[Diogo, João Morgado e Prof. Aranda da Silva]
sábado, 9 de maio de 2009
Lodo, SAD nas Conferências do Estoril II
Uma Nota sobre Manuel Aranda da Silva
Manuel Aranda da Silva é um homem com um percurso notável que por si só justificaria a minha admiração. Depois ter desempenhado funções como ministro do comércio no governo de Moçambique (nos anos 80), ingressou numa carreira nas Nações Unidas onde leva já um longo percurso associado à coordenação da ajuda humanitária em Angola, na Somália e no Sudão e ao Programa Alimentar Mundial. Ainda assim, teve uma atitude para comigo que dificilmente esquecerei e que me faz nutrir por ele uma admiração ainda maior.Aznar numa [ou duas!] frases

sexta-feira, 8 de maio de 2009
Tony Blair numa [ou duas!] frase[s]

«O séc. XX foi o século das ideologias, dos rótulos "direita e esquerda". O século XXI oscila entre a abertura e a clausura de espiríto.»
João Morgado: «Problemas globais requerem soluções e alianças globais.»
«Os vencedores não são aqueles que comentam, são aqueles que fazem.»
Diogo Gaspar: «As várias religiões seguidas no Mundo não devem ser motivo de divergência, mas sim de convergência»
«As alianças políticas devem ser feitas com aqueles com quem partilhamos valores: apoiar ou fazer alianças políticas com ditaduras [para obter supremacia] é imprudente»
Tânia Morais: «For how long do you think I´m in politics? Of course I´m not gonna answer your question...» (quando questionado sobre se haveria diferenças na forma como geriu a Grã-Bretanha se durante o seu mandato o Presidente dos EUA fosse Barack Obama e não G. W. Bush)
A conferência mais esperada do dia
Iniciar-se-á daqui a momentos a conferência com Tony Blair, o rosto do partido trabalhista britânico da última década (1997/2007) e o culminar de uma das melhores estratégias de reconstrução partidária e comunicação política que os trabalhistas orquestraram já desde a década de 70.Apresentado por Nuno Rogeiro, estamos perante um dos homens mais influentes do Mundo, reconhecido como estrela Pop - lembre-se a interpretação de Hugh Grant em Love Actually - europeísta convicto e um optimista.
Diz que é um dos melhores oradores do Mundo, aguardemos as suas palavras.
Críticas com Pimenta*
Do cajú
No âmbito das Conferências do Estoril, foi ontem entregue o Prémio Bolsa de Investigação '09, cabendo o primeiro lugar ao autor do projecto «Segurança alimentar e comércio mundial - o caso da monocultura de cajú na Guiné-Bissau». As Conferências do Estoril e o elogio das expressões compridas
Leopoldo Guimarães: [...] relativamente aos Países em Desevolvimento (PED)...eu digo PED, mas nem concordo muito com este termo...em gosto de chamar-lhes países culturalmente mais ricos que o Ocidente, mas economicamente mais deprimidos!
Judite de Sousa: Essa expressão não é nada televisiva!
LD: Pois não, mas fica a ideia...
Stiglitz: Prognósticos só no fim do jogo

É verdade, temos concorrência...

Lodo, SAD nas Conferências do Estoril I
Globalização também é isto

Tendências
A julgar pelos pescoços dos conferencistas e oradores, a gravata lilás (as mesmas que o tio de José Sócrates usa, veja-se aqui) estão na moda. Ontem foi o nosso colaborador João Pedro e uns tantos conferencistas, hoje foi António Carrapatoso e Carlos Zorrinho que coincidiram na cor. Bonito... Omnipres(id)ente
Não tem voz nestas Conferências, nem está fisicamente presente, mas é o personagem político que tem acompanhado todos os painéis ao longo destes dois dias. Todos falam em Barack Obama, uns com mais esperança e paixão que outros, mas todos com a certeza de que o Presidente dos EUA muito pode (e tem) a fazer na construção de uma aldeia global mais equilibrada e sustentável. Exclusivo LODO: Soares tem apoiantes nas Conferências do Estoril
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fernando Henrique Cardoso numa [ou duas!] frases

João Morgado: "A economia resolve-se na política, não por si só."
O LODO nas Conferências do Estoril

Começam hoje mesmo e o Lodo vai lá estar. A par da presença obrigatória e com certeza ofegante de dois seus colaboradores que nos últimos dois anos se dedicaram de corpo e alma à iniciativa - o Gonçalo e o Manuel -, a marca do LODO prossegue com um nortenho que propositadamente desce até à Costa do Estoril - o Senhor Enginheiro João Pedro -, com um futuro Stiglitz ainda por descobrir - o João Morgado - e dois precoces especialistas em Relações Internacionais e Ciência Política - a Tânia e o Diogo. Três dias de painéis de luxo para ouvir e reflectir, com direito a relato no Lodo tecido a cinco mãos!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Arriscar em tempo de Crise
Há dias ouvi Luís Filipe Reis, membro do Conselho Geral do Jornal Público, confirmar num programa de rádio que aquele diário ponderou, muito recentemente, pôr fim à sua edição impressa, subsistindo apenas a versão online. Pois bem, hoje mesmo fiquei a saber que amanhã sai um novo jornal denominado tão só de «i», dirigido à classe alta (?) e a leitores exigentes - como se não os houvesse nos demais estratos sociais... Adiante. O que me faz uma certa confusão é o lançamento de mais um jornal impresso quando a tendência é particularmente negativa para os jornais em papel. Excepção aos gratuitos que proliferam..., a indústria dos jornais já não tem a procura que teve outrora, culpa das tecnologias e da crise económica.
Louvável foi a medida de Monsieur Sarkozy, em França, onde o Estado concedeu apoios à imprensa escrita e digital através de publicação de publicidade institucional, cientes da necessidade que há em manter viva esta indústria, crucial que é o seu papel na formação da opinião pública nas sociedades democráticas.
terça-feira, 5 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Palminhas!
A mulher do Chefe de Governo já veio a público dizer que apoia esta greve."
Queria expressar a minha solidariedade com o Chefe de Estado queniano e com os demais cidadãos daquela potência africana que se vêem confrontados com esta súbita impotência.
Creio que esta greve pode sair cara às agitadoras que agoram sonegam um bem essencial:
- Como flutuará a facturação das "casas da especialidade"?
- Que salubridade passarão a ter certas dependências das casas?
- Qual o grau de consumo eléctrico por sobreaquecimento dos aparelhos de DVD?
- E os gastos em calicida?
Enfim, um pouco de bodybuilding nunca fez mal...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Conferências do Estoril

A iniciativa decorre já na próxima semana e o Lodo vai marcar presença, prometendo-se desde já uma espécie de reportagem, procurando verter aqui o sumo que por ali se vai espremer.
O Estoril pretende afirmar-se como pólo internacional de reflexão sobre os desafios da globalização e, nesse sentido, traz até Portugal um luxuoso painel de oradores na sua 1ª edição, cuja monitorização e organização conta - cumpre aqui dizer - com o imensurável empenho de dois dos nossos colaboradores.
sábado, 25 de abril de 2009
De Cláudio a Nero, melodiosamente
Com composição de George Friedrich Händel e libreto de Vincenzo Grimani, Agrippina mistura história e ficção com os deliciosos sons do período barroco (aquele cravo...). As vozes estiveram, também elas e na opinião de um apreciador sem pretensões de ser perito, à altura.
Desta vez, houve um extra de destacar, a provar que os portugueses podem fazer Cultura de qualidade sem serem incompreensíveis ou grosseiros: "O Velório de Cláudio ou A Representação Bufa de Personagens Históricas”, uma encomenda do TNSC ao compositor Nuno Côrte-Real, com libreto de José Luis Peixoto, na melhor tradição da ópera bufa, pese embora com a "originalidade" de se tratar de um intermezzo colocado no ínicio do espectáculo por razões técnicas.
Perdoo, assim, ao Director Artístico do São Carlos, Christoph Dammann, o mau gosto de ter voltado a chamar Karoline Gruber para encenar "Salome" (a ópera anterior), depois da horrível experiência de "Das Märchen" de Emmanuel Nunes, sobre a qual tenho a dizer exactamente o contrário do que disse da obra de Nuno Côrte-Real, que era agresiva e incompreensível.
O que já não esqueço é a crítica de Jorge Calado no "Expresso"... O crítico mais teria a ganhar em fazer jus ao apelido e meter a viola ao saco. Se o vómito tivesse tradução ortográfica satisfatória, seria isso que Calado faria, tal a maneira como asperge bílis sobre a apresentação em causa. Sendo que a opinião é livre, a arrogância, a intolerância e até a grosseria com que escreve é a razão pela qual certas formas de manifestação cultural se encontram longe da democratização. Querendo dar nas vistas e justificar o espaço no semanário, Calado escreve como se cada espectador tivesse que ser um melómano. Lamentável...
Voz Kent em noite amena
Visando apresentar o seu último álbum, "Breakfast on the Morning Tram", Stacey conta com a preciosa inspiração de Tomlinson e do renomado escritor Kazuo Ishiguro.
Depois foi só reclinar-me numa das confortáveis poltronas do auditório e ouvir originais, apontamentos da chanson e alguns êxitos da bossa nova.
A repetir.
Cheeseburger
Realmente, em tempo de crise a imaginação dos centros comerciais não pára de surpreender as almas menos endinheiradas!...Neste caso, em Oeiras, basta que compre o seu hamburger, pois o sabor a queijo é-lhe dado por um dos demais utentes (atente no espaço debaixo da cadeira...), numa versão foodshare, que replica sem vergonha a ideia galpshare...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Encontros caninos
Pois é... Nessa localidade que já deu ao mundo nomes ilustres como Dulsalves Dassela (aka Dulce Alves, da Cela) há um programa original para os seus sábados!Tipo esquema de "acompanhantes", combina uma hora e pode tosquiar o seu canídeo.
Mas note bem: tem que combinar hora e só pode ser ao sábado! Fora destas condições, desenrasque-se!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Estupidez decotada
Segundo o que pode ler-se, as proibições abrangiam decotes exagerados, saias curtas, perfumes agressivos, peças em ganga, saltos altos e roupa interior escura…
Porém, para que não me interpretem mal, vamos por partes: obviamente que, defendendo eu que haja regras, também advogo que haja bom senso na sua formulação.
Seria ridículo, se uma funcionária se apresentasse de blusa escura ou opaca, exigir uma vista prévia às intimidades da senhora, que poderiam passar, vá-se lá saber, por nem sequer ostentar resguardo (escuro ou claro), total ou parcialmente. Acresce que me parece excessivo o simples exame de transparência, no caso de uma das atrevidas servidoras públicas se fazer guarnecer de trapos exteriores claros. O mesmo digo do uso de saltos altos, que seria insano vetar, dado ser o cúmulo limitar o serviço de atendimento ao público a maiores de 1,70m ou fiscalizar o uso de sabrinas ou outro calçado raso… Talvez por isso estas duas proibições tenham sido negadas, de forma peremptória, pela Agência para a Modernização Administrativa.
Também terá sido uma ideia de jerico se, mesmo que o contingente inicial só abranja cidadãs, não se previram normas similares para os cavalheiros que ali prestem ou venham a prestar serviço; falo, por exemplo, do uso de casaco e da proibição de sapatilhas. Dito de outro modo, será um apalermado labéu contra as mulheres, se não houver razão bastante para se não proibirem palitos ao canto da boca, pelos de fora da camisa ou sovacos suados aos homens.
E claro está que a União de Sindicatos do Algarve, aproveitando para fazer uma prova de vida e justificar as quotizações que pede, aproveitou para um foguetório à conta do tema, fazendo crer que defende algo de essencial, quando faria melhor em pedir formação a sério para os funcionários.
Indo, contudo, mais fundo, mais do que uma saia ou um decote, o que está em jogo é o complexo do “é proibido proibir” que o 25 de Abril instalou no nosso malfadado espírito latino e que fez que se confundisse a defesa do bom senso com uma luta contra um fantasma de fascismo em que ninguém se reconhece.
Servem estes episódios para sindicatos, Bloco de Esquerda e algumas figuras sem pouso certo continuarem a explorar, com demagogia, o desamparo de muitos. Todavia, mesmo os que não tenho nessa conta, como é o caso de Helena Roseta, parecem ter-se deixado contaminar pela desorientação destes tempos cinzentos; basta ler o “Público” de 14 de Abril para a “ouvir” dizer que “o 25 de Abril acabou por ser também uma libertação no tocante ao vestuário”… Como?!... Exigir aprumo é ser adepto do Estado Novo?! Quererá a Sra. Arquitecta ser atendida por uma funcionária que lhe mostre a roupa interior (dado o decote) ou que mastigue pastilha elástica? Já bem basta os museus – constatei-o no Museu do Chiado – estarem na vergonhosa situação a que este Ministro os deixou chegar, tendo que socorrer-se de voluntários (gente de louvar, sublinho) a quem não dão uma farda ou um fato à altura do espaço… Que se comecem a ver calças de ganga na assistência do São Carlos, já me vou habituando, mas os seus funcionários continuam a trajar impecavelmente.
A meu ver é compatível a exigência de rigor sem cruzar a fronteira da liberdade individual. Os que pensam em contrário foram alguns dos que, se calhar, estiveram na primeira fila do facilistismo instalado no ensino e que faz com que, mais do que exigir conhecimentos, haja a preocupação de não “traumatizar”. No fundo, instala-se uma mentalidade à luz da qual exigir civismo é adorar o fascismo… Claro que a defesa de normas comportamentais ficam de rastos, quando a razoabilidade também perde roupagem, como poderá ter sucedido em Faro…
O que falhou na capital algarvia foi o bom senso de um qualquer formador, que podia ter passado a mesma mensagem de forma mais hábil, não a “desnudando” ao ponto de deixar crescer a chalaça demagógica de libertários que do caos querem fazer o seu poder.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Lá na terra chamam a isto «miúfa»

Faz hoje uma semana que José Sócrates fez (na companhia de Mª de Lurdes Rodrigues) um périplo pelas escolas do Norte do país, com a pompa e circunstância do costume. Pormenor: fê-lo na véspera do regresso às aulas, quando os recreios e as salas de aula ainda estavam às moscas e os miúdos a gozar o último dia de férias de Páscoa.
Mais valia ludibriar os espectadores com "fogo de vista", i.e., à semelhança de outrora, pagar uns trocos a meia dúzia de garotos com pedigree - escolhidos ao dedo em casting - para desfilar com grandes sorrisos e dar um enquadramento simpático à visita dos senhores governantes.
Desta feita, não se lhes tendo ocorrido tal ideia, revelaram ao país que o critério da agenda para os assuntos escolares é a ausência de alunos e professores, nada mais, nada menos, que os principais personagens (e vítimas) desta rocambolesca novela que é a Educação em Portugal.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Coisas que não consigo compreender
O mais curioso é que grande parte dos twitter addicts são pessoas famosas, as mesmas que passam a vidinha a queixar-se de intromissões na sua vida privada e abusos dos paparazzi. No fundo, parece-me que não resistiram a mais um veículo condutor de dramas pessoais, paixões, emoções e sentimentos vários que sabem despertar e acicatar a curiosidade e interesse daqueles que os admiram.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Mais biografia elegantemente romanceada pelo próprio
Segunda parte com base nas memórias do próprio Che. A primeira fala de Cuba e do nascimento do mito, esta leva-nos à Bolívia e à queda do dito. Em ambos os casos a parcialidade do relato é evidente. Não deixam, todavia, de ser filmes interessantes... domingo, 12 de abril de 2009
Viva a Coreia do Norte!
Porém, a mais da crise económica (com a qual já convivemos qual cônjuge a quem não temos dinheiro para comprar a sua parte da casa da morada de família; ou seja, com resignação), as notícias do dia não apelam a estado de espírito mais ufano.
De facto, pasma-se-me a alma ao ouvir que, dado o elevado índice de corrupção das autoridades administrativas, há crianças que, dotadas de documentação oficial baseada em dados falsos, são traficadas do Iraque, com legitimidade aparente, para municiar redes ilegais de pedofilia, adopção e tráfico de órgãos. Indo mais longe vemos que Portugal é um dos destino prováveis de algumas das 15 crianças que são esbulhadas da sua meninice, a cada mês que passa, a par de países como a Jordânia, a Síria, a Turquia, Irlanda, Reino Unido e Suíça…
Consultando notícias com mais dias podemos ver que, mais a Norte, Canadá, EUA, Noruega, Dinamarca e Rússia disputam já com avidez as riquezas minerais depositadas no fundo do Árctico, não escondendo a gula com que olham o degelo. Ou seja, que se danem as espécies que se vão extinguindo, os ecossistemas que se perdem, a subida do nível dos mares e todas as desgraças previsíveis. O que importa é que esta rapaziada divida já o maná que estará ao dispor, logo que se acabe com essas minudências que se chamam ursos polares ou futuro das próximas gerações.
Ao nível individual, vamos lendo sobre tiroteios em escolas e instituições públicas e ataques suicidas (no Paquistão, diga-se, a coisa banaliza-se) , por esse Mundo fora, e até sobre uma cidadã britânica, que se popularizou nos reality shows (Big Brother, creio) que decidiu vender os direitos de transmissão da sua morte (devida a um cancro), para deixar dinheiro aos filhos. Se o desiderato é nobre, o enredo de tão real novela foi macabro e não sei como se justifica o dinheiro gasto por cadeias de televisão (a SIC também exibiu um programa sobre esta via sacra), já que, mesmo falando de estações privadas, se utilizou o espectro público para difundir algo que está longe de ser pedagógico ou lúdico e que apela ao mais básico do ser humano.
Pelo meio, bancos a falir, políticos a serem acusados de corrupção ou de coisas piores (o ex-Presidente de Israel tem no rol de acusação até violação) e uma panóplia de sintomas que me fazem pensar que estamos todos doentes!...
Falam com indignação do lançamento pela Coreia do Norte de um míssil Taepodong-2?!… No limite, se isto batesse tudo certo, o protesto era adequado face à demência do regime de Pyongyang. Todavia, bem vistas as coisas, pode ser que rebentem com “isto” mais depressa, já que a forma lenta com arruinamos a Terra já pede uma qualquer forma de eutanásia.
Mãe querida, mãe querida... demais...
Que os austríacos não são o cúmulo da candura todos sabemos, mas maçar uma atenciosa progenitora que tem o cuidado de saber do filho, em alguns casos, 49 (quarenta e nove) vezes ao dia?!...
Há filhos muito ingratos!
Sessões de perder o fôlego
Isto se os participantes não esgotarem o fôlego a lerem o nome que deram às sessões em que os convidam a falar sobre o assunto, que se consubstancia na pequena frase que se segue: "Jornadas Luso-Espanholas de Participação Pública sobre as Questões Significativas das Gestão da Água (QSIGA) para os Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH)"...
Diria que começa mal um debate sobre água que seca qualquer boca...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Candidatura sem... candidata
Estão aí à porta as autárquicas e a agitação já se faz sentir. Perfilam-se candidatos, definem-se estratégias, apresentam-se candidaturas, umas com pompa e circunstância outras sem... candidatos!Bom espectáculo
Porém, fica a nota para aquilo que penso ser a fraca acústica do "actual" Coliseu lisboeta e para a tristeza que é, ao invés do que sucede no São Carlos, assistir a uma ópera não legendada.
Como sala de espectáculos, pior só o Campo Pequeno, onde a avareza e a ganância ditaram filas onde um azarado com mais de 1,70m não se consegue sentar comodamente.
Quando ser bom é mau ou a história de uma visão para a Cultura
No chamado "dia dos namorados", a experiência proposta pelo CTA era rever a mítica película de Murnau - datada de 1927, marcou o início do percurso “hollywoodesco” do realizador, vencendo três Óscares, na primeira edição do galardão).
O Filme conta uma história de amor campestre, cuja subsistência é ameaçada pelas tentações da urbe (personificadas, claro está, numa mulher da cidade), compondo uma metáfora que, já desligada da dicotomia campo-cidade, ainda colhe sentido na destruição dos afectos pelo consumismo e pela ascensão do “ter” sobre o “ser”.
Momentos Paulistas VII
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
[O nosso] Eça às voltas no túmulo...
"O aluno só deveria ser apresentado à obra de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Eça de Queiroz, José de Alencar e outros grandes mestres da literatura brasileira depois de passar por autores mais atuais."De olhos postos... ... no Parlamento!
Não obstante, a coisa torna-se preocupante quando a atenção do Parlamento se concentra na beleza feminina e se escapa à medida que discursam as senhoras deputadas, como é quase inegável que acontece na foto acima.
Inegável também é que Marta Rebelo é bonita - pelo menos mais bonita que José Vera Jardim, cujo assento veio substituir na AR - sendo que a deputada já por mais de uma vez veio dizer que a sua beleza e a sua juventude têm-lhe sido prejudiciais no mundo político. A julgar pela sua ascensão, ninguém diria.
O problema de Marta reside, parece-me, com o facto de a jovem deputada não vir deixando a melhor impressão na sua incursão pela Assembleia da República. A assiduidade deixa a desejar - 36 faltas nas últimas duas sessões legislativas - e o trabalho mostrado idem idem aspas aspas. Provavelmente na foto em apreço estaria a apresentar o seu voto de congratulação pela eleição de Cristiano Ronaldo como melhor futebolista do Mundo ou a congratular-se pelos resultados da política de desenvolvimento do Governo, já que a sua intervenção parlamentar a pouco mais se resume. Junta-se a isto uma excessiva exposição pública da sua pessoa na imprensa nacional. Da Caras à capa de uma revista LGBT, de presença constante no suplemento Vidas do Correio da Manhã à produção para a Pública e às páginas centrais da Única, nada lhe parece escapar.
Enfim, o trabalho extremosamente desenvolvido com a comunicação social contrasta com a ausência de trabalho no parlamento e a deputada do PS é por isso - e não pela sua juventude e/ou beleza - frequentemente criticada pelos cidadãos mais atentos, que vão escrutinando o exercício do seu cargo. O expoente máximo disso foi o que por aí veiculou a propósito da sua opinião sobre aquele episódio das faltas dos deputados na AR numa qualquer sexta-feira, tendo então argumentado que "a questão das faltas dos deputados (...) é política com 'p' pequenino"...
Pese embora seja de reconhecer que subsistem alguns preconceitos, não vejo que uma mulher bonita não possa ser uma deputada séria, capaz e exemplar. A beleza ou a fealdade não podem nem devem servir de desculpa a um trabalho parlamentar mais ou menos fértil, a uma postura mais ou menos escrupulosa.
Veja-se o o caso de Ana Drago, Joana Amaral Dias e Ana Zita Gomes, rostos jovens e bonitos de diferentes espectros partidários que marcaram positiva presença no Parlamento, sendo que cá fora se souberam mostrar moderadas na exposição pública, embora dela não se tenham privado para fazer passar as suas mensagens.
Ou atente-se ao excelente exemplo de Teresa Caeiro, deputada pelo CDS-PP que ao longo desta legislatura vem mostrando empenho e apresentando trabalho, dignificando o papel que lhe foi confiado pelos eleitores, sem qualquer pudor por abraçar (e ganhar!) causas de pendor feminino - veja-se o papel que tem tido na luta contra a violência doméstica, a vitória da comparticipação da vacina do colo do útero e a causa das medidas de apoio a casais inférteis, entre um sem fim de outras matérias com que vem trabalhando e enaltecendo o papel de deputada à AR.
Em suma, que não se duvide em momento algum que há muito a ganhar com a presença feminina naquele órgão de soberania, sendo que é possível que se captem as atenções dos portugueses e dos demais deputados pelo conteúdo da intervenção, pela honra e respeito com que se abraça aquele cargo e não tanto pelo tamanho e corte da saia que se traja.
domingo, 5 de abril de 2009
Fazer da morte um espectáculo

Tudo aquilo me pareceu um espectáculo deprimente, cujo consumo só nos pode tornar desumanos. Não pude, pelo exposto, simpatizar com a senhora. Não posso, por tudo o resto, deixar de me enojar pela mórbida mediatização da sua doença e da sua morte. Por muito que me tentem convencer de que aqui os fins justificam os meios...
Pior, a tal nobreza da jovem concedeu-lhe o cognome de "nova princesa do povo", uma usurpação pela qual os britânicos deveriam ter vergonha.
Por tudo o exposto e por mais que tente, não consigo compreender esta fixação do Mundo - e em especial da Grã-Bretanha - pela vida e pela morte de Jane Goody, que eu julgava - chamem-me insensível - que a qualquer um dos nós só poderia inspirar dó...




















