a afluência às lojas de cosmética. Espreitar a bolsa de maquilhagem da vizinha do lado também pode ser um bom começo para saber se a sua (e a de todos) vidinha financeira vai passar pelas ruas da amargura. Melhor, melhor é ver se a mãe, a amiga, a tia, a vizinha ou a colega de trabalho andam a abusar das pinturas de guerra no rosto. Ele há estudos e teorias que são do mais proveitoso que há, não é verdade...?...
PS.1 - Tenho-vos a dizer que nos meus 24 anos de vida nunca comprei um baton. Na minha carteira só encontram baton cieiro de supermercado, razão pela qual escusam de me vir pedir explicações pelas perturbações económicas que eventualmente estão a sofrer! ;)
A credibilidade deste disparatado indicador económico parecer-nos-ia facilmente desmontável se não partisse de senhores economistas e se não tivesse sido corroborada por uma edição do New York Times de Dezembro passado. E quem somos nós para pôr em causa que quando a Crise bate à porta, às senhoras assoma-se-lhe uma vontade de pintar os lábios?!
Certo é que a partir de agora, mais do que ler o caderno de Economia, toca a observar a afluência às lojas de cosmética. Espreitar a bolsa de maquilhagem da vizinha do lado também pode ser um bom começo para saber se a sua (e a de todos) vidinha financeira vai passar pelas ruas da amargura. Melhor, melhor é ver se a mãe, a amiga, a tia, a vizinha ou a colega de trabalho andam a abusar das pinturas de guerra no rosto. Ele há estudos e teorias que são do mais proveitoso que há, não é verdade...?...
PS.1 - Tenho-vos a dizer que nos meus 24 anos de vida nunca comprei um baton. Na minha carteira só encontram baton cieiro de supermercado, razão pela qual escusam de me vir pedir explicações pelas perturbações económicas que eventualmente estão a sofrer! ;)
PS.2 - Ah, e se encontrarem marcas de baton nas camisas do vosso companheiro não é só sinal de Crise...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A Caixa
Vejo-me no aeroporto de Stansted, em Londres, passageira do vôo da Ryanair para o Porto - sim, que a crise chega a todos e não estamos em momento de sustentar a TAP, que também não nos sustenta a nós!
Toda a gente vôa na Ryanair... Da tia da Foz, à Ti Maria de uma aldeia qualquer das beiras. O que nos proporciona momentos fantásticos!
E achara eu que já tinha visto tudo quanto havia de insólito, e que o meu irmão era a pessoa mais criativa que eu conhecera...
ENGANEI-ME!!!
E admito!
Depois das correrias para a fila do controlo dos passaportes, de sujeitar a mala ao raio X - e de ficar parada por causa de um perfume que tem medidas regulamentares, mas que não foi retirado da mala antes de esta ser vista na TV (e dos bons, por acaso... daqueles que se me ficassem com ele, quase chorava!) - e de mais de 40 pessoas, que eu não conheço de lado nenhum ficarem a "conhecer" a minha roupa - interior e exterior...
Passei aos chocolates, com uma italiana a dar-me encontrões e quase levou com o meu trolley nas canelas - sim, ainda há mulheres que se intimidam com a minha presença... LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL. E, finalmente, a fila de embarque.
Quem voa na Ryanair, pode "comprar" uma entrada prioritária no avião. E o que parece um disparate, é um luxo útil, uma vez que os lugares não são marcados e aquilo é a corrida ao melhor lugar: SÃO TODOS IGUAIS!!!! Excepção feita às saídas de emergência - e são só 6 lugares, os das asas!
Mas houve quem pagasse para entrar primeiro no avião e ficasse mais 20 minutos sentado à espera dos outros! E um grande bem haja a quem o fez, e ficou ao meu lado na fila paralela à minha... VOCÊS FIZERAM O MEU DIA!!!
Um grupo de casais provinciano comentava a imbecilidade dos seguranças que passaram revista às malas, após as terem visionado no ecran do Raio X.
Imaginem, os imbecis (dos guardas)...
O membro masculino do casal revistado explicava ao outro: "estes gajos são mesmo burros!!! Imaginem que abriram esta caixa e cheiraram isto: uma écharpe verde!!! - Daquelas de veludo verde brilhante que parece uma lagartixa gigante com pompons!!! São mesmo estúpidos, a cheirarem e a olharem para o cachecol!
E seriam uns imbecis, os guardas, não fosse a dita écharpe estar guardada dentro de uma caixa de gelado de limão da marca continente, lavada (suponho... e sem o gelado lá dentro - tenho a certeza) e com o lindo lenço lá dentro...
É TOTALMENTE NORMAL ALGUÉM IR DE FÉRIAS E GUARDAR UMA ÉCHARPE VERDE DENTRO DE UMA CAIXA DE GELADO DE LIMÃO DO CONTINENTE VAZIA, ALOCANDO-A NO TROLLEY!!!
Ao meu irmão: és genial, mas estes tipos são melhores do que tu!

P.S. - Peço desculpa da foto ser de uma caixa de gelado de baunilha, mas já não há gelado de limão à venda - pelo menos no continente online - o que me leva a crer que a caixa já é antiga!!!! Não?!?!?
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