Pedindo perdão pelo momento de narcisismo imagético, é nesta semana que os academistas do "lodo" (que se saiba, eu e o Ricardo Cândido, ao lado do mister Manuel Machado, na foto) mostram o apoio incondicional à Briosa, que tem tido um arranque difícil.terça-feira, 10 de outubro de 2006
Dar a táctica
Pedindo perdão pelo momento de narcisismo imagético, é nesta semana que os academistas do "lodo" (que se saiba, eu e o Ricardo Cândido, ao lado do mister Manuel Machado, na foto) mostram o apoio incondicional à Briosa, que tem tido um arranque difícil.Edição revista e aumentada
- No caso norte-coreano, a realidade evolui para a condenação internacional, com os paninhos quentes chineses que previramos. Declarações anónimas proferidas em Pequim e atribuidas a um alto dignitário de Pyongyang dão conta de uma ameaça de uso de arma atómica se houver aplauso para a mão pesada proposta por Washington. Cá por mim, entendo que a elasticidade da estupidez terminará no ponto actual, já que o fito de mater o regime ditatorial (a Coreia do Norte não tem, nem podia ter, objectivos expansionistas) deixará de fazer sentido se o País for arrasado.
- Já no que aos posts sobre prostituição diz respeito, registe-se que o assunto merece a atenção do Presidente da República, no seu "Roteiro para a Inclusão". Sublinha-se a resistência ao sensacionalismo, procurando destacar os aspectos positivos na abordagem do fenómeno (seria bem mais fácil um "número de circo", na rua... Mas, enfim, o soarismo já lá vai...).
sábado, 7 de outubro de 2006
Who cares?

Cada vez mais nos deparamos com constantes apelos à consciência ambiental de cada um. Já é mais que sabido (ou deveria ser) que a protecção do ambiente está nas nossas mãos, e que todos nós devemos contribuir para um mundo melhor. Para tal não é preciso muito esforço. Basta começar com gestos simples como separar o lixo e colocá-lo em ecopontos, reutilizar os sacos das compras, poupar energia (ex: não deixar a TV em stand-by nem deixar as luzes ligadas desnecessariamente), enfim…pequenos gestos que muitas vezes só não fazemos por preguiça ou falta de atenção. De facto nem todos têm em conta estas pequenas atitudes pró-ambientais, mas creio que grande parte das pessoas reconhece a sua importância e admite que o deveria fazer, principalmente os jovens.
Qual não foi o meu espanto hoje, quando ao falar sobre o ambiente com os meus alunos de 16 anos me deparei com as mais absurdas reacções. “Eu? Reciclar? Dá muito trabalho!”; “Não há ecopontos à porta de casa, acha que vou andar com os sacos na mão até ao próximo ecoponto?”; “É «stôra», já viu o que era eu levantar-me da cama para tirar a TV do stand-by? Não faltava mais nada!” De facto fiquei estupefacta com as declarações da turma que nem depois de um empenhado discurso de sensibilização para as questões ambientais mudaram de opinião. Dizia uma aluna: “Proteger o ambiente para quê? Posso morrer amanhã, não vale a pena o trabalho.” Pergunto-me: são estes os jovens do futuro?
Apesar de existirem várias turmas como esta, decerto não representarão a maioria das turmas de adolescentes deste país. Assim espero, pois se os jovens não se preocuparem com o mundo em que vivem o que será do seu futuro?
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
The "Collor" of money
A somar às notícias mais debatidas, designadamente sobre a realização de uma segunda volta para escolher o Chefe de Estado, outro escrutínio simultâneo, além-mar, trouxe uma novidade de monta: Fernando Collor de Mello, ex-Presidente do Brasil (1990-92), voltou à política activa, eleito que foi senador por Alagoas, de onde partira do cargo de governador à conquista do Planalto, numa campanha entusiasmante e mediática.Refrescando a memória, Collor viu o seu mandato como alvo de cassação pelas duas câmaras do Congresso, na sequência de um escândalo de corrupção que atingiu toda a sua esfera próxima, Primeira Dama e secretária incluídas. Na altura, ficou célebre o empresário PC (Paulo César) Farias que, ao que se demonstrou, financiava aquele por intermédio de depósitos em contas abertas para o efeito pela colaboradora presidencial.
O caso ganha ainda mais interesse ao recuperarmos uma das bandeiras eleitorais que levaram o político neoliberal a Brasília: a moralização da vida política (além do controlo da, então, galopante inflação).
Aliás, numa campanha magistralmente orientada para os media, ficaram célebres tiradas como o "vamos caçar marajás", que simbolizava uma guerra sem quartel aos privilégios injustificados da minoria abastada. Houve mesmo quem dissesse que a Rede Globo teve um papel de patrocínio oficioso da bem sucedida candidatura, que chegou a incluir momentos épicos como uma marcha debaixo de chuva abundante, que Collor insistiu em fazer, apesar de desaconselhado, e à qual viriam a juntar-se centenas de pessoas, à medida que a caminhada progredia.
O outro extremo do populismo de Fernando Collor é, como está bem de ver, o autismo dos conselheiros de Lula da Silva, que o afastaram dos debates televisivos, na recente primeira volta da campanha presidencial, facto que é, agora, reconhecido como eventual causa da necessidade de uma segunda volta.
Retomando o fio à meada, e provando que a memória pode ser curta (não é só por lá…), e embora modesto, eis um regresso de um ícone político brasileiro da década de noventa. E vendo bem, não é caso único, pois também Paulo Maluf (ex-mayor de São Paulo), já previamente detido e indiciado, foi eleito para a Câmara dos Deputados.
Por outro lado, o próprio Lula da Silva viu o seu staff encolher como camisola de algodão em máquina com programa de temperatura elevada, precisamente por casos sortidos de escandaleira.
Contudo, mais do que pensarmos que se trata de uma moda brasileira, devemos apenas sublinhar que, se já hoje é uma das economias potencialmente mais pujantes do mundo, o Brasil só terá a ganhar se eliminar esta chaga da sua vida pública.
Por cá* , preocupa-me que o "pacto para a justiça" não tenha abordado o tema. É certo, como li, que mais do que legislar, há que aplicar o normativo já existente (pena é que a preocupação de eficácia normativa se não estenda a outras leis feitas ou a fazer), mas também ninguém me convence de que o aspecto simbólico não é muito relevante; contam os sinais que o poder político envia, no caso, aos prevaricadores. Ter escolhido um lugar de destaque para a nossa "caça aos marajás" seria bom, sobretudo num meio político-empresarial-futebolístico em que me parece que nem toda a gente (aprecie o eufemismo, por favor) consegue explicar tudo o que tem, à luz dos rendimentos declarados.
Sem caça às bruxas, também aqui seria pedagógico dar à justiça gente que responda a algumas das perguntas que a vox populi faz, há muito tempo...
*Sem querer acusar o Presidente da República de plágio :) e sem desejar provar o que quer que seja, sublinho que este post corresponde a um artigo publicado no Diário "As Beiras" (Coimbra), a 4 de Outubro.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
A pronúncia do Norte
Cá para nós, que ninguém nos lê, estou em crer que é mais uma ameaça, a que não será estranha a ciumeira que deve estar a causar a quase certeza da eleição de um sul-coreano para secretário-geral da ONU.
- não vale a pena sonhar com mudanças nesta ponta do "eixo do mal", a breve trecho.
- não há qualquer vantagem do regime norte-coreano em desencadear um ataque (excepto, como é óvio, em auto-defesa), mesmo quando vier a ter poder efectivo para tal.
- vamos ter que aturar muitas mais chantagens e birras, porque, ainda assim, não compensa correr o risco de encostar à parede Kim Jong-il e as forças armadas que fazem a festa a norte do paralelo 38.
Solução?! Além de manter a pachorra do costume, sonhar com o dia em que Pequim tenha interesse em proceder a obras na casa do vizinho e rezar para que dê certo, nessa altura...
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Desenvolvimento paulatino
*Tchékhov, Anton, “A minha vida”, in “Contos de Tchékhov”, vol. V, pp. 222-3, Lisboa, Relógio D’Água Editores, Maio de 2006.
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Provavelmente, a melhor equipa do mundo
Se há erros geniais, a SportTv foi autora de um, no passado fim-de-semana (entretanto, já rectificado).terça-feira, 26 de setembro de 2006
Serviço de Estrangeiras sem Fronteiras
Há dias, inseri um pequeno texto sobre o domínio da prostituição.Finalmente Alegre...
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Falar em grande
"O Diabo passou ontem por aqui, este lugar ainda cheira a enxofre".Show me the Money!
Pessoalmente considero que é um dos maiores conhecedores da realidade e dos problemas do SNS. É teimoso? É. Cometeu erros? Muitos. Mas quem é Ministro, ou melhor, quem toma decisões está destinado a errar aqui e ali. O importante é o balanço final… Apesar de faltar muito até ao final do presente mandato deste Governo, até ao momento a actuação do Ministro tem sido globalmente positiva (francamente mais positiva que no tempo do outro Eng… sim, o Gut… Gut… Guterres. Até custa dizer o nome e já estou com urticária!).
Dito isto, permitam que eu analise uma proposta que se encontra actualmente em discussão. Pretende o actual Ministro que determinados serviços assistenciais de saúde totalmente gratuitos para o utente passem a ser abrangidas pelas políticas de taxas moderadoras.
Na prática, o doente irá passar a pagar uma taxa moderadora em caso de internamento em enfermaria ou cirurgia em ambulatório.
Se por um lado as taxas devem servir para ajudar a colmatar o enorme défice financeiro que afecta a área da saúde, por outro lado tem tido um papel dissuasor da vinda de cidadãos ao Serviço de Urgência quando realmente não se trata de uma urgência médica… Será que ser internado ou ser submetido a uma intervenção cirúrgica é uma opção? Ou não será antes uma necessidade e, conquanto, um dever do SNS prestar este serviço ao doente? Será justo querer diminuir o valor na coluna das despesas à custa do doente que não tem outra opção senão entregar-se ao SNS?
Não tomo uma posição definitiva sobre esta matéria pois ainda não foram divulgadas os pormenores da proposta de lei, baseando-me apenas no que tem sido publicado pela comunicação social. Serve este post apenas como alerta… certamente que mais haverá a dizer sobre este tema. Até lá, opinem! Inté!
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Acabou-se o Papa doce
Quando a violência de muitos fundamentalistas se tornava sangrentamente monótona (tal era a falta de desculpas suculentas), eis que um discurso de Bento XVI é aproveitado para causa dos mais selvagens efeitos, que chegam já, alegadamente, ao assassinato de uma religiosa sexagenária, nesse santuário de moderação e tolerância que é a Somália.Em face disto – ou seja, desta cultura de tolerância e liberdade – bem podem chamar-me xenófobo os que entenderem como tal a minha ideia de que, de facto, a civilização ocidental está, neste aspecto, a anos-luz de muitos regimes e organizações islâmicas. Notem bem: não uso de uma sinédoque; não se trata de tomar a nuvem por Juno, mas tão só de usar termos comparativos médios.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Uma candidatura conveniente
Fui daqueles que, em 2000, desejei a eleição de Al Gore como Presidente dos E.U.A. (tendo, inclusive, feito downloads do seu programa eleitoral e dos seus discursos, ainda hoje actuais).O nosso fatum
É assinado hoje o protocolo entre Bruce Bastin e o Ministério da Cultura e a CML que vai trazer para Portugal oito mil registos fonográficos de fado por um milhão e cem mil euros. Apesar de na colecção se encontrarem algumas raridades, a maior parte é constituída por discos vulgares. Mas como em Portugal as coisas se fazem à pressa, assim que o sr. Bastin disse que tinha a colecção o MC comprometeu-se a comprá-la, só depois foram enviadas equipas técnicas...Sirva de consolo que efectivamente existem algumas peças preciosas que vão tornar a Portugal e que esta compra pode ter um efeito muito positivo no projecto de Candidatura do Fado à Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade (UNESCO).
O espólio vai ficar no Museu da Música, mas vai ser estudado e catalogado pelo Museu do Fado.
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Juntaram-se os três à esquina
- Trata-se de três potências emergentes do mundo actual, com relevância só suplantada - para além dos crónicos E.U.A., U.E. e Japão - pela China e pela Rússia, a meu ver.
- São países que reivindicam um lugar permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (para horror da Argentina e do Paquistão, por exemplo). Não digo que sejam os candidatos ideais, mas, de facto, fica por perceber, hoje em dia, a hegemonia das potências vencedoras da II Guerra Mundial naquele clube de elite.
- Eis mais um eixo que se forma para contornar a antiga (já lá vão uns séculos) e decrépita supremacia ocidental (EUA & UE, entenda-se), à semelhança do regabofe que se vai instalando no resto da América Latina.
- Quem achar que isto não é relevante, veja melhor: basta mencionar que se trata de nações riquíssimas em recursos naturais e que, por exemplo, a Índia tem a maior classe média do mundo, está no pelotão da frente de sectores como a electrónica e a informática, domina a língua inglesa e é uma democracia.
- A África de Sul é líder, no continente africano, só se antevendo novidades adicionais, a breve trecho e por aquelas paragens, da Líbia.
- O Brasil tem papel preponderante em iniciativas de integração na América do Sul, como o Mercosul, a que preside nesta altura.
- É uma pena que não se lhe atribua, de uma vez por todas, a liderança de facto da CPLP, o que aumentaria geometricamente a importância da organização e, consequentemente, a nossa força junto da UE, de quem dependemos excessivamente, em meu entender.
Em suma, creio que há muitas dependências a combater em Portugal; a que nos liga quase exclusivamente à União Europeia é mais uma.
Não me entendam mal: a União Europeia foi a salvação de Portugal, que sem ela seria uma outra Albânia. Porém, fomos do oito do pós 25 de Abril ao oitenta "euro-histérico" de muita da actual (falta de) classe política.
Estou em crer que ainda seriamos mais escutados na União, se diversificássemos os nossos pólos geopolíticos.
Não ver boi disto
Já ouviram falar da Pateira?

A Pateira de Fermentelos (concelho de Águeda) é simplesmente a maior lagoa natural da Península Ibérica. Carinhosamente conhecida como a «Lagoa Adormecida», a Pateira tem uma vasta riqueza de fauna e flora. Até agora parece tudo bem, mas esta pérola da natureza há muito que vem perdendo o seu brilho.
Como se não bastassem as sucessivas descargas que durante anos poluíram a Pateira (se é que não continuam a poluir), deparamo-nos agora com a praga dos jacintos que vai matando tudo o que de bom existe na lagoa. Provavelmente desconhecida para grande parte da população portuguesa, a Pateira é contudo conhecida por todos os que passaram pelos sucessivos governos deste país. De facto o actual PM José Sócrates não é excepção, mas de certo já caiu no esquecimento a visita que fez a Fermentelos enquanto Ministro do Ambiente.
Não o censuro, pois com tantos «choques tecnológicos» e «simplex» a memória não dá para tudo. Só espero que a memória do actual Presidente da Câmara de Águeda não esteja tão ocupada, pois parte da sua vitória nas últimas eleições deveu-se à grande promessa eleitoral de encontrar uma solução para a Lagoa Adormecida.
Infelizmente uma Junta de Freguesia como a de Fermentelos sente-se impotente para resolver o problema por si só, pois num país em crise o dinheiro não nasce das árvores e sem apoios não se vai a lado nenhum.
Como fermentelense, e porque a esperança é a última a morrer, quero continuar a acreditar que a Pateira não vai adormecer de vez.
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Mais um chumbo!

Apesar das paixões, dos empenhos e dos discursos, continuamos atrasadíssimos no que toca à educação. Segundo o relatório Education at a Glance 2006, da OCDE, somos o povo que menos tempo passa na escola. Não, não é por aprendermos mais depressa. É que, e. g., da população entre os 25 e os 34 anos só 40% acabaram o ensino secundário!
terça-feira, 12 de setembro de 2006
O efeito da crise sobre os saldos
Alertado por um amigo, li o anexo à mensagem de correio electrónico, que visava sublinhar o quão fundo (salvo-seja) já chegou a crise, no nosso País. A notícia é do meu estimadíssimo (a final de contas, já lá vão quase 12 anos de artigos...) Diário "As Beiras", na sua edição de 7 de Setembro: "Figueira da Foz - Crise obriga prostitutas a fazerem “saldos”
'Quando a crise chega ao prostíbulo, é porque o país está mesmo mal', fala a voz da experiência. As coisas não podiam estar pior, havendo quem já corte nas refeições e faça 'saldos'.Os anúncios publicados nos jornais diários da região são cada vez mais 'picantes' e apelativos. Porém, e não obstante a concorrência estar a diminuir - há cerca de 20 prostitutas na cidade com anúncio nos periódicos -, a clientela é cada vez menos. As representantes da profissão mais antiga do mundo na cidade apontam o dedo à crise económica.'Até ao início deste ano, bastava–me ter o anúncio num jornal. A dada altura, não sabia se havia de atender o telemóvel ou os clientes, tantas eram as solicitações. Agora, tenho anúncios em dois jornais e o telefone toca cada vez menos', conta 'Lara', vamos chamar–lhe assim, prostituta brasileira. E sintetiza: 'Quando a crise chega ao prostíbulo, é porque o país está mesmo mal'."
Minaram o Obikwelu
Relativamente à sua demissão de Presidente do Conselho de Administração do Hospital Psiquiátrico do Sobral Cid, em Coimbra, aconselho o artigo de opinião do socialista “europeu” Fausto Correia.
Apanha-bolas resolveu
Em Portugal lembro-me de pelo menos de um caso polémico em que o protagonista era um apanha-bolas e não um qualquer dirigente, comentador, jogador ou árbitro. Se a memória não me falha era um tal de “Bambo” que jogava na União de Leiria e que atirou um apanha-bolas madeirense ao chão visto que este estava a demorar em retribuir-lhe a bola de jogo. Não me recordo do desfecho, mas dizia-se que o tal “Bambo” iria ser suspenso!No Grupo 3 da Taça da Federação Paulista de Futebol, num jogo entre o Santacruzense e o Atlético de Sorocaba, após um remate às malhas laterais de um jogador do Santacruzense, o apanha-bolas “matador”, aproveitando o facto de a árbitra (olha o Petit fazer o que fez este fim de semana a uma árbitra, arriscava-se a ser acusado de assédio!), uma senhora com o nome de Sílvia Regina de Oliveira, estar de costas, empurrou a bola para dentro da baliza!
Pasme-se que o árbitro auxiliar, vulgo bandeirinha, validou o golo, induzindo a Sra. Dona Regina em erro!!!
A direcção do Sorocaba, à boa moda do Gil Vicente cá do burgo, promete ir até às últimas instâncias.
A Federação de Futebol do Estado de S. Paulo, diz que legalmente, nada pode fazer porque o golo está registado no relatório oficial entregue pela árbitra no final da partida.
De referir que o jogo acabou empatado a um golo e o Sorocaba perdeu a liderança do campeonato
Olha quem fala também
Triste Manuel...
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
sábado, 9 de setembro de 2006
«Bloco Central» na Justiça

"O acordo entre o PS e PSD para a Justiça, ontem assinado no Parlamento, prevê que os grupos parlamentares daqueles partidos votem favoravelmente, na generalidade, as iniciativas legislativas relativas à revisão dos Códigos Penal e do Processo Penal."
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Os amigos e as ocasiões



O Ministro dos Negócios Estrangeiros vai, hoje, ao Parlamento, explicar os voos da CIA e da Força Aérea Israelita, que passaram pela base das Lajes.
Vejamos alguns pontos que se me oferecem comentar sobre este assunto:
O que mais me preocupa é saber até que ponto estão a fazer gato-sapato da nossa soberania; isto é, gostaria de apurar se os governos responsáveis pelos aviões que por ali passaram tinham ou não de nos passar cartucho ou se, tendo passado, é uma informação que deve ser mantida confidencial (algo que me parece razoável).
Os media actuais, achando-se mais legitimados do que o poder político, não têm a lealdade de explicar à opinião pública que a política externa e a política de defesa são áreas nas quais o segredo pode, desde que proporcional e excepcional, justificar-se.
Depois, há que optar: ou temos aliados, ou não. A verdade é que, num conflito contra movimentos terroristas que assassinam inocentes, sem qualquer respeito por qualquer princípio de humanidade, e Estados de Direito e democracias como os E.U.A. e Israel, a minha escolha é por estes últimos.
Não me parece que seja atropelo sequer comparável ao dos criminosos da Al Qaeda e do Hezbollah transportar clandestinamente prisioneiros para centros de detenção, onde, mercê da natureza quase incontrolável do fenómeno terrorista, estarão sujeitos a procedimentos menos ortodoxos, mas, ainda assim, muitíssimo mais humanos do que os que os interrogados usaram contra homens, mulheres e crianças inocentes. Como é óbvio, menos ainda me horroriza que se transporte material bélico, seja ele ofenseivo, defensivo, não ofensivo ou qualquer outra palermice que lhe queiram chamar. É para um exército democraticamente supervisionado (veja-se que Israel abriu um inquérito sobre a actuação das suas forças armadas, algo que só deve existir no Hezbollah quando o criminoso não consegue suicidar-se ou matar em número suficiente...) e não para semear o horror entre civis, como as armas que a Síria e o Irão fornecem ao chamado Partido de Deus.
Claro está que um processo como o de Guantanamo só é sustentável enquanto for excepcional, temporário e não envolva tortura ou qualquer outro apoucamento sádico do ser humano. Ainda assim, se estiver em causa salvar "n" vidas inocentes, concedo que há que admitir alguma latitude no "diálogo". Mesmo aqui, repare-se que os E.U.A. ordenaram, de imediato, inquéritos aos infames casos da prisão de Abu Grhaib, no Iraque.
Por mim, face à barbárie de certos canalhas, do Médio Oriente à Chechénia, não hesito em tomar partido.
Como não nascemos ontem, recomenda-se atenção para o previsível e apalhaçado comportamento de alguns deputados, como os do Bloco de Esquerda...
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Low Profile
É o caso de Gustav Rau, o jovem de Estugarda que além de médico foi filantropo e colecionador de obras de arte. Quando em 1970 Rau herda a fortuna do pai decide dar-lhe um destino pouco habitual: constrói um hospital em Bukavu, no Congo, onde fica a exercer medicina e passa a deslocar-se à Europa ou a New York duas vezes por ano para comprar obras de arte. Sempre discreto, poucas histórias há a contar sobre ele. Mesmo assim, em pouco mais de 30 anos adquiriu cerca de 800 peças entre pintura, escultura e mobiliário.
Quando morreu, em 2002, não deixou nenhuma fundação para perpetuar o seu nome, mas ofereceu toda a colecção à UNICEF alemã com algumas condições:
- Devia ser feita uma selecção das peças para serem mostradas em todo o mundo
- Ao fim de 25 anos a UNICEF alemã poderá vender a colecção, no seu todo ou em partes, para financiar o seu trabalho de assistência humanitária.
É esta selecção, cerca de 100 peças de pintura, que está à nossa disposição nas Janelas Verdes até 17 deste mês. E a colecção não desilude. Nâo tanto pelos grandes artistas: Fra Angélico, El Greco, Canaletto, Monet, Manet, Renoir, Cézanne, Degas como pela amabilidade que perpassa pela colecção. Amabilidade que espelha certamente o coração do homem que a reuniu.
The show must go on
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Fala quem sabe
- ocorre, no Médio Oriente, a transição para líderes que exacerbam os sentimentos religiosos e que cada vez mais se comportarão como Ahmadinejad.
- a religião será ponto determinante no choque de perspectivas (de civilizações, segundo Huntington), como provam, a contrario, os fracassos dos regimes laicos de base muçulmana (acrescento eu, a propósito, que a União Europeia devia gerir com pinças e urgência os casos da Bósnia-Herzegovina, da Albânia e da Turquia).
- o Líbano, sendo um caso claro de actuação procuração de milícias extremistas, não terá paz a breve trecho, ficando por perceber os custos que as opiniões públicas europeias aceitam pagar (poucos, digo eu) por um protagonismo diplomático não muito lógico, na óptica muitos eleitores. Lembre-se ainda que o ocaso da influência predominante da geopolítica europeia se deu, em meados do século XX, não muito longe, no Canal de Suez.
- o Irão e, sobretudo, o Paquistão (a chave do que se passa no Afeganistão, por exemplo) são os grandes problemas, no imediato. A lembrar que o segundo já tem armas nucleares e tem muito mais instabilidade interna do que a antiga Pérsia.
- os Estados islâmicos (para evitar reportar-me à própria civilização), nas últimas décadas, não produziram uma só inovação (científica, cultural ou outra) de relevo para o futuro da humanidade. Relembro que, no passado, das partidas muçulmanas do globo vieram incontáveis avanços.
- o Médio Oriente vai dar-nos muitas e grandes dores de cabeça, nos anos vindouros.
Se bem sumariei e adornei, há sempre que destacar os actores sociais que realmente acrescentam à nossa capacidade de perspectiva ou, pelo menos, de prospectiva. Miguel Monjardino é um desses casos; oxalá alguma força política consiga persuadi-lo a emprestar o seu saber à administração da res publica.
Com a endogamia partidária actual, confesso-me céptico.
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Quem ri por último
Termina, amanhã, a saga de "O Independente", cujas páginas fui seguindo, mesmo quando repudiava o jornalismo que por lá se fazia. Foi, que me lembre, o primeiro projecto português a adoptar um estilo de denúncia e uma linha editorial agressiva, com uns toques (e uns tiques) de Libération.
quarta-feira, 30 de agosto de 2006
Seringadas
terça-feira, 29 de agosto de 2006
Well done
Todos sabemos que a economia Portuguesa é constituída essencialmente por PME’s, que asseguram uma enorme fatia do emprego em Portugal.
Ao que parece, Mendes está ciente da sua (PME’s) crucial importância para o desenvolvimento económico do País e que não pode haver política de emprego, sem a criação de um clima favorável para as PME’s.
Hot town, summer in the city
AIDS 2006 - Time to Deliver

Depois de ter participado no XVI Congresso Internacional sobre SIDA na cidade de Toronto, Canadá, nos passados dias 13 a 18 de Agosto, fiquei com um misto de sentimentos: entre a esperança e a apreensão.
O VIH e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida afectam actualmente cerca de (pelo menos!) 40 milhões de pessoas em todo o mundo... Logo, é um problema que continua actual e a exigir uma atenção especial de todos os quadrantes da sociedade global: económica, científica, política, social, religiosa, etc…
Dito isto, passo a transmitir-vos algumas das ideias que trago de Toronto:
-- A troca de seringas e as salas de injecção assistida para toxicodependentes (vulgarizadas como “salas de chuto”) têm-se revelado, segundo os estudos apresentados, como um meio eficaz para minorar a transmissão do vírus e para aproximar os toxicodependentes aos profissionais de saúde e, consequentemente, aos programas de reabilitação. No entanto, foram transmitidos alguns problemas, sobretudo relacionados com a localização destas salas, e a tendência para criar nichos muito localizados ao invés de se planear e executar estratégias numa escala global. O debate deve prosseguir…
-- A esperada “vacina” continua longe de ser uma realidade mas alguns avanços foram conquistados… neste aspecto, aguardam-se novidades em breve tendo em conta a aposta da Fundação William J. Clinton nesta matéria…
-- Por fim, a Fundação Bill and Melinda Gates, através de uma doação de 500 milhões de US dólares devem assegurar a conclusão dos estudos, já em estadios avançados (e com resultados promissores!), sobre os Microbicidas (creme ou gel de aplicação tópica a nível da vagina e que poderá bloquear a transmissão do vírus). “Empowerment” da mulher… algo que nunca antes foi possível! Aguardamos, esperançosos, novidades. A confirmar-se a eficácia dos microbicidas, o caminho será o de juntar em mecanismos de prevenção únicos, tecnologias que assegurem o bloqueio à transmissão não só do HIV mas também outras DST.
Agora, resta-nos aplicar os novos conhecimentos, ficarmos atentos às novidades que devem surgir em breve e continuar a trabalhar em prol de um mundo saudável e livre deste terrível flagelo que já nos roubou milhões de vidas humanas ao longo dos últimos 25 anos…
Par de bandarilhas
Em rigor, quase ninguém se deslocava ao Alentejo por afeição a um modo de toureio vetado, em Portugal.
Ainda na silly season

As surpresas podem vir de qualquer lado, mesmo do soberbo e funcional motor de busca de cinema da Super Bock, o "Cinematron".
"Título original: San wa
Realização: Tong Stanley
Com: Hee-seon Kim, Jackie Chan, Leung Tony
Argumento: Tong Stanley
Género: Acção/Aventura
Classificação: 12 anos
País: China
Duração: 118 min
Ano: 2005
Sinopse:
Jackie Chan é Jack, um arqueólogo e jornalista contemporâneo que investiga um mito àcerca de um antigo imperador que tinha a capacidade de levitar. Mas é também um personagem um general de outros tempos, sempre leal ao imperador apesar de apixonado por uma das suas concubinas..."
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Alta voltagem
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Deve ser do calor...
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Inverno na Universidade de Verão
Quem o Cadir?!
A maior parte dos nossos amigos, com toda a certeza, já esqueceu o quanto se massacrou Durão Barroso, por ter como amigos um magnata português e outro grego.quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Não há loja que resista
Os centros comerciais mais antigos, grandes críticos, em vez de lutar contra o Dolce Vita ou Forúm, preferem ter horários de baixa e feriados condizentes com os da função pública. A inovação que se pede e é necessária ao ramo está estagnada, o sentimento de derrota está patente nas montras e a hora de fecho é a mesma que o terminus do horário de laboração normal.
Não se pense que sou alheio aos argumentos e inconsciente das dificuldades. Estou antes, a fazer uma chamada de atenção. Com a forte concorrência, e praticando horários de baixa (a título de exemplo: cerca de 80% das lojas do Girasolum estão fechadas, pós jantar!), só restam as críticas à edilidade!
Seguramente que o cerne do problema não é apenas o horário de abertura e fecho, mas os comerciantes podiam dar o exemplo.
Os comerciantes desses centros ou os seus acérrimos defensores, poderão dizer que não vale a pena ter as portas abertas até tarde, que financeiramente, não compensa! Parece-me errado. O abrir de portas, não só transmite uma imagem positiva, como aumenta os níveis confiança junto do consumidor da loja e posteriormente, do próprio centro comercial.
Ou muito me engano, ou nesse ramo, e por uma questão de sobrevivência, as atitudes devem ser tomadas em conjunto e não em separado, o que equivale dizer: se forem apenas dois ou três a dar o exemplo, fica tudo, ou quase tudo na mesma!
E por aqui me fico, para não dizerem que sou um tipo insensível…
Curiosidade
Antes:
16 KB de memória; Disquete de sistema operativo (DOS); Placa gráfica a 16 cores; até duas drives de disquetes de 5 ¼”, com 160 KB de capacidade; preço: 1565 a 6300 dólares.
Agora:
Cem mil vezes mais rápidos; fazem numa hora operações que demorariam 12 a 15 anos; custo dos mais baratos: 299 a 890 dólares!
Portugal:
43% dos agregados familiares têm PC.
Previsão:
Dentro de 10 anos, a velocidade será cem vezes superior à actual!
Projecção:
1300 milhões de unidades serão vendidas entre 2006 e 2010!
Sem comentários
"Patrícia Mamona com recorde nos Mundiais de juniores
A portuguesa Patrícia Mamona estabeleceu, esta quinta-feira, novo recorde nacional júnior e sub-23 do triplo-salto, ao registar 13,37 metros na final da especialidade dos Campeonatos do Mundo de atletismo, a decorrer em Pequim.
A marca, contudo, valeu apenas à atleta do JOMA o quarto posto na final, a pouco mais de 60 centímetros do último lugar do pódio.A estónia Kaire Leibak conquistou a medalha de ouro, com 14,43 metros, melhor marca mundial júnior do ano, a chinesa Li Sha a de prata e a ucraniana Liliya Kulyk ficou, então, com a de bronze, registando 14,01 metros".
Paradoxos II
Por vezes dou comigo receoso por estar a desenvolver matizes hobbesianos (refiro-me ao "Leviatã" de Thomas Hobbes e à noção de que há que moderar o "homem lobo do homem"), sobretudo quando, de tempos a tempos, desconfio da eficácia "ressocializadora" da nossa filosofia criminal/penal.quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Paradoxos I
Muito me entreteve ver, a propósito das chamadas quotas de mulheres nas listas, algumas forças de esquerda e algumas feministas a empunharem as bandeiras da defesa da dignidade da mulher - algo que, a meu ver, só sai diminuído com as ditas quotas, como veremos.Propalar exemplos do bom resultado que deram no Norte da Europa e esquecer que somos um País latino é autismo de mau gosto. Porém, cá estaremos para ver que tipo de pessoas ocupará as quotas e qual será a próxima alegada minoria a reclamar igual guarida.
Todavia, o alvo deste post é outro: acompanhei com interesse as últimas etapas da Volta a Portugal e pude verificar que se mantém o hábito dos vencedores (da etapa, do prémio disto, do prémio daquilo...) serem beijocados por duas beldades escolhidas a preceito.
Sendo que me parece algo de inofensivo, os defensores de quotas, se querem ser coerentes (duvido que queiram, em muitos casos, mais do que serem populistas ou "popularuchos"), têm duas saídas: ou defendem que também há que ter homens a beijar os ciclistas (irra!!!), ou devem revoltar-se com o uso absolutamente instrumentalizador que é feito da imagem física das jovens contratadas para o dito ósculo.
E, já agora, por que não uma cruzada contra a maioria da publicidade, que se limita a atiçar a cupidez?! Talvez porque não dê votos na respectiva "quinta"...
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
SAP - Serviço de Atentimento "P'ró Povo"
O ministro da Saúde, Correia Campos, afirmou em entrevista ao Jornal de Notícias deste domingo que: «nunca vou a um SAP, nem nunca irei!». Responsável pela saúde diz que vai antes à urgência do hospital.Questionado sobre o que faria se tivesse um problema de saúde durante a noite o ministro respondeu: «Vou directo à urgência do hospital ou a uma urgência qualificada como tal. Nunca vou a SAP, nem nunca irei!» e explica porquê: «Porque não têm condições de qualidade. Têm um médico e um enfermeiro e conferem uma falsa sensação de segurança. Nenhum deles devia funcionar assim!».
Será que podemos recorrer aos serviços de «outro» Ministério da Saúde? É que este vai dando uma falsa sensação de segurança... e nenhum Ministério devia funcionar assim!
Razões por que houve Páscoa mais cedo
Quando, ao invés, se procura timoratamente não agitar as águas, o mais provável, sempre que se não detêm os tais anéis (o centro do poder político é sempre a autarquia, quando as colorações partidárias coincidem; nem é preciso estudar em Coimbra para saber isto…), é o naufrágio. Quem é Vice-Presidente da Câmara ou pede licença e aceita o ascendente ou, por muitas e delicadas vénias que receba, provavelmente, verá que o “império contra-ataca”…
Quando Horácio Pina Prata., alguém com quem se simpatiza facilmente, decidiu avançar e se propôs um projecto autónomo teria ganho mais em assumir a ruptura, cativando novas simpatias e gerando novas ideias, do que seguir a ancestral política dos paninhos quentes.
Acrescento ainda que, na era da imagem e da comunicação, até na propaganda enviada aos militantes, Páscoa foi, de longe, mais feliz.
Este é um resultado facílimo de explicar, sendo que quem quiser arrebatar o ceptro, em 2008 (véspera de eleições legislativas e autárquicas, anote-se) terá muito que fazer (quer no domínio ideológico, quer no domínio da filiação), pois Carlos Páscoa não despertará jamais o capital de antipatia e de anonimato de quem o antecedeu, já que é outro o seu modus faciendi.
Correndo o risco de me repetir, não obstante, sublinho que, a mais da pascal presidência, há hossanas a cantar à sabedoria antiga que continua a dar cartas, na Praça 8 de Maio.
Para vencer o “Senhor dos Anéis” ainda e só Tolkien, por ora…
segunda-feira, 7 de agosto de 2006
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
Parabéns!!! Já lá vão 10 anos...
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Boas notícias

Não falo pelo lado pessoal, pois não devemos regozijar-nos com o sofrimento de qualquer ser humano, por muito facínora que seja.
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Porque há quem apenas leia as conclusões...
Enquanto Deputado da Assembleia Metropolitana de Lisboa, concordo em absoluto com o conteúdo exposto no Parecer elaborado e votado por este órgão sobre o Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNOT). Destaco os motivos da minha concordância, apresentando para esse efeito alguns excertos do referido parecer:domingo, 23 de julho de 2006
Vá-se lá entender…
A Associação de Municípios considera “indispensável” a presença de autarcas na administração de empresas municipais, enquanto que o Governo não quer acumulação de funções.
A discussão parece condenada a considerações baseadas em vontades imediatas dos autarcas por um lado, e do outro a busca e promoção (esta é daquelas posições que aumentam o share!) da transparência dos agentes políticos, com patrocínio governamental.
Veremos nos próximos tempos qual o sumo a ser espremido, num tema que, urge discutir...
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Bem me pareceu

sábado, 15 de julho de 2006
Páscoa de ouro
Abraham Lincoln
Até hoje, continua a ser só Tolkien a vencer “o Senhor dos Anéis”...
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Valha-nos 2009
Além de me parecer que Mendes deveria enveredar por outro caminho, nomeadamente rever a forma e os protagonistas com que o PSD tem brindado os portugueses, as minhas leituras fazem-me crer que existem diferenças entre Propaganda e Marketing Político.
A Propaganda aplica um carácter coercivo, visa o domínio da opinião pública e a sua mensagem é doutrina.
Já o Marketing Político, assume uma comunicação estratégica com os eleitores, cria métodos, técnicas inspiradas na mercadotécnica comercial. Aliás, há autores que defendem que não existem diferenças entre o marketing comercial e o marketing político. Defendem que, na sua essência, existe uma grande semelhança, uma vez que, têm em comum todas as características principais: competição; persuasão e o uso dos media como instrumentos essenciais, de comunicação.
Pessoalmente, não concordo, visto que parece-me mais difícil obter o perfil dos eleitores que dos consumidores. Estes últimos seguem um determinado padrão de consumo, enquanto que em política, os acontecimentos resultam muitas vezes de imprevisíveis.
Remato o post, parecendo-me que devemos elogiar os adversários, ver o que eles têm de bom mas sempre com o intuito de os suplantar e não como atitude de resignação. Se para tal for necessário mudar a estratégia, que assim seja. Caso contrário, em 2009 não vamos lá.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
A boda de Prata
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Beija-me na boca e chama-me Tarzan!!!
Alguém podia fazer a fineza de explicar ao cavalheiro (?!) que preside à Federação Portuguesa de Futebol que o Engº Sócrates não precisa da ajuda dele, visto que já lidera destacado as sondagens, com o seu PS?...terça-feira, 11 de julho de 2006
Um grande artista
sábado, 8 de julho de 2006
Paridade, episódio segundo!
Por mim, e não querendo ser repetitivo, visto que os argumentos base que me levam a ser contra já foram escalpelizados, fico a aguardar expectante a resposta presidencial.
Entretanto, segundo o Expresso, a maioria das mulheres é contra a Lei da Paridade! Será que tem algo a ver com o argumento de alguns dos seus defensores, que afirmam que no futuro esta discriminação positiva poderá reverter a favor dos homens?
Eu cá fico na minha; segmentar listas partidárias com base em critérios como o sexo, raça, religião, credo, sociais, etários, ou outro qualquer que não seja a mais valia do(a) personagem política: não obrigado!
Embalado pelo incentivo
Fazer com que os jovens se inclinem mais para o arrendamento é uma tarefa que, nos dias que correm aqui para as bandas lusitanas não me parece tarefa fácil. Primeiro é preciso combater o sentimento ou a necessidade de posse que impera, muito graças à pouca diferença de euros entre ambas as modalidades.
Os incentivos devem complementar a mobilidade laboral normal nestas idades. Ou seja, contemplar o não preenchimento de toda a burocracia inicial, caso se mude de emprego e consequentemente de cidade, em busca de melhores condições. Não cessar o contrato, mas sim ajustá-lo a uma nova realidade, caso o inquilino arrende outra habitação por motivos profissionais.
Outra situação a ser abolida, a meu ver, é a declaração de IRS, caso os jovens se encontrem nos primeiros meses de laboração e não tenham atingido o terminus do ano civil. Talvez um recibo de renda, como situação provisória.
A idade máxima de acesso não me parece mal (30 anos), apenas a sua cessação no caso de se tratar de um casal, visto que prevê a sua cessação se algum dos cônjuges atingir as 30 primaveras. Quiçá aumentar um pouco este limite, digo eu!
O valor máximo do incentivo não me parece mal (249,40€/mensais), embora talvez se devesse ter em consideração a área geográfica, visto que os valores de arrendamento são díspares de cidade para cidade.
Importante também no tema é a fiscalização. No ligeiro conhecimento que disponho, oiço dizer, que muitos jovens beneficiam do subsídio para a colocação de familiares nas habitações. Ora, sem uma máquina fiscalizadora permanente, este é daqueles incentivos que caem em descrédito.
Em jeito de conclusão, fica aqui manifestada a vontade do “Je”, para que o tema não seja visto apenas como uma despesa, mas sim como um investimento de futuro. Ajudar a implementação dos jovens no mercado de trabalho, podendo estes no futuro, retribuir ao Estado o apoio que lhes foi concedido.











