sexta-feira, 14 de março de 2008

Grande Momento

"Música: GNR grupo e Orquestra da GNR juntos ao vivo a 18 de Abril no Pavilhão Atlântico", lê-se no site da RTP.


Depois de, nos anos 80, a Guarda ter andado atrás do Grupo, por causa do uso do nome, eis um momento sui generis: GNR & GNR ao vivo!

Chamada à Selecção

Provando que o reforço do Plantel foi bem conseguido pela Administração da Lodo, S.A.D., eis que a nossa Marta é, desde finais de Fevereiro, Presidente da JSD de Felgueiras.


Continuando a apostar na formação, a nossa cantera confirmou mais uma valor para a laranja mecânica (a precisar de ir à revisão, se bem têm acompanhado as polémicas recentes).

Parabéns, Presidente!

Mais vale prevenir que remediar II

O estudo é da credível Faculdade de Medicina de Coimbra e as conclusões são deveras preocupantes: Um em cada dez estudantes universitários acha que a pílula protege da Sida. Cerca de 40% daqueles não usa o preservativo. 18% dos inquiridos revelou desconhecer os comportamentos de risco. E, last but not least, o preço dos preservativos é apontado por 13% como motivo do seu não uso.

Estes são os resultados mais assustadores do aludido estudo que vem comprovar a falta que faz a este país uma verdadeira política para a saúde pública na vertente de educação sexual e, particularmente, a necessidade de rever as traves mestras das políticas de prevenção da infecção do HIV.

Ainda recentemente foquei aqui os passos que se têm dado no sentido de promover a saúde e responsabilidade sexual, nomeadamente o da distribuição acessível e incondicional da pílula e de preservativos.

Mas se naquele post imputei exclusivamente a responsabilidade aos consecutivos detentores da pasta da Saúde e seus subalternos - de certa forma mitigando a culpa dos jovens - no presente caso o cenário muda ligeiramente. É que cabe atentar ao facto de estarmos a falar de estudantes universitários - a priori com nível intelectual superior a outras camadas da sociedade - logo, com o dever próprio de se manterem devidamente informados e de pautarem o seu comportamento com a mesma maturidade que frequentemente invocam noutros contextos...

Se os jovens universitários revelam estar mal informados e indiciam comportamentos de risco, que se passará com os demais grupos etários e de inferiores bases educacionais? ... A resposta deverá servir para alertar, de novo, aqueles que neste país insistem em preterir o "prevenir" pelo "remediar". Refiro-me não só aos governantes, respectivo ministério, instituições e profissionais de saúde, mas desta feita também ao cidadão comum. Este não pode, nem deve, passar a vida a recambiar a culpa para as aludidas entidades, porque também a ele lhe é exigível o conhecimento da realidade, atrevendo-me mesmo a considerar que a autoconsciencialização pode neste contexto configurar um dever cívico...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Vizinhança pacífica


Enquanto no Rato se festejam três anos de Poder (e decorrem os preparativos para outros tantos...), na Lapa entretêm-se com mudanças de visual (não é que desgoste, mas há outras prioridades!).
Sou partidária da paz, mas esta 'boa vizinhança' entre PS e PSD é sintomática e... custa-me a deglutir..!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Adjectivos, Superlativos, Quotas e Perspectivas


"O autarca portuense afirmou mesmo que as alterações promovidas pela liderança de Menezes são “graves e perigosas”, abrindo uma “porta à lavagem de dinheiro ao nível do financiamento partidário”.


"“Face às gravíssimas acusações do militante Rui Rio foi decidido solicitar ao Conselho de Jurisdição Nacional que promova a audição, com urgência, desse militante”, afirma a Comissão Permanente dos sociais-democratas. "


"(...) a direcção de Luís Filipe Menezes dá já como garantida a demissão de António Capucho da presidência da mesa da assembleia da secção de Cascais do PSD. “Tendo-se tomado conhecimento de que o presidente da mesa da assembleia da secção de Cascais anunciou a sua demissão face à aprovação de regulamentos, por larga maioria, no recente Conselho Nacional, a Comissão Permanente do PSD agradece os serviços prestados”."


"“O tema em causa tem mais relevância política do que aparenta. Trata-se do funcionamento interno dos partidos, que são um elemento decisivo para a qualidade da democracia. São eles que escolhem os deputados, os autarcas e os próprios candidatos a primeiro-ministro”, sustentou (Rui Rio). "


"Ribau Esteves explicou na primeira pessoa os procedimentos para o pagamento de quotas em dinheiro: "Quando eu pago com dinheiro a minha quota do ano de 12 euros, esse valor é acompanhado de um talão onde eu digo que paguei a minha quota referente ao ano de 2008 (...) e assino esse documento". "


"Marcelo Rebelo de Sousa fala de retrocesso no PSD."


"Pacheco Pereira contesta alterações aos regulamentos".


in Notícias.RTP.PT


Há dias diziam-me que "a democracia também acontece quando dez burros ganham a quatro iluminados". De facto não é um sistema perfeito, mas ser-se democrata é aceitar os resultados e não vale questionar a "qualidade da democracia" quando esses não são do nosso agrado. Vale, isso sim, discordar do resultado, porque o pluralismo alimenta a democracia. A forma de discordar deixo ao critério de cada um e à sanção da Jurisdição. Mas o conteúdo da discórdia interessa-me.

Esta questão deixa-me na dúvida sobre o que é essencial e o que é acessório.

Parece-me essencial facilitar o pagamento de quotas aos militantes e este regulamento cumpre essa finalidade. Por outro lado, os danos colaterais, que daqui possam advir, perigam o ético funcionamento do partido.


Tive oportunidade de conhecer vários militantes do PSD que pagaram as quotas tempestivamente e que não constaram nos cadernos eleitorais das últimas eleições directas. Cumpriram com o dever e não lhes foi permitido usufruir do direito de voto.


Concluo apenas o seguinte, se a perspectiva for a do benefício dos militantes, a questão da possibilidade de "abrir uma porta à lavagem de dinheiro" é uma negligência consciente. Se, ao contrário, a perspectiva foi a do benefício dos que pretendem lavar dinheiro à custa do PSD, então trata-se de dolo.


Sejamos então honestos, os que acreditam no dolo "raise your hands" e assumam as dúvidas sérias que têm acerca daqueles que rodeiam o líder. Porque não faz sentido falar de possibilidades remotas, mas sim de fortes probabilidades.

As nossas raízes



Golpes se dão medonhos e forçosos;

Por toda a parte andava acesa a guerra:
Mas o de Luso arnês, couraça e malha
Rompe, corta, desfaz, abola e talha.


Batalha de Ourique, estrofe 51 do Canto III
"Os Lusíadas" Luís Vaz de Camões

A minha pátria é a língua portuguesa ; )


terça-feira, 11 de março de 2008

A minha pátria ERA a língua portuguesa... *

Não são só os relatos da ASAE que me dão a volta ao estômago. Também uma notícia recente me tem dado algumas náuseas: reporto-me ao anúncio da entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em 2014, iniciando-se ora o denominado "período de transição".
Ainda há pouco tempo comemorámos o Dia Internacional da Língua Materna e o Lodo - numa de serviço público - instava-nos a "falar e escrever em bom português". Contudo, a verdadeira e singular língua portuguesa tem agora os dias contados e, consequentemente, acabaram-se os motivos para a celebrar.
É que parece que a peculiariedade de se tratar do único idioma que dispunha de duas normas ortográficas incomoda muita gente. E vai daí, em prol da "unidade essencial à lingua portuguesa" e numa busca desesperada por uma ortografia simplificada rendemo-nos (e vendemo-nos) ao país irmão, acabando por suprimir muito do cariz etimológico da língua de Camões.

Para terem um breve ideia do quão repugnante será a nossa escrita daqui a pouco tempo, aqui vão alguns exemplos:

aspecto --> aspeto
facto --> fato
acção --> ação
óptimo --> ótimo
húmido --> úmido
lêem --> leem
arqui-inimigo --> arquiinimigo (sim, doi ii's seguidos!!)
...

* Se fosse vivo, Fernando Pessoa desculpar-me-ia pela indevida apropriação e distorção da sua frase, mas perante tamanha afronta à língua portuguesa, quase que juraria que o poeta me subscreveria!

Dispersão de capital social

Lia-se no Diário de Notícias, de sábado, que "Com Pedro Duarte, Ana Zita fundou há anos um grupo de reflexão que voltou a reunir-se recentemente e que fez correr muita tinta nos jornais. Ana Sofia Bettencourt e Gonçalo Capitão (ex-vereadora da CML e ex-deputado) são dois dos membros do grupo de Ana Zita e de Pedro Duarte".
O malandro vendeu 50% do capital social e não informou a malta...


P.S.: Desculpa, mas não resisti, Zita :)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Pluralismo

Estava aqui a congratular-me pela defesa do pluralismo democrático quando resolvi investigar isto.
E agora já não sei. Deverão ser impostos limites programáticos na constituição de novos partidos políticos?

Profs

Mais importante que averiguar a situação dos agentes da PSP quanto às alegadas tentativas de intimidação junto da classe professoral portuguesa deverá ser para os partidos da oposição tirar o sumo das motivações para o descontentamento destes.

Assim, em vez de assistirmos à prática demagógica que o executivo tão bem sabe contrariar e desacreditar em assembleia, talvez o possamos confrontar com alternativas profícuas, que passam pela elaboração de propostas de lei dentro das comissões parlamentares ou até mesmo de documentos estratégicos partidários, já a pensar em 2009.
Isto claro está, enquanto os senhores agentes não tiverem a caneta azul.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Bendita ASAE!

Uns fazem-lhe vénia, outros vaiam-na.
Para o bem ou para o mal, tem sido a autoridade mais mediatizada neste país nos últimos tempos. Falo da ASAE e da visibilidade da sua actuação, que muita tinta tem feito correr. Tal não me admira muito: afinal é típico do português criticar os que mostram trabalho.
E que trabalho!
Para quem tiver estômago, sugiro a leitura da última edição da revista Sábado.

O título já diz muito: "Os casos mais chocantes que a ASAE descobre".
E eu posso adiantar-vos mais qualquer coisinha: ratos numa panificação, pão feito com água de esgoto, larvas em carne pronta a servir e até um hotel na Linha que cozinhava um banquete ao mesmo tempo que as obras progrediam na cozinha... (!!)
É certo que somos livres de pôr em causa os critérios de prioridade das áreas de actuação daquela autoridade, bem como de questionar os seus métodos...mas a verdade é que já estava na hora de termos uma autoridade alimentar que se mexesse e que garantisse efectivamente a protecção da saúde pública.
Eu cá prefiro ver-me privada de beber uma ginginha do rossio, de comer uma bola de berlim na praia, de degustar um bitoque às tantas da manhã no Galeto..... que consumir produtos cuja proveniência ou elaboração eu achava que não ocorreria nem ao mais sórdido dos seres.

"Cardozo, tu não sabias…???"


Cardozo, avançado do SLB, ficou a saber ontem e da pior forma, que dar "cotoveladas" nos adversários dá direito a vermelho e automática expulsão.

Bem que podia ter aprendido a lição no jogo da última jornada do campeonato, Sporting-Benfica, num lance disputado com Tonel… não fosse o arbitro “bom” Paraty…

quarta-feira, 5 de março de 2008

Olha, olha...


Para os que duvidavam do orgulho de “nuestro irmano” José Saramago em ser português , aqui está a prova :

O incontestável prémio Nobel aparece num vídeo de apoio à reeleição de Zapatero, entre outros nomes da “cultura e sociedade espanhola” – noticia sic.

Novo partido político em Portugal


Nasceu em Setembro o movimento "Mérito e Sociedade" que se pretende formar em partido político até às legislativas de 2009. Hoje vários voluntários estiveram nas escolas a recolher algumas das 7500 assinaturas para a formalização do movimento e a primeira dúvida que se formou na cabecinha cá da malta foi: são de esquerda ou de direita? A resposta está no sítio: "O MMS não se revê nessa lateralidade. Essa fragmentação não é saudável ao desenvolvimento social e económico de Portugal."
Depois dos partidos permanentes liberais de quadros e dos doutrinários que povoaram décadas e décadas o espectro político português, não conseguindo fidelizar fatias do eleitorado flutuante a resposta surge quase naturalmente numa coisa nova a que até poderemos chamar de "partido funcional".
Aqui ficam algumas peças-chave dos valores defendidos pelo MMS (até tem um nome catita):
  • Contribuir para a construção de uma sociedade livre, justa, pluralista, humanista, segura, pacifica, desenvolvida, solidária e ambientalmente equilibrada.
  • Propor para a arquitectura de funcionamento e administração da sociedade, modelos assentes na cultura do mérito e responsabilidade.
Personalista, assente na identidade humana. Liberal, portanto.
Não?

(A bem da democracia em Portugal, desejo o maior dos sucessos na criação do MMS. Às vezes até aos cinzentões do centro um susto assim dá saúde.)

Viva o pluralismo!

terça-feira, 4 de março de 2008

Político = Macho

Chamaram a minha atenção para uma notícia de meados do mês passado, segundo a qual a Inspecção-Geral do Trabalho, entre outras, definiu como prioridade para 2008 o combate ao assédio sexual.

Já não era sem tempo, já que a justificação de que somos um país latino só serve para desculpabilizar um dos mais gritantes focos de terceiro-mundismo de uma sociedade que quer ser europeia de pleno direito. Felizmente, já passaram vários anos desde que um juiz pode dar-se ao luxo de justificar uma violação a uma estrangeira, no Algarve, com o facto de aquela dever ter percebido que estava na "coutada do macho latino"!...

O artigo 24º do Código do Trabalho dispõe que:
"(...)2 - Entende-se por assédio todo o comportamento indesejado relacionado com um dos factores indicados no n.º 1 do artigo anterior, praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objectivo ou o efeito de afectar a dignidade da pessoa ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.

3 - Constitui, em especial, assédio todo o comportamento indesejado de carácter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o objectivo ou o efeito referidos no número anterior.".

O facto é que, quem ande na política (algo que deve repercutir-se em outros locais de trabalho, suponho, apesar de vir de um meio empresarial saudável nesse respeito) vê, porque de "poder" falamos (quando, a meu ver, seria ideal falar de "dever"), tipos que, por terem sido eleitos ou nomeados para qualquer lugar (por menor que seja, bastando um gabinete), julgam que ficaram extremamente bonitos e sedutores.

E se é certo que haverá mulheres que, por vulnerabilidade ou ambição, ocasionalmente, cedem aos reptos, inelutável é o facto de não poder tomar-se a nuvem por Juno e de jamais essas cedências justificarem um comportamento que é eticamente condenável.

Aliás, a relativa complacência que temos para com formas de assédio sexual que vemos como banais revela bem o quão retrógrada ainda é a nossa sociedade. Se há coisa que sempre aconselhei durante o meu percurso numa juventude partidária (JSD) foi respeito para com as colegas enquanto actrizes políticas, devendo todo o acto de intimidade ser livremente consentido e bem separado de benefícios ou prejuízos. Considerei sempre, acrescento, humilhante para o próprio homem (porque é ele, regra geral, o assediador) todo o favor sexual que é obtido por utilização de uma relação de supremacia hierárquica. E, como dizia alguém com quem trabalho, "fica por saber o que fariam os mesmos se as suas mulheres e namoradas sofressem o mesmo tratamento". Casanovas de sarjeta, digo eu...

Mas tudo isto valerá pouco se pensarmos nas degradantes formas sob as quais, no próprio epicentro do que deveria ser um santuário de correcção - falo do poder político - se vai fazendo uso da vulnerabilidade de algumas subordinadas... Desde o pedido ostensivo de contactos telefónicos pessoais, ao agarrar de mãos, quando se pede para que se entregue um objecto, passando por despropositadas chamadas a gabinetes, por contactos físicos mais ostensivos do que o mencionado e chegando, em caso extremo, a chantagem e violação, de tudo se vai ouvindo, com generalizada e vergonhosa impunidade.

E se, no passado cheguei a ter a esperança de que fosse assunto que desapareceria com as gerações mais antigas, creio que a brutalidade dos dias hoje tornou as pessoas mais bestiais e insensíveis e ouço dizer que, da geração que, hoje, anda na casa dos quarenta anos à que ainda não perfez trinta, a coisa se perpétua, seja sob as vestes de quem, aliando o poder a um putativo charme, pisca o olho e sorri, enquanto assedia, seja sob a forma do recado que chega por um ou uma colega ou ainda adoptando a feição do mais grosseiro “xeque-mate”.

Nunca fui, não sou e espero não vir a ser santo ou sequer pregador, mas entendo que há comportamentos que devem ser erradicados, na medida em que lesam o País, afectando a produtividade, mas, mais importante, ferindo a dignidade de cidadãos, não se resumindo, como poderia supor-se pelo destaque concedido, à humilhação sexual, mas também a formas raciais, religiosas, políticas (sei bem do que falo e muito me custou, em tempos idos) ou outras.

Se há serviço patriótico, esta missão a que se propõe a entidade inspectiva do Estado para as questões laborais é-o, indubitavelmente. Ganhar este combate é modernizar o País. Tão “simplex” quanto isto…

Doença do optimismo =)

Depois do debate da semana passada na RTP que colocou frente a frente Professores e Ministra da Educação, os meus sentimentos de desilusão e pessimismo enquanto professora foram avivados e trouxeram-me a este blog para escrever um longo “manifesto de revolta” que aguardava respostas miraculosas, as quais obviamente não surgiram. De facto, não é fácil encontrar uma solução para a crise que a Educação atravessa neste momento. Não é fácil também encontrar a fórmula mágica que vai levar a um entendimento entre todas as partes envolvidas no processo. A “batalha” travada pelos Professores em manifestações que mobilizam milhares de profissionais da educação é sinal de que algo não está bem, isso é fácil entender. Também é fácil entender que as reformas são necessárias para que a Educação alcance o patamar de estabilidade e segurança necessário para proporcionar o melhor aos alunos e ao futuro do país. A questão é perceber quais as medidas adequadas que devem ser implementadas e quais as medidas que não devem prosseguir.

Uma semana depois do confronto entre Ministra e Professores surgiu um novo debate que avivou em mim sentimentos opostos. Desta vez a esperança e o optimismo foram o mote de alguns dos convidados de Fátima Campos Ferreira no Prós & Contras sobre a Educação na hora da verdade. Finalmente uma luz ao fundo do túnel. Aqui ficam algumas afirmações interessantes e importantes de referir.

“Só há uma doença que deve afectar todos os professores, é a doença do optimismo.”

“A Educação serve para dar instrumentos de felicidade.”

“O respeito pelos professores é um valor moral. O Governo deve recuar.”

João Lobo Antunes

“Não se colocam os professores como incompetentes.”

“As reformas só se fazem com consenso.”
Carlos Coelho

Eu acredito que a solução passe por reavivar sentimentos de confiança e optimismo nos Professores, para que acreditem que é possível inverter esta situação de pessimismo e desânimo. Isto aplica-se não só à Educação mas ao país em geral. Nós, Portugueses, precisamos de acreditar que nos podemos superar a nós próprios, como alguém dizia no debate. João Lobo Antunes afirmava que “o pessimismo é uma profecia que se cumpre”, por isso não vai ajudar em nada este sentimento de pessimismo que se instalou entre os Portugueses. Temos de transformar o “difuso mal estar” em difuso bem estar para ultrapassar as dificuldades que o nosso país atravessa. É preciso pensar em tudo de bom que os Portugueses conseguem fazer e alcançar, para lutar contra os males da sociedade que “corrompem” tantas vezes aquilo em que verdadeiramente acreditamos. Para tudo é preciso haver equilíbrio, mas de facto até agora o negativismo não tem ajudado. Eu quero acreditar no poder do pensamento positivo! :)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Internet - o Mundo na mão ou... nas mãos do Mundo?


A propósito de controlo da informação e precisamente uma semana depois do governo do Paquistão ter vedado o acesso ao Youtube alegando razões ideológicas – leia-se: os cartoons de Maomé.... - tomei conhecimento (via The Economist) de um estudo levado a cabo pelo OpenNet Initiative sobre o controlo que os países exercem sobre os conteúdos acessíveis na Internet.

Segundo aquele centro de investigação, o número de países que limitam o acesso à Internet tem aumentado nos último anos e os argumentos são mais que muitos: protecção de direitos humanos e protecção dos direitos de propriedade, razões de segurança nacional, preservação de valores culturais e religiosos, etc.

Conclusão: o que se vê (bem como o que não se pode ver) na Internet é decisão que está nas mãos do senhores do Poder. Se isto até pode fazer sentido quando falamos, por exemplo, de pornografia infantil ou sites de organizações terroristas, que dizer de restrições descabidas, como o aludido caso do Paquistão que – por capricho fundamentalista - originou o bloqueio global do maior portal de partilha de vídeos?

A Internet pode ser um terreno lodoso, é certo. Mas até que ponto devem os governos interferir na liberdade de informação e de expressão quando o argumento é de índole político-social ou religiosa? E até que ponto não se poderá falar em info-exclusão ao negar-se a um cidadão num determinado ponto do Globo o acesso ou a publicação de conteúdos que são do seu interesse?

clickar sobre a imagem para aumentar
O caso da China tem sido dos mais mediatizados, mormente desde que vigora um regulamento cheiínho de restrições no acesso à Internet, o qual prevê que os fóruns de discussão sejam constantemente examinados por comissões específicas e onde a palavra “democracia” não pode ser publicada.

Não é por puro acaso que os países mais visados nos mapas traçados pelo aludido estudo são os correspondentes ao Norte África, Médio-Oriente e Ásia. Mas não se caia na veleidade de achar que o controlo ideológico só ocorre em países terceiro-mundistas, cujos sistemas políticos estão longe de poder ser denominados de 'democracia'.

Até porque nesta aldeia global, são muitas as ‘casas’ com telhados de vidro...Veja-se o flagrante caso dos EUA, quando o Pentágono resolveu impor a proibição aos soldados americanos em missão no Iraque de criarem blogs.

Por conseguinte, vale bem a pena analisar minuciosamente os mapas e debruçarmo-nos sobre as pertinentes conclusões aqui. Antes que seja tarde de mais, que é como quem diz, antes que alguém nos negue o acesso a tal informação....

Pelo andar da carruagem, lá chegaremos (outra vez...)




Dmitri Medvedev (ou seja Vladimir Putin) ganhou com 71%...

De facto, uma tremenda representação!

sábado, 1 de março de 2008

Subtil Publicidade

Reportando-me de novo à RTP e à supressão da publicidade do canal público sugerida por Luís Filipe Menezes, ocorreu-me:
e controlar este tipo de publicidade, não?!
Até quando a governamentalização da informação na estação pública?
Para quando sinais claros de independência, isenção e autonomia?