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segunda-feira, 21 de março de 2011

Dezoito Anos de CCB

antes

durante

na inauguração

Já dizia o poeta que «Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce». No caso, alguns homens (Santana Lopes, Cavaco Silva, etc.) e mulheres (Teresa Patrício Gouveia) sonharam a construção de um equipamento arquitectónico digno de acolher a presidência portuguesa da União Europeia (1992) que, posto isso, se tornasse num pólo dinamizador de actividades culturais e de lazer. E o controverso projecto do Centro Cultural de Belém lá inaugurou para a sua finalidade primária em Janeiro de 1992, encerrando no final desse semestre para só reabrir aos 21 dias de Março de 1993.

Dezoito anos volvidos, é inegável que o CCB é um marco arquitectónico da cidade de Lisboa e um projecto cultural de sucesso. Para alguns talvez tenha sido um projecto megalómano e, nos primeiros tempos, terá sido entendido por muitos como o «elefante branco do regime». Nada de anormal: afinal, as grandes obras são sempre alvo de grandes críticas.

Apesar de, no seu arranque, ter caído num certo marasmo cultural, o que também não contribuiu para melhores opiniões... a verdade é que ao longo dos anos e na actualidade, o CCB assumiu-se como um pólo cultural dinâmico, contando com exposições, espectáculos, salas de congresso e um museu que cativam, não só os lisboetas, mas também os turistas, sobretudo o Museu Berardo, no qual se concentram interessantes obras do espólio de Joe Berardo.

Numa altura em que também se delineiam planos para grandes obras públicas (como o TGV ou o Aeroporto) dá que pensar se vale a pena sacrificar (ainda mais) as contas lusas para projectar estas obras e acrescentar valor ao país, ou se o caminho mais sensato não será refrear os ímpetos de desenvolvimento...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Gajo de Gabarito VII

Que se trata de um cavalheiro pudera já constatar pessoalmente numa audição parlamentar, na qual usei da palavra em nome do PSD.

Que é um empresário de mão cheia afere-se pelo seu sucesso.

Porém, faltava uma declaração de tomo. Ora, chega-nos a dita, hoje, pela comunicação social.

Diz Miguel Pais do Amaral que José Eduardo Moniz tinha como agenda derrubar Santana Lopes e o seu Góverno; pena é, aliás, que não tenha reconhecido outra evidência (talvez por ter ocorrido depois ter vendido a Media Capital à Prisa), que é o facto de a raiva predadora se ter mantido com José Sócrates.

O que estava em jogo era, a meu ver e para desgraça da democracia, uma cada vez mais comum tentativa de afirmação dos órgãos de comunicação social e dos jornalistas como contra-poder, algo que me parece deontologicamente errado e politicamente sinistro.

Mais diz Pais do Amaral que Manuela Moura Guedes tinha que ser substituída para que a TVI passasse a ter informação séria e de referência.

Veio tarde, mas é sempre bem-vindo.

Respire "ar fresco" com as palavras do 2º Conde de Alferrarede, citadas pelo Público *:
  • "A TVI funcionou como plataforma para derrube do Governo".
  • "Houve um período de tempo em que a TVI tomou um conjunto de decisões que se desviaram de uma linha de isenção e de credibilidade durante o Governo de Santana Lopes".
  • (Dito a José Eduardo Moniz) "Uma televisão não existe para derrubar governos mas para informar o público".
  • (Sobre Manuela Moura Guedes) "Era um excelente intérprete do estilo tablóide, mas não se podia reconverter. Havia que mudar o pivot para mudar o estilo de informação".
  • "Uma TV líder com informação séria vale muito mais que uma TV com informação tablóide".

* A pontuação nas citações é da responsabilidade da subscritora da notícia e de quem lha publicou. A fotografia foi "emprestada" por A Bola.