Mostrar mensagens com a etiqueta Quotas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quotas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Não era preciso tanto...


Para celebrar a chegada de 2011 em grande, seis deputadas ao parlamento da República Checa decidiram fazer um calendário com fotos suas, numa produção ousada. A ideia é a de chamar à atenção para o facto de existirem mulheres envolvidas na política. Nada contra, mas eu diria que não era preciso tanto... a representação feminina nos parlamentos não é propriamente uma novidade. Desde 1907 que há registo de mulheres em países europeus a desempenhar cargos políticos, mais ou menos relevantes. E mesmo sem serem eleitas, o que não falta é mulheres a participar em decisões políticas importantes, por mais ou menos femininas que sejam, por mais ou menos atraentes que se mostrem. Cumpre acrescentar que na própria República Checa os números não são irrisórios, ao contrário do que nos leva a crer esta iniciativa. Nas últimas eleições, em Maio de 2010, foram eleitas 44 mulheres para a Câmara Baixa do Parlamento.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não cobiçarás a mulher do próximo

"[Joana Amaral Dias] deveria já ter vindo a público esclarecer tudo o que há para esclarecer (...) Não o ter feito ainda, com o avolumar de suspeitas dos últimos dias, está tornar o seu silêncio ensurdecedor"
[Editorial da edição de hoje do Diário de Notícias]

O mesmo PS que aprovou a Lei da Paridade é o mesmo PS que anda por aí a bajular as mulheres dos outros*, tal é o desespero. E bem à semelhança dos relacionamentos amorosos, um affair nem sempre corre bem, arrisca-se a ser desvendado em menos de nada e depois, depois é o filme de sempre, o traído a pedir explicações, o amante a negar que cortejou a moça, a moça a encolher-se perante tamanha vergonha.

Joana Amaral Dias já se havia aproximado da facção socialista em tempos idos, uma vez mandatária da candidatura presidencial de Mário Soares. Louçã não terá gostado e o certo é que três anos depois afastou-a da direcção do Bloco. E vai daí José Sócrates pensou que era uma óptima oportunidade para galantear a ex-deputada bloquista. Parece que levou um não, mas na lei do bom senso e da sensibilidade partidária a tentativa também é punível.

Já dizia o décimo mandamento do Velho Testamento qualquer coisa como «não cobiçarás a mulher do teu próximo», mas Sócrates parece mais dado às filosofias que à religião e moral. Não obstante, a lição serve para os dois, já que a tentação só se tornou mais irresistível porque Louçã menosprezou uma militante de calibre, tornando-a assim mais cobiçável aos olhos dos outros.


* deixo à V. consideração a inclusão neste epíteto de Miguel Vale de Almeida, defensor LGBT outrora ligado ao Bloco e hoje candidato à AR nas listas do PS ;

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mas ainda têm dúvidas?!


Goste-se ou não, cada vez mais há mulheres a ocupar lugares de destaque no palco político até agora quasi exclusivamente masculino.
Além de exemplos como Kirchner, Merkel, Bachelet, Tymoshenko, etc, nos últimos dias as protagonistas têm sido elas: Sarah Pallin abalou indelevelmente as Presidenciais norte-americanas; no Japão uma ex-ministra, Yuriko Koike, prepara-se para disputar o lugar vago deixado pelo vetusto Yasu Fukuda; e em Israel, Tzipi Livni pode bem vir a ser a próxima Golda Meir. Quotas, para quê?!