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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A recessão aperta...

... em França como no resto da Europa e ameaça a própria Alemanha. Entretanto ....

             *ALLONS... ENFANTS DE LA PATRIE!!! BRAVO!!!*


*Isto é o que fez o François Hollande (não palavras mas... actos) em 56 dias de governo e no cargo de Presidente. Tal facto tem sido escondido pela imprensa portuguesa por orientação do ministro da propaganda, Relvas, e com a cumplicidade do próprio Passos, que não faz qualquer referência para que os portugueses não façam comparações entre o que é feito como prometido pelos socialistas franceses, e com o que este regime passista não faz, apesar da exaustiva promessa eleitoral em que iria abater as "gorduras", entre outras mentiras. Os dados que aqui constam são oficiais, e foram traduzidos do Le Monde:*****


 ****

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos com os subúrbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estatais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "*se um executivo que ganha € 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras* ". Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em
15 agosto 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "*socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de *75% em impostos* para todas as famílias, líquidas, que *ganham mais de
5 milhões de euros/ano.* Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados, dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em
01 de setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de *subsídios estatais* no valor de *2,3 milhões de euros*que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse
dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.

- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem
impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 mil milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vá à escola primária, e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA!!!

O spread com títulos alemães caiu, por magia.

A inflação não aumentou.

A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez nos últimos três anos.****

*Portanto, as promessas eleitorais estão a ser cumpridas na íntegra, passo a passo. E é assim que tem de ser, mas só possível com gente de carácter e que honra a sua palavra dada ao povo antes do dia das eleições. * Vamos a ver se continua. Seria bom para a politica e para a democracia.

*Nem vou comparar os 56 DIAS de François Hollande com o que se tem feito em Portugal....*
Isto nao agrada a toda a gente!

Freitas Pereira 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Joana Vasconcelos | Rainha em Versalhes

A tão aguardada exposição de Joana Vasconcelos no Palácio de Versalhes, em Paris, inaugurou ontem e está aberta ao público de hoje até 30 de Setembro. Note-se que a artista plástica portuguesa é a primeira mulher a expor naquele ilustre espaço que, de há uns tempos para cá, decidiu abraçar a arte contemporânea. As suas imponentes obras estão dispostas nos jardins e em espaços interiores como a bela sala de espelhos, convivendo harmoniosamente com o luxo daquele histórico palácio. 


É uma honra para a própria e para os portugueses, sendo que por estes dias a crítica francesa tem sido bastante positiva e a imprensa tem feito regular destaque à artista e à sua obra ímpar. Claro está que há sempre uma franja mais conservadora que contesta o uso do espaço para estes fins, e outra ainda que contesta o próprio trabalho de Joana Vasconcelos - cá em Portugal há quem ache que se resume a arte kistch. É tudo uma questão de gosto, ou de preconceito, digo eu, que muito gostava de poder rumar a Versalhes e ver com os meus próprios olhos a marca portuguesa que sobressai das obras da artista (da filigrana e da renda à louça de Bordallo Pinheiro, dos tachos Silampos às tapeçarias de Portalegre, etc). Quem não puder visitar in loco, pode sempre optar pela visita virtual, aqui


Uma nota final: a fabulosa obra A Noiva, um gigantesco lustre feito com tampões higiénicos que arrecadou inúmeros aplausos além fronteiras (sobretudo na Bienal de Veneza  em 2005) e conferiu a Joana uma enorme visibilidade internacional, não foi, estranhamente, aceite. Sabemos que em Versalhes não faltam lustres, mas este tem uma carga simbólica única e merecia um lugar de destaque. Porém, «A Noiva» acabou por ficar «solteira», como chegou mesmo a desabafar a artista





* todas as imagens daqui

domingo, 30 de janeiro de 2011

Portugueses em França

Longe vão os tempos em que, por terras de França, a imagem do português não seria a melhor. Mercê da grande emigração portuguesa para França na década de 50 do séc. XX, uma imagem esterotipada do nosso povo foi-se moldando aos olhos dos franceses. Não raras vezes, o que passava era a imagem do português boçal, de baixíssimo nível cultural, votado a profissões desqualificadas e muitas vezes humilhado e discriminado. E até mesmo Hollywood (ainda há bem pouco tempo) a isso deu uma ajudinha - quem não se lembra da família de portugueses (mal) retratada no sucesso de bilheteira que foi "O Amor Acontece"?

Felizmente essa imagem tende a desaparecer, não só porque actualmente os portugueses estão bem entrosados na sociedade francesa, na qual têm até uma crescente influência política, mas também porque França tem acolhido (e reconhecido) a cultura portuguesa como jamais sonharíamos. O sucesso que artistas e criadores portugueses têm alcançado em França nos últimos tempos é simplesmente notável.

No campo literário, Gonçalo M. Tavares recebeu no ano transacto o prémio de Melhor Romance Estrangeiro; JosItálicoé Luís Peixoto é indicado pelo Le Figaro como o "escritor que levanta bem alto a literatura do seu país"; António Lobo Antunes é, este ano, alvo de uma homenagem inédita que contará com mais de cinquenta espectáculos dedicados à sua obra.

No que toca à sétima arte, Mistérios de Lisboa é um filme baseado na obra de Camilo Castelo Branco muito aplaudido por aqueles lados no último ano. E ainda há dias, a actriz Leonor Silveira, musa de Manuel de Oliveira, foi condecorada pelo governo francês com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras.

Por fim, a artista plástica Joana Vasconcelos vai ver as suas obras expostas na mais recente sala de exposições por terras de França - o Palácio de Versalhes. Não faltam dúvidas de que os artistas portugueses estão a ter um merecido destaque por aqueles lados. E, depois de tanta década de preconceito, dá que pensar, este reconhecimento da cultura portuguesa num país tão umbiguista, que tem, como dizia alguém, uma visão tão «etnocêntrica» do Mundo...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Djobi, Djoba


Ando há dias a ver a volta a dar ao texto… Percebi então que essa hesitação e a busca de eufemismos são em si sintomas pessoais da castração ética que atingiu as sociedades ocidentais em relação a assuntos que toquem minorias étnicas.

É certo que houve colonialismo e genocídios, mas tal não deveria implicar, desde que conservados o sentido de proporção e o bom senso, que se não possa reagir ante problemas concretos e geralmente detectados.

Nas sociedades ocidentais aguentamos atentados e surtos de criminalidade, mas depois parece que tememos a censura popular e o escrutínio dos media quando toca a contra-atacar. Neste comenos, enterramos a cabeça na areia e fazemos das forças de segurança pública o elo mais fraco do triângulo vítima-infractor-polícia.

Entendo mesmo que o caso se agrava em Portugal, mercê dos complexos de esquerda que chagam ainda a nossa sociedade, mesmo passados mais de trinta anos sobre o 25 de Abril (altura em que, presumo, a coisa ainda se compreendia). Basta ver a reacção da extrema-esquerda parlamentar, sempre que um qualquer desordeiro (basta que esteja matriculado algures, tenha mau aspecto e pareça fumar ou defender quem “fume umas coisas”) é, mesmo que apropriadamente, objecto de acção física por parte de uma força policial…

Cortando cerces os rodeios, tem isto a ver com a deportação de ciganos iniciada pelo governo francês.

Numa primeira abordagem, diria que a acção foi trapalhona, se não mesmo desastrada, pois, cedo ou tarde, a liberdade de circulação para os romenos (origem dos ciganos deportados) será total.

Na mesma passada, “estúpida” é a maneira mais branda que encontro para rotular a reacção da Comissária europeia, Viviane Reding, que comparou o caso às deportações da II Guerra Mundial (e não deve ser só ideia minha, já que a senhora e o Presidente da Comissão vieram com a tradicional varridela para de baixo do tapete; leia-se, foi um “mal entendido”).
Falemos com clareza e com base em alguns factos: a França é um país com alguns problemas desta sorte. A mais do caso sub judice, existe o problema de uma população ocidental envelhecida face à multiplicação geométrica da população islâmica nascida no país. Não que seja um mal em si, mas existem estudos que teorizam a hipótese de, em algumas décadas, haver uma maioria islâmica a votar para eleger o presidente gaulês.

Depois, creio que foi documentado o facto de, por vezes voluntariamente, estas comunidades arreigadamente nómadas viverem em condições da mais acabada insalubridade.
Em terceiro lugar, embora havendo casos de integração social perfeita de ciganos (e não creio que tenha havido problemas com estes), muitos membros destas comunidades recusam as regras (de ordem pública, de urbanismo, de ecologia, de fiscalidade, etc, etc…) dos seus anfitriões. E nem me venham com a história de que fazem parte dos países onde estão. Se assim é, mais uma razão para cumprirem as regras, dos rendimentos sociais a todas as demais.

Por fim, diga-se que existem problemas no combate à criminalidade cometida por membros desta comunidade. Quem não conhece alguém que teve medo de impedir um adolescente Roma de roubar um haver pessoal ou um supermercado com medo da represália dos mais velhos?

Quem nunca ouviu falar dos problemas das polícias em investigar delitos com esta autoria?
Quer isto dizer que todos os ciganos são criminosos? Jamais! Se calhar, a maioria não é, nem nunca será. O problema é que a cooperação pelos demais no combate aos episódios ocorridos é nula.

Resumindo: a solução para evitar radicalismos como o do caso francês é a aceitação de regras democraticamente aceites pela maioria, sem pôr em causa o direito à diferença cultural. Dito de outra forma, temos que deixar de viver em nações flácidas ou timoratas e de atar as mãos dos nossos agentes de segurança pública, desde que estes ajam com conta, peso e medida.

* texto da autoria de Gonçalo Capitão
foto d'aqui

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Valha-nos o Ciclismo...

Este é o senhor que rivaliza com José Sócrates as capas da imprensa de hoje. E não é para menos, já que fez história ao vencer a décima etapa do aclamado Tour de France. Feito que só quatro conterrâneos terão logrado até à data - Joaquim Agostinho, Paulo Ferreira, Acácio Silva e José Azevedo. Já que o desporto-rei não nos tem dado muitas alegrias... valha-nos o ciclismo!
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Adenda 1 - acabam de me alertar (e bem) que a comunicação social não é unívoca quanto aos ciclistas que, além de Sérgio Paulinho, já conquistaram este feito: aqui diz-se que foram quatro, já aqui apenas indicam três, excluindo José Azevedo;
Adenda 2 - com uma pontinha de orgulho dou nota que Sérgio Paulinho é quase meu conterrâneo, já que correu por Alcobaça durante muito tempo e era presença habitual nos «circuitos locais»;