Para um militante do PSD, como eu, confirmaram-se os piores receios; o PSD ficou em 3º lugar nas fulcrais eleições para a Câmara Municipal de Lisboa (um "mini-governo", como dizem muitos).domingo, 15 de julho de 2007
Pobre política...
Para um militante do PSD, como eu, confirmaram-se os piores receios; o PSD ficou em 3º lugar nas fulcrais eleições para a Câmara Municipal de Lisboa (um "mini-governo", como dizem muitos).quinta-feira, 12 de julho de 2007
O Sr. Presidente disse?!?!?
Esta quarta-feira o PR sugeriu, mais e melhor qualidade no exercício da democracia para «alguns agentes dos poderes públicos»... segundo o PR, estes devem ter «cuidado com as suas atitudes»...
«Todos nós temos que ter cuidado com as nossas atitudes para que a nossa democracia tenha mais qualidade», referindo-se às acusações da oposição ao governo de autoritarismo e clima de intimidação...
Para rematar o PR disse que ia «assegurar aos portugueses que as instituições funcionam de acordo com as regras da democracia»*…
No entanto, já tardava este primeiro puxão de orelhas do PR ao governo socialista...
Assim, talvez eu não emigre...
NOTA: a propósito deste assunto, considero simplesmente brilhante o post “Vou emigrar” da Rita de Matos Oliveira...
(*) – citações retiradas do site de um canal de TV independente…
quarta-feira, 11 de julho de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
Quem é que vais desgraçar a seguir, Zé?
terça-feira, 3 de julho de 2007
Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica
Falamos de um faixa de terra situada a Este do rio Dniestre (Nistru, em romeno), povoado por pouco mais de 660.000 almas, sendo que um terço é de origem russa, um terço de origem ucraniana e os demais de raízes moldavas.
Apesar de não ser reconhecido por Estado algum, o território declarou a sua independência após o colapso da União Soviética, sendo para muitos um museu da mesma, já que conserva algumas das suas características.
Desde logo, mercê de um desses sortilégios que a Internet nos proporciona, consegui um precioso apoio para entrar no território, mas, aí chegado, logo fiquei a saber que, a mais de ter que apresentar às autoridades de uma das suas cidades (escolhi Bendery ou Tighina, em moldavo) para me “registar”, a minha “carta convite” fora sujeita a um escrutínio que envolvera perguntas do tipo “o que vem ele cá fazer?” e “como e onde o conheceu?”.
Voltando, porém, à nossa Transnístria, sublinho que a dita independência em relação à Moldávia (cujo parlamento tentou em vão amenizar com um estatuto autonómico) se baseou em razões históricas que não pude verificar e, estou em crer, no receio de uma aproximação/união da Moldávia com a Roménia (algo que já aconteceu, formalmente, no passado, tendo a, então, Bessarábia celebrado um Tratado de União).
Como está bem de ver, a rapaziada russa e ucraniana (a “República” é circundada pela Moldávia e pela Ucrânia) não esteve pelos ajustes e ergueu fronteiras, formou exército e polícia, criou uma bandeira e cunhou moeda (o rublo da Transnístria), algo que viria a dar mau resultado, em 1992, quando as tropas moldavas entraram na sua Tighina e, abrindo fogo, foram corridas pelas congéneres transnístrianas que defendiam a “sua” Bendery, com esse sempre precioso auxílio do exército russo, que ainda hoje por lá pára, em locais estratégicos da cidade.
Se politicamente a bipartidária república tem eleições presidenciais com resultados de 80% contra 7% (sendo que o “Cristo” convidado a ir votos contra o Presidente foi o “independentíssimo” administrador de Bendery), economicamente padece dos males de quem dependia do dínamo soviético, embora a banca e o consumo pareçam querer espevitar.
Depois, é passear em Bendery e Tiraspol e ver (ainda) a Casa dos Sovietes, estátuas de Lenine (pois claro), uma locomotiva/museu de 1917, uma fortaleza turca e outras coisas que configuram uma experiência única de ciência política. Isto se conseguir superar a barreira da língua (só se “vende” em russo), as duas barreiras da “fronteira” (não são brinquedo, aviso) e a barreira do medo, que pode advir da leitura do sítio do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros que diz: “Este regime não é reconhecido pela comunidade internacional. Não existindo relações diplomáticas com o mesmo regime, as autoridades portuguesas não podem proteger os seus cidadãos que se desloquem a este território. Neste sentido, e na situação actual, PORTUGAL DESACONSELHA QUALQUER VIAGEM À TRANSNÍSTRIA”.
A questão política com que vos ameacei é esta: anda a comunidade internacional empertigada com as questões da autodeterminação, designadamente, para o Kosovo. Ora bem, sendo que na Transnístria há vontade (se dúvidas houver, faça-se o referendo da ordem) e estruturas de poder que se auto-governam, por que é que ninguém afina pelo mesmo diapasão neste caso? Porque não interessa? Porque é assunto russo? E o Kosovo é o quê (se nos lembrarmos de que Moscovo apoia Belgrado)?
Não me choca qualquer solução pacífica, mas sim a dualidade de critérios…
domingo, 1 de julho de 2007
Vou emigrar..
- Para um país onde professores com provas dadas não sejam suspensos por fazerem piadas sobre governantes.
- Para um país onde uma directora de centro de saúde não seja exonerada por não ter retirado da parede do centro que dirige um cartaz que critica o Ministro da Saúde.
- Para um país que não aprove leis que estimulam a denúncia em assuntos fiscais.
- Para um país que não despronuncie arguidos, que são figuras públicas, sem explicações bem dadas e investigações transparentes.
- Para um país verdadeiramente democrático.
Considero revoltante este estado de sítio a que Portugal chegou, um país de impunidades e vigarices, fossos sociais e económicos, onde escasseia a igualdade de oportunidades e onde se desperdiça todos os dias potencial humano e intelectual de milhares de pessoas que são sobrequalificados para aquilo que fazem.
Frusta-me que um ministro defenda que os utentes devem pagar 25 euro por uma consulta médica se ultrapassarem as três consultas por trimestre e ainda seja ministro. Baralha-me o facto de ser filiado num partido socialista!
Entristece-me profundamente que, num país que vê a sua taxa de natalidade baixar progressivamente, seja sugerido que as interrupções da gravidez não paguem taxas moderadoras nos hospitais.
Para terminar, causa-me indignação ver a apatia da maior parte das pessoas. Desde que as deixem ir à bola, à praia e aos petiscos está tudo bem. A história mostra que é em climas como este de algum descontentamento e muita apatia que nascem ditaduras, totalitarismos e outras manifestações sinistras do pior do ser humano.
No melhor pano
sexta-feira, 22 de junho de 2007
O «Portuga» de A a Z
Porque temos que aprender a rir de nós próprios... fica aqui um retrato do verdadeiro "tuga". terça-feira, 19 de junho de 2007
União Europeia "all night long"

No plateau, Durão Barroso esteve frente-a-frente com Mota Amaral, Jorge Sampaio e Carlos Carvalhas, num programa
Até à uma e meia da manhã, discutiu-se a União Europeia, os desafios que se lhe adivinham, os rumos que tomará. Conversa (a)fiada, debate pouco acesso mas nem por isso menos interessante, e Durão Barroso concluiu que “Portugal é o único país que discute a UE à uma e tal da manhã. Somos os mais europeístas”. Será…?
Do debate, as minhas modestas ilações:
- Durão Barroso é um optimista. Vê o futuro da UE com bons olhos, diz não temer uma qualquer crise (justificou com “a Europa já viveu crises de relevante gravidade e sempre conseguiu sobrevivê-las”), acredita que haverá união para a tal Constituição (ou Tratado Constitucional, como lhe queiram chamar…) e está convicto de que o resolver desta questão institucional trará a Eficácia, Transparência e Coerência necessárias à estabilidade e desenvolvimento do Velho Continente.
- Subscrevo Barroso quando alerta para o facto da “União Europeia ser o bode expiatório de muitos políticos por essa Europa fora, que se gabam do seu trabalho quando as coisas correm bem e quando assim não se passa, a culpa é remetida para Bruxelas”.
- Mota Amaral é uma figura que, por muito que preze, se revelou estranhamente instável: ora agitado, ora enfastiado com o debate. Defendeu, e bem, com unhas e dentes a necessidade de auscultar os parlamentos nacionais nestas questões da UE, mas provocou-lhe sonolência ouvir os demais.
- Carlos Carvalhas esteve morno, como lhe é apanágio. Debitou números cuja importância é nula, focou todo o seu discurso do contra para a questão da coesão económico-social, sem que se lhe tenha ocorrido que há muito mais a discutir para além disso.
- Jorge Sampaio está preocupado com a via de ratificação do Tratado. Barroso sossegou-o, relembrando que seja via referendária, seja via Parlamento, o Tratado, a ser ratificado, não ficará ferido de qualquer legitimidade.
- Luís Amado revelou-se preparadíssimo para o que aí vem. A Presidência portuguesa da União Europeia será um momento de extrema importância pelos motivos que dispenso anunciar, mas sobretudo pela excelente oportunidade de afirmação da nossa nação no seio da União Europeia. Que os responsáveis portugueses logrem êxito nesta missão, é o desejo de todos aqueles que ainda sentem que a velha Europa ainda tem muito sumo para espremer.
Onde há fumo, há Parlamento
À guisa de declaração de interesses confesso (quase envergonhado, dada a violência das recentes pressões dos fumadores…) que nunca fumei e que me incomoda que o façam perto de mim, designadamente às refeições. Aborrece-me o odor fétido que se entranha na roupa e no cabelo, nos estabelecimentos de diversão nocturna. Parece que se me tolhe o gosto, à mesa.
Acresce que ainda não li notícia ou estudo que dissesse que fumar não prejudica a saúde. E, dito isto, ocorre-me que o Estado obriga a que os maços de cigarros exibam mensagens alertando para os riscos de cancro, impotência e outras catástrofes do género.
Ou seja, a comunidade científica e o Estado entendem que não há volta a dar-lhe: fumar é mesmo uma forma de prejudicar seriamente o bem-estar de quem fuma e dos que têm que, inapelavelmente, conviver com os suicidas esfumaçantes.
É por isto que me desaponta ler as notícias que relatam o cumprimento da mais recente tendência do nosso Parlamento para a irrelevância legislativa, querendo com isto significar o velho hábito de produzir muito e mal, em matéria de papel com força de lei.
Efectivamente, leio que o melhorzinho que pode aguardar-se em matéria da chamada “lei do tabaco” vem do Bloco Central, visto que PS e PSD propõem alterações à Proposta de Lei (creio que é esta a forma do diploma em debate) do Governo que caminham para que os estabelecimentos com menos de cem metros quadrados possam optar por ser espaços abertos a fumadores (com exaustão) e os maiores possam consagrar uma área fechada para matar o vício, algo (neste último caso) que nem choca...
Do CDS, PCP e BE só se ouvem coisas piores. Da liberdade de opção do proprietário a uma moratória de longos cinco anos e até à distinção entre a restauração e a diversão nocturna, o juízo não impera no “Portugal dos Pequenitos”.
Entendamo-nos: há que, desde logo, saber se o Estado Português, no caso representado pelo Governo e pela Assembleia da República, entende ou não que é negativo fumar.
Se a resposta for dizer que não é nefasto, não se entende porque persiste na fantochada de fazer filmes de terror no invólucro dos maços de tabaco e patrocina campanhas publicitárias para combater aquele hábito.
Porém, se é entendido que o combate é imperioso, dada a evolução permanente da consciência social (veja-se a agitação cívica em torno das questões ambientais, que não existia há poucos anos), então não se percebe por que hão-de os nossos representantes baixar os braços, abandonando os que tiveram a lata de adoptar hábitos saudáveis, pelo menos, neste capítulo.
E nem venham os fumadores, cheios da arrogância que assiste a quem tem comportamentos totalitários, dizer que o que está em causa na permanência dos seus gostos é a liberdade. Isso é, no mínimo, cruel, já que jamais esse valor crucial pode afirmar-se à custa do direito essencial dos demais a erradicar da sua esfera existencial um comportamento que, não sendo essencial a uma vida bem vivida, claramente aumenta os riscos de doença de quem o não nutre.
E mesmo de um ponto de vista económico, não creio que um só fumador deixe, ao menos a médio prazo, de frequentar um pequeno restaurante que aprecie, apenas porque não pode fumar. Já nos casos de estabelecimentos de diversão nocturna pouco amplos admito que os hábitos sejam mais difíceis de contrariar. Mas nem neste último caso adiro à lógica diferenciadora do BE; no limite, entre o lucro dos empresários e o gozo dos fumadores, de um lado, e a saúde de todos estes e dos atrevidos e bandidos não fumadores, creio que deve prevalecer a última parte.
Bem sei que também quem não fuma não deixará de almoçar ou de sair à noite, mas, aqui regressados, recupero o argumento de que uma lei permissiva e destinada a ser ridicularizada (sendo opção, creio que maioria dos empresários não mexerá em “equipa que ganha”) colocará Estado na posição de hipócrita, em face das serôdias ameaças em maços e anúncios. Acresce que com mais restrições todos ganhariam em bem-estar. Com a opção prometida só de males podemos falar, incluindo o sinal de indiferença perante a dependência de muitos dos nossos fumegantes concidadãos.
terça-feira, 12 de junho de 2007
Dêem-lhe os lápis de cor
Alguém devia explicar a George W. Bush que a política internacional não é nem um atlas para colorir nem o mesmo que jogar “Socom” (basicamente, um jogo em que tropas especiais americanas desempenham missões de intervenção não autorizada em países soberanos), na PlayStation.Confesso sem problemas que fui dos que acreditou que a intervenção no Iraque fora suficientemente estudada, algo que o pós-guerra veio desmentir fragorosa e dramaticamente. Não que com isto haja aderido ao pacóvio e cínico pacifismo da extrema-esquerda, mas serviu-me, com certeza, para começar a olhar com cautela a actual liderança do “mundo livre”.
Se de confirmação precisasse o meu cepticismo, a deslocação do Presidente dos EUA à Albânia deu-me motivos para me fazer recear mais asneiras, mormente no que às declarações sobre o Kosovo diz respeito.
Bush disse aos albaneses que deviam olhar a província Sérvia de maioria étnica albanesa como independente.
Perguntará: e daí?!
Pois bem, vamos a isso. Em primeiro lugar, sublinho, como já fiz noutra ocasião que falamos de uma terra que os sérvios consideram o berço da sua Nação, com todo o drama que uma eventual secessão pode acarretar para a idiossincrasia do orgulhoso povo sérvio. E ainda que circunstancialmente seja ocupada por uma maioria não sérvia, imaginemos que uma comunidade determinada ganhava maioria na Amadora ou, pior, que um surto de imigração tornava Guimarães numa terra de português “adocicado” ou de sons de Leste. Sem que haja na hipótese ponta de xenofobia (garanto que vejo com bons olhos as comunidades estrangeiras que tanto ajudam a nossa Economia), como lhe tocaria a ideia de aplicar a estas terras o princípio da autodeterminação, sem mais debate?
Por outro lado, cumpre pensar se haveria tanto interesse de Washington, se a defesa da independência do território kosovar não servisse para humilhar um ex-adversário de guerra e um país de inclinação a Leste, que tem nos russos bons amigos. Por que não defende com a mesma veemência uma intervenção no Darfur, em Taipe, no Tibete, em Aceh ou mesmo na Palestina? Pragmatismo e arrogância, digo eu.
Porém, em terceiro lugar, nem sequer creio que, mesmo usando do pragmatismo e do cinismo tão típicos das relações internacionais, Bush esteja certo, já que deveria ter estudado as lições da cruzada no Afeganistão (ridícula mas também eloquentemente ilustrada pelo filme “Rambo III”), na qual os americanos não descansaram enquanto não expulsaram a URSS, assim pondo fim à laicização do território, que é hoje um alfobre de tráfico de droga e de fundamentalismo. Implantar no seio da Europa mais uma bandeira islâmica, na mesma altura em que o número de excluídos da globalização aumenta, pode ser uma “barraca” que cumprirá à União Europeia resolver.
Para os que tenham dúvidas sobre o que pode acontecer, recomendo uma viagem não organizada por uma agência de viagens à Albânia que, recordo, oferece a maioria que habita o Kosovo. Não que não seja boa gente, mas convirá que se “perca” pelo País das Águias e perceba o seu complicado mosaico social (o eufemismo é deliberado).
Por fim, convirá que reconheçamos que os sérvios estão a pagar o preço dos seus excessos nos conflitos que se sucederam ao fim da Jugoslávia, embora com mais juros dos que os que castigam croatas e muçulmanos, sem que haja santos neste “filme”. Mas, mesmo admitindo que a Sérvia possa ter sido a parte mais abusadora, terá o seu povo que perder o seu centro de identidade nacional?
Não tendo remédio imediato para o caso, entendo que comícios de George W. em Tirana não acrescentam nada de positivo. Vale que a inteligência de Putin vai permitindo ganhar tempo até que os americanos elejam alguém que retire àquele os comandos da consola de jogos, pela qual parece ter tomado a política que se faz a partir da Sala Oval.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Em Rabat
segunda-feira, 4 de junho de 2007
He is whatching You
Já pensaste que a tua empresa pode saber exactamente o local onde te encontras?
Sabias que a tua empresa pode controlar o número de vezes que vais, e o tempo que ficas, na casa de banho ?
Nota: sai post dentro de dias sobre o tema...
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Ainda bem
Em homenagem ao recato que pede a minha posição institucional, costumo evitar (e evitarei até fim do mandato) comentários sobre a vida da Académica.Porém, como amigo e admirador do Pedro Roma, por tudo o que ele guarda da Briosa (muito mais do que as redes), fico contente por ver que chegou a acordo com a Direcção.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
E quem é que mexe os bonecos?
Confesso que eu próprio andava com complexos por achar que podia estar com uma anti-mendite obsessiva, pois, nos últimos tempos, creio que o dr. Marques Mendes anda pouco feliz na condução do PSD...quarta-feira, 30 de maio de 2007
Tens razão, Zé!
- A Rússia vai ressurgir como potência mundial. As suas reservas energéticas (que Putin usa com mestria, no plateau internacional) e o elevado grau de qualificação dos recursos humanos russos (um exemplo interessante a par do que se passa na Índia) garantem, assim o Estado continue a pôr os oligarcas da era Ieltsin en su sitio, que a "Mãe Russia" vai voltar.
- Na sua história, o País jamais foi democrático, excepto no pós 1991, se de democracia se pode falar no país dos czares e dos soviéticos (embrenhar-nos-iamos numa enormérrima discussão sob a forma do regime, desde logo com a polémica entre constitucionalistas e sociólogos sobre os requisitos da democracia).
- A Rússia é o mais extenso Estado do mundo, tem dezenas de etnias e outros tantos conflitos potenciais, dentro das suas fronteiras (a Tchechénia é apenas o mais visível).
- Se Moscovo for forte, temos contra-peso a Pequim e Nova Dehli, economicamente falando, e moderação na Ásia Central e no Cáucaso, de um ponto de vista do radicalismo islâmico (tem piada que a ONU ande entretida a propor a independência do Kosovo, mostrando que não aprendeu nada com a insana "cóboiada" que os americanos armaram no Afeganistão, com o pretexto de ganharem mais uma das bandeiras em disputa na Guerra Fria).
- O melhor que pode esperar-se a Leste é ler-se que "diz que é uma espécie de democracia", sugerindo-se o aplauso ocidental, como bem entendeu o nosso Premier.
- Embora eu seja "pró-ocidental" (seja lá o que isso for) e adepto do modo anglo-saxónico, quando se bate o pé no Kremlin, evita-se que a euforia de Washington resvale para a histeria.
Em suma, creio que José Sócrates já viu o filme. O trabalho vai ser explicá-lo aos "Mários Linos" deste Governo...
P.S. (salvo-seja): oferece-se um fim-de-semana no Gulag a quem souber a posição do PSD sobre o assunto(a invenção a partir do nada deve ser punida).
terça-feira, 29 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
81 anos sem parabéns
28 de Maio de 1926...sábado, 26 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Charrua e a denúncia lavrada
segunda-feira, 21 de maio de 2007
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Olhando o naipe de candidatos: não, obrigado!
Quando acho que já li tudo, aparece sempre algo para me mostrar que não percebo o que quer que seja de política...quarta-feira, 16 de maio de 2007
Boa sorte, caro Amigo
Não me inscrevendo (por ora) em qualquer tendência de oposição interna ao Presidente do PSD, mas também não sendo dos que floresce à sombra de qualquer sol (e se os há no PSD de Coimbra…), não posso deixar de sublinhar que a propaganda laranja sobre os dois anos do Governo actual também podia, num caso concreto, traduzir o balanço do raciocínio seguido na S. Caetano à Lapa.Falo do critério adoptado pelo dr. Marques Mendes para decidir quem tem mérito para vestir a camisola social-democrata, por enquanto só aplicado ao plano autárquico.
Apesar de dito pelo autor como político, é indisfarçável o toque judicial ou “justiceiro” do crivo usado, se nos lembrarmos de que os arguidos Valentim Loureiro (Gondomar) e Isaltino Morais (Oeiras) mereceram censura do politburo mendista.
Ora bem, não especulando sobre o “bom gosto” da decisão, a verdade é que o mesmo veredicto político atingiu Gabriela Seara e Carmona Rodrigues (Lisboa), assim que adquiriram a mesma qualificação processual.
Ou seja, fica a clara ideia de que, para o Premier laranja, quem é constituído arguido passa a não ter condições para representar o PSD…
Todavia, a apreensão assalta-me (salvo-seja, senão ainda me tramam também, como “assaltante”): por um lado, a constituição como arguido, por vezes, pretende também aumentar a esfera defensiva de alguém sobre quem recai uma determinada suspeita.
Por outro lado, bem ensina a doutrina (já incorporada até pelo senso comum) que, até sentença transitada em julgado em seu desfavor, um cidadão presume-se inocente.
Isto é: com base numa coincidência com a evolução processual, a Direcção do PSD arreda do seu horizonte de legibilidade cidadãos que a mesma Lei com que o partido se sintoniza para os excluir faz questão de dizer que eles não são, nessa data, culpados. Eis uma contradição complicada, mesmo e talvez sobretudo quando se usa um juízo político sobre alguém.
Depois a torrente de incoerências não cessa, mercê desta mistura pouco feliz de critérios políticos com momentos processuais penais; levado ao limite, o modus operandi vigente no palácio da justiça mendista teria obrigado a sacrificar Isabel Damasceno (Leiria) por dá cá aquela palha e, levando a linha de raciocínio ao absurdo, a excluir Rui Rio (Porto) de funções, já que, mesmo com o acordo relativo ao Túnel de Ceuta a que chegou com o IPPAR, a situação de arguido manteve-se por se tratar de um crime de natureza pública (violação de embargo).
Admitamos, contudo, que, efectivamente, o juízo político de Marques Mendes é moral, porque apoiado na sua ética política. Também aqui, salvo o devido respeito por ambos, me parece estranho meter no mesmo saco Valentim e Carmona.
Em suma, a mistura de uns pozinhos de judicial com uns gramas de político não me parece receita feliz e deu mau resultado em Lisboa.
A última palavra para dizer que, numa eventual derrota laranja na Capital (algo que não desejo), não pega, desta vez, aquela ideia de que foi uma derrota em nome de princípios, pois já foi com base numa opção pessoal que Marques Mendes excluiu a recandidatura de Santana e apostou em Carmona Rodrigues.
E valia a pena que não esquecêssemos as sábias palavras de Santana Lopes, quando ainda pairava a hipótese Fernando Seara, sobre a gritante carência de quadros de um partido que não tem sequer a desculpa de estar no Governo.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Sensibilidade e Bom Senso
A relação entre um sentimento e o outro nem sempre é fácil.
Há acontecimentos que nos provocam sensações como tristeza, cólera, medo, desânimo e impotência. E quando esse cocktail de sentimentos nos inunda, torna-se complicado gerir o bom senso.
Inquieta-me esta histeria colectiva.
Incomodam-me os noticiários que dedicam interminavelmente horas a este caso, com directos dispensáveis, com revelações em nada surpreendentes e com entrevistas sórdidas nada conclusivas.
Revolta-me ainda esta espécie de ‘amnistia social’ que imuniza os pais da criança, quando estes são claramente os responsáveis pelo que aconteceu e deviam mesmo ser punidos pelo comportamento negligente que tiveram.
Lamento a não existência de um gabinete de comunicação da PJ que filtre o que deve passar e o que não deve passar para fora, atendendo sempre ao mui legítimo segredo de justiça.
Indigna-me a postura arrogante e ignorante dos que nos olham lá de fora como se fossemos um país terceiro mundista, ao mesmo tempo que fazem da nossa PJ bode expiatório.
Irrita-me o oportunismo mediático de algumas celebridades que fazem declarações que na prática são tão ocas quanto inúteis.
Temo a reacção dos pais que também passaram pelo mesmo mas que não viram os seus casos ser resolvidos nem com a mesma determinação, nem com os mesmos recursos, nem com os mesmos apoios.
Enfim, o “caso Madeleine” (não menosprezando a sua gravidade), acaba por servir também para fazer uma análise ao comportamento da sociedade.
Uma sociedade que perante problemáticas desta dimensão revela uma compaixão compreensível e uma solidariedade imensurável. Mas que tem, simultaneamente, comportamentos excessivos e insensatos ao lidar com estas questões.
É a tal relação difícil entre a inevitável sensibilidade e o desejável bom senso.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
66,6% de razão
Hoje, ouvi Santana Lopes dizer que discorda da hipótese de Fernando Seara concorrer à Câmara de Lisboa, pois tal faz crer que o PSD esté desprovido de quadros, mormente num tempo em que a governação não causa a habitual sangria, dado que é o PS que tem as rédeas do País.sexta-feira, 11 de maio de 2007
Comprar... o que é nosso!
“Compro o que é nosso” é o slogan que está por todos os super/hipermercados.A oportuna iniciativa partiu da AEP (Associação Empresarial de Portugal) e pretende revigorar as marcas portuguesas e aumentar a venda dos produtos “Made in Portugal”.
Através desta campanha de sensibilização para o consumo de bens produzidos no país, a AEP lança o desafio aos portugueses apelando à sua consciência cívica de consumidores e alertando-os para o que pode ser um excelente e simples contributo de cada um de nós para recuperar a nossa convalescente Economia.
Eis, dez boas razões para ‘comprar o que é nosso’:
• Valorizamos a produção nacional – e o empreendedorismo, criatividade, trabalho e dedicação dos empresários portugueses.
• Contribuímos para a motivação dos empresários nacionais e dos seus trabalhadores.
• Minoramos os efeitos da Globalização pouco favoráveis à economia nacional.
• Estamos a criar mais riqueza (aumento do PIB; equilíbrio da balança comercial, etc…)
• Estamos a favorecer a criação de mais emprego.
• E, consequentemente, de mais desenvolvimento económico.
• Estamos ainda a mobilizar os produtores portugueses a serem mais competitivos.
• Ajudamos a dinamizar a nossa economia;
• Potenciamos a internacionalização dos produtos “Made in Portugal”.
• Elevamos a nossa auto-estima e estimulamos um saudável patriotismo
Agora, a tarefa está nas mãos dos portugueses.
Já que somos tão consumistas e cheios de patriotismo quando estimulados a ele, eis uma excelente oportunidade para abraçar uma causa, que no fundo, é a de todos nós.
E é tão fácil… na hora de encher o carrinho de compras, é só procurar os produtos com o símbolo deste projecto e com o mote “Compro o que é nosso”.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
De um conselheiro nacional para outro
Como já "chorei" o suficiente no texto anterior, sublinho apenas que The Mirror and The Mask - Portraiture in the Age of Picasso está no Museu Thyssen, até dia 20 de Maio.E nós?
Até dia 13 de Maio, no Museu do Prado, em Madrid, ainda pode ver uma soberba exposição do best of (Jacopo) Tintoretto, com quadros pertencentes a grandes museus da Europa e dos EUA.Enquanto passeava por estas maravilhas artísticas, perguntava-me por que é que a Cultura em Portugal é tão miserável que, além de não termos estas obras nos nossos museus, nem sequer temos recursos para trazer cá estes grandes eventos estéticos...
Vergonha para PS e PSD!
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Se é para ser a sério...
Em matéria de Câmara de Lisboa, se o PSD pretende ter hipótese de discutir o resultado, depois das pantominas da dispensa de Santana Lopes e do afundamento de Carmona Rodrigues, haja quem convença Manuela Ferreira Leite... Reputação imaculada é remédio santo!quarta-feira, 2 de maio de 2007
Em "stand by"
domingo, 29 de abril de 2007
E nós a vê-los passar...
Andei que tempos a pensar que personagem histórica me fazia lembrar o desempenho mais recente do dr. Marques Mendes, e eis que o adorável Wile E. Coyote da Warner me fornece a matéria prima: é alguém com quem simpatizamos, que persegue com denodo alguém que parece ser sempre mais lesto e cujas iniciativas, algumas das quais academicamente interessantes, dão, quase invariavelmente, asneira.sábado, 28 de abril de 2007
Oposição"zinha" *
A estes 'sobra-lhes' (não menosprezando...) o Poder Legislativo a exercer na AR, acrescido de um outro poder/dever, que é o de “fazer oposição”.
Volvidos dois anos de Governo Socialista, o maior partido da Oposição, ou “o estado-maior de Marques Mendes”, como alguém o denominou, continua a ser oportuna e justamente acusado de fazer uma Oposição débil e muito aquém do desejável.
Em dois anos, Marques Mendes só se mostrou realmente preocupado e exaltado aquando da recente polémica das habilitações literárias do Primeiro-Ministro. Só se pronunciou com fervor e determinação para falar sobre matéria curricular, particularmente, a do homem cujo actual cargo ele deseja para si já em 2009.
Muitos não concordaram com este 'abespinhar' de Marques Mendes, como o companheiro Gonçalo aqui do Lodo. Eu considerei oportunas e sensatas as atitudes e exigências feitas pelo líder social democrata face à questão 'Independente'. Mas tristemente constato agora que esta súbita determinação e esta vigilância de Mendes, qual sentinela, foi sol de pouca dura...
Mais à direita, o CSD de Ribeiro e Castro também não se destacou na Oposição e deixou-se esmorecer (leia-se: adormecer) nas confortáveis cadeiras do Parlamento.
Já o recém ressuscitado Paulo Portas, regressou ao Parlamento na passada sexta-feira, dia de Debate Mensal, para cumprir o prometido: “fazer oposição institucional e popular”.
Mas ficou um pouco aquém da promessa e deixou até que Sócrates ironizasse os seus ultimatum's...
Quanto ao Quarto Poder, esse (salvo raras e benditas excepções…) continua a "levar ao colo" Sócrates e o seu (des)Governo.
* O título deste post foi “roubado” ao seguinte episódio:
- Então e fazer Oposição, não?..
Marques Mendes: - Faço Oposição todos os dias.
- Oposição«zinha»… Até o amigo Menezes, lá de longe, faz bem mais…
Marques Mendes: - Então siga-o…
- Pode crer que o sigo…
“
Foram as ‘amistosas’ palavras trocadas entre uma jovem militante social-democrata e Marques Mendes, no final do XIX Congresso Nacional da JSD. E ainda dizem que os jovens que integram juventudes partidárias são meros fantoches sem vontade própria, nem consciência crítica… …
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Tens razão, pá!
Contudo, o discurso evocativo do 25 de Abril - em que denunciou o takeover socialista dos media e das polícias - confirmou outra certeza que também acalentava: o homem tem conteúdo, o que, no seu grupo parlamentar, faz dele uma pérola, embora não única. Não fora o Presidente da bancada laranja um gentleman e diria mesmo que era homem a abater...
Ficam-me duas perguntas: por que é que Marques Mendes não atenta na determinação de Paulo Rangel?
Se Santana Lopes o conhecia bem, como é que entrou na lista (pura maldade, reconheço)?
O Google, a China e o livre acesso à rede
Gonçalo Capitão
“Interessante este texto...
Porém, como há sempre um reverso da medalha, é a mesma empresa - "Google" - que admite censurar a pedido do governo chinês, assim limitando o potencial democratizador da Net em homenagem ao lucro.
Em sentido contrário, fica a ideia de que não é preciso explorar e tratar mal para obter resultados. Bem ao invés... “
Entendeu o Google que pior que oferecer um serviço censurado seria ficar fora do mercado chinês, que a curto prazo, terá mais pessoas conectadas à Internet que os Estados Unidos.
Como sabes Gonçalo, para uma ditadura, não há maior perigo que a livre discussão e o livre acesso à informação, enquanto que para um site de pesquisa na Internet, a sobrevivência depende da confiança que o público deposita nele.
Tenho a impressão que a fraca (para não dizer inexistente) resistência ao regime comunista da China não deve ter sido nada fácil para a alta esfera do Google, indo contra a tal confiança que acima referi. No entanto, ao render-se às regras da China, o Google não só deu força ao debate sobre a censura na net (tema que ainda vai dar muito que falar), como abalou a sua imagem.
Não esqueçamos é que a censura na net é uma realidade e a China não foi pioneira nesta matéria, sendo disso exemplos a França e a Alemanha, onde são barrados (e muito bem) sites nazis ou racistas.
A diferença, obviamente para além do conteúdo, é que umas são decididas por democracias, enquanto que outras são impostas por burocratas que não se preocupam com o imperativo de prestar contas à sociedade.
Termino com uma pergunta Gonçalo, até onde deverá ir a privacidade e liberdade de quem procura informações na rede?
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Ensaio geral
terça-feira, 24 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
And the Oscar goes to…

O título foi atribuído ao Google. Não sei quais as variáveis que foram inseridas no estudo para se chegar ao resultado final, todavia, a crer na reportagem transmitida durante o programa, qualidade de vida é o que não falta a quem lá trabalha.
Tudo bem que estamos a falar de um trabalho criativo, mas desde refeitórios totalmente gratuitos para os colaboradores com comida de qualidade, ginásios, infantários, piscinas, campos desportivos, salas para videojogos, entre outros, mais me pareceu um campo de férias do que propriamente uma empresa com fins lucrativos. Aliado a tudo isto, acrescente-se altos índices de satisfação e produtividade, que segundo um dos fundadores, se deve a este tipo de políticas laborais.
A reportagem terminou com a apresentadora a dizer que o Google recebe diariamente 1300 currículos de pessoas que se mostram interessadas em trabalhar na empresa.
Incentivado pela reportagem, fui à procura das melhores empresas para se trabalhar em Portugal, o que note-se, são sempre atribuições altamente subjectivas, não só por força dos critérios que se possa colocar no modelo, como também das expectativas, que como sabemos varia de indivíduo para indivíduo.
A pesquisa não foi difícil, bastou-me folhear uma revista que habitualmente compro, e sorte das sortes, lá vinha na página 53 um ranking com as melhores empresas para se trabalhar em Portugal.
O Oscar mais apetecido foi para a imobiliária Cushman & Wakefield, ficando a Danone com o Oscar de melhor empresa para os jovens, enquanto que a Amgen contentou-se com o galardão para melhor empresa para as mulheres. Desafio Global para os fornecedores, Martinfer a que mais contratou e a consultora Accenture ficou com estatueta para melhor empresa para os executivos.
A título de curiosidade, aqui fica o Top 20 Português, de forma ascendente. De referir que o estudo que chegou a estas conclusões foi coordenado pelo Great Places to Work Institute e que abrangeu mais de 200 empresas.
CUSHMAN & WAKEFIELD
MICROSOFT
AMGNEN
BMW
LIBERTY SEGUROS
REAL SEGUROS
MAPFRE SEGUROS
HUF
MARTIFER
BRISTAL MYERS SQUIBB
ACCENTURE
DIAGEO
AUTO-SUECO
EVERIS
DANONE PORTUGAL
LUSITÂNIA
PRICEWATERHOUSECOOPERS
JOSÉ JÚLIO JORDÃO
AMORIM IMOBILIÁRIA
DOMINGOS DA SILVA TEIXEIRA
terça-feira, 17 de abril de 2007
Custa, mas tem que ser...
Ante o desnorte reinante, devem os lisboetas (em que me não incluo...) ficar satisfeitos por terem um "vigilante" com isenção.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Estavas a ir tão bem...
Porém, quando até parecia ir "benzinho" - parece-me que estava a cavalgar bem a onda da OTA - esta de pedir um inquérito ao currículo académico de José Sócrates soa, salvo o devido respeito, a aselhice e falta de jeitinho...
Podemos entender que o Primeiro-Ministro não se explicou convenientemente. Podemos até pensar que a licenciatura levanta dúvidas. Mas, no fim do dia, nem um só dos problemas do País será resolvido, mesmo que se apure que Sócrates prestou declarações incorrectas.
É com pena que digo que a posição mais equilibrada, quanto a este caso, foi a do PCP, que foi exactamente neste sentido: dizer que não se acha esclarecido, mas sublinhar que "bater mais no ceguinho" distrai dos problemas essenciais.





















