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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Oportuno

É de aplaudir, esta iniciativa de um senador norte-americano que montou uma campanha na tentativa de melhorar a apresentação e preceito dos jovens americanos, que nos últimos tempos adoptaram o sagging (em bom português, «calças arriadas»!). Por cá a moda também pegou e à falta de cartazes, eu diria que um bom puxão de orelhas à antiga surte bons resultados. Pais, toca a experimentar!

Contudo, a "causa" não é de agora. Nos estados do Louisianna e Georgia já haviam sido aprovadas leis a proibir a exposição do traseiro que, contudo, acabariam por cair por terra. A esse propósito até Barack Obama, antes de ser eleito, já se havia pronunciado: “(...) brothers should pull up their pants. You are walking by your mother, your grandmother, your underwear is showing. What’s wrong with that? Come on. Some people might not want to see your underwear. I’m one of them.”

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Críticas com Pimenta*

Eloquente e entusiástico – foi assim que, no painel Recursos & Sustentabilidade, Carlos Pimenta expôs a sua intervenção. Preocupado, sobretudo, com o desperdício das energias e com o recurso à água, Pimenta arregaçou as mangas com a vontade de quem quer resgatar o globo de um mal sistémico. Criticou a falta de mobilização, sobretudo da classe política, mais preocupada, segundo diz, com autoestradas e esse tipo de «manias». Colhendo, mais que uma vez, os aplausos da assistência, assim se evidenciou com os apelos à classe política, à sociedade civil, mas também (como homem dos dias de hoje que é) com uma certa crença na faculty e no empowerement...!

*o título contou com a colaboração do co-repórter João Morgado.

As Conferências do Estoril e o elogio das expressões compridas


Leopoldo Guimarães: [...] relativamente aos Países em Desevolvimento (PED)...eu digo PED, mas nem concordo muito com este termo...em gosto de chamar-lhes países culturalmente mais ricos que o Ocidente, mas economicamente mais deprimidos!

Judite de Sousa: Essa expressão não é nada televisiva!

LD: Pois não, mas fica a ideia...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Coisas que não consigo compreender


Por que é que anda tudo embevecido com este pássaro azul de seu nome Twitter (chilro, em português), que até é - reconheça-se - amoroso? Já não bastava o big brother em que vivemos, onde com a ajuda das novas tecnologias tudo se sabe sobre nós e sobre os passos que damos, e agora a vontade de expor a privacidade parte dos próprios.

O repto deste serviço é "What are you doing?" e os usuários, do indivíduo comum à celebridade, não se acanham nas respostas. Em 140 caracteres podem revelar ao mundo que estão a assoar o nariz enquanto o semáforo não cai para verde, no escritório a mandar o chefe a um determinado sítio, a lavar os dentes na casa de banho da vizinha do 3º Dt ou coisas de semelhante relevância.

E não vale a pena vir com o argumento do "até é útil na partilha de informação e na discussão de temas de interesse" porque não vejo que conteúdo possa ser debatido nuns míseros 140 caracteres.

O mais curioso é que grande parte dos twitter addicts são pessoas famosas, as mesmas que passam a vidinha a queixar-se de intromissões na sua vida privada e abusos dos paparazzi. No fundo, parece-me que não resistiram a mais um veículo condutor de dramas pessoais, paixões, emoções e sentimentos vários que sabem despertar e acicatar a curiosidade e interesse daqueles que os admiram.

Afinal de contas, todos nos queixamos da invasão que por vezes ocorre no nosso espacinho e todos suspiramos num tom saudosista pelo recato "do antigamente", mas não resistimos a dar uso a um instrumento que não tem outro propósito senão apregoar aos sete ventos aquilo que estamos a fazer a cada momento. Vá-se lá perceber...

Eu, como não compreendo, contento-me com o velhinho blogger, onde partilho com moderação aquilo que considero ser partilhável com outros (conhecidos ou nem tanto...) e onde discuto sem limites de caracteres aquilo que bem me aprouver.