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terça-feira, 5 de abril de 2011

A galinha da vizinha nem sempre é melhor que a minha


No dia em que saiu um estudo que assegura que 46% dos portugueses são favoráveis a uma união entre Portugal e Espanha, chega também a notícia de que no país vizinho os jovens sentem-se, à semelhança dos portugueses, «à rasca». E estão já reunidos numa plataforma designada ‘Juventud sin futuro’, a qual tem agendada para esta semana uma grande manifestação em Madrid.

Ou seja, deixem-se de utópicas crenças quanto ao lado de lá da fronteira, pois a vizinha Espanha também está em maus lençóis. Não só não escapou à crise económica ocidental, como conta com a mais alta taxa de desemprego da Europa (mais de 1100 pessoas ficam diariamente desempregadas) e enfrenta ainda uma crise imobiliária sem precedentes.

A única crise que bateu à porta por cá e ainda não dá sinais por lá é a crise política. Fora isso, Espanha está longe de ser uma galinha de ovos d’ouro, pelo que é pura perda de tempo acreditar que podemos resolver os nossos problemas com uma união ibérica.


*a fotografia foi tirada numa loja no Chiado, em Lisboa e ilustra bem a «pequenez» de algumas mentalidades lusas...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vão e não voltem!

Considero-me um democrata e creio que a liberdade de expressão é crucial para "o pior de todos os regimes com excepção de todos os outros", como diria Churchill.

Creio, todavia, que, por muita razão e ira que os cidadãos de Valença possam ter em virtude do encerramento do serviço nocturno do centro de saúde local, nada justifica o hastear de bandeiras espanholas, no centro da localidade, mesmo perante o auxílio médico disponibilizado pelo alcaide de Tuy.

É obsceno, é um insulto à memória dos que, em várias épocas, deram a vida pela nossa Pátria e é, indirectamente, o enxovalho do mais "sagrado" dos símbolos da nossa soberania: a nossa bandeira.

Nenhum político ou decisão, por mais medíocres que sejam, autorizam o hastear de uma bandeira estrangeira e muito menos da espanhola, dados os cuidados que até o direito diplomático mantém, ainda que devamos cultivar relações amistosas com o povo espanhol.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Operação quê?

Oito detidos em "Operação Paella"

A imaginação das nossas autoridades policiais não pára de nos surpreender. Se bem que, pese embora a ligação do caso à vizinha Espanha, lamento que tenham preterido uma portuguesíssima Açorda de Marisco por um prato espanhol...

A nossa ajuda para a taxa de natalidade dos vizinhos

Se há feriado que sempre achei relevante foi o da Restauração da Independência!

Creio que, por muita amizade recíproca que deva cultivar-se, somos diferentes (para o bem e para o mal) dos nuestros hermanos e assim deveriamos continuar, embora cooperando, sob pena de aviltarmos o sangue, suor e lágrimas de inúmeras gerações de portugueses.

Por isso, leio com apreensão, no Público de hoje, que muitas algumas das grávidas alentejanas forçadas pelo Ministro Correia de Campos a ir ter as crianças em Espanha optam já pela dupla nacionalidade dos rebentos, por acharem que para estudos e trabalho pode convir-lhes crescerem espanholas.

Se isto não revolta, extinga-se o País! Ah, e que diz o PSD sobre isto, agora que o assunto já não é "do momento"?! Uma ajudinha: nada!