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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
«Tiro ao Álvaro»
«O senhor ministro informa-se com quem antes de vir para aqui?»
Etiquetas:
Economia,
Política Nacional,
Violência
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Futebol sem homens
Jogos de futebol com uma assistência restrita a mulheres e crianças foi a insólita solução que a federação de futebol turca encontrou para fazer frente à violência nos estádios. Depois de incidentes violentos verificados no recente jogo entre o Fernerbahçe e o Shahktar Donetsk, os responsáveis entenderam que, ao invés de um jogo à porta fechada, mulheres e crianças poderiam assistir gratuitamente ao espectáculo de futebol. E assim foi: mais de 40 mil mulheres e crianças assistiram ao jogo que opôs o Fernerbahçe ao Manisaspor na passada quarta-feira em Istambul. Os protagonistas do encontro relataram no fim da partida que o ambiente foi incrível e que o apoio das bancadas fazia-se sentir. Não sei se a medida se vai repercutir por outros países, mas se as federações de futebol ameaçarem recorrer a esta solução talvez os níveis de testosterona nos estádios de futebol diminuam drasticamente, permitindo um ambiente mais salutar.
domingo, 12 de junho de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Da cegueira social
A notícia que hoje é capa por toda a imprensa e que dá conta de uma idosa que morreu há nove anos e só agora foi encontrada na sua casa, é o reflexo da indiferença e irresponsabilidade social que se vive em Portugal. Como é possível que uma pessoa deixe de aparecer no seu círculo social e/ou familiar e só uma vizinha dê por isso? Não levanta a pensão vitalícia e a Segurança Social parece ignorar o assunto. Não paga as contas de casa e cortam a luz, água e afins. E como se isto já não bastasse, o imóvel vai a hasta pública sem que ninguém o visite e se dê conta do sucedido. Pior, o alerta de uma vizinha foi ridicularizado e ignorado pelas autoridades locais. Família, Segurança Social, Finanças, Autoridades e, por fim, a própria sociedade: eis os responsáveis pela situação.
A cegueira em que vivemos nestes tempos é preocupante, sobretudo, porque passámos a considerar que os idosos, uma vez sujeitos não activos e de diminuto peso social, não são dignos de um investimento político e social por parte da sociedade, instituições e do próprio Estado.
Longe vão os tempos em que um idoso era visto como um sábio, cujas número de rugas se traduzia no seu conhecimento e experiência de vida, atractivo aos olhos dos mais jovens. Mas na sociedade actual, que deifica a juventude, o idoso é agora dado como um inválido e um empecilho no seio familiar. A discriminação surge no círculo familiar e, não raras vezes, desemboca em violência doméstica. Noutros casos a família descarta-se do problema, ou seja, os idosos são votados ao esquecimento e vivem sós, amparados por uma irrisória pensão do Estado. Quando isto se passa nos grandes centros urbanos a situação ainda é mais preocupante, pois as relações de proximidade não são as mesmas que nas pequenas localidades.
Claro que o primeiro responsável pela situação é a família, que mesmo perante as adversidades do quotidiano não deve negligenciar um membro seu apenas porque já não tem as mesmas capacidades de outrora. Mas também as instituições e o próprio Estado têm a sua quota-parte de responsabilidade, cabendo-lhes, no mínimo, estarem atentas a sinais que indiquem maus tratos e/ou solidão. E se puderem elaborar programas de protecção, melhor. Como neste notável exemplo, em Alfândega da Fé. Começar por ajudar os jovens a desmascarar os preconceitos contra a chamada terceira idade é, sem dúvida, um grande passo. Oxalá venham outros...
sábado, 29 de maio de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O Triunfo da Estupidez
À semelhança do sapato arremessado contra Bush, o soco que um louco desferiu no Primeiro Ministro italiano só vem confirmar a estupidificação dos cidadãos, ao acreditarem, ingenuamente, que um acto de violência destes pode mudar alguma coisa. Alguém lhes diga que não é um sapato ou uma boa direita que torna Bush num homem melhor ou que salva a Itália da perigosa mão de Berlusconi, respectivamente. Esta apologia da violência e a sua mediatização são preocupantes, sobretudo, quando nos apercebemos que a sociedade consagra os seus intérpretes em heróis. Veja-se os contornos do fenómeno: em poucas horas, milhares tornaram-se «seguidores» do perfil no Facebook de Massimo Tartaglia, o agressor. E pela Internet, tecem-se elogios: «Que o tornem Santo imediatamente. Que seja nomeado Presidente da República italiana. Todos somos Massimo Tartaglia». Não tarda nada, gestos destes vão ser considerados uma espécie de actos de cidadania, levados a cabo por homens de coragem que se tornam exemplos para a Humanidade.
Mas o mais curioso em tudo isto, é que tende a "virar-se o feitiço contra o feiticeiro", sendo que este caso da agressão a Berlusconi tem tudo para ser usado como campanha de vitimização do Premier, que lhe valerá com certeza a compaixão de muitos italianos. Aliás, basta atentar à imagem acima e ver como Berlusconi continua a cair nas boas graças de muita gente, com manifestações de apoio que com certeza darão uma ajudinha aos já elevados níveis de aceitação de Berlusconi, pese embora a crescente contestação à sua governação.
Mas o mais curioso em tudo isto, é que tende a "virar-se o feitiço contra o feiticeiro", sendo que este caso da agressão a Berlusconi tem tudo para ser usado como campanha de vitimização do Premier, que lhe valerá com certeza a compaixão de muitos italianos. Aliás, basta atentar à imagem acima e ver como Berlusconi continua a cair nas boas graças de muita gente, com manifestações de apoio que com certeza darão uma ajudinha aos já elevados níveis de aceitação de Berlusconi, pese embora a crescente contestação à sua governação.
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