terça-feira, 29 de junho de 2010

Momentos em Durban

Vamos fazer uma rodinha?


Agora chega, porque é hora do lanche e há bolos!


Vá-se lá perceber o Pepe...


Ai sim?!

sábado, 26 de junho de 2010

Olha se o telefone toca!

Para a imprensa mundial, a paraguaia Larissa Riquelme já é aclamada como a fã mais famosa do Mundial da África do Sul.
Vá-se lá entender porquê...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Boa pergunta...

Santos (pouco) populares

Via Rtpn constato que o fogo de artifício do São João no Porto foi acompanhado de umas escolhas musicais muito tradicionais e típicas desta festa popular. Do "Samba de janeiro" ao "Funiculì Funiculà", passando por gospel com "Oh happy day" e, claro - este ano não podia faltar -, o som de fundo das vuvuzelas.

domingo, 20 de junho de 2010

Tapar o sol com a peneira

Esta iniciativa das deputadas socialistas em eliminar quatro feriados e transferir outros tantos de forma a evitar «pontes» é, a mais de ridícula, infrutífera. Se o móbil deste projecto de resolução é a baixa produtividade, não me parece que seja por aí que as coisas mudem.

O problema da produtividade em Portugal não se resolve com medidas de fachada, resolve-se na raiz do problema, e não creio que a falta de produtividade deste país se possa imputar apenas e só aos trabalhadores. Eu diria até que, tendo em conta o vencimento dos trabalhadores portugueses, o que estes produzem é, porventura, (proporcionalmente) superior ao que produzem os demais trabalhadores por essa Europa fora.

Mas, voltando ao projecto, se o que se pretende evitar são as «pontes», então basta que o governo em função não as conceda. Desse modo, se um trabalhador quiser fazer «ponte» terá que pôr o dia de férias. Mais fácil é impossível. A menos, claro, que o governo em funções se acobarde. É que a julgar pelo que sucedeu, em tempo idos, com o carnaval de Cavaco Silva... as reacções dos portugueses não serão pacíficas.

E percebe-se porquê. Há que ter em conta que a mobilidade dos feriados não mexe só com o calendário. Implica uma certa interferência na história de um país, nas comemorações de uma comunidade, no costume, na tradição de um povo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Que mal fiz eu a Deus?

Se vem ao Mundial, traga fé

E pronto, instalou-se a depressão colectiva e voltámos a pensar na crise, depois do trapalhão tropeção de ontem contra os “Elefantes”…

Todavia, como é recomendável para todos os que desejam comunicar e não são ilegíveis o suficiente para ganhar o Nobel da literatura, comecemos pelo início: o jogo com a Costa do Marfim foi, de facto, mal jogado, faltando criatividade e inteligência para romper a teia bem urdida por Eriksson (sem curarmos sequer de adjectivar o consulado de Queiroz, sublinho). Para quem foi ao estádio, ainda por cima, houve a novidade que terá destruído o mito africano de muitos: um frio de rachar!

Vendo bem as coisas, Itália, França e Inglaterra também começaram aos solavancos e no nosso grupo tudo continua em aberto, com a familiaridade aconchegante para nossa idiossincrasia nacional de, mais uma vez, estarmos aflitos…

Entrando nos bastidores da epopeia, todavia, a história não é tão convencional, já que ao invés do que aconteceu com outras selecções nacionais (México e Grécia, ao que se diz, e África do Sul, com toda a certeza), a nossa esquadra decidiu não se misturar livremente com a comunidade portuguesa, limitando-se a uma aparição relâmpago num jantar, em que cada degustação ficou por um pouco mais de quinhentos euros por pessoa. Soubessem os dirigentes federativos (ilibo os jogadores que, com exemplo de cima, fariam diferentemente, estou certo) o quanto os portugueses emigrados se emocionam com qualquer “aroma” do seu Portugal (houve quem se comovesse com o simples contacto com um agente da PSP…) e corariam de repúdio pela sobranceria exibida. Mas nós, a espaços e quando temos lugares proeminentes, somos assim: pequenos, narcisistas e insensíveis…

Por fim, uma palavra para os que, mesmo menos alegres, ainda se desloquem para assistir aos embates com a Coreia do Norte (a democracia preferida do jovem-idoso comunista Bernardino Soares) e, sobretudo, com o Brasil: venham, porque a África do Sul está longe do retrato pintado em Portugal e na Europa, em geral.

Um país encantador, de gente simpática (quer os locais, quer a comunidade portuguesa, que o ajudará em tudo, mesmo que o não conheça de parte alguma) e com todas as comodidades e mais algumas (das estradas aos hotéis, dos centros comerciais às telecomunicações, e por aí fora…).

Quanto ao crime – o assunto mais debatido – se é certo que, por exemplo e principalmente, Joanesburgo tem áreas pouco recomendáveis, não é menos certo que não há nada nessas zonas que recomende a sua presença (excepto a Art Gallery que, mesmo assim pode visitar-se, embora com um arrepio na espinha) e que a polícia sul-africana está a fazer um trabalho meritório, patrulhando incessantemente todas as áreas (assim o façam depois do Mundial, digo eu). Acresce que Portugal, nesta fase, joga em cidades bem mais tranquilas.

Em suma, venha sem medo e, acima de tudo, com muita fé, pois é algo de que a nossa Selecção necessita…

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Orelhas moucas

O senhor Presidente bem aconselhou as gentes a fazer férias por cá, mas parece que os portugueses (os que ainda podem fazer férias!) fizeram ouvidos de mercador. Os inquéritos entretanto feitos mostram que um terço da população vai sair do país para veranear. E a própria imprensa dá uma ajuda, já que não se coíbe de anunciar as melhores praias da vizinha Espanha. Como se por cá não houvesse areal e Atlântico que chegue para todos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Já dizia o [visionário] Eça, em 1871...


in "As Farpas", Crónica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes
Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
Coordenação de Maria Filomena Mónica
Edit.Principia, 3. Edição, pág. 312

O trigo e o joio

Perante a actual conjuntura da economia mundial a tenda do “alarmismo” está montada e sucedem a um ritmo alucinante cenários apocalípticos descritos por alguns economistas. E aí há aquela máxima da sabedoria popular que diz que temos de “separar o trigo do joio”.

É que os indicadores macroeconómicos estão para os economistas como um texto está para dois advogados, sobre os mesmos dados dizem coisas completamente diferentes, cada um emite o seu parecer (sem desprimor para nenhuma das áreas do saber, até porque passei parte significativa da minha vida numa Faculdade de Economia).

Isto vem a propósito de há alguns dias, na Fnac/Coimbra, ter folheado o livro de um economista espanhol, Santiago Becerra que aborda a crise de 2010. Aparte o sensacionalismo da escrita, diz este autor que a crise é sistémica e que 2010 será o fim do capitalismo tal como a "crise de 1820" terá sido o fim do "mercantilismo", identificando um conjunto de “sistemas” que tiveram um ciclo de vida de aproximadamente 250 anos/cada.

Escreve ainda que os reais impactos da crise só se sentirão a partir de 2010 e que serão profundos e duradouros, atingindo principalmente a classe média (e aqui estamos "nós" outra vez tramados, como sempre!).

Ora, não dando razão nem colocando em causa o parecer deste professor catedrático (até porque nem tenho preparação para tal!) há um conjunto de dados concretos sobre esta crise e para esses não há “Sócrates” que os consiga desmentir.

Vemos países com défices excessivos, o desemprego a galopar, crescimentos económicos pouco significativos ou mesmo negativos, períodos conturbados nos mercados financeiros, enfim, o far west onde se substitui os duelos de pistola por duelos argumentativos que colocam em causa ou o sistema económico pelo qual nos regemos (Karl Marx deve estar a dar voltas no túmulo!), ou a maior/menor incompetência dos nossos políticos. Penso que devemos abrir ambos os flancos do debate.

Pelo nosso sistema económico:
O Capitalismo é mau? – Sim.
Promove injustiças? – Sim.
Há melhor? – Pois, se há que mo digam. Se continuar a defender a propriedade privada dos meios de produção, a existência de mercados livres e a liberdade de iniciativa dos seus cidadãos, é de estudar.

Pelas nossas lideranças:
Será que estão preparadas e têm o carisma e a inspiração necessárias para os desafios de hoje? – Tenho dúvidas.
Têm a sabedoria e a visão para criar, executar e tomar as decisões necessárias? – Não o têm demonstrado.
Temos líderes carismáticos, inspiradores? – Se olharmos para a Europa, Não! Não se encontra uma liderança política de peso e ninguém que se tenha destacado nos últimos tempos. E a razão parece-me simples, todos são líderes nacionais e não europeus. Antes de olharem para a Europa como um “todo” olham primeiro para a sua “quinta”.

Por norma às crises estão sempre associados períodos de mudança. Esperemos que, como dizem os estrategas, por detrás de uma ameaça esteja uma oportunidade latente. Só temos é de nos posicionar por lá! Seja revendo a nossa organização económica – social e/ou melhorando os nossos líderes. Eu começava pela segunda.

terça-feira, 15 de junho de 2010

«Era importante não perder»


Palavras de Paulo Ferreira (o pior em campo, cumpre dizer) no final do jogo. E não se bastando com isso, ainda acrescentou: «Conseguimos empatar, não foi mau». Para mim, mera espectadora, isto resume o pensamento pequenino e a falta de coragem dos nossos incríveis, que nesta estreia foram tudo, menos incríveis. É certo que o adversário não ajudou, mas isso era já de esperar, havia que contornar as coisas...

Agora segue-se a Coreia do Norte, equipa na qual alinha um jogador que, curiosamente, contraria este espiríto tacanho. Disse, há dias, que «se entramos em campo a achar que um empate é melhor que uma derrota, perdemos de certeza. Queremos jogar para ganhar». Se alguém conseguisse meter isto na cabeça dos jogadores portugueses, dava jeito. Mas isso pressupõe que eles tenham cabeça, e a julgar pelo que hoje se viu, têm - salvo as devidas excepções - muito pouca.

* Na foto acima temos, a meu ver, o homem do jogo;

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bom momento de entretenimento

Provas da "sua" verdade

Creio que numa iniciativa inédita em Portugal, Carlos Cruz lançou um site pessoal onde disponibiliza o processo Casa Pia e responde a perguntas dos portugueses. O objectivo é que as pessoas possam consultar os elementos documentais e que afiram a inocência do apresentador.

Pessoalmente sempre lhe dei o benefício da dúvida. Nunca o "condenei" mas também nunca o "absolvi". Infelizmente para o próprio, independentemente daquela que venha a ser a decisão do tribunal, creio que a dúvida se manterá para esmagadora maioria da opinião pública.

Apesar de não colocar as mãos no fogo, o meu feeling (agora com a música dos BEP, os feelings estão na moda!) sempre recaiu mais para a sua inocência. Talvez porque sempre duvidei da veracidade dos testemunhos de "miúdos" que apesar de abusados, a ingenuidade e inocência há muito que foi perdida. E segundo consta, as únicas provas que têm contra Carlos Cruz são testemunhais.

Por outro lado, acreditar numa conspiração desta magnitude tendo como alvo um apresentador de televisão sempre me pareceu demasiada ficção.