
domingo, 20 de janeiro de 2008
sábado, 19 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Aula de Química
Num processo que versa sobre uma rede que se dedicava ao auxílio à imigração ilegal, um agente do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras - cuja a inocência, como manda a Lei, se presume, sublinho - foi acusado, entre outras condutas puníveis, de cobrar a ajuda com favores sexuais.Ora bem, vejamos se nos entendemos... E digo que nem especularei sobre a eventualidade da "química" ter sido deflagrada pelo reagente de seu nome "legalização"... Admitamos que o nosso agente descobriu artes de sedução...
A minha questão, que se aplica às relações professor-aluno, médico-paciente, político-auxiliar, chefe-subordinado e por aí fora, é, isso sim, a de saber se não haverá situações em que a ética aconselhará uma auto-inibição não apenas para que se não misturem planos, mas também para que o consentimento seja verdadeiramente livre e a autoridade dada por normativo público (mesmo no caso de ensino e medicina privados) seja impoluta.
Claro está que não podemos ser fundamentalistas; falo de relações directas e imediatas de supra-infra ordenação e do tempo em que estas duram. E mesmo nestes casos, há que admitir que o "factor Ser Humano" conta e pode excepcionar...
Tão pouco alego que não foi esse o caso, antes defendendo que o agente deveria ter guardado o compêndio de Química para o pós-legalização.
Seja como for, abusar de situações de inferioridade é triste. Neste caso envergonha-nos como Nação, se houver prova...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Doutrina II
Doutrina I
Falando em comentadores...
Abertas as candidaturas

"O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, sugeriu na terça-feira que António José Seguro integre a Quadratura do Círculo da SIC-Notícias e que Manuel Alegre e o secretário-geral do PSD tenham um espaço na RTP para equilibrar o comentário político.
No encerramento das jornadas parlamentares do PSD, em Vilamoura, no Algarve, Luís Filipe Menezes considerou que o tratamento dado ao PS e ao PSD pela comunicação social é desigual e sugeriu a entrada de novos comentadores, sublinhando não estar a pedir a saída de ninguém.
O social-democrata Pacheco Pereira considerou «anti-democrática» e «ridícula» a sugestão feita pelo presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, de entrada de dois comentadores para a SIC Notícias e RTP para equilibrar o comentário político.
«Se temos um partido político que entende organizar os comentadores em função de regras que não têm a ver com partidos políticos (¿) é a coisa mais anti-democrática que se pode imaginar. Para além do mais é ridículo» disse Pacheco Pereira aos jornalistas, na Figueira da Foz. "
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Descubra as diferenças... *

cineasta português, que embora incompreendido por muitos dos portugueses, não mostra qualquer sentimento de repulsa pelo seu país.
“Portugal deveria tornar-se numa província de Espanha. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal. (...) Era uma questão a negociar”
escritor português que depois de ter ganho o Nobel da Literatura (em português!), passou a viver em Espanha e a defender a alienação do país e da cultura que o gerou...
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Ah, e tal, a Juventude...
Com efeito, o fim do ano transacto significou também o fim do portal LX Jovem e dos demais organismos àquele associados – as lojas LX Jovem, os gabinetes de planeamento familiar e de aconselhamento e orientação profissional, bem como a plataforma de cooperação e dinamização de um sem fim de eventos por essa Lisboa fora.
A juventude era o móbil de uma pequena equipa que foi gigante no esforço e na dedicação aos jovens alfacinhas e a todos aqueles que por cá (sobre)vivem.
Acresce que ademais de se tratar de um equipa constituída por seis (!!) pessoas, houve um contínuo empenho daqueles em obter apoios financeiros que sustentassem o projecto.
Ainda assim, foi-lhes decretado o fim.
Dá vontade de perguntar ao Sr. Costa e demais vereadores, quantos são os assessores e administrativos inertes que passeiam pelos paços do concelho..?!
Dá vontade de perguntar aos mesmos senhores, se já lhes ocorreu a importância da juventude nesta cidade cada vez mais envelhecida.
Os tais senhores que declamam sem a menor pontinha de remorso:
“Ah, e tal, a juventude... sim, sim, é muito bonita..! Mas é quando está bem quietinha...”
Dá vontade de ripostar:
“Perdoai-os Senhor, que eles não sabem o que fazem, nem tampouco o que dizem!”
(E a mim, perdoem-me a insolência... , mas não resisti.)
Falamos já
O meu amigo Luís Cirilo, durante o embate entre a Briosa e o Sporting, fez uma observação pertinente sobre o penoso estado do grémio leonino, que não resisto a revelar.quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
«Jamais»

“Fazer um aeroporto na margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas”.
Sou diferente, logo existo... e recebo
Entre os meus vícios – nos quais nunca se encontrou o de fumar (viva a Lei !!!) – está o de ver cinema, indo às ditas salas.Todavia, se há coisa que nunca faço é guiar-me pelas muito letradas prosas dos críticos de cinema que justificam a sua existência e os seus vencimentos, por vezes, fazendo interpretações que nem os realizadores sonharam, apontarem falhas na colocação de uma câmara, que ninguém nota e por compararem os mais intragáveis filmes a obras primas do cinema checo, búlgaro, sueco ou do, salvo honrosas excepções, maçador cinema francês de autor da década de 60 ou 70…
Vamos ver se nos entendemos: quando colaborei na elaboração da chamada Lei do Cinema (que creio prever, em grande medida, o que esta maioria aprovou, embora confesse que não conheço o texto da nova Lei) parti de alguns pressupostos basilares, no actual cenário nacional: desde logo, há que democratizar a fruição dos bens culturais, levando o maior número possível a ver nem que seja um bocadinho de produção intelectual – dito de outro modo, no fraquinho “O Crime do Padre Amaro”, além do manifesto aerodinamismo de Soraia Chaves, sempre fica a ideia da tentação de todo e qualquer ser humano.
Depois, entendo que, dada a miserável parcela do Orçamento de Estado que sempre se reserva para a Cultura (uma vergonha e a clara prova da falta de visão da maioria da nossa classe política), entendo que, não sufocando as chamadas primeiras obras e o cinema experimental e/ou de autor, é imperioso ligar os apoios à receita de bilheteira; ou seja, deve apoia-se quem, por muito “pop” que seja, consiga comunicar com os nossos concidadãos, levando-os a sair de casa ou, pelo menos, a ligar o leitor de dvd – e, dito isto, sublinho que sei bem o que digo, escusando os anónimos parasitas que gostam de receber sem prestar contas (como se tivéssemos que apoiar coisas para serem fruídas pelos autores e pelos amigos, em sessões de contestação ao mesmo poder a quem estendem a mão, regularmente) de se dar ao trabalho de redigir impropérios; tive até o privilégio de ter pública divergência sobre o assunto, entre outros, com Eduardo Prado Coelho, que sabia o que dizia, por muito que não me lembre de, alguma vez, ter concordado com ele.
É com este estado de alma que vos reafirmo que me parece que muitos críticos de cinema – exceptuo, por exemplo, os comentários que vejo na televisão (audiências, a quanto obrigam os nosso “intelectuais” de profissão…) – têm de afirmar a sua diferença, desdenhando o que pode cativar muitos dos seus pares e aclamando o que só uma licenciatura na área das artes, uma personalidade muito alternativa ou uma valente inalação de substâncias plantáveis pode fazer apreciar.
Pego em dois exemplos que – que inculto me confesso, pelo menos, a julgar pelos padrões dos nosso “cultos” de serviço – podem ilustrar o que penso: “Call Girl” e “O Assassínio de Jess James pelo Cobarde Robert Ford”.
O primeiro filme, realizado por António Pedro Vasconcelos, tem, entre outras, a vantagem de retratar com alguma qualidade muito do submundo da nossa política, como costumamos ouvir falar dele (e, já agora, dos meandros futebolísticos). A mais disso, boas interpretações (Soraia incluída, desta vez) e a superação do trauma causado pelo paupérrimo “Corrupção”.
Já o segundo propõe uma lentíssima e quase psicanalítica abordagem da forma como um bandido (Jess James, interpretado – e bem – por Brad Pitt) ganha uma aura lendária ao ponto de ser odiado quem o assassinou pelas costas, naquilo que pode ser uma das primeiras “fabricações” de imagem pública da história recente.
O primeiro filme vê-se com agrado (nem que seja apenas numa abordagem “leve”, pelos episódios satíricos), o segundo exige reflexão, contemplação e nem por isso assegura, a meu ver, uma reflexão cívica mais importante do que aquela que a podridão realista de “Call Girl” nos convida a fazer. O primeiro têm a classificação de “medíocre”, num diário de referência; o segundo oscila entre “bom” e “muito bom”…
Sendo que a opinião é livre, o que me aborrece é que podiam ser os agentes culturais a ajudar a trazer os nosso políticos de volta para o “mundo real”. Porém, ao falarem de coisas que as pessoas não entenderão ou não estão disponíveis para fruir, optam por manter uma elite que se auto-sustenta e auto-contenta, em tertúlias em que “povo não entra”. Morreram e ninguém lhes disse...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Pelo ralo abaixo

Não é de todo inesperado, este desfecho do folhetim “referendo ao Tratado de Lisboa”. Se ainda havia quem acreditasse que o nosso PM não estava disposto a engolir sapos, eu já tinha previsto este happy end. (Aqui e também aqui).
Não me deixa preocupada a forma de ratificação que nos resta. Até porque - apesar de considerar que a via referendária se coaduna com uma Europa democrática - confesso que mais me atemoriza a forma leviana como grande parte dos portugueses encaram as urnas.
Mas o que realmente por ora me preocupa é o descaramento de Sócrates ao não cumprir com a sua palavra. Pior, que os portugueses se estejam – mais uma vez – a borrifar para isso.
É inegável que numa democracia representativa como a nossa a forma de ratificação que nos resta é legítima e justa. O que está em causa - e isso sim, não é justo... - é que se apregoe representatividade quando dá jeito e se esqueça que é conceito que também vale quando cabe cumprir o que se prometeu. Afinal, estão no Poder porque nós (salvo-seja) os elegemos para que representassem a nossa vontade e para que pussesem em prática as suas vontades, na altura apregoadas de cabeça erguida e plasmadas em programa eleitoral.
Seja como for, o referendo já lá vai. Mas isso é o menos.
Agora quanto às demais promessas de Sócrates & Cia... resta esperar que se cumpram e salvem o país.
Caso contrário, perdoem-me o fatalismo, mas creio que pouco faltará até este ser sugado e ir pelo cano abaixo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
Quem ganhou o Lisboa-Dakar?
Razões de índole política, de segurança, de patrocínios e afins ditaram o cancelamento da prova.
Uma vitória, inequívoca, do terrorismo.
E um precedente que poderá ter as piores consequências, mormente, em vésperas do Mundial de Futebol, pela primeira vez, a ter lugar no continente africano.
A mim, confesso, o cancelamento do evento (perdoem-me o tom popularucho) não me aquece, nem me arrefece.
Contudo, soa-me a qualquer coisa estilo “se não os podes vencer, junta-te a eles”.
E se há coisa que me perturba, isso sim, é ver o Ocidente a ser conivente com o terrorismo, como que a agraciá-los com o primeiríssimo lugar no pódio.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Muito mais do que a Soraia...
Excepcionalmente nos comentários a filmes, incluo um texto para reconhecer que, partindo com preconceito para a sala de cinema (pensei que, ao jeito de "O Crime do Padre Amaro", o filme era Soraia Chaves nua e pouco mais), acabei por ver um filme muito bem interpretado (a dita Soraia incluída) e realizado. Acresce que ainda vivia o trauma do paupérrimo "Corrupçã0"...De resto, temos de tudo:
- A deliciosa ilustração da carência de meios de que, regular e justamente, se queixa a Polícia Judiciária (quando os dois inspectores estão a reparar algo no motor do carro).
- A mala com a gratificação ao autarca corrompido, em numerário. O mesmo autarca, aliás, que fora fotografado com a Call Girl contratada para o efeito (dos árbitros aos políticos, cada um tem os seus vícios...).
- As regras de vida da dita meretriz, que incluem não levar identificação e não permitir paixão nas prestações de serviço.
- A distinção feita pelo intermediário (Joaquim de Almeida) entre chantagem e suborno, indicando que prefere a última modalidade de "negociação" pelo facto de gerar cumplicidade.
- O telefonema do nosso "Jaquim" - supõe-se que para a cúpula política - para que a insvestigação seja parada por alegadas irregularidades processuais.
- E tantos detalhes magníficos como, designadamente, o facto de o realizador (António Pedro Vasconcelos) fazer uma aparição fugaz (a lembrar a engraçada "mania" de Alfred Hitchcock) e a tirada de Soraia, prostituta de luxo, explicando ao modesto e ainda inocente autarca (Nicolau Breyner) que (cito de cor) "respiro luxo e transpiro Perrier"...
Desde "Camarate" que não via, em Portugal, um filme de tese tão realista. Recomendo, pois verão que "ainda há lodo" na nossa política. Esperemos não ter que, um dia destes, concluir que "só há lodo" na nossa vida pública, agora que os senadores se aposentam e que as novas gerações podem aceitar beijar o anel...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
C'um Cartago, Anibal !!! *
Dúvidas (Im)Pertinentes III
E julgam que a malta lhes tem de pagar as férias?
Será mesmo assim??





