...Sendo suspeito para comentar o teu texto - fui um dos que PSL entendeu que não era essencial (algo que é legítimo e, dado o que se viu, quase prestigiante) e que "levou" com o PPM e o MPT (as mais caras boleias da história parlamentar) - creio que estás certo.Pedro Santana Lopes, como quase todos antes dele, foi permeável à "mercearia" a que os partidos normalmente se entregam na distribuição de lugares.
Em bom rigor, deveria pensar-se de que equipa parlamentar se precisa à chegada, assim constuindo um "plantel" equilibrado por especialidades, características pessoais (tribunos, negociadores, técnicos, etc) e, moda oblige, de género.
Porém, "diz-me quantos votos tens, dir-te-ei o teu lugar numa qualquer lista" é mote mais comum, com as consequências que se sabe...
E o pior, caro Amigo, nem é o futuro do "administrador do Lodo" (que a amizade te leva a citar) que está em causa, mas sim o futuro do País, que se afunda a cada estudo estatístico publicado pela União Europeia, entre outras coisas, por estar tão mal servido de classe política.
Quanto a Marques Mendes, creio que mostra que quem nasce para uma coisa nem sempre consegue ser outra e que há coisas que o tempo não melhora.
Se já era mau que o premier social-democrata atacasse o seu exército (mesmo que mau, é o que tem), tentar disfarçar o que disse (basta ver a edição de ontem do "Público") ainda me parece pior (note-se, todavia, que me enojam as vozes púdicas que andam, desde 2005, a dizer o mesmo que Marques Mendes, mas que agora parecem chocadas). Seguiu a marcha do caranguejo...
Já que assumiu uma crítica (para mais, não totalmente infundada e, menos ainda, inaudita), deveria manter o que disse e mostrar com que critérios vai corrigir o tiro. O pior, já se sabe, é que os critérios serão mais ou menos os mesmos, mudando apenas as lealdades a contentar.
Aceita um abraço amigo do
Gonçalo
Já que não nos temos encontrado ultimamente, resolveste utilizar o blog como plataforma de contacto. Fizeste tu muito bem…
ResponderEliminarDeixa-me só realçar que conheço muita gente, que felizmente tenho bons amigos (esmagadora maioria fora da política!), mas que não reconheço a nenhum as capacidades de tribuno que te reconheço a ti.
Portanto, deixa-te de tretas com a história da amizade, que se falei no "administrador do lodo", foi porque o que lhe fizeram foi um escândalo que prejudicou o partido e também, porque não dizê-lo, o País.
Sabes Gonçalo, infelizmente nem todos se podem gabar de ter como orientador da tese de Mestrado o prof. Marcelo Rebelo de Sousa. O meu também é muito bom, mas o teu tem espaço televisivo.
Aceita também tu um abraço amigo
do Ricardo
Desculpem lá intrometer-me numa conversa (quase)privada mas ficaria mal se nao deixasse aqui o testemunho de quem foi colega de bancada do Gonçalo.
ResponderEliminarE a verdade é que ele,quer em plenário quer em comissões especializadas,foi dos melhores deputados do PSD nos ultimos anos.
Claro que lá devia estar,claro que foi uma injustiça o que lhe fizeram,claro que o grupo ficou mais pobre sem ele.
A verdade,irónica e cruel,é que ser bom deputado não chega.
Trabalhar,ser assiduo,acompanhar o circulo eleitoral não é suficiente.
Porque na hora das escolhas ou se tem poder partidário,ou um "padrinho" influente,ou então a probabilidade de ser excluido é muito alta.
Foi o que aconteceu ao Gonçalo.
Que contudo soube sair de cabeça erguida.
Nem outra coisa esperávamos dele.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarPois caro Cirilo, mas:
ResponderEliminarTenho imensas dúvidas que com a passagem do poder de escolha dos deputados para a esfera concelhia e distrital, tal não venha a acentuar a necessidade desse "poder partidário" ou do tal "padrinho" político.
A grande diferença é que passaremos de uma esfera nacional, para uma esfera local, com tudo o que isso tem de bom e de mau.
Sem falarmos em possíveis moedas de troca para eleições distritais, visto que tal concelho representa X votos.
Sou muito céptico relativamente a essa proposta. Muito me engano, quem ganhará serão os caciques, os tais "movimentadores de massas", ou como dizia um amigo que anda longe das lides, os "traficantes de carne branca".