Impedido de me expressar como Arnaldo Matos (MRPP) o fez recentemente, lamento e registo a ofensa.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Vão chamar pai a outro
Impedido de me expressar como Arnaldo Matos (MRPP) o fez recentemente, lamento e registo a ofensa.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A sagrada distância entre o respeito e o medo
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Olha quem fala
Há poucos dias, vi na televisão que a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tecia considerandos sobre a defesa dos direitos humanos na Europa. Falava a Sra. Clinton a propósito da proibição suiça dos minaretes das mesquitas e do veto francês ao uso em público do véu islâmico, na sequência do relatório anual do Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa.É claro que os casos europeus não foram, nem de perto nem de longe, o prato forte do relatório e da intervenção, mas, já que “aqui estamos”, deitemos um olho sobre o assunto.
Pergunto-me, assim sendo, quem será o campeão mundial da “islamofobia”?... Ora… Não é que são os EUA??? Que outro país encerra turistas estrangeiros numa sala de aeroporto separada e os asperge com fumos, apenas por terem estado em países de que os americanos desconfiam?... Exacto: os EUA!...
Quem geria Abu Ghraib e ainda não encerrou Guantamo?!... Respondeu “EUA”?! Nem prémio leva, tal o cariz óbvio da resposta…
Nesta altura, peço ao Leitor que me não interprete mal: não sou do Bloco de Esquerda (cruzes!!!) e nem pertenço àqueles que acham que dizer mal dos Estados Unidos os guinda à condição de “intelectuais”. Adoro o país do Uncle Sam e acho que tem uma democracia e uma cultura vibrantes. Todavia, acho que apontar o dedo é uma má escolha, quando já nem vidro se tem no telhado…
Dir-me-ão os fanáticos: “os Estados Unidos têm razão para a cruzada actual”! Talvez, responderei… Contudo, não menos a terão os europeus, a começar pelos espanhóis e pelos ingleses. Mesmo os franceses, venho dizendo isto há algum tempo, estão, segundo alguns estudos, a braços com o dilema de, dados o conforto social que proporcionam e a progressão geométrica da população “não ocidental”, terem, em algumas décadas, uma maioria de votantes islâmicos nos seus cadernos eleitorais.
Se o fenómeno em si parece natural, o facto é que ocorre num centro nevrálgico da cultura europeia e sem que os “novos franceses” aceitem as regras daquela, preferindo impor aos “anfitriões” ditames de outra fé e de outro modo de ser e de estar. E a isto temos de assistir, dizendo-nos os que aplaudem a anarquia que se trata de diferença cultural… O irónico da coisa é que os nossos “esquerdistas” se esquecem da desconsideração que está ínsita em muitas das “diferenças culturais” impostas, designadamente, às mulheres islâmicas.
O mesmo tom categórico já não emprego na norma arquitectónica helvética. Apesar de se tratar de uma norma democraticamente adoptada, nem sempre os procedimentos referendários foram sinónimos de bom senso, da condenação de Cristo a Weimar.
Todavia, mesmo neste último caso, estou em crer que a intolerância se não equipara à vivida pelos ocidentais nos países muçulmanos, desde a proibição de visitar Meca à exigência de as mulheres visitantes usarem trajes muçulmanos ou de turistas serem alvos potenciais pelo facto de um jornal do seu país ter publicado caricaturas de Maomé.
Sorrio ironicamente, por isso, ao recordar as palavras da Madame Clinton.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Urbanismo helvético
- 1 - As sondagens diziam o contrário (ou seja, que a proposta seria rejeitada).
2 - A decisão tem valor constitucional.
3 - Presume-se que por cautela e diplomacia, no mundo ocidental os minaretes não cumprem a sua função original, que é a de chamar os fiéis para a oração.
4 - Das 180 mesquitas suiças apenas 4 têm minaretes.
Perante isto confesso que estou num impasse analítico.
Por um lado, consegue entender-se alguma islamofobia em virtude das actividades criminosas de muitos extremistas contra ocidentais, por cá e nos seus países.
Por outro lado, convenhamos que alguma da comunidade islâmica que reside na Europa resiste à integração no modus vivendi de quem os abriga. E nem me venham com a ladaínha de esquerda das diferenças culturais... Se um de nós for, por exemplo, para o Irão, a Arábia Saudita ou o Iémen e não seguir o código de conduta local está, no mínimo, frito!
O reverso da medalha, porém, consiste no facto de esta conduta só exacerbar os extremistas e enfraquecer os moderados que lutam por uma convivência pacífica.
Depois, acresce que uma decisão destas faz recear pela segurança dos cidadãos (já nem falo dos templos) ocidentais no mundo islâmico, fazendo perigar qualquer tentativa de aproximação de base ecuménica.
Por fim, deve dizer-se que os suiços nunca foram conhecidos pela sua tolerância, excepto quanto a depósitos bancários, sobre os quais não consta que sejam muito esquisitos...
Nota: a fotografia foi tirado por mim e pertence à mesquita de Dushanbe, no Tajiquistão.