domingo, 23 de setembro de 2007

Prémio "Então, por que é que não dizes aos acólitos que te imitem na tolerância?!..."

Expresso, 22 de Setembro de 2007, pág.2
(é mesmo verdade):
"(...) Com o dr. Santana Lopes fiz o que qualquer militante deveria fazer: fui ao congresso expor as minhas divergências. Ninguém mais foi. Mas nunca fiz campanhas sitemáticas contra um líder do partido".
Isto é tudo muito engraçado de se dizer, se nos esquecermos de instruir os nossos "rapazes", quando, um dia, nos toca a nós... É como aquela história de a Defesa Nacional e os Negócios Estrangeiros serem áreas de Estado (subtraídas à barganha partidária); é assim até que alguém se atreva a acreditar nisso...

sábado, 22 de setembro de 2007

Se pedirem com jeitinho...

As valentes senhoras de uniforme são parte das forças armadas da Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica, sobre a qual já falámos...
A mais dos argumentos menos subjectivos, parecem-me merecer que se lhes faça a vontade (independência da Moldávia)...

Mais a sério, parece que fizeram um referendo lá no sítio, com uma afluência de 79% e que 97% terão imitado em relação a Chisinau (capital moldava) o que Mário Lino disse em relação ao aeroporto na margem sul: "jamais" (agradece-se a fineza de ler em francês)! A fonte é da Transnístria (ou Pridnestrovie ou Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica) e resta saber se o destino que vão ter é o da Ota...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Porque nem todos os russos são inteligentes...


... Abramovich despediu The Special One, que deu ao Chelsea mais glória em 3 anos, do que todos os outros em toda a sua história.
E agora?! Que faço à hora de almoço, no fim de semana? O Liverpool (clube que aprecio) é treinado por um hermano (e há que embirrar com eles)... Talvez o Cristiano...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

4 a 3

Numa sondagem indoor do "Lodo", apurámos que 4 elementos afirmaram apoio ao dr. Menezes e 3 ao Dr. Mendes.

Ou seja:

Menezes 57%
Mendes 43%

Porém, há que explicitar o método e algumas notas sintomáticas:
  1. Dos 7 membros do "Lodo" que militam no PSD (a Sara, a mais de andar sem pachorra para nos aturar, tem outras "cores"), apenas dois garantiram ter o seu voto determinado (um para cada lado), oscilando os demais entre o voto branco e o "seu" candidato.
  2. A "sondagem" foi feita com o pressuposto de que era necessário escolher um dos dois candidatos (Castanheira Barros foi excluído para dar hipótese à concorrência).
  3. Está tudo agoniado com o que vê no PSD...

Do partido de elite ao partido “delete”

Como sempre chega o dia em que se não pode varrer mais nada para baixo do tapete, chegou a altura em que, abusando da vossa benevolência, há que confrontar a poeira que o actual estado do PSD acumulou debaixo do meu super-ego (uso os termos da psicologia para descrever uma auto-censura que me tem vindo a impedir de escrever sobre “isto”)…

E pego em declarações que, salvo erro, pertencem ao mandatário de Luís Filipe Menezes, Ribau Esteves – que terá dito que nenhum dos candidatos lhe “enchia as medidas” – para confrontar o estado de espírito da militância do PSD. Por exemplo, no blog em que escrevo regularmente, apenas dois dos sete elementos que militam no PSD afirmam convictamente (e não o escrevem) que têm um candidato. Ou seja, a desmotivação existe, mas a vida agitada e a cultura mediática destruíram aquilo que existiu até meados da década de 90: lideres intermédios, instâncias de debate e moderação (designadamente, as sedes partidárias eram lugar de convívio e de debate) e capacidade de mobilização de base para arranjar alternativas ou, simplesmente, para lançar avisos à navegação.

Hoje, o militante partidário (e ainda mais o eleitor) é um consumidor de política que, qual comensal, escolhe de uma ementa mais ou menos vasta aquilo que os chefes decidiram cozinhar.
E também não é difícil de explicar por que é que o pouco debate que poderia ter lugar não é estimulado: porque não interessa à imensidão de “cinzentões” e “seguidistas” que se apoderou do famoso “aparelho”.

E porque é feio não concretizar estas coisas, cá vai disto: tendo empurrado a parte da geração fundadora (os não menos célebres “barões”) para a galeria de memórias - sem se ter preocupado em aprender coisas como “bagagem” cultural, sentido de Estado e ética comportamental – e apenas franquiando de bom grado as portas aos elementos das gerações mais novas que joguem o “jogo” com as regras daqueles ou que, reverencialmente, “beijem o anel”, grande parte das segundas linhas tornaram o partido numa sede de impressão de panfletos para eleições, à boa maneira do que se fazia, quando se concorria a eleições para associações de estudantes (deste naipe excluo os candidatos e os nomes mais conhecidos, embora os não isente de responsabilidades por celebrarem autênticos pactos com esses “diabos”).

Com isto fica de fora o debate ideológico – importante para que se defina a sociedade que se quer concretizar – e a possibilidade de governar com metas de longo prazo – as únicas que podem contraria a tendência que Portugal tem tido para se afundar na União Europeia, mesmo com 27 países. Por cá, em consequência disto, vamos esperando que os governos do partido oposto caiam de podres e governa-se com metas de gestão corrente (o défice e outras contas de mercearia), como se o mundo, para citar Rui Reininho, terminasse às Portas de Benfica…

O mais sério, a meu ver, é que se instalou, em virtude de ter perdido densidade o debate interno, uma cultura de intolerância que causa estranheza a quem, como eu, ainda pode participar em assembleias concelhias e distritais marcadas por acesas, elevadas e democráticas trocas de argumentos. Hoje - senti-o na pele - candidatos ao lugar de primeiro-ministro permitem que os seus mais directos colaboradores (têm nome, mas a hora não é de “homenagem”) enxovalhem alguém cuja opinião não cumpra o diktat oficial, tornando quase pecado qualquer referência à génese do PSD e a Francisco Sá Carneiro (que não conheci, mas sobre e de quem li bastantes textos).

E é neste contexto que José Sócrates se permite presidir com calma olímpica aos destinos da União Europeia, sem qualquer receio de que a vida política nacional o faça cair do pedestal de popularidade em que as sondagens o colocam, bem como ao PS. Seria isto pensável, havendo boa oposição, tendo ainda em vista os sacrifícios que têm sido impostos aos portugueses?

O PSD, perdida a elite, dedica-se, hoje em dia, ao “delete” (termo popularizado pela informática, que significa “apagar”)!...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Zapping

Amanhã à noite, o comando cá em casa vai alternar entre a RTP1 e a SICNotícias.
De um lado, a Liga de Campeões com o meu Benfica na luta por um lugar ao sol frente ao AC Milan.
Do outro, Luís Filipe Menezes na luta por um lugar ao sol (leia-se: liderança do PSD) num frente-a-frente com Luís Marques Mendes.
A noite promete...

domingo, 16 de setembro de 2007

sábado, 15 de setembro de 2007

Galhardia

Temos acompanhado com interesse a participação dos valentes "Lobos" no Campeonato Mundial de Rugby, onde, recordamos, jamais participara uma selecção amadora, como a nossa.
Hoje, perdemos por 108 a 13 com a melhor equipa do mundo, a Nova Zelândia. Com todo o respeito e orgulho, era como se, no futebol, as Ilhas Fidji defrontassem o Brasil, com a agravante de que, aqui, se pode cavar mais o fosso, pela natureza do sistema de pontuação.
Porém, há mais, para além de não termos deixado o resultado tornar-se anormal (a Itália, que está no top 6 europeu, perdeu por 76 a 14...):
  • Respeitámos o adversário e a nossa bandeira, não nos encolhendo.
  • O jogo foi, dentro e fora do relvado, uma festa.
  • Ganhámos o respeito dos adversários que, sem fazerem o jogo das suas vidas, nunca abrandaram a carga, à boa maneira da moral prática do mundo anglo-saxónico.

E pego nesta referência à maneira anglo-saxónica de estar na vida para dizer que, em Portugal, é isto que nos falta no futebol, no trabalho, na vida quotidiana e na política...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Caro Ricardo (bancada parlamentar):

...Sendo suspeito para comentar o teu texto - fui um dos que PSL entendeu que não era essencial (algo que é legítimo e, dado o que se viu, quase prestigiante) e que "levou" com o PPM e o MPT (as mais caras boleias da história parlamentar) - creio que estás certo.

Pedro Santana Lopes, como quase todos antes dele, foi permeável à "mercearia" a que os partidos normalmente se entregam na distribuição de lugares.

Em bom rigor, deveria pensar-se de que equipa parlamentar se precisa à chegada, assim constuindo um "plantel" equilibrado por especialidades, características pessoais (tribunos, negociadores, técnicos, etc) e, moda oblige, de género.

Porém, "diz-me quantos votos tens, dir-te-ei o teu lugar numa qualquer lista" é mote mais comum, com as consequências que se sabe...

E o pior, caro Amigo, nem é o futuro do "administrador do Lodo" (que a amizade te leva a citar) que está em causa, mas sim o futuro do País, que se afunda a cada estudo estatístico publicado pela União Europeia, entre outras coisas, por estar tão mal servido de classe política.

Quanto a Marques Mendes, creio que mostra que quem nasce para uma coisa nem sempre consegue ser outra e que há coisas que o tempo não melhora.

Se já era mau que o premier social-democrata atacasse o seu exército (mesmo que mau, é o que tem), tentar disfarçar o que disse (basta ver a edição de ontem do "Público") ainda me parece pior (note-se, todavia, que me enojam as vozes púdicas que andam, desde 2005, a dizer o mesmo que Marques Mendes, mas que agora parecem chocadas). Seguiu a marcha do caranguejo...

Já que assumiu uma crítica (para mais, não totalmente infundada e, menos ainda, inaudita), deveria manter o que disse e mostrar com que critérios vai corrigir o tiro. O pior, já se sabe, é que os critérios serão mais ou menos os mesmos, mudando apenas as lealdades a contentar.

Aceita um abraço amigo do
Gonçalo

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Sábado, na Sport TV

Eles têm a Haka, nós temos a Portuguesa. Força "Lobos"


Dias de Tempestade

As declarações de Marques Mendes sobre a constituição das listas de deputados têm suscitado debate nos últimos dias.
Não estando inclinado a votar em Marques Mendes, reconheço que essas declarações foram das mais certeiras que Marques Mendes fez nos últimos dois anos, pelo simples motivo que só não vê quem não quer, e que o Grupo Parlamentar da coligação PSD/PPM/MPT é mesmo fraco.

Podemos começar com as quatro boleias aos tipos do MPT e aos monárquicos, que para além de não acrescentarem valor à bancada, são irrelevantes do ponto de vista eleitoral. Posso estar a ser injusto, mas não me lembro de uma única vez que essas personagens se tenham destacado em ambiente de assembleia da república, nem de nenhuma proposta que tenham feito.

Podemos também falar da deslocalização de deputados de norte a sul, até às ilhas, sendo um erro de casting à escala nacional.

Poderá haver ali falta de liderança para que o grupo funcione bem, dirão alguns, outros (ou os mesmos!) que Marques Mendes não tem capital para proferir tais declarações, visto que não se tem destacado, ou então que Marques Mendes enquanto líder do partido nunca deveria ter proferido tais coisas.

Até posso concordar com alguns desses argumentos, no entanto, há que reconhecer que Marques Mendes colocou a nu uma evidência que se constatou logo na altura em que foram feitas essas listas. E MM tem toda a razão ao dizer que foi uma herança pesada, porque na realidade, o foi.

Pode-se criticar o dr. Sampaio pela queda do Governo de Santana. Mas não podemos é esquecer a gritante falta de visão estratégica de PSL (pós queda, realço!) relativamente ao futuro do partido, que em muito contribuiu para o estado em que estamos.
Vamos ter que aguentar com a tal “noite de nevoeiro” até 2009.

Depois, com um desplante assinalável, segundo ouvi na rádio, PSL espera justificações por parte de MM. Não será que deveria ser PSL a ter que explicar ao partido o autoritarismo e os critérios que tiveram por base a sua escolha na elaboração dessas listas? Será que ele não vê que está escrito nas estrelas?

Poderão sempre dizer que há muita gente com valor na bancada do PSD, mas, todos temos valor, uns mais, outros menos.
Votos? Nem todos têm.
Amigos? Bem, é melhor falarmos em “companheiros” de ocasião.

PS: será que o administrador do "lodo" não tinha lugar entre os eleitos? Será que lhe falta valor?

Jornalismo de "opinião"



São já várias as notícias vindas de Inglaterra e que entram nas nossas casas via RTP, da jornalista Sandra Felgueiras sobre o caso do desaparecimento da menina Madeleine McCann .

Independentemente do desfecho deste caso, ou a Sandra Felgueiras sabe alguma coisa e que me escapa, ou, na minha opinião, é de muito mau gosto a insistente tentativa de chacinar na praça pública os pais da menina "desaparecida".


Para uma vez mais influenciar mentalidades e atitudes em Portugal, o Lodo apela ao bom senso jornalístico da Sandra...

"Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti!!!"
"Inocente até ser considerado culpado!!!"
Lembra-te de nossas senhora de fátima de Felgueiras...

sábado, 8 de setembro de 2007

Videotas

Sempre evitei pronunciar-me sobre o triste desaparecimento de Madeleine McCann e continuarei a não o fazer. É um caso de polícia e, como tal, não me parece que possa especular-se com senso.
Há, todavia, dois aspectos que não posso deixar escapar, pois já assim actuara em 2002 (defesa da minha tese de mestrado) , 2004 (edição do livro a que aquela deu origem) e passim em diversas intervenções: falo da cultura mediática e da mediocridade intelectual que, à míngua de uma escola moderna e de uma classe política capaz de pedagogia (saindo de entre os eleitores, os políticos estão, de igual modo, em versão pop), se foram instalando.
A televisão é causa de adormecimento do pensamento (Sartori fala em "Homo Videns" e João de Almeida Santos do "Homo Zappiens") e a Internet fracciona-nos, podendo levar-nos, já que não há uma ética concebida à dimensão da pós-modernidade em que vivêmos, a ignorar problemas ou até a nutrir perversões.
Além disso, ao mesmo tempo que dão informação, causam sobre-informação (estima-se que uma edição de domingo do New York Times forneça mais informação do que a que estaria acessível a um homem culto do século XVIII, durante toda a sua vida*), levando-nos a, na impossibilidade de escolher o certo e o errado, vogar ao sabor de empresas que, além de informar, gostam de lucrar, nem que seja manipulando as emoções para o indulto, num dia, e para a condenação, no outro, fazendo com habitemos um mundo em que um sujeito que esteja debaixo dos holofotes se encontre perante a discricionaridade a que estavam submetidos os gladiadores de Roma, embora, agora, perante um "César mediatico".
Se mais provas fossem necessárias, bastou ver a triste figura que, ontem, dezenas de populares fizeram, apupando a mãe de Maddy, pelo simples facto de os media anunciarem que podia ser constituída arguida, como veio, aliás, a suceder com ambos os progenitores.
Independentemente do desfecho do caso, se sempre achei exageradas as manifestações de solidariedade nas missas, acho estúpida a vaia de ontem. Mostra a pobreza de espírito dos consumidores da nova (in)cultura mediática e prova a irresponsabilidade das empresas de comunicação social e dos políticos e a ineficácia, neste domínio, das universidades.
*Cito, com tradução nossa, não a Wikipédia :))) , mas sim Donald Wood ("Post-Intellectualism and the Decline of Democracy (The Future of Reason and Responsability in the Tweentieh Century)", Westport, Connecticut, Londres, Praeger Publishers, 1996).

Nunca me deu tanto gosto bater na boca

Receava eu que o caso "Somague" se arrastasse e servisse para enlamear a já desprestigiada classe política e a Procuradoria-Geral da República pôs fim à especulação, afastando (como sempre admiti) vestígios de crime.

Resta esperar que o mesmo suceda nos casos em que não haja um Presidente de Comissão Europeia em jogo!

Enquanto a malta brinca às directas...

José Sócrates anunciou a abertura, até 2009, de quase 400 creches.
É uma medida essencial, no quadro de um imperioso estímulo à natalidade, esperando eu que os horários de funcionamento tenham alguma coisa a ver com os horários de trabalho dos pais, mormente nas grandes cidades.
A boa política não tem cor partidária.

Carga ligeira

Está prestes a começar a histórica e inédita presença de uma selecção amadora de rugby na fase final de um campeonato mundial.
Bem vistas as coisas e repetindo o espírito aventureiro do costume português, a equipa é a nossa; os nossos "lobos"!...
Por muito que voltem a uivar para casa (espero que haja seguro contra hecatombes para o desafio com os encorpados moços da Oceania - leia-se, Nova Zelândia), já nos encheram de orgulho, como fizeram os companheiros do basquete.
Fica o repto aos políticos: por que é que os nossos é que têm de ser amadores? Por que é que Nélson Évora, depois de se sagrar campeão mundial de triplo salto, tem que ir treinar para Madrid (aqui já não se arrepiam os "patrioteiros" do costume?!) porque nos falta uma mísera pista coberta com condições para treino de alta competição?
Será que os balofos do PS e PSD que adoram mandar no desporto não podem dispensar atenção e uns cobres para resolver algo que nos torna campeões do improviso (mérito aos atletas) e pedinchas da alta competição (vergonha da política desportiva)?

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Página Web do dr. Manuel Pinho

Ontem e por motivos profissionais, visitei o site do Ministérios da Economia e Inovação.

Como qualquer página Web de um ministério do nosso país, esta apresenta no topo a designação/título/denominação à qual se refere. Sem margem para dúvidas, Ministério da Economia e Inovação.
De igual modo, como qualquer página Web, esta apresenta a barra do índice do site com as diferentes secções para visitar.
O que torna esta página Web de um ministério diferente das outras, é a fotografia em tamanho de “destaque” do seu ministro: doutor Manuel Pinho (drMP)...
Nesta, o drMP aparece a discursar num sitio qualquer, que até deve ser um local interessante do ponto de vista do estado, só não se fica a saber bem onde!!!
Pensei eu cá para mim: “Ok!!! É o ministro!!! Estranho, parece mais novo… deve ter sido tirada há já algum tempo!!!” e outro pensamento que não este seria absurdo, pois o conteúdo da fotografia é demasiadamente vago e não acrescenta conhecimento a ninguém, que só lá esta para mostrar este “ilustre” membro do governo rosa!!!
Ainda não tinham passado 10 segundos e aparece outra fotografia com o drMP ao lado do famosíssimo Lula da Silva.

O formato da fotografia é do tipo Tony Carreira, onde normalmente aparece com um ar esbaforido no fim de um concerto e acompanhado por uma fã… aproveito para mandar um abraço ao “nosso” músico Tony e pedir-lhe desculpa pela comparação… no que respeita à fã, o facto de ser uma pessoa anónima não me traz problemas futuros pela comparação com o drMP…

“Bem, talvez seja interessante para Portugal ter na página Web do ministério da economia e inovação uma fotografia que prova que o nosso ministro conhece (e é fã) o Presidente Brasileiro…” foi o que eu pensei!!!

Mais 10 segundos e já estava a aparecer a terceira fotografia… depois dessa, apareceram mais sete (uma com o drMP e o “nosso” Scolari)… no total são 10, todas com o drMP ao lado de alguém ou sozinho…
Assim pensei com os meus botões:
Será que é mesmo a página Web do Ministério da Economia e Inovação?
Não será a página pessoal do drMP?
e esta, hein!!!

Frutos do mesmo ramo?



O jornalista Pedro Correia, levou a cabo - no DN do passado dia 5 - uma comparação exaustiva entre Mendes e Sócrates.
Embora as origens, gostos pessoais e percurso curricular e profissional diferenciem os dois líderes, é justo concluir que em muitos pontos são mais parecidos do que [queremos e] cremos.
Desde percursos políticos semelhantes, características comuns (workaholics, moderados, prevenidos….), paixões e até vícios, Mendes e Sócrates quase nos fazem crer que são frutos do mesmo ramo. Confiram aqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Para mais tarde recordar...

Soube-se hoje que o governo sul-coreano terá cedido às exigências dos taliban, comprometendo-se a cessar o envio de missionários para o Afeganistão e a retirar as suas tropas daquele sempre conturbado canto do mundo.


Creio que estamos impedidos de julgar moralmente a atitude dos responsáveis de Seul. Há reféns e familiares em inimaginável sofrimento.


Porém, salta logo à vista o facto de haver gente, designadamente os fundamentalistas que distorcem e instrumentalizam o Islão e têm uma consideração nula pela vida de gente inocente. Se o sublinho é porque, muitas vezes, esta noção perde-se na torrente informativa e é descurada por alguns comentadores "in" que justificam o recibo "por ir ao telejornal" dizendo alarvidades que se pautam pela masoquista atribuição de culpas ao mundo ocidental e seus aliados.


Depois, há que notar que esta mesma facção planetária está em processo de auto-castração. As democracias mediáticas fazem com que a morte de um soldado ou de um civil seja notícia que choca as opiniões públicas e abala o apoio aos governos, ao passo que em nações fundamentalistas (ou, melhor dizendo, controladas por esses energúmenos) o suicídio é encorajado, a morte dos seus nacionais é martírio e o massacre de inocentes ocidentais ou pró-ocidentais é motivo de celebração.


Assim, o que a Coreia do Sul decidiu fazer estabelece, a meu ver, um grave precedente, por muito ponderosos que sejam os motivos. A mensagem que passa é a de que, quando tocar a dar vidas, a permanência de uma tirania religiosa é um mal menor, que vale a pena sequestrar civis de países democráticos (porque os seus governos não podem dar-se ao luxo de pagar com sangue dos seus) e que basta apontar uma arma a 19 pessoas para que contingentes militares bem mais vastos batam em retirada.


A ser assim, creio que a derrota é certinha e para durar. O que não creio é que a China e a Rússia alinhem por aqui, com o que isso poderá significar de reequilíbrios estratégicos internacionais, mormente se a América "regressar a casa" e a União Europeia continuar com discursos balofos e pouca força...


* A ilustração é do curioso www.britishwars.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Rússia - que liberdade de expressão?

Quase um ano após a morte de Anna Politkovskaia - e quando todos já tinham deixado de acreditar na justiça - eis que surge a notícia da detenção de dez suspeitos pelo homicídio da jornalista russa.
Politkovskaia foi morta em Moscovo, a 25 de Outubro 2006 e tudo leva a crer que o seu assassínio está relacionado com o seu trabalho enquanto jornalista. Conhecida pelos seus escritos e investigações sobre a Tchetchenia e a defesa dos direitos humanos no seu país, tornou-se ao longo dos tempos a jornalista mais crítica com a política de Putin. "Atreveu-se" demasiadas vezes a investigar temas incómodos como o abuso de poder e outros crimes políticos cometidos na Rússia, facto que a converteu em persona non grata.
Daí a suspeita de que o seu trabalho de denúncia a condenou à morte.
A provar-se que o seu intenso e premiado trabalho foi o motivo do seu assassinato, estamos perante um gravíssimo golpe à imprensa livre e independente, e consequentemente, um golpe à democracia.
Se assim for, o que se passa na Rússia é um grave problema que deve ser preocupação de todos, particularmente dos Estados e organizações internacionais. Trata-se de uma grave violação dos direitos humanos, de um incrível retrocesso da liberdade de expressão que os demais países não se podem dar ao luxo de ignorar. Até porque, coincidência ou não, desde que Putin passeia pelo Kremlin, já foram assassinados doze jornalistas russos...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Mas este gajo não tinha que ir para o Brasil, por causa do filho???

"França: Anderson apresentado no Lyon esta tarde
Anderson vai ser apresentado oficialmente como jogador do Lyon na tarde desta quinta-feira pelas 17h30, hora portuguesa, mais uma em França.
Depois do processo disciplinar de que foi alvo no Benfica, o defesa-central brasileiro vê assim o impasse resolvido e vai jogar na ex-equipa de Tiago nas próximas épocas.
" (fonte: Maisfutebol).

O sujeito recusou-se a ficar no Dínamo, digo no Benfica, por motivos de doença do filho, que o obrigavam a voltar a terras de Vera Cruz. Pelos vistos, França vai dar no mesmo.


Perdeu-se um bom reforço para a nossa política...

"Ponha na conta"

O caso de alegado (e reconhecido) pagamento por uma construtora (Somague) de facturas de serviços prestados por outra empresa (Novodesign) ao PSD é um daqueles que, sendo eventualmente sintomático em termos de vox populi, pode bem dar no costume: nadinha.


Ora porque o ilícito é meramente administrativo (o financiamento irregular dos partidos era-o, em 2002, data do sucedido), ora porque prescreveu algo, ora porque não há elementos de prova suficientes, ora porque pode nem ser interessante, ora porque a memória é curta, nas democracias meditizadas, ora... Ora, bolas!!!
Vamos aos factos:

1 - A empresa de construção civil em causa tem ligações a obras públicas e ao futebol.

2 - José Luís Vieira de Castro (então, Secretário-Geral Adjunto do PSD com o pelouro financeiro, à data, a quem desejo rápidas melhoras) é um gentleman que, acredito, terá agido de forma que atendeu de admitir e José Luís Arnaut cumpriu, assumindo a responsabilidade objectiva (a que decorre de ser, então, o Secretário-Geral).


3 - É popular a convicção de que há promiscuidade no financiamento partidário e de que existe o chamado "bloco central de interesses" (que proporcionaria, a existir, cobertura a membros de ambos os lados do arco de governação, que ostentariam ou mandariam parentes ostentar, ainda a ser verdade, fortunas sediadas em Portugal e não só, que dificilmente se explicariam por rendimento, herança ou qualquer jackpot.

E que fazer dos factos? Se for como habitualmente, esperar sentados até que o assunto se apague da agenda mediática. No caso até desejo que nada de grave se passe - é o meu partido e são figuras que aprecio - mas começa a tomar tons latino-americanos o pulsar do mercado político paralelo.

Judas, Morais, Loureiro, Felgueiras, Carmona e por aí fora são nomes que enchem jornais e passam-se anos, com danos irreversíveis para quem prova a sua inocência, até que saibamos que o arguido era inocente ou que o processo deu em nada por motivos menos nobres.

O que quero não é uma fúria condenatória! Deve ser ilibado aquele que não vê provadas as acusações contra si esgrimidas, desejando eu que se chegue aos 100% de arquivamentos ou absolvições.

Mas acredita mesmo que somos o único País do mundo com 100% de rapaziada honesta?

O caso em análise (PSD-Somague) nem é do mesmo estilo. Em 2002, os factos descritos não preenchiam qualquer tipo legal de crime. Mais e como disse, espero que se prove que se tratou de algo meramente operacional e não de um pagamento de qualquer favorecimento (não acredito que Vieira de Castro e Arnaut alinhassem nisso)!

Porém, mesmo fumo sem fogo intoxica a credibilidade do nosso já doente sistema de partidos. Por que não se chega ao ponto de credibilidade em que as meras suspeitas não cheguem a fazer sentido?...

E não é que, se calhar, a "miúda" tinha razão?!...

Lê-se, hoje, na edição on-line do Jornal de Negócios que:
"Accionistas do BCP aceitam eleger quatro novos conselheiros
Ainda não há um acordo fechado entre as duas facções de accionistas do BCP, mas já há um entendimento relativamente a alguns pontos. Consenso que deverá resultar na apresentação de uma lista conjunta de nomes a eleger para o conselho geral e de supervisão (CGS), o único ponto que deverá ser votado na assembleia geral da próxima segunda-feira.
"

E não é que a nossa Dulce já o previra?! Quem disse que não marcamos a actualidade?!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Crónica dos bons tarados


Não aquecer nem arrefecer


Hilariante


Perturbador, mas com jeitinho


Regresso às aulas

Os supermercados já estão cheios de cadernos e a minha caixa de correio (a real, não a virtual) repleta de folhetos a anunciar as mochilas mais baratas. Este ambiente de regresso às aulas, ligeiramente antecipado fruto do hiperconsumismo, suscitou-me uma breve reflexão que partilho aqui.

O nosso sistema educativo constrói-se sobre a obrigatoriedade de frequentar a escola, aprender os programas definidos ao nível nacional e ser avaliado segundo parâmetros o mais paralelos possível.

Quando uma criança falta à escola durante uns dias sem aviso, a escola tem o dever/ obrigação de procurar entrar em contacto com os pais e quando tal não é exequível, é função da polícia fazer as devidas averiguações. Todos já ouvimos histórias onde a polícia vai a casa buscar as crianças que pelos mais variados motivos não comparecem às aulas.

Contudo existem no nosso país comunidades dedicadas a uma vida mais próxima da mãe natureza, que professam ideais ecológicos e defendem um mundo mais saudável. De tempos a tempos surgem na comunicação social, através da qual ficamos a saber que do estilo de vida mente sana em corpo são em que vivem faz parte uma educação "tradicional" praticada dentro da comunidade.

No nosso país existem crianças que não vão à escola, a escola provavelmente não sabe que elas existem, a assistência social idem idem aspas aspas e a comunicação social quando fala no assunto é no sentido de valorizar este comportamento.

Pergunto-me se estas crianças não têm o direito de aprender o mesmo que as outras, pergunto-me o que é feito da igualdade de oportunidades e denuncio aquilo que julgo ser uma discriminação positiva.

Positiva porque a sociedade vê nestas comunidades uma tentativa de regresso às origens, e isto combina muito bem com uma ideia preconcebida e muito difundida de que antigamente é que era bom e que por consequência as crianças educadas no seio da família são priveligiadas.

Mas isto são mitos porque na realidade ninguém sabe o que é que estas crianças aprendem nem o que sabem. E ninguém na realidade se preocupa em saber.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

A História dos 5 Macacos

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, e no meio, uma escada, e sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada com o intuito de chegar às bananas, os cientistas jogavam um jacto de água fria aos que estavam no chão. Passado algum tempo, quando um macaco tentava subir a escada, os outros pegavam-no e enchiam-no de pancada.
O que se veio a assistir posteriormente é que nenhum macaco tentava subir mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas resolveram introduzir variáveis no estudo: substituíram um dos macacos por outro novo. Chegado à jaula, a primeira coisa que ele fez foi subir a escada, sendo no entanto dela retirado pelos outros, que o surraram.
Passadas algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto, e afinal, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo experimentado o banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar nas bananas.

Moral da história: se fosse possível perguntar a algum deles porque é que eles batiam em quem tentava subir a escada, quase de certeza que a resposta seria: "não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Menos um

Recebi uma simpática mensagem no telefone, da parte do meu amigo José Barroca, informando que desistira da candidatura a favor de Luís Filipe Menezes.
Restam Mendes, Menezes e... Barros.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Em suma

Depois de muito me irritar, sumario uma visão o mais branda possível do que se passa na Cultura.
O episódio da ausência de membros do Governo, especialmente da Ministra da Cultura, nas comemorações do centenário do nascimento de Miguel Torga é apenas mais um, embora grotesco, episódio no percurso desta lamentável equipa ministerial.
E escusam os idiotas de serviço de vir dizer que o Governo se fez representar pelo Director Regional da Cultura. Salvo o devido respeito pela função e pelo titular, se existe protocolo é porque as funções e os eventos obedecem a uma escala de dignidade. O que poderia concluir-se – mas não creio que esta equipa tenha sequer arte para coisa tão subtil – é que Torga não é um autor benquisto pelo regime. Na verdade, creio que é mesmo terceiro-mundismo e arrogância própria de uma visão elitista que já nem o PS moderno (leia-se, ala Sócrates; os verdadeiros, porque agora devem ser todos…) perfilha.
Mas de falta de coerência ninguém pode acusar Isabel Pires de Lima, que tem feito o possível por, constantemente, juntar o pior das suas origens marxistas com a má aprendizagem da vida cultural nos regimes demo-liberais.
Pelo primeiro lado da frase, quero dizer que escolheu centralizar as decisões e afastar quem pode ganhar “vida própria”. Falo designadamente do cepticismo que tenho em relação à fusão da Companhia Nacional de Bailado com o Teatro Nacional de São Carlos na Opart, sobretudo porque, como é hábito, tal servirá para disfarçar misérias e não para criar um “império” de cultura.
Acresce que se sucedem as dispensas polémicas. Depois de Paolo Pinamonti (que voltou a colocar o São Carlos no devido lugar de destaque) foi Dalila Rodrigues, do Museu Nacional de Arte Antiga. E, no último caso, até entendo que quem discorda das linhas da tutela deverá renunciar, mas jamais aceito que se saneie alguém, a pouco tempo do fim da sua comissão de serviço e na sequência de uma opinião divergente. Os casos de Fernando Charrua (professor “corrido” da Direcção Regional de Educação do Norte, em virtude de uma anedota sobre Sócrates) e da ex-Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho (demitida por, alegadamente, não ter sido lesta a retirar uma sátira ao Ministro da Saúde) deveriam ter sido marcas infelizes e isoladas, mas, pelos vistos, são tiques doutrinais.
Mais ainda, entendo que, dado o soberbo trabalho de Dalila Rodrigues no MNAA, deveria ter sido procurada uma solução diplomática que permitisse a sua continuidade. Todavia, com os preconceitos próprios da ideologia com que formatou o seu modo de pensar, Isabel Pires de Lima preferiu o “Gulag” (leia-se, o desterro) …
E, já que trouxe tantos “vícios de postura” do lado de lá da sua própria cortina de ferro, valeria a pena que também tivesse sido capaz de impor o fortíssimo investimento que a URSS fazia em cultura, embora nem sempre com os melhores propósitos…
Mas a coisa não melhora se virmos o seu desempenho mais encostado aos regimes capitalistas. Apesar de ter necessitado da intervenção do Primeiro-Ministro, andou bem a Ministra quando segurou entre nós a colecção Berardo, que é um acervo muito importante em matéria de arte contemporânea. Todavia, ao contrário do que faria um Governo que realmente apostasse no desenvolvimento intelectual das gerações futuras, varreu-se o problema para debaixo do tapete. Quero com isto dizer que, em vez de começar a amortizar o preço da colecção, adiou a decisão para daqui a dez anos e por um preço colossal, assim manietando um Executivo em que, aposto, já não será Ministra.
Acresce que, numa democracia como a nossa, o sector da Cultura terá sempre de lutar o dobro para ter um orçamento condigno: A irrelevância de Pires de Lima também se mostra nisto, estando eu em crer que passa por aqui a explicação para José Sócrates a manter no lugar: é quase inexistente, não desviando grandes recursos de projectos mais vistosos e que, tradicionalmente, PS e PSD preferem.
Pena é que tal cause danos de monta num país como Portugal, que tem na cultura a chave da subsistência da sua identidade.

domingo, 12 de agosto de 2007

Calhaus

Não há muito tempo, criticara a Ministra da Cultura.
A sua não comparência nas cerimónias de evocação do centenário do nascimento de Miguel Torga, acompanhada da ausência do Secretário de Estado (é estranho, tendo em conta o vício de centralismo de estilo soviético que costuma mostrar...), prova bem a vergonha que é o actual elenco da Cultura.
O Governo esteve representado pelo Director Regional da Cultura que, salvo o devido respeito, estaria à altura de proceder à entrega de prémios de uma exposição média, mas nunca terá estatuto (é da função e não da pessoa) para fazer, em nome do Executivo, a devida vénia a um dos expoentes máximos das nossas Letras.
Engº Sócrates: nem sempre intransigência dá com inteligência. Demita-os por favor.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"Lodo" decisivo na corrida pelo PSD

Mesmo em slow motion (prometo mais actividade para breve), conseguimos que o "Lodo" fosse interpelado por um dos candidatos à liderança do PSD (cfr. os comentários ao texto).
Recomenda-se calma aos candidatos e aceitam-se utensílios de cozinha, ecrãs de plasma e outros confortos do género, embora se registo o plágio da estratégia de campanha do Major Velentim Loureiro.

Assina: o Capitão.

domingo, 5 de agosto de 2007

So the story goes...

Nos últimos dias, e depois de o Teatro Nacional de São Carlos ter perdido o director que lhe devolveu o prestígio (Paolo Pinamonti), o naipe de servidores públicos distintos ficou mais pobre: Paulo Macedo deixou a Direcção-Geral dos Impostos e Dalila Rodrigues o Museu Nacional de Arte Antiga.
Vejamos o que nos murmuram as situações em causa... Em primeiro lugar, embora não haja insubstituíveis, Paulo Macedo deveria ter sido reconduzido. Em equipa que ganha não se mexe e a calmaria em relação aos nossos elevadíssimos e castradores impostos pode dever-se ao fim da sensação de impunidade que, ainda na década de 90, era tema de debate. Porém, a memória é curta...
Mas, Macedo toca num ponto crucial: não era ele que ganhava muito, mas o Presidente da República e o Primeiro-Ministro que ganham pouco (o salário dos servidores públicos não pode, de algum tempo a esta parte, suplantar esses mealheiros). Verdade! E nem me chocaria que os nossos "empregados" mais ilustres fossem aumentados se, atrás disso, não viesse uma chusma de incompetentes a esfregar as mãos, por via da indexação de salários.
Por exemplo, se há deputados que valem o seu peso em ouro, outros há que deviam pagar pelos tapetes e cadeiras que gastam.
De igual modo, em casos de comissão de serviço (como o de Paulo Macedo), bem podia fazer-se o que se fez (pagar o que ganhava no seu local de trabalho), com a norma cautelar de reportar o vencimento a um ano antes da requisição (para evitar aumentos de última hora, na iniciativa privada). O problema do PR e do PM seria suplantado pela enorme vontade que quaiquer titulares desses cargos sempre terão em trocar dinheiro eventual por real e reconhecido serviço à Pátria.
Já no caso da ex-Directora do MNAA tudo muda. Tirando a cegueira política da Ministra da Cultura - a maior aselha do Governo, se querem a minha opinião - que podia ter deixado o mandato expirar (Novembro), creio que quem manifestamente discorda das orientações políticas da tutela deve pôr-se a andar...
O seu trabalho foi bom? Excelente! Porém, isto não legitima um governo de técnicos.
Deveria a Ministra ter procurado o diálogo, mantendo Dalila Rodrigues? Sim! Todavia, a asneira e a irrelevância políticas são imagens de marca de Isabel Pires de Lima que até para segurar a "Colecção Berardo" precisou de José Sócrates, ainda assim optando por uma solução cobarde para o próximo ciclo de governação: deixando uma monstruosa cláusula de opção de compra para daqui a dez anos, a Ministra cala-se com o seu orçamento de miséria e passa a batata quente.
Em suma: pobres na carteira e pobres de espírito. So the story goes...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Amigos, como antes?


Paulo Teixeira Pinto falou ontem em entrevista à SIC Notícias, sobre Jardim Gonçalves.
"Não concebo o Millennium BCP sem ele", garantiu.

Ai a tola

Julguei que a oarvoíce tivésse limites, mas a RTP surpreende-me.

Não vi a entrevista, mas li na imprensa de hoje que a jornalista Márcia Rodrigues entrevistou o Embaixador do Irão com véu e luvas.
Ora bem, mesmo que a entrevista haja decorrido na embaixada (território iraniano, portanto) jamais uma televisão pública portuguesa pode rasgar a Constituição, ofendendo a laicidade do nosso sistema político e sendo cúmplice no tratamento de cão (ou pior) que os regimes islâmicos dão às mulheres.
O PS, que tão histericamente defendeu as quotas, devia pedir responsabilidades ao operador do serviço público de televisão. Eu não pago impostos para andar de cócoras (perdoem-me o vernáculo) perante regimes fundamentalistas.
Já bem basta a humilhação para a gloriosa civilização persa que o regime religioso impóe!
Bem andou o CDS que reagiu. Os candidatos todos do PSD, que eu visse, a dormir...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

PGR arquiva... sr. "eng". Sousa suspira!!!


Escusando qualquer comentário à decisão da PGR e porque também (assumo) não estou habilitado para tal, o arquivo do processo relativo à falsificação de documentos sobre a licenciatura do primeiro-ministro, vem dar alguma tranquilidade para as férias de Verão lá para os lados do Largo do Rato.
Não sei se é coincidência, mas que dá tranquilidade, dá!!!
NOTA: Independentemente do "resultado", importa nunca esquecer a "causa"...
"Credibilidade senhor primeiro-ministro, credibilidade..."

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Os deuses devem estar loucos

Para espanto de alguns, surge uma nova candidatura ao conclave social democrata…
O “personagem” é José Maria Barroca, presidente da Junta de Freguesia de Taveiro, em Coimbra, que diz “avançar em nome dos «militantes descontentes”…
Uma coisa é certa, de Coimbra, o PSD não se pode queixar da falta de alternativas…

No entanto, importa referir o seguinte:

Muitos até poderão achar piada a estas candidaturas, sendo um direito que estes têm, enquanto militantes. No entanto, estas não contribuem em nada para uma imagem pública positiva do partido como não acrescentam nada de relevante... Apenas demonstram a situação de fragilidade política e de afirmação que vive actualmente o PSD...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

E esta, hein?

Por esta não esperava eu...
Provavelmente porque sou novata nestas andanças.

Há coisas fantásticas, não há?!


Pelo menos, é o que dizem as três meninas do anúncio da Netcabo.
A Joana, a Teresinha e a Rita garantem. E nós não ousamos discordar...
Queira o leitor, a propósito, espreitar isto.
É longo, mas garanto que vale a pena ler até ao fim!
Há coisas assombrosamente fantásticas... não haja dúvida.
Eis a verdadeira prova de que a publicidade nem sempre é enganosa...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Estrelas Cadentes

Sete anos depois de terem invadido a TV, os reality shows já não logram o êxito que em tempos atingiram, mas ainda dão que falar.
Nos últimos dias, muito se fala da relação entre os protagonistas destes e a decadência moral.
Depois deste e daquele, agora foi a vez deste.
De famosos a foras-de-lei.
Dá que pensar.

Momento "Ricardo Cândido"

Deixe aqui a sua mensagem de apoio ou o seu slogan para a candidatura de Castanheira Barros à liderança do PSD.

O "Lodo" faz bem ao pluralismo!!!
Ele anda por aí...

Não se arranjam trocos para uns foguetes?



Luís Filipe Menezes lá se decidiu pelo óbvio.

Provavelmente, granjeará mais apoios provenientes do descontentamento face a Marques Mendes do que propriamente da atractividade da sua candidatura.

No entanto, candidatos a candidatos que não seduziam e que depois foram bons líderes e bons primeiros-ministros, tem o partido exemplos. Vamos ver…

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Venha o próximo…


Tendo já sido candidato a candidato a inúmeros cargos (desde que tenham notoriedade pública, claro!), o conhecido advogado de Coimbra, provavelmente inspirado pelo fenómeno Zé Beto, resolve agora apontar armas à liderança do PSD…

Felizmente, a falta de assinaturas resolverá o intento comercial…

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Eleitores ingratos!!!

António Costa só elegeu 6 vereadores!!! Assim ficou de fora a sua talentosa nº 7 que, por certo, muita credibilidade ofereceria ao executivo.
Há dias em que nos sentimos incompreendidos, não é, dr. Costa?
P.S. (irra!): a oportuna fotografia é de António Pedro Ferreira (como pode ler-se) e foi publicada na edição de 13 de Julho do Expresso.

Obrigatório!


domingo, 15 de julho de 2007

Pobre política...

Para um militante do PSD, como eu, confirmaram-se os piores receios; o PSD ficou em 3º lugar nas fulcrais eleições para a Câmara Municipal de Lisboa (um "mini-governo", como dizem muitos).
A propósito de tudo isto, oferecem-se-me alguns apontamentos:
1. Marques Mendes, como já afirmei, errou ao judicializar algumas das suas decisões (arguidos dispensados de concorrer ou com apoio retirado);
* A Lei prevê a inocência até condenação por sentença transitada em julgado. O PSD não o presumiu.
* É penumbroso fazer coincidir momentos judiciais iniciais com juízos políticos.
* Nem todos os autarcas do PSD arguidos foram igualmente estigmatizados.
* Mesmo politicamente a decisão foi errada; para além da condição processual, custa perceber a linha que une Carmona, Valentim e Isaltino.

2. Não creio que possam dar-se graças na oposição interna. O PSD está mesmo mal e continuo a achar que o problema é geracional. As alternativas têm que seduzir e não apenas espremer Mendes.

3. Embora Helena Roseta tenha sido militante dos dois maiores partidos e Carmona governante e autarca pelo PSD, os movimentos independentes (ou até anti-partidários) colheram muita da repulsa que se sente no eleitorado em relação ao sistema partidário. Nasce a política alternativa, se não mesmo a anti-política (vide o BE e, quiçá, o PNR).

Quando políticos consagrados reconhecem nos corredores que o poder não se ganha, antes sendo perdido por quem o detém (a tal lógica "mansa" da rotatividade e dos ciclos máximos de dez anos), estão a dizer-nos que não conquistam as emoções nem convencem as razões. Esperam que o poder apodreça.

Os poucos lisboetas que votaram já viram tudo.

4. A fortíssima abstenção diz que a malta já deu e que é tudo a mesma fruta (até eu já tive mais certezas do contrário...).

5. O centro-direita saem de rastos. O CDS não elege um só vereador, num claro chumbo ao remake (geralmente o primeiro filme tem mais sucesso do que as sequelas...) de Portas. Tanto calculismo e mediatismo acaba por cansar, como, em parte, prova a lição de Santana Lopes. Afinal, se calhar (e por muito que tenha muitos e bons amigos na actual nomenklatura centrista) o problema não era (só) Ribeiro e Castro.
Manuel Monteiro ainda não percebeu a figura rídicula que vem fazendo e o descrédito que traz à política. A ideia de se fazer acompanhar, permanentemente, de um comediante e de organizar números de circo como uma gincana num passeio, entre supostos dejectos de cão, é "apalhaçar" o problema e não fica bem em que se afirma como paladino da política séria. Alguém o "desligue da máquina", por favor.
O PPM, sendo uma organização familiar (que apesar de tudo, mercê da visão estratégica de Santana Lopes, tem 2 deputados à boleia do PSD), também resolveu entrar na tenda e fazer circo. Desde afirmações do candidato a dizer que estivera nos assuntos agrícolas, por não ter tempo para a campanha, à entrega de papel higiénico nos serviços da câmara, tudo serviu para que muitos achassem que votar seria uma perda de tempo (e Deus sabe como aprecio a associação da política ao humor, dentro de certos limites...).
A extrema-direita (PNR), não obstante o gozo de ficar à frente de Manuel Monteiro, bem faria em não embandeirar em arco. Parece-me que menos de 2000 votos não traduzem uma adesão popular às propostas de fim de apoio para gays, imigração e manifestações culturais marxistas. O "mercado" eleitoral existe, mas o score actual mostra que o produto quase não vende.
6. Sendo que o partido que ocupa o Governo, regra geral, é açoitado em autárquicas, e mesmo não esquecendo que o PSD vinha com má folha de serviços na gestão da Câmara e da sua queda, fica clara a vitória do PS. Bem pode Sócrates rir ao ver o PS eleger o dobro dos vereadores do 2º classificado. Não fora Costa a maior ameaça eventual à sua liderança e a risada até podia ter sido mais sincera...
7. De todo o modo, cai muito mal a encenação festivaleira que o PS fez no Altis!... Gente da Covilhã, Famalicão, Mirandela e Alandroal (estas terras contei eu, via tv), confessando não saber que excursões a Fátima e a Mafra haveriam de acabar de bandeira em punho, em Lisboa, dá um ar artificial e ensaiado à política. É algo que ainda causa mais rejeição nos milhares que já nem aos noticiários prestam atenção. A geração que domina a actual classe política afasta os portugueses, assim se perpetuando (são os mesmos há "n" anos). Mais valia terem reservado uma sala pequena e terem feito uma conferência de imprensa mais sóbria e com mais ideias.
8. Fernando Negrão foi um gentleman, como sempre: generoso, sério, inteligente e trabalhador. Já Marques Mendes fez o que devia (pedir eleições internas antecipadas) e com justa proporção; é politicamente legítimo que se recandidate, já que, apesar de eu entender que o PSD perde Lisboa sobretudo por erros daquele, não está em jogo uma derrota em eleições legistalativas que, efectivamente, foram a razão primeira de uma liderança que, apesar de tudo, conta já com algumas vitórias.
9. Temo, porém, que o PSD, mais uma vez, faça uma eleição em que os interesses das "tribos" e o protagonismo pessoal (sempre desejado pelos actores secundários) vençam a ideologia e a visão institucional.
10. Reafirmo a minha ideia de que os partidos não são eternos e o PSD, dadas as suas origens exlusivamente nacionais, menos ainda (disse-o no último congresso).

Quem é que vais "roubar" a seguir, Zé..."quinha"?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O Sr. Presidente disse?!?!?


O Sr. Presidente da República (PR) está atento às "brincadeiras" com a democracia...

Esta quarta-feira o PR sugeriu, mais e melhor qualidade no exercício da democracia para «alguns agentes dos poderes públicos»... segundo o PR, estes devem ter «cuidado com as suas atitudes»...

«Todos nós temos que ter cuidado com as nossas atitudes para que a nossa democracia tenha mais qualidade», referindo-se às acusações da oposição ao governo de autoritarismo e clima de intimidação...

Para rematar o PR disse que ia «assegurar aos portugueses que as instituições funcionam de acordo com as regras da democracia»*…
Parece-me que o PR concorda com as acusações da oposição... não acham?!?!?

No entanto, já tardava este primeiro puxão de orelhas do PR ao governo socialista...
Assim, talvez eu não emigre...

NOTA: a propósito deste assunto, considero simplesmente brilhante o post “Vou emigrar” da Rita de Matos Oliveira...

(*) – citações retiradas do site de um canal de TV independente…

terça-feira, 10 de julho de 2007

Quem é que vais desgraçar a seguir, Zé?

Depois de "enterrar" os Sub-21, os Sub-20 desaprendem de jogar à bola, com José Couceiro.

Mesmo que sejam campeões do mundo (assim espero), será pelo mérito de não ouvirem o treinador e pelo talento de cada um.

E a seguir, "assassinará" ele os Sub-17? Precatem-se, jogadores do meu País!...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica

Se, no seguimento da canção homónima dos GNR, já achava que “Tirana é um lugar difícil de encontrar”, nem sei que vos diga de Tiraspol, a capital da auto-proclamada Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica, também dita Pridnestrovie ou, em português, Transnístria…
Começo pela curiosidade do tema e termino pela questão política.

Falamos de um faixa de terra situada a Este do rio Dniestre (Nistru, em romeno), povoado por pouco mais de 660.000 almas, sendo que um terço é de origem russa, um terço de origem ucraniana e os demais de raízes moldavas.

Apesar de não ser reconhecido por Estado algum, o território declarou a sua independência após o colapso da União Soviética, sendo para muitos um museu da mesma, já que conserva algumas das suas características.

Desde logo, mercê de um desses sortilégios que a Internet nos proporciona, consegui um precioso apoio para entrar no território, mas, aí chegado, logo fiquei a saber que, a mais de ter que apresentar às autoridades de uma das suas cidades (escolhi Bendery ou Tighina, em moldavo) para me “registar”, a minha “carta convite” fora sujeita a um escrutínio que envolvera perguntas do tipo “o que vem ele cá fazer?” e “como e onde o conheceu?”.
Depoimentos do sítio da “Lonely Planet” (empresa especializada em guias para turismo “independente”) e de visitantes acrescentavam que, hoje em dia, fotografar certos lugares públicos (e nem sequer falamos, obviamente, de posições militares) se vem tornando algo impopular. Não sei se por estar devidamente “escoltado”, confesso que foi saborzinho que não senti, tendo dado ao botão da máquina tanto quanto me deu na gana…

Voltando, porém, à nossa Transnístria, sublinho que a dita independência em relação à Moldávia (cujo parlamento tentou em vão amenizar com um estatuto autonómico) se baseou em razões históricas que não pude verificar e, estou em crer, no receio de uma aproximação/união da Moldávia com a Roménia (algo que já aconteceu, formalmente, no passado, tendo a, então, Bessarábia celebrado um Tratado de União).

Como está bem de ver, a rapaziada russa e ucraniana (a “República” é circundada pela Moldávia e pela Ucrânia) não esteve pelos ajustes e ergueu fronteiras, formou exército e polícia, criou uma bandeira e cunhou moeda (o rublo da Transnístria), algo que viria a dar mau resultado, em 1992, quando as tropas moldavas entraram na sua Tighina e, abrindo fogo, foram corridas pelas congéneres transnístrianas que defendiam a “sua” Bendery, com esse sempre precioso auxílio do exército russo, que ainda hoje por lá pára, em locais estratégicos da cidade.

Se politicamente a bipartidária república tem eleições presidenciais com resultados de 80% contra 7% (sendo que o “Cristo” convidado a ir votos contra o Presidente foi o “independentíssimo” administrador de Bendery), economicamente padece dos males de quem dependia do dínamo soviético, embora a banca e o consumo pareçam querer espevitar.

Depois, é passear em Bendery e Tiraspol e ver (ainda) a Casa dos Sovietes, estátuas de Lenine (pois claro), uma locomotiva/museu de 1917, uma fortaleza turca e outras coisas que configuram uma experiência única de ciência política. Isto se conseguir superar a barreira da língua (só se “vende” em russo), as duas barreiras da “fronteira” (não são brinquedo, aviso) e a barreira do medo, que pode advir da leitura do sítio do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros que diz: “Este regime não é reconhecido pela comunidade internacional. Não existindo relações diplomáticas com o mesmo regime, as autoridades portuguesas não podem proteger os seus cidadãos que se desloquem a este território. Neste sentido, e na situação actual, PORTUGAL DESACONSELHA QUALQUER VIAGEM À TRANSNÍSTRIA”.

A questão política com que vos ameacei é esta: anda a comunidade internacional empertigada com as questões da autodeterminação, designadamente, para o Kosovo. Ora bem, sendo que na Transnístria há vontade (se dúvidas houver, faça-se o referendo da ordem) e estruturas de poder que se auto-governam, por que é que ninguém afina pelo mesmo diapasão neste caso? Porque não interessa? Porque é assunto russo? E o Kosovo é o quê (se nos lembrarmos de que Moscovo apoia Belgrado)?

Não me choca qualquer solução pacífica, mas sim a dualidade de critérios…

domingo, 1 de julho de 2007

Vou emigrar..

  • Para um país onde professores com provas dadas não sejam suspensos por fazerem piadas sobre governantes.
  • Para um país onde uma directora de centro de saúde não seja exonerada por não ter retirado da parede do centro que dirige um cartaz que critica o Ministro da Saúde.
  • Para um país que não aprove leis que estimulam a denúncia em assuntos fiscais.
  • Para um país que não despronuncie arguidos, que são figuras públicas, sem explicações bem dadas e investigações transparentes.
  • Para um país verdadeiramente democrático.

Considero revoltante este estado de sítio a que Portugal chegou, um país de impunidades e vigarices, fossos sociais e económicos, onde escasseia a igualdade de oportunidades e onde se desperdiça todos os dias potencial humano e intelectual de milhares de pessoas que são sobrequalificados para aquilo que fazem.


Frusta-me que um ministro defenda que os utentes devem pagar 25 euro por uma consulta médica se ultrapassarem as três consultas por trimestre e ainda seja ministro. Baralha-me o facto de ser filiado num partido socialista!


Entristece-me profundamente que, num país que vê a sua taxa de natalidade baixar progressivamente, seja sugerido que as interrupções da gravidez não paguem taxas moderadoras nos hospitais.

Para terminar, causa-me indignação ver a apatia da maior parte das pessoas. Desde que as deixem ir à bola, à praia e aos petiscos está tudo bem. A história mostra que é em climas como este de algum descontentamento e muita apatia que nascem ditaduras, totalitarismos e outras manifestações sinistras do pior do ser humano.

No melhor pano

Eu cliente da FNAC me confesso (já por lá tendo deixado milhares de euros, ao longo dos anos).
Creio mesmo que, por vezes, a instituição em causa, dada o propósito democratizador da cultura com que foi criada, faz mais pela divulgação do que se vai criando do que algumas equipas ministeriais do sector, por cá.
Porém, ontem (30 de Junho), constatei que no melhor pano pode cair a nódoa.
Desloquei-me à FNAC com uma pessoa amiga que me facultou um vale de desconto de 5€, oferecido no âmbito de uma campanha que, vigorando de 21 de Junho a 1 de Julho, se destinava a fomentar a compra de música, nos mais diversos formatos.
No acto de pagar perguntei se não me dariam um outro vale, registando com estupefacção que não porque "a campanha termina amanhã" (hoje)...
Ora bem, sendo que, ontem, "amanhã" não é "hoje", também cedo percebi, pelo surrealismo da resposta, por ali não faria farinha, dada a peremptoriedade da asneira dita.
No serviço de apoio ao cliente, o mesmo resultado com partitura diferente: "já não há mais vales"...
Assim, e como nada nos cartazes publicitários ou nos vales limitava a data de atribuição dos descontos a um dia prévio ou ao "stock existente" pedi a apresentação do livro de reclamações, não pelo valor em causa, mas porque entendo que, cada vez mais, os consumidores devem acautelar os seus direitos, mormente quando, como é o meu caso, a sua formação académica os obrigue a conhecê-los.
Devo dizer que a gerente da loja não só trouxe o livro como conseguiu desencantar um vale sobrevivente, sendo de uma educação exemplar, embora manifestando ignorância em relação aos trâmites publicitários da campanha, pelo que o livro não foi rabiscado.
Todavia, três apontamentos permanecem válidos:

1 - Fica mal a uma instuição que tanto faz pela cultura incorrer em publicidade enganosa.
2 - Suspeito que muito boa gente foi vítima desta má prática comercial, ontem, e o será, hoje.
3 - Há alturas em que tenho pena de que não tenhamos um pouco do civismo britânico, alemão ou nórdico ou da filosofia norte-americana de protecção dos direitos individuais, já que a pessoa que me acompanhava, ao descontar o ressuscitado vale, teve de ouvir as uma das funcionárias da caixa, devidamente "envenenada" pela colega da caixa contígua (a primeira funcionária que se me dirigiu) comentar com desdém que era "o assunto do vale" e dar o troco em moedas (pode ser o meu espírito conspirativo, mas...).
Não sei que salário régio têm as senhoras em causa, ao ponto de desprezarem um desconto de mais de 25% num cd, nem que burrice as leva a não estimar quem exerce os seus direitos, mas é por causa desta mesquinhez e desta falta de consciência e solidariedade cívicas que nos tornámos num dos mais pobres e taciturnos povos europeus...