Os companheiros que praticam masturbação mental com o "regresso aos mercados" proclamado semanalmente pela secretaria de estado das finanças têm de parar para pensar. Ou mostrar alguma decência intelectual. A capacidade de financiamento de um país a taxas de juro competitivas só é possível quando esse demonstra poder de gerar riqueza. Leia-se, quando este tem uma economia mais ou menos pujante, quando o tecido empresarial está de boa saúde. As notícias sobre a colocação de dívida só serão positivas quando tal acontecer em Portugal, quando os impostos praticados deixarem de roçar o soviético e quando o peso do Estado na economia baixar consideravelmente. Mas como a famigerada reforma do Estado só começa a ser pensada lá para 2014, como bem disse o Sr. Ministro que não foi eleito coisíssima nenhuma, os foguetinhos lançados como se estivéssemos no início do Portugal do Homem Novo não passam de uma tentativa frustrada de atirar poeira para os olhos de quem não lê. E isso não vos fica bem.
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terça-feira, 7 de maio de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Tourear a crise com o regresso aos mercados e Leonardo Jardim
Duas
notícias marcam a atualidade: o regresso aos mercados e as informações vindas
de Atenas sobre Jardim - o conquistador madeirense (não confundir com o
Alberto).
Enquanto a
primeira se revela pela importância nacional que evidencia, a segunda também
tem merecido destaque jornalístico, é que apesar de não ser o campeonato grego não deixa de ser uma conquista portuguesa.
Mas comecemos
pelo regresso aos mercados. Mais paulada menos paulada nunca tive grandes
dúvidas que iríamos regressar. E desde já vos digo que também não duvido que o
ajustamento orçamental será feito. Agora, tenho dúvidas é em saber que país
teremos depois de todo este processo.
O regresso,
antes do previsto e quando poucos o previam não deixa de ser uma vitória dos
portugueses que têm vindo a fazer um esforço desmesurado para endireitar um
país que foi deixado em estado comatoso. É verdade que não terá repercussões na
carteira dos portugueses a curto prazo, mas o caminho faz-se caminhando e ontem
foi dado um passo importante no sentido certo.
É que apesar
de todas as virtudes técnicas que a operação acarreta para o financiamento da
nossa economia, há outro aspeto muito positivo a realçar, que é o acrescento motivacional
que expeliu a um povo descrente, cético e a poucos dias de aferir o real
impacto “do brutal aumento de impostos” que as novas tabelas de IRS acarretam.
Quanto a Leonardo
Jardim, decidiu viajar para Grécia e dedicar-se à tauromaquia, confiando no que
vem sendo dito e escrito. Diz-se que a esposa do chairman do clube grego que
paga o ordenado ao Conquistador não terá resistido à farta e esbelta cabeleira
do coach insular.
Aparte a
estupidez de estragar uma carreira que até prometia sucessos maiores, todo este
enredo (acrescentando a crise cravada em todos nós) recorda-me uma história
(com algumas adaptações deste vosso criado) de dois amigos, um português e um
grego, que foram largados em plena arena numa praça de touros.
Depois,
é solto um touro com 500Kg de porte que começa desde logo a correr em direção
aos dois aliados, que se põem em fuga pela arena. Pelo caminho surge uma voz vinda
do além que consegue perguntar ao português se está a tentar correr mais que o
touro, ao que o “portuga” responde que quer é "correr mais que o grego”.
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