quarta-feira, 22 de julho de 2015
“Nunca subestimar a estupidez humana”…
sábado, 6 de julho de 2013
Ficamos assim...
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Um problema de timings
quarta-feira, 27 de março de 2013
A honestidade não vende jornais
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Passado, Presente e Futuro
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Falou e disse
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Passos seguros
Desde logo, louva-se o recato com que se construí a aliança com o CDS e com que foi elencado o novo executivo, sempre comunicado em primeira mão ao Presidente da República.
Louvo ainda a escolha de Assunção Esteves para Presidente da Assembleia da República, embora não pelo simples facto de se tratar de uma mulher; quando me opus ao sistema de quotas, de cujo mérito ainda duvido, foi por entender que a competência deve ser premiada sem olhar a raça, sexo ou credo. Elogio a sua eleição por se tratar de uma política séria e de uma jurista brilhante.
Em terceiro lugar, creio que Passos Coelho soube combinar a inclusão de membros partidários com independentes, numa mistura de sensibilidade política com mais-valia técnica. Designadamente, entendo que “posicionou bem no terreno” os elementos mais políticos, com destaque para o papel coordenador de Miguel Relvas, alma da máquina que levou Passos Coelho à presidência do PSD, primeiro, e do Governo, depois.
Dito isto, paro a marcha da prosa para uma ressalva: pode ser perigoso o elogio exacerbado dos independentes. Certo que é bom ter gente consciente da “vida real”, mas políticos foram, são e serão precisos para uma orientação estratégica e ideológica. Nefasto, como alertam vários estudiosos, seria o “governo dos técnicos”. Espero, por isso, que se não cavalgue a onda da demagogia tanto neste aspecto, como em atoardas menores como a de um alegado excesso de secretários de Estado. A dimensão das reivindicações a um Estado (ainda) Providência obrigam a cobrir vários pelouros, sendo que a diminuição do número de ministros teria sempre que ser compensada.
Verei com atenção particular o que ocorre em duas secretarias de estado: em primeiro lugar, a da Cultura, que deixando de ser ministério ficou, e bem, sobre orientação do Primeiro-Ministro, tal como sucedeu com Santana Lopes e Cavaco Silva. Como a Cultura (erradamente, a meu ver) é alvo fácil de cortes em tempos de crise, espero que a independência de Francisco José Viegas não se traduza em menor poder reivindicativo. Dada a sensibilidade de Passos Coelho creio que tal não acontecerá.
Depois, vejo com entusiasmo a nomeação de Paulo Júlio para Secretário de Estado da Administração Local. Como dirigente partidário e autarca sempre foi um político de mão cheia, pelo que tenho poucas dúvidas sobre o seu sucesso futuro. A ver vamos…
terça-feira, 14 de junho de 2011
Balanço e contas
Não era preciso ser mago para prever, como fiz, o que iria acontecer no dia 5 de Junho.
Começo por observações laterais para dizer, em primeiro lugar, que a jornalista da Rádio Renascença que fez a pergunta sobre o eventual (res)surgimento de processos judiciais contra Sócrates deveria ser internamente castigada, para defender o bom nome da emissora! As razões?! Ou impreparação (leia-se ignorância) ou calúnia.
Das duas, uma: ou afirmava claramente que os processos (Face Oculta, Freeport, etc...) tinham sido encobertos pelo desempenho cargo de Primeiro-Ministro (que ficaria rico com a indemnização que iria receber, presume-se) ou percebia que não pode insinuar coisas destas (a tal incompetência).
E escusam as boas gentes laranjas de ficarem contentes, pois este tipo de coisas vindas da comunicação social recai sobre qualquer figura pública, independentemente da "cor". O problema é deontológico e tem a ver com o fim do jornalismo de “escola” (e mais não digo…) e com a dessacralização excessiva da política. O poder ainda não caiu na rua, mas já foi prensado nas rotativas, depreciado nas ondas hertzianas e caricaturado nos noticiários.
Depois, registo o tremendo trambolhão que o Bloco de Esquerda deu, ficando com metade dos deputados que tinha (ao perder o Prof. Pureza perdeu, talvez, o mais sensato) e, sobretudo, com metade dos deputados do PCP, o que representa uma goleada nesta “liga dos últimos”. A lanterna vermelha mudou de mãos…
Finalmente, numa opinião pessoal, as pessoas perceberam o embuste e penalizaram o trotskismo aburguesado em desfavor do marxismo genuíno, embora anacrónico. E Louçã deixou cair a máscara na noite eleitoral, ao anunciar que não se demite. Até Daniel Oliveira entendia, na SIC N, que tal era inevitável...
Em terceiro lugar, não sendo de prever dramas de maior nas negociações entre PSD e CDS, o problema é fixar a altura da fasquia do sucesso governativo. A meu ver, tal pode medir-se situando a aprovação no cumprimento atempado e bem sucedido das metas da troika, fixando-se o louvor e distinção na eventualidade de se anteciparem essas metas.
Convenhamos que, sendo a situação grave e incómoda, vale a favor de quem governa a possibilidade de transferir parte do odioso para instituições estrangeiras (abertura que, todavia, penso que Passos Coelho não usará, dada a sua integridade rígida). Creio até que o mesmo acordo, que menciono implicitamente, será um obstáculo a qualquer laivo de acutilância por parte do PS que, ademais de tudo o resto, assinou o documento.
Por falar em PS e a fechar, creio que Assis é mais consistente, mas que Seguro é mais “vendável” eleitoralmente. Inteligente foi, mais uma vez, António Costa que, ao abrigo de um compromisso real e sério com a Câmara de Lisboa, percebeu que o próximo líder socialista dificilmente virá a governar.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Vaticínio
Se tivesse que apostar, diria que o PSD vai mesmo ganhar as eleições no próximo domingo. As razões são, a meu ver, as mais diversas:
1. Pedro Passos Coelho fez uma campanha serena, recusando estilos que não eram o seu e para os quais, aposto também, tentaram empurrá-lo. Conhecendo-o há mais de vinte anos, posso crer que a sua “teimosia” terá vindo em seu auxílio. Passos Coelho trouxe uma brisa de boas ideias e de sinceridade, num furacão de crises, acusações recíprocas entre os partidos maiores e de insanas candidaturas de partidos marginais, cujos candidatos melhor fariam em ir trabalhar.
2. José Sócrates não fez tudo errado, como alguns querem dizer. Porém, seis anos de governação num Estado de viabilidade dúbia e numa crise global só não destroem completamente pessoas com uma auto-estima férrea como o nosso Premier. O PS que se convença que só mesmo Sócrates daria tanta luta, num contexto tão difícil… Guterres, por exemplo, teria fugido há muito, e Seguro nem sequer teria sido reeleito.
3. A alternância (em certos casos parece mais alterne…) tem ciclos cada vez mais curtos. Não só a voragem mediática faz com que tudo (mesmo governos) “passe de moda” mais depressa, como os problemas criados pelo excesso de poder do aspecto financeiro empurram para a rendição políticos (todos) incapazes de tornarem uma pequena economia num grande maná financeiro (ou vice-versa), visto que as regras do jogo estão feitas à medida dos grandes.
4. Como escreveu Marcelo Rebelo de Sousa em 1991, “o CDS é um partido pequeno porque não tem votos e não tem votos porque é um partido pequeno” (cito de cor). Por muito que, merecidamente, Portas (é mesmo ele, não se iludam os militantes do PP) eleve o partido para patamares perdidos na história, só a implosão do PSD os elevaria à condição de challangers. A mim já me basta o facto de, final e aparentemente, o eleitorado ter percebido o que (não vale) o Bloco de Esquerda… Tudo isto, mais uma vez, aponta para uma vitória social-democrata.
5. Mais perigoso é o facto de essa mesma vitória ser marginalmente ditada por eleitorado que vota “apenas” porque está cansado do actual inquilino de São Bento… Há os militantes que votam com entusiasmo, mas creio que a nossa política se rege em fatia demasiadamente larga pela ideia de que há que mudar só para ir rodando os protagonistas da desgraça anunciada. Tirando Passos Coelho e mais meia-dúzia de nomes (re)conhecidos (a era dos barões morre a 5 de Junho, note-se), ficam jovens turcos; “doutores” que sabem recitar normativo europeu e interpretar as bolsas de valores e “engenheiros” que conhecem as “Conferências TED” e que sabem aplicar a inovação às campanhas, mas a quem “ideal social” diz tanto como farinha “Pensal” e a quem o livre pensamento causa urticária e dá direito ao ostracismo.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Nobre no PSD
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Alegremente encavacados
Podemos, porém e tentando escapar ao comentário mais (de)batido, tentar rever a matéria dada, com cunho pessoal.
Assim e desde logo, parecem de mau perdedor as linhas que se escreveram e leram dizendo que Cavaco Silva ganhara bem, mas aquém das expectativas. Olvidam os “palpitadores” profissionais o facto de esta não ser a primeira, mas sim a segunda vez consecutiva que Cavaco ganha eleições presidenciais à primeira volta e, já agora, a segunda derrota que Manuel Alegre soma de igual forma.
Pode sempre dizer-se que, mesmo com um bom resultado, haveria melhores formas de discursar, no momento da consagração. Aqui chegados, divide-se-me a alma: por um lado, entendo que o Presidente reeleito deveria ter sido magnânimo e conciliador, mas, por outro lado, entendo bem a saturação com os enxovalhos e insinuações de que foi alvo (só quem passou por isso – eu senti na pele, em menor escala, o que é ter o trabalho sabotado pela própria equipa e enfrentar uma campanha difamatória quando, finda a tarefa, se bate com a porta – sabe o que custa).
Quanto ao Poeta de Águeda, eu bem avisei… O ataque violento e o discurso do “resistente”, do “antifascista” e do “republicano” cheiram a mofo e têm cada vez menos a ver com a política contemporânea, em que novas e velhas gerações não têm medo de fantasmas políticos que já não voltam, vivendo bem com a História de Portugal. Além disso, os ataques sucessivos ao seu (???) PS, haveriam de ter consequências…
Já quanto a ganhadores, sou dos que pensa que o Sr. Coelho ganhou na justa proporção em que perdeu a dignidade (se ainda a havia) da nossa política. A sua candidatura faz sorrir, mas é própria do Parque Mayer e não de um palco onde deveriam desfilar as mais nobres questões da nossa democracia constitucional. Bem mais inteligente e interessante é o aparecimento regular de Manuel João Vieira que, todavia, tem o bom senso de não passar de momentos de contracultura, quando facilmente arranjaria as assinaturas necessárias à formalização da candidatura.
Quem me parece que, secretamente, também deve ter cantado vitória é José Sócrates… Senão, vejamos: no primeiro mês em que os funcionários públicos vêem os salários e pensões reduzidos, quem paga a factura é um dos seus maiores incómodos dentro do PS que, ademais, fica definitivamente debilitado, pois sofre segunda “goleada” seguida e nem sequer tem o palco parlamentar para se perpetuar, como fez durante anos. Para além disso, creio que o nosso Premier terá na mente que Cavaco Silva apenas o demitirá se a sua permanência começar a prejudicar a imagem presidencial. Cavaco Silva nunca fez favores ao PSD (Fernando Nogueira sabe-o o bem) e sentiria menor margem de intervenção se o Governo adquirisse matizes alaranjados.
Pedro Passos Coelho, esse, passou com distinção mais um teste, não ficando a dever o que quer que seja a Cavaco Silva, como, suspeito, não quererá ficar a dever a quase certa chegada a São Bento.
De saída, registar que Mário Soares voltou a ficar em terceiro lugar. Ou ainda é daqueles que acredita que a candidatura de Fernando Nobre foi espontânea?!...
quarta-feira, 28 de abril de 2010
A pouco e pouco
Voltando ao tema, se do primeiro digo que acredito estar a fazer o melhor que sabe, ao segundo louvo a responsabilidade, a serenidade, o sentido de Estado e a seguríssima caminhada para o cargo de Primeiro-Ministro (como Durão Barroso outrora, poderá dizer que "só não sabe é quando"). Esta ida a São Bento poderá ter sido também uma daquelas visitas das imobiliárias, para tirar as medidas ao "apartamento".
Fica por perceber é se vão ou não tomar-se as medidas drásticas de que carecemos; e não falo de cortes no décimo terceiro mês (como já ouvi), mas sim de algumas obras que, não deixando de ser necessárias, terão que esperar.
Oxalá Passos Coelho consiga persuadir Sócrates a faze-lo, mas para isso terá que dar-lhe margem para recuar com honra.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Os doze passos de Coelho - parte II
No meu modesto modo de ver, falta ainda:
7º Definir claramente prioridades políticas que passem por tornar a nação portuguesa instruída, culta e, logo, qualificada. Tal consegue-se com uma afinação de prioridades na Educação, com o fim da sub-orçamentação do ensino superior, com um investimento permanente na Ciência e, sobretudo, com uma aposta muito mais relevante na Cultura e na definição da sua essencialidade para a completa formação dos seres humanos.
8º - Programar com cuidado a aplicação do modelo de Estado defendido. Se é certo que o Estado Providência, que a tudo e a todos procura acudir, está relativamente esgotado, a mudança brusca para um paradigma liberal pode ser desastrosa. Digo-o não apenas por entender que é preciso um relevante lapso de tempo para vencer o costume assistencialista de cuja obrigatoriedade se convenceram as pessoas singulares e colectivas, mas também porque falta ao povo português a cultura cívica que é sine qua non para essa mudança.
9º - Cumpre, de uma vez por todas, estudar o sistema político e tomar decisões. Por exemplo: é ou não conveniente um sistema eleitoral que combine as vertentes maioritárias com as proporcionais (círculos uninominais com uma lista nacional, por outras palavras)? É que se, por um lado, a representatividade era o fito do pós-25 de Abril, por outro lado, a governabilidade (típica dos sistemas maioritários) já foi alcançada por três vezes, sem alterar o sistema. Acrescem os perigos de se entronizarem campeões do populismo, ainda que a possibilidade de responsabilizar os eleitos seja atractiva em teoria.
10º - Passos Coelho deve procurar recuperar a ideia de políticos que dêem exemplos de boas práticas. Prestigiar a política é essencial para desenvolver o País com o envolvimento de todos. O conselho de escrutínio de nomeações que propôs em sede de futura revisão constitucional parece uma boa ideia.
11º - Se as eleições presidenciais parecem ganhas, estancar o recuo autárquico do PSD é urgente, pois esse sempre foi o tabuleiro que proporcionou ao partido a sua mais fidedigna forma de contacto com os eleitores.
12º - Creio, por fim, que Passos Coelho deve almejar a maioria absoluta, não apenas em face do desgaste do Governo actual, mas sobretudo porque as mudanças que propõe dificilmente terão vencimento se o PSD, com ou sem o CDS, não tiver maioria. Ademais, esse é o remédio para a crónica instabilidade política e mediática de Portugal.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Os doze passos de Coelho

quarta-feira, 24 de março de 2010
A hora do Coelho
Desta vez, mesmo engolindo sapos (com ele está o PSD da “folha de Excel” – ou seja, o aparelho puro e duro) os meus passos vão, de novo, para o Coelho que parece poder saltar da cartola social-democrata.
Desde logo, trata-se de um candidato que, sem alardear rupturas (resta saber com que passado rompe um neófito como Rangel, mas isso deve ser um preciosismo lógico da minha parte…), não espera que o PS perca eleições (coisa que o seu Líder não concede de barato, como pôde constatar Manuela Ferreira Leite), propondo-se ganhá-las de modo afirmativa e com um projecto que, corajosamente, publicou em livro, assim selando o seu compromisso político.
Depois, quando há opinião unânime dizendo que José Sócrates é um mestre da comunicação política, seria errado não acautelar esse aspecto. Todavia, o resultado, a curto e médio prazo não se alcança com uma saturante retórica ao estilo da I República, nem espetando o indicador a troco de tudo e de nada, antes se recomendando um discurso claro e uma postura imaculada, como tem Passos Coelho.
Em terceiro lugar, gosto da frontalidade de Pedro Passos Coelho. Não sei se concordo com ele na sua posição sobre a Lei das Finanças Regionais (creio que não), mas sublinho-lhe a coragem de contrariar um senador do PSD, como é Alberto João Jardim. Aliás, o “caminho das pedras” não lhe é estranho, pois já nos seus tempos de JSD dizia a Cavaco Silva o que outros não ousavam sequer pensar (lembro que a “sua” JSD teve um projecto de revisão constitucional autónomo).
Realço ainda que a maturidade das suas posições é notória; lembro o pedido de demissão do Procurador-Geral da República, que acho excessivo, mas ainda assim mais inócuo do que denegrir o País numa instância europeia (de novo, Paulo Rangel). Trago, por fim, à colação a categoria com que foi apoiar Manuela Ferreira Leite no comício de Vila Real, depois de esta o ter excluído da lista de candidatos do distrito.
Claro que, como disse, há um “mas”. Com excepções como a do concelho de Coimbra (onde conta com o apoio de gente prestigiada), a necessidade de angariar votos levou-o a incorporar muita gente de “listagem no bolso” e computador portátil nas reuniões e alguns jovens turcos ávidos de poder e parcos em tolerância; assim a sua mestria os venha a domar, depois de vencer…
Em todo o caso, é a escolha mais interessante.

