Mário Nogueira, o eterno líder sindical da FENPROF é um autêntico
poeta cuja prosa devia estar nas prateleiras das mais conceituadas bibliotecas
mundiais.
Passe a hipérbole, convenhamos, o tipo não se manca.
Falemos então de “formação democrática”.
Ao contrário do “Camarada
Mário”, os “jovenzinhos” nunca precisaram de votações de braço no ar para serem
eleitos para o que quer que fosse, ao contrário do próprio, que passeou pela
passerelle comunista (vulgo Politburo português, ou Comité Central, como lhe queiram
chamar…) através dessa metodologia eleitoral.
Considerará este comunista de Coimbra, candidato a deputado
pelo PCP pelo menos umas 3 vezes, felizmente sempre sem sucesso eleitoral… que o
voto de braço no ar é o que melhor se coaduna com o espírito de frontalidade
que prevalece no PCP! Se assim não fosse, não teria aceite integrar o
Politburo Comunista em tempos…
Mas continuemos a falar de liberdade. Esta malta é a favor
da limitação de mandatos para os políticos… mas para os sindicalistas não!
Esta malta entende que os políticos devem ter vida para
além da política… mas pelo contrário, os sindicalistas não podem ter vida (profissional, entenda-se) para além dos sindicatos.
Depois, como se não bastasse, escondem-se atrás de foices e
martelos para dizerem os mais inimagináveis disparates, sem contudo se preocuparem
com um conjunto de valores que lhes permite essa maneira livre de olhar o mundo.
Façamos uma pausa… e imaginemos o projeto de liberdade desta
gente.
