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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Lado Negro do Comunismo


Mário Nogueira, o eterno líder sindical da FENPROF é um autêntico poeta cuja prosa devia estar nas prateleiras das mais conceituadas bibliotecas mundiais.

Passe a hipérbole, convenhamos, o tipo não se manca.


Falemos então de “formação democrática”. 

Ao contrário do “Camarada Mário”, os “jovenzinhos” nunca precisaram de votações de braço no ar para serem eleitos para o que quer que fosse, ao contrário do próprio, que passeou pela passerelle comunista (vulgo Politburo português, ou Comité Central, como lhe queiram chamar…) através dessa metodologia eleitoral.

Considerará este comunista de Coimbra, candidato a deputado pelo PCP pelo menos umas 3 vezes, felizmente sempre sem sucesso eleitoral… que o voto de braço no ar é o que melhor se coaduna com o espírito de frontalidade que prevalece no PCP! Se assim não fosse, não teria aceite integrar o Politburo Comunista em tempos…

Mas continuemos a falar de liberdade. Esta malta é a favor da limitação de mandatos para os políticos… mas para os sindicalistas não!

Esta malta entende que os políticos devem ter vida para além da política… mas pelo contrário, os sindicalistas não podem ter vida (profissional, entenda-se) para além dos sindicatos.

Depois, como se não bastasse, escondem-se atrás de foices e martelos para dizerem os mais inimagináveis disparates, sem contudo se preocuparem com um conjunto de valores que lhes permite essa maneira livre de olhar o mundo.

Façamos uma pausa… e imaginemos o projeto de liberdade desta gente.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Somos menos

Partiu o Abel… Para os amigos, carinhosamente, o “Abelha”, companheiro de tantas lutas “laranjas”…

É normal que o nome diga algo a muito poucos leitores… Para já atesto que, a mais de um amigo, era um tipo bem humorado, criativo e dedicado e lembro que, em 92, fez parte de um grupo minúsculo que, com uma média de vinte anos ou menos, passou uma noite a passar a “fava” de quem teria que enfrentar a geração dos vinte e muitos/trinta anos na luta de duas concepções distintas para a JSD. A tarefa parecia impossível, mas daí sairia o meu primeiro mandato distrital…

Já a propósito de muitos não saberem quem foi o Abel Ferreira, dei comigo a pensar em nomes de uma geração para quem a política parecia ser vício eterno, mas que estão hoje fora da política; além de mim, lembro o Nuno Freitas, o “Manel” Gouveia, a Maria João Matos Cabo, a Catarina Monteiro, o Ramiro Pastorinho, o “Jopa”, os Cerejo, os Africano, os Casimiro, o Leonel e tantos outros que ficam por mencionar e que, salvo excepções que desconheço, foram saindo de uma vida partidária que parecia uma segunda pele.

Existe, é claro, uma explicação parcial que é benigna: com a participação enorme do pós 25 de Abril, havia acima da nossa várias gerações (algumas pouco mais velhas) que congestionavam as oportunidades daquilo que chamámos a segunda “Geração de 70”. Ao invés do futebol, neste caso, não podíamos ir fazer política para o Chipre, para a Grécia ou para a Roménia, até haver oportunidades no “onze titular”…

Bastar-nos com esta ideia seria, porém, pouco. A meu ver, como venho escrevendo, a parte de leão do alheamento de uma ou duas gerações de partisans que tiraram os seus cursos ou/e começaram as suas carreiras profissionais é que o paradigma é diferente daqueles tempos das noitadas na sede até às cinco da manhã, da colagem de cartazes ao frio e à chuva (esperando que alguém do partido passasse com umas sandes e bebidas; geralmente a D.ª Graça não falhava), dos saques ao armazém de campanha do Sr. Pinto (o partido chegou a reunir sobre uma mesa debaixo de cujo tampo estava uma porta misteriosamente desaparecida, altura que marcou o bem humorado nascimento dos HSD – Hooligans Social Democratas), das campanhas feitas com stencil, tudo num ambiente que gerava camaradagem e que fazia com que se respeitassem regras e com que, mesmo nos conflitos, a dignidade das pessoas fosse preservada.

Já o modus faciendi de alguma da política actual é bem diverso: a boa escolha mede-se em quantidade de votos arregimentados, a hierarquia é crua (boas ideias devem vir dos submissos e os bons lugares ocupam-se com força), a difamação é arma legítima e a profissionalização política é aliada a um “cientismo” despido de alma.

É assim, Abel… Cada vez somos menos…

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

publicidade descarada, ou outra perspectiva sobre as jotas

Decorre amanhã e Domingo a II Academia Política promovida pela regional de Setúbal da JSD à qual tenho o orgulho de pertencer. É um evento preparado por jovens com gosto pela política, naturalmente ligados ao PSD, para outros jovens militantes e independentes.

Vamos estar na pousada da juventude de Almada reunidos durante dois dias em que são promovidas conferências, debates e simulações que visam, este ano, dar aos participantes uma perspectiva mais clara do funcionamento dos executivos e assembleias municipais do nosso país e assim incentivar a participação cívica de todos os que consideram que o seu papel na sociedade tem mais importância do que o depósito do voto a cada 4 anos. Serão abordados temas prementes na nossa sociedade, tais como os investimentos públicos, a reforma da administração local, o desemprego ou a necessidade de contratação de polícias municipais e partilhadas algumas perspectivas sobre os vectores de desenvolvimento da região.

O painel de oradores está já completo, e composto por Carlos Coelho, Luís Rodrigues, Miguel Salvado, Nuno Matias (mentor da I Academia Política) e Bruno Vitorino.

Recebemos este ano também Macário Correia, que nos trará a sua experiência na autarquia de Faro e Alexandre Picoto que abordará a preparação de campanhas autárquicas e divulgação da mensagem política.

E para quem no alto da sua sapiência arrota postas sobre as jotinhas, fica feito o convite a participar no jantar de Sábado com o Paulo Colaço, que virá partilhar a história da JSD, ou na sessão de encerramento dos trabalhos que contará com a presença de Duarte Marques, actual líder da estrutura e de Maria Luís Albuquerque, secretária de estado do tesouro.
Claro que aprendemos a cacicar e a agitar bandeiras, mas sabemos fazer bem mais do que isso ; )

Nota: A LODO SAD está maravilhosamente representada nesta iniciativa pela Rita Matos Oliveira