quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mera coincidência...

Ainda Paulo Portas festejava o "tiro no porta-aviões" de domingo, que fora a eleição de 21 deputados e a medalha eleitoral de bronze, e já o negócio da aquisição de dois submarinos (celebrado quando era Ministro da Defesa) voltava às primeiras páginas e ecrãs...

Claro que pode ser coincidência (espero que seja...), mas deixa noa ar um perfume de domesticação...

Seja como for, "submarino ao fundo" na esquadra do Caldas...

Quem é que percebe isto???

Os jogos na política são mais do que evidentes e naturais nos dias de hoje... Mais do que as ideias e os projectos, a sociedade interessa-se pelo romance das questões menos políticas e mais cor-de-rosa – esta é apenas uma das poucas razões que eu consigo encontrar para justificar a massa humana que dá força a um BE, que ninguém sabe lá muito bem o que irá fazer quando tiver poder, e com a renovação de mandatos na AE maioritariamente no partido socialista…

Se não for isto, será que é pelos projectos megalómanos que estes dois partidos tanto defendem?

É sabido que a construção de um novo aeroporto em Lisboa, do TGV e das não sei quantas mais terceiras vias entre cidades deste país geram muitos postos de trabalho… isto para não falar da quantidade de empresas que se criam para o efeito e das grandes companhias deste país que encontram novo fôlego para as pesadas estruturas que ganharam nos últimos anos – esta é a parte destes projectos que é menos condenável e que naturalmente serve (serviu) para convencer qualquer 1.

No entanto, já alguém fez contas para saber quanto custa a cada português na actualidade a criação de um destes postos de trabalho?
Serei eu (e todos os cumpridores natos deste país) o banco de Portugal para tamanha ambição?

Temo que não…

Politicamente falando, fica bem apresentar powerpoints fabulosos com grandes obras para os próximos 10 anos… mas, pergunto eu, onde cabe tamanha aspiração na responsabilidade social que é devida aos nossos governantes para com as portuguesas e os portugueses da actualidade?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Na mouche!

Nem as empresas de sondagens, ódio de estimação do CDS-PP, estiveram tão perto. O último cartaz do partido do táxi (que agora já enche um Minibus) acertou em cheio. Desde domingo que eles são muito mais. E, atento o cenário, ainda bem que assim é. Não fosse a eficaz campanha de Portas e o trabalho louvável que este pequeno partido fez na última legislatura, teríamos como terceira força política o partido dos bloquistas radicalistas trotskistas anti-capitalistas e outros «istas» que nunca chegaremos a perceber muito bem. Estivemos na iminência de ver concretizada uma coligação PS/BE - coisa que suspeito que levaria muito de nós a emigrar para bem longe deste Portugal - mas o partido de Portas 'resolveu'. Bem vistas as coisas, não foi só o CDS-PP que ficou a ganhar, fomos todos nós...

domingo, 27 de setembro de 2009

Empenhar o país

No discurso de vitória, José Sócrates agradeceu aos portugueses o empenhamento e vibração. Sobre esta última não me pronuncio. Quanto ao empenhamento, talvez «empenho» soasse melhor. É que, por momentos, pensei que José Sócrates estava a agradecer o facto desta sua vitória consubstanciar um penhor sobre o país.

Mais do mesmo

José Sócrates não aguentou a máscara de meiguinho nem mais um bocadinho. Contados os votos e apurado o resultado, o Sr. Engenheiro profere o discurso de vitória com a arrogância a que nos habituou nos últimos quatro anos e que, ao que parece, é característica que 2 milhões de portugueses muito apreciam.

O menino de coro que vimos nos últimos dias desapareceu de rompante e o político que assomou ao Largo do Rato foi o austero e sobranceiro Sócrates que conhecemos quando derrotou o menino-guerreiro.

De sorriso sacana em riste, denunciou a falta de chá de Louçã - que disse não o ter felicitado -, assanhou-se com os jornalistas e debitou palavras com a altivez que lhe corre nas veias. Ou muito me engano, ou isto é uma pequena amostra daquilo que aí vem. Mais do mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2009

Dia de Reflexão (ou não)


No dia em que a legislação eleitoral impõe silêncio às máquinas partidárias e aos meios de comunicação social, a TVI não tem pudor em transgredir a lei logo pela manhã, emitindo a repetição de "A torto e a direito", um programa de Constança Cunha e Sá que conta com três opinion makers de peso - João Pereira Coutinho, Francisco José Viegas e Franscisco Teixeira da Mota.
O programa anda em torno da «actualidade» e, como seria de esperar, na berlinda esteve o acto eleitoral de amanhã, o balanço da campanha e do desempenho dos seus protagonistas. Conteúdo para reflectir, portanto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MMS - Mesmo Muito Saloios

Se uma campanha baseada quase exclusivamente em frases negativas - do estilo "correr" com os adversários - já é repugnante, que dizer quando ela vem com erros de ortografia que, a mais de serem um espelho da instrução dos membros do MMS, revelam ignorância histórica e geográfica?!...

Já haviamos alertado para a bacorada
, mas o MMS persiste em chamar "Conchichina" ao que é Cochinchina, como se comprova aqui, ali e em dezenas de sítios até mais certificados cientificamente.

O que vale é que esta malta não vai nem a S. Bento, quanto mais a sítios cujo nome não sabe escrever...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O regresso do bolo rei II

A prova de que a demissão de Fernando Lima contende com a campanha do PSD já começou a ser feita: por um lado, Pacheco Pereira (cabeça de lista por Santarém) já veio dizer o mesmo, com o significado que isso tem, vindo de uma aposta pessoal de Manuela Ferreira Leite.

Por outro lado, a Líder do PSD declarou hoje que não se mete nesses assuntos da Presidência, quando no comício de Aveiro, sexta-feira, cavalgara a onde, dizendo que as escutas ao director do Público (já desmentidas pelo próprio) eram um exemplo de asfixia democrática.

Como profissão de fé, fui hoje pagar as quotas, à sede do PSD. Sim, porque a mim nenhum cacique as pagará jamais!... Já me bastou a rolha a que me obrigaram em tempos muito recentes (falaremos mais tarde sobre isto).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Luva branca

Pedro Passos Coelho acaba de declarar o seu apoio a Manuela Ferreira Leite, no comício de Vila Real.

Recordo que a Líder do PSD rejeitou o antigo Presidente da JSD como cabeça de lista pelo mesmo círculo eleitoral, apesar da sua disponiblidade e da proposta nesse sentido dos órgãos locais do PSD.

Vejo aqui uma bofetada de luva branca e um passo de gigante em direcção a uma candidatura forte à liderança.

O regresso do bolo rei


Já desde o mutismo dos anos noventa - quando, na campanha presidencial, optou por comer bolo rei, em vez de responder aos jornalistas - que um silêncio do Professor Cavaco Silva não era tão eloquente.

Falo, obviamente, da recusa do Presidente da República em pronunciar-se sobre as alegadas escutas a assessores do Presidente e à também alegada tentativa de infiltração de um assessor do Primeiro-Ministro nos segredos de Belém.

Na sexta-feira, o Diário de Notícias tornou pública a tentativa por parte de Fernando Lima, eterno assessor de Cavaco Silva, de "vender" a história. O jornal publicou mesmo correspondência electrónica entre jornalistas do Público (o jornal escolhido), na qual se mencionava o facto de Fernando Lima ter dito estar a mando do Presidente e se confessava que haviam escolhido o correspondente na Madeira para encobrir a pista de Belém, enquanto fonte de informação. Mais se dizia no DN que a história tinha meses, que o jornalista escolhido concluira tratar-se de um rumor e que, mesmo assim, o Público escolhera avançar com a "notícia".

Nessa altura, dada a indelével conotação do Presidente com o PSD e em face da sua proximidade à Dra. Manuela Ferreira Leite, achei que o Eng. Sócrates passara o dia escondido na dispensa, a rir à gargalhada...

Hoje, a demissão de Fernando Lima, ainda para mais "por decisão do Presidente" (segundo fonte de Belém citada pelas edições electrónicas dos jornais), piora a situação...

Desde logo, porque continuamos sem um necessário esclarecimento cabal por parte do Presidente da República. O assunto é muito sério e a campanha eleitoral nunca serviu de desculpa para algo que é próprio de uma república das bananas! Façamos a revisão da acusação: o Palácio de Belém estaria a ser espiado a partir de São Bento ou, não sendo assim, estaria em causa uma intriga da Presidência da República para manchar a conduta do Primeiro-Ministro; do ponto de vista constitucional, qualquer uma das duas hipóteses é gravíssima e demonstra o estado de degradação da política portuguesa, pondo a nu pontos de corrosão numa de duas das mais importantes instituições nacionais (Presidente e Governo) ou, se quisermos, em dois dos quatro órgãos de soberania. Ou seja, olhando o edifício constitucional de 1976, a infiltração é mesmo nas fundações...

Em segundo lugar, mesmo que o DN não revelasse os e-mails do Público, toda a gente informada sabe que Fernando Lima jamais daria um "ai" sem autorização do Professor. Suspeito até que antes de qualquer eructação pós-almoço de Fernando Lima é precedida de decreto presidencial habilitante... É claro que, diz o povo, há sempre uma primeira vez para tudo, mas, mesmo aí, o caminho bifurca: ou o Presidente explicava, de imediato, a culpa de Fernando Lima, ou optava por ser responsável pelas suas escolhas políticas (na minha terra, chamamos a isso "solidariedade"), pedindo desculpa pelo trapalhão simulacro de intriga.

Mesmo nesta última hipótese e fosse como fosse, teríamos um bode expiatório, o que não fica bem a quem manda. Nixon tentou fugir, mas acabou por pagar as favas, com ou sem responsabilidade. No caso, como disse, bastava que o Presidente (em quem sempre votei, em todas as eleições, e que admiro) assumisse a defesa intransigente do assessor ou, em alternativa, explicasse (embora já não chegasse cedo ao "jogo") o que se passa.

Se o início da história enublava o PSD, injustamente, diga-se em quarto lugar, o fecho do seu primeiro capítulo faz temer atrapalhação nas hostes.

Resumindo: este acto (que substitui, inabilmente, as palavras que o Presidente se recusou a proferir) iliba o PS, como Sócrates sempre defendera. Dito de outro modo, Sócrates sai com ar de vítima de uma conspiração originada na Presidência (gravíssimo!!!) e o Presidente da República (ex-Presidente do PSD) bloqueia qualquer comentário por parte de Manuela Ferreira Leite que, deste modo, não pode defender-se da conotação implícita, por muito absurda que seja na realidade.

A mais de tudo isto, Cavaco Silva era a pessoa que ninguém de bom senso esperava, por muito remotamente que fosse, ver ligada a uma confusão destas; quando muito, podia recear-se uma "rasteira" destas nos consulados de Mário Soares. Ironia do destino: Cavaco Silva vê-se, agora, envolvido numa daquelas penumbras de que o PSD acusava Soares, a famosa "força de bloqueio"!... Resta-me fazer figas e ir votar...

Se não os podes vencer, junta-te a eles


Dá-me ideia que dentro de uma semana o PS estará nesta situação. Ou bem que vence inequivocamente as legislativas (feito improvável) ou vence por um triz e resta-lhe estender a mão ao BE. Contudo, e para já, nada de abrir o jogo. Enquanto pode clamar (em vão!) pela maioria absoluta, o Partido Socialista tem passado a ideia de que não precisa de nada, nem ninguém, para governar. (Atento o cenário, antes assim fosse!) Acicatam, por isso, os bloquistas e apelam aos indecisos a concentrar os votos no PS, receosos que estão quanto à prevísivel votação histórica do BE. Mas eis que, a uma semana do dia D, Mário Soares deixa cair a máscara e confessa à comunicação social que não lhe repugna a ideia de o PS vir a coligar com o Bloco. Quando um fundador do PS consente tal solução, não vejo quem se lhe possa opor. Dá vontade de ir a correr votar em massa no PS. É que, a meu ver, mais vale aturar um Sócrates que uma dupla Sócrates-Louçã.

domingo, 20 de setembro de 2009

Campanha Cor-de-Rosa

A adjectivação que se faz em epígrafe não reporta à cor partidária, antes ao significado dessa cor na palete dos sentimentos: o amor e a paixão. É que a julgar pelas tonalidades e pelo palavreado dos cartazes de campanha abaixo, o amor e a paixão estão no ar. A ideia não é má de todo: já que não se vai lá pela razão, toca a apelar ao coração e à comoção!


Em Loures, a paixão é o mote. E muitos papelinhos coloridos a ajudar à festa!


No comments I

No comments II


Num jogo de palavras, a candidata socialista ao Município cascalense recorre também ao verbo amar.

Já em 2005 Mesquita Machado havia recorrido à paixão para conquistar os bracarenses.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O limite da estupidez

Ontem, os actores Jel e Vasco Duarte (os "Homens da Luta") decidiram perturbar um comício de José Sócrates, no Seixal.

Ora, se há adepto da utilização do humor na política, sou eu (as actas parlamentares atestam-no), mas, como em tudo, creio existirem limites.

No caso, de megafone em punho, os dois "engraçadinhos", abafaram o som dos discursos do PS e, assim, interromperam uma manifestação cívica e até corajosa (porque em ambiente mais vermelho do que rosa). Os políticos já estão suficientemente mal cotados para virem agora dois pseudo-cómicos abandalhar um momento em que um candidato se esforça por explicar aos eleitores o que quer fazer com os seus votos.

Escolho este incidente precisamente por não se ter verificado com o meu partido e assim vos transmitir a compreensão que tenho pelo desespero de alguns militantes do PS presentes. Façam os vídeos brejeiros que entenderem, mas conservem-se ao lado dos demais GB de lixo electrónico que se produz diariamente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O não admirável mundo novo

Com maior ou menor ar de frete, tenho procurado acompanhar a campanha eleitoral e os tempos que antecederam… Entre TGV, espanhóis, remodelações totais-que-afinal-são-parciais do Governo e luta de classes, tem sido mais do mesmo.

Todavia, sinais há de que o modo de fazer campanha mudou e de que os políticos, ao invés de inventarem modelos a seguir, preferem sujeitar-se à imagem de descrédito que as pessoas têm da classe política, procurando caminhos para serem os “menos detestados da turma”…

O primeiro desses exemplos vem do anunciado e continuado crescimento da votação no Bloco de Esquerda. Trata-se de um partido que tem no oportunismo o seu cimento programático: detecta-se o problema do momento, dá-se-lhe um banho ideológico de esquerda e toca de pôr em causa a seriedade de todos os demais partidos, sem alguma vez oferecer um modelo consistente de governação; aliás, nas fileiras do BE existe a certeza de que uma ida para o Governo poderá ser o fim do bluff, seja porque se vêem forçados ao aburguesamento (descontentando os revolucionários e os anarquistas), seja porque o seu radicalismo torna a sobrevivência de uma coligação insustentável (alertando os eleitores moderados para a inutilidade do voto no BE).

No fundo, o que está em causa é um voto de protesto, que se explica pelo facto de não vivermos tempos fáceis e de o Bloco dar forma política aos desabafos que todos temos no quotidiano. Advirto, no entanto, para o preço do voto na extrema-esquerda: o facto de não servirem para qualquer governo responsável e a circunstância de poderem vir a estabilizar bem acima dos 15% podem acarretar uma ingovernabilidade duradoura do sistema político português.

A segunda nota de mudança das campanhas é dada pelo corrupio de líderes partidários (seguindo-se os dois principais concorrentes à autarquia lisboeta) ao programa da SIC “Gato Fedorento esmiúça os sufrágios”, que teve a sua primeira edição na segunda-feira, entrevistando José Sócrates e liderando, desde logo, as audiências com mais de um milhão e trezentos mil espectadores.No dia seguinte, Manuela Ferreira Leite terá rondado os dois milhões de almas atentas!...

A meu ver, tal fenómeno – a ida de políticos de primeira linha a programas de entretenimento – serve para aferir da força dos media e da indústria de conteúdos, iniciando um percurso que já tem anos nos E.U.A. e que obriga a que, por lá, qualquer candidato ou figura pública que se preze seja obrigado a passar pelas mãos de Oprah Winfrey, Jay Leno ou Jon Stewart. Ao mesmo passo, representa também um recuo do poder político… Certo é que descontrai, mas não deixa de se tratar de "brincar com coisas sérias".

A última nota de mudança é, a meu ver, dada pelo modo de campanha de Manuela Ferreira Leite: apresentar um programa e um discurso sem promessas concretas e afirmar que apenas fará o que puder representa uma capitulação perante a vox populi na sua condenação dos políticos e o fim do dever de apresentação de um caminho a seguir, quando já há muito se deixara de falar do ponto de chegada (o ideal social). No entanto, pode ser que dê resultado…

2º direito

Que a vida contemporânea é conflituosa, já o sabia... Basta andar na estrada ou em certos estádios de futebol.

Porém, sempre cultivei a cortesia entre vizinhos. Pois sucede que, no prédio de Lisboa onde passo a semana, há tempos, o 2º andar direito ganhou uma nova inquilina (e família, presumo).

Algum tempo volvido, a mesma recebeu a administração do pequeno condomínio (rés-do-chão e três andares), em mais uma reunião em que não pude estar, visto que ocorrem ao fim-de-semana, quando me desloco para Coimbra, como faço desde que vim trabalhar para a metrópole. Aliás, sou dos que acredita que, em certas circunstâncias, a abstenção em um sinal de satisfação com o estado das coisas.

Ora bem, na semana passada, apercebo-me de que a parte inferior da minha varanda (ou seja, a que faz parte da fachada exterior) tem o revestimento a cair em dois pontos, à semelhança do que sucede no 3º andar e do que, mais mês menos mês, sucederá no 2º; é o decurso do tempo num prédio com quase 40 anos e que há muitos não vê obra de conservação.

Com diplomacia, subo ao 2º andar, sendo que a própria diligente administradora já deixara recado na vizinha do lado, afirmando peremptoriamente que a responsabilidade era minha... Esquecera-se de ler o Regime Geral das Edificações Urbanas que, salvo melhor opinião, impede que retalhemos as fachadas, seja para pôr antenas parabólicas, seja para colorir cada varanda de uma cor ou tom diferente...

O meu propósito era apenas o de solicitar uma reunião, recebendo como resposta que qualquer um pode fazê-lo e eu que tratasse disso. Com a mesma falta de educação, a dita senhora (com quem nunca falara e a quem não dei confiança alguma) ainda se achou no direito de me admoestar por não ir a reuniões, assim lhe causando a maçada de repetir discussões, alegadamente, já havidas... Respirei fundo e continuei cortês... Mas, guardado estava o bocado: sendo a conversa à sua porta, ainda me disse que, naquele momento, tinha mais que fazer!...

Resultado, vou "remendar" o problema, pois pago para não me reunir com cavalgaduras assim!... Havia necessidade?! Não creio...

Excesso de simpatia

Há gente que carece de inteligência emocional... Nos centros de atendimento ao cliente (vulgo, call centres ou centers, valem as duas grafias, para os mais espertinhos...) está boa parte dessa nação...

Ligo para a EDP e tenho um diálogo de 5 minutos reais, em que o operador não consegue terminar uma frase sem dizer "Sr. Gonçalo Capitão". Percebe-se que o tenham "treinado" para mostrar respeito pelo cliente, mas também nada se perderia em explicar-lhe que tal deferência deve ser intercalada com frases que terminem com um vulgar ponto final....

O resto seria bom senso...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cartazes para o avó e o bebé

Os autarcas andam a adocicar a boca do eleitorado e, qual pudim boca-doce, não se esquecem nem do avô nem do bébé. A ver pelo número de cartazes que os contempla parece que estas faixas etárias da população têm vindo a merecer maior consideração por parte dos candidatos. Resta saber se os políticos estão mesmos dispostos a prestar aos idosos a atenção que do ponto de vista social lhes é devida ou se tão só pretendem captar votos ao imenso eleitorado que tem mais de 65 anos.
Já quanto às crianças, dir-se-ia que a atenção só pode ser genuína. É que até ver, as criancinhas ainda não votam. A menos que tenham feito batota, à semelhança de Carolina Patrocínio.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Do Barlavento ao Sotavento algarvio - as campanhas

Um fim de semana no Allgarve deu para confirmar que apesar do sotaque inglês que predomina naquela província (ainda) são os autóctones quem por lá manda. O que mais marca as campanhas a Sul do país é, nem tanto as promessas e ideais, porventura os nomes dos candidatos. Nas legislativas há Elidéricos e Anastácios. Nas autárquicas o leque é mais vasto: há Apolinários, Macários, Abúndios, Serucas, Álbios, Vairinhos e um sem fim de nomes sui generis. E quanto às mulheres, essas não fazem por menos: Piedade Carrasquinho, Jovita Ladeira, Hilarina Sousa, Jamila Madeira, Rosa Cigarra são candidatas a juntas, assembleias municipais e câmaras do sul do país.

Embora sorridente, Jovita Ladeira é mulher de poucas falas.
(Mas recomendo-vos a todos a ler aqui a deliciosa explicação que faz do seu outdoor)

Jose Sócrates convive bem com o vizinho Macário Correia.
À falta de melhor, José Apolinário confirma o que todos nós suspeitavamos: "Faro é Faro!"
O último cartaz é dos "Cidadãos com Faro no Coração" e seu candidato José Vitorino.

Não sei do que gosto mais, se da informalidade da coisa (contigo, tu aí, ó tu!!), se do arrojo do «&», se da qualidade das fotografias.


O clássico fundo azul e uma ou outra tonalidade laranja são sempre uma aposta segura, mesmo quando o nome destoa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Não adormeci!!!

Ver a TVI, hoje à noite, foi um teste aos meus valores patrióticos e partidários!...

Começou com um jogo aborrecido da Selecção, de que se aproveitou a vitória pela margem mínima.

Continuou com um debate pachorrento e cinzento entre Manuela Ferreira Leite, que se saldou (mesmo com um auto-golo nas taxas dos impostos) por uma sonolenta supremacia da primeira. A dado passo (designadamente, na hegemónica fatia dedicada à Economia) parecia uma conversa entre a austera directora da escola e um teimoso membro da associação de estudantes.

No meio da seca generalizada, aplaudem-se com uma só palma as duas vitórias...