Numa altura em que muito se diz que a classe política cada vez mais de afasta daqueles que representa, António Costa foge a essa tendência e tomou medidas no sentido de se aproximar da população lisboeta, transferindo o seu recatado gabinete dos Paços do Concelho para a problemática zona do Intendente. Uma atitude louvável (e corajosa!), tendo em conta que a degradação do bairro e os seus conhecidos problemas de droga, crime e prostituição, que finalmente merecem uma dedicação especial. O objectivo, segundo o edil alfacinha, é a proximidade com o trabalho social de fundo que quer levar a cabo para pôr ponto final à má fama de que goza o bairro e revitalizar a sua imagem. Oxalá tenha sucesso!
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Onde pára a polícia?

Parece que há meia dúzia de dias as autoridades acordaram para o consumo de droga nos festivais de verão, tendo então apreendido avultadas quantidades de estupefacientes no Sudoeste (Zambujeira) e no Freedom Festival (Elvas). E que tal trazer até à Capital aqueles comandos da GNR? É que ao contrário dos lisboetas, aqueles dão provas de serem mais actuantes nesta matéria (contrariando muito aquela ideia de que os alentejanos são preguiçosos..!).
Passo a explicar: Numa das ruas mais emblemáticas desta cidade, Rua Augusta, vende-se droga a cada esquina, sem que alguém se maçe com isso. Há dezenas de homens com mau aspecto (facilmente identificáveis) a abordar jovens, particularmente os turistas. À luz do dia, sem medos ou preocupações, uma vez que os polícias nos seus segways parecem estar a milhas da realidade.
Numa rua por onde passa diariamente uma imensidão de turistas, a imagem que se dá do país é esta. E o problema não é de agora. Já há uns anos um grupo de amigos italianos me dizia que nunca tinha visto tal coisa numa zona nobre de uma cidade. É preocupante, é vergonhoso e é um sinal claro da incúria das autoridades. O que não se percebe, uma vez que estes marginais estão mesmo ali de baixo do nariz da polícia. Volta não volta vangloriam-se de desmantelar redes, mas apanhar os tipos que com a venda ao consumidor sustentam essas mesmas redes, é que não. Vá se lá entender.
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