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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Alemanha vs. Grécia [2nd round]



A Chanceller alemã começou por recusar-se a pôr os pés no Euro 2012 em solidariedade com a causa Timoshenko, tendo inclusive aconselhado os seus ministros a actuar no mesmo sentido. Porém, volvidos os primeiros jogos e agora que a Alemanha  leva com a Grécia também no campo futebolístico, parece que Angela Merkel decidiu ir ao jogo dos quartos-de-final que decorre já amanhã. É certo que o jogo não vai ter lugar na Ucrânia, mas sim em Gdansk, Polónia. Porém, não deixa de ser curiosa que a única presença da chanceler alemã vai ser - até ver -  no jogo que opõe aquelas duas nações que estão em posições bem diferentes no que respeita à crise europeia mas que podem inverter os papéis no que ao futebol diz respeito. A ver vamos quem é que sobrevive ao duelo.
*cartoon daqui

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Europeu de Futebol com sotaque do outro lado do Atlântico

Ontem, depois do golaço que a Polónia marcou à Rússia tive (compreensíveis) dificuldades em pronunciar o nome do marcador, Błaszczykowski, e recorri a este site, uma página criada pelo BBVA para a divulgação e correcta pronunciação do nome dos jogadores, árbitros e corpo técnico das selecções que lutam pelo título. A ideia é interessante e dá muito jeito para selecções como a da Polónia, a da República Checa, etc etc. Por curiosidade, espreitei a de Portugal. E não é que foram buscar um brasileiro para pronunciar os nomes da selecção portuguesa?! Surreal! Nós não temos o Miguel Veloso, temos o «Miguéu Béloso», o «Nélson Uliveira» e o «Nâni», entre outros... enfim. A ideia é muito boa, mas estragaram tudo com isto. E não acredito que seja difícil encontrar um português em terras de nuestros hermanos. Aliás, não sei como não foram buscar um mexicano ou um colombiano para fazer a correcta pronunciação dos jogadores de La Roja!!! Imbecis. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

É amor


E numa altura em que se diz que o futebol se resume a actos de violência, aqui fica uma prova em contrário. Um adepto entrou em campo no jogo entre a Croácia e a Irlanda e deixou claro o sentimento que nutre por Bilic, o seleccionador croata. Com ou sem beijo, a verdade é que a Croácia levou a melhor neste seu primeiro confronto no Euro 2012. Se calhar o que nos faltou no passado sábado foi alguém que espetasse um beijo no Paulo Bento...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Na cama com…

Duas ocasiões voltaram a centrar a minha atenção no poder de fixação da agenda (agenda setting, para os técnicos) dos meios de comunicação de massas.

O primeiro e mais recente foi a partida da Selecção Nacional. Não é de hoje o poder do futebol e, por isso, não estranho (até aprecio) a cobertura detalhada do que se passa no mundo do “pontapé na bola”. Porém, o que vimos na quarta-feira foi de tirar o fôlego; era Hugo Almeida de saco às costas, Coentrão a dar autógrafos, não sei bem quem a comprar revistas e Ronaldo a tratar o Presidente da República por “você” e a selar a conversa com um eloquente “tá?”, entre muitos outros detalhes… Com franqueza, cheguei a recear que fossem com Postiga ao quarto-de-banho, que transmitissem a última noite de Bruno Alves ou que mostrassem Paulo Bento a lavar os dentes ou João Pereira a bater em alguém.

Quero com isto referir-me à cupidez com que câmaras e microfones seguiram os jogadores e às horas de directos em que, a dado passo, já nada havia a dizer senão quantos minutos de atraso tinha o voo e a carga que ia nos bancos do avião, obrigando os comentadores a justificarem o recibo, tecendo asserções sobre o vácuo noticioso que sugava as emissões.

Aliás, prova da busca incessante de notícias de que enfermam empresas que, mais do que informar, visam vender mercadoria (seja ela sobre a forma de “notícia” ou de algo que os anunciantes queiram colocar no mercado) – facto bem atestado pelo Eng. Belmiro de Azevedo, “dono” do Público, que, a propósito do “Caso Relvas”, comentou que o que queria “era que o jornal desse dinheiro” (cito de cor) – é uma notícia de segunda-feira, no mesmo jornal, que dizia que um dos juízes do processo contra Beivik (o autor do massacre de Utoya) tinha sido apanhado por um jornal a jogar uma “paciência” no computador. Não é que seja correcto faze-lo, mas fica por perceber a importância de o noticiar dado o risco de descredibilizar quem tem que sentenciar um monstro, favorecendo este. Contornos nebulosos de que, aliás e a meu ver, se revestiu o tempo de antena que, salvo erro, a televisão pública deu aos golpistas da Guiné Bissau para insultar Portugal e os seus estadistas… Que ética presidiu a semelhante falta de sentido de Estado?

O segundo episódio que me deixa pensativo é o já referido caso que, alegadamente, envolve Miguel Relvas e uma jornalista. Estando impedido de fazer juízos muito detalhados, concentro-me naquilo que me parece a interpretação enviesada que alguns jornalistas e meios de comunicação me parecem fazer dos limites a que a sua profissão e a sua missão, tal como as outras, estão sujeitas. Começa o espanto pelo facto de ser terem sucedido dias de notícias a massacrar o Ministro sem que, ao invés do que se pede aos políticos, se tenha posto a questão probatória. Parece que, grosso modo, bastou a acusação vir dos media para ser irrefutável.

Em segundo lugar, fica por perceber a pressão que o Ministro teria exercido. Vem a saber-se que os eventuais detalhes privados que Relvas, alegadamente (o próprio desmentiu-o categoricamente), teria ameaçado divulgar teriam a ver com o facto (também desmentido) de que a jornalista viveria com um membro da oposição. Mesmo que tal “ingenuidade” (pouco típica de um político muito experiente como aquele de que falamos) pudesse ter existido, continuo a não descortinar o elemento de pressão! O marido da oposição?! Imaginando que a própria não tivesse vergonhado consorte se tal assim fosse, seria achar que os seus leitores, em particular, e os portugueses, em geral, são demasiado idiotas para passar a entender que o Público se guia por agendas pessoais…

Já que não há auto-regulação eficaz, devia abrir-se o debate sobre a libertinagem de informação que ocupou o espaço da liberdade homónima.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Toma lá um bacalhau!

E pronto... Como eu temia, lá perdemos com a Noruega...

Agostinho Oliveira poderá ser o homem mais sóbrio do mundo, mas quem ouviu o comentário ao jogo deverá ter achado que o Dr. Oliveira estava com os copos!... É certo que tivémos domínio em termos de posse de bola e da troca da mesma em linhas recuadas, mas não é menos verdadeiro que apanhámos alguns sustos e que fomos, regra geral, inofensivos e monótonos no desenvolvimento das jogadas.

O mesmo Agostinho Oliveira pode até ser um bom adepto, mas jamais será treinador, razão pela qual diria que, há anos, "acampa" na Federação. Dispôs mal a equipa e mexeu tarde e timoratamente.

Não creio, como sempre disse, que as coisas melhorem com o regresso de Queiroz. Tem em ciência o que lhe falta em carisma e liderança. Acresce que o processo que o envolve é ridículo e devia cobrir de vergonha quem assim emporcalha o prestígio da selecção e o nome do seleccionador. Se era para despedir, que o fizessem de forma digna, por muito que o não aprecie como treinador.

A meu ver, o grande culpado é o Presidente da Federação. Gilberto Madaíl, de tanto se perpetuar no lugar e de tanto se encostar ao poder político, não só está falho de ideias como já não "assusta" quem quer que seja. Sem entrar na oportunidade da intervenção (creio que não foi a sua finest hour, confesso) do Secretário de Estado, Laurentino Dias, o mínimo que Madaíl podia fazer era defender sem apelo nem agravo o seu "funcionário" Carlos Queiroz. E o que fez?! Meias tintas (ou será meios tintos?!) como é hábito...

Este caso revela o pior do "ser português". Temo, porém, que no fim deste infame e vil processo não saíamos bem, pois já perdemos 5 pontos em 2 jogos e porque, a ser verdade, creio que Paulo Bento também está longe de caber no fato.