terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
[O nosso] Eça às voltas no túmulo...
"O aluno só deveria ser apresentado à obra de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Eça de Queiroz, José de Alencar e outros grandes mestres da literatura brasileira depois de passar por autores mais atuais."Custa a acreditar, mas no Brasil há um jornalista e apresentador de televisão que está convicto que o ilustre Eça de Queirós é um autor brasileiro. Corrijo, um grande mestre da literatura brasileira.
O senhor, de nome António Carlos Macedo, até podia estar com a melhor das intenções quando numa crónica no jornal "Zero Hora" recomendou aos pedagogos que no plano de leitura das crianças fossem introduzindo paulatinamente autores de grandes clássicos.
Contudo, ele próprio é que deveria começar a folhear uns livritos (já agora do ilustre Eça, porque não?) para se inteirar de quem é quem nas literaturas lusófonas...
De olhos postos... ... no Parlamento!
Não, não é inveja ao melhor estilo feminino. A sério que, enquanto cidadã e enquanto mulher, muito me apraz ver o nosso Parlamento polvilhado aqui e ali de deputadas, cada uma delas com o seu estilo próprio, sendo que aprumo e elegância só lhes fica bem (o mesmo se dirá quanto aos nossos deputados, pois claro...).
Não obstante, a coisa torna-se preocupante quando a atenção do Parlamento se concentra na beleza feminina e se escapa à medida que discursam as senhoras deputadas, como é quase inegável que acontece na foto acima.
Inegável também é que Marta Rebelo é bonita - pelo menos mais bonita que José Vera Jardim, cujo assento veio substituir na AR - sendo que a deputada já por mais de uma vez veio dizer que a sua beleza e a sua juventude têm-lhe sido prejudiciais no mundo político. A julgar pela sua ascensão, ninguém diria.
Não obstante, a coisa torna-se preocupante quando a atenção do Parlamento se concentra na beleza feminina e se escapa à medida que discursam as senhoras deputadas, como é quase inegável que acontece na foto acima.
Inegável também é que Marta Rebelo é bonita - pelo menos mais bonita que José Vera Jardim, cujo assento veio substituir na AR - sendo que a deputada já por mais de uma vez veio dizer que a sua beleza e a sua juventude têm-lhe sido prejudiciais no mundo político. A julgar pela sua ascensão, ninguém diria.
Sinceramente, esta crescente tendência de justificar um certo tipo de depreciação ao trabalho político de uma mulher pelo seu género e pelo seu físico,"não pega". Ainda que se possa reconhecer que este é um meio ainda dominado por homens e por alguns preconceitos, não creio que Marta Rebelo venha sendo menos merecedora de respeito profissional por ser uma jovem mulher bonita.
O problema de Marta reside, parece-me, com o facto de a jovem deputada não vir deixando a melhor impressão na sua incursão pela Assembleia da República. A assiduidade deixa a desejar - 36 faltas nas últimas duas sessões legislativas - e o trabalho mostrado idem idem aspas aspas. Provavelmente na foto em apreço estaria a apresentar o seu voto de congratulação pela eleição de Cristiano Ronaldo como melhor futebolista do Mundo ou a congratular-se pelos resultados da política de desenvolvimento do Governo, já que a sua intervenção parlamentar a pouco mais se resume. Junta-se a isto uma excessiva exposição pública da sua pessoa na imprensa nacional. Da Caras à capa de uma revista LGBT, de presença constante no suplemento Vidas do Correio da Manhã à produção para a Pública e às páginas centrais da Única, nada lhe parece escapar.
Enfim, o trabalho extremosamente desenvolvido com a comunicação social contrasta com a ausência de trabalho no parlamento e a deputada do PS é por isso - e não pela sua juventude e/ou beleza - frequentemente criticada pelos cidadãos mais atentos, que vão escrutinando o exercício do seu cargo. O expoente máximo disso foi o que por aí veiculou a propósito da sua opinião sobre aquele episódio das faltas dos deputados na AR numa qualquer sexta-feira, tendo então argumentado que "a questão das faltas dos deputados (...) é política com 'p' pequenino"...
Pese embora seja de reconhecer que subsistem alguns preconceitos, não vejo que uma mulher bonita não possa ser uma deputada séria, capaz e exemplar. A beleza ou a fealdade não podem nem devem servir de desculpa a um trabalho parlamentar mais ou menos fértil, a uma postura mais ou menos escrupulosa.
Veja-se o o caso de Ana Drago, Joana Amaral Dias e Ana Zita Gomes, rostos jovens e bonitos de diferentes espectros partidários que marcaram positiva presença no Parlamento, sendo que cá fora se souberam mostrar moderadas na exposição pública, embora dela não se tenham privado para fazer passar as suas mensagens.
Ou atente-se ao excelente exemplo de Teresa Caeiro, deputada pelo CDS-PP que ao longo desta legislatura vem mostrando empenho e apresentando trabalho, dignificando o papel que lhe foi confiado pelos eleitores, sem qualquer pudor por abraçar (e ganhar!) causas de pendor feminino - veja-se o papel que tem tido na luta contra a violência doméstica, a vitória da comparticipação da vacina do colo do útero e a causa das medidas de apoio a casais inférteis, entre um sem fim de outras matérias com que vem trabalhando e enaltecendo o papel de deputada à AR.
Em suma, que não se duvide em momento algum que há muito a ganhar com a presença feminina naquele órgão de soberania, sendo que é possível que se captem as atenções dos portugueses e dos demais deputados pelo conteúdo da intervenção, pela honra e respeito com que se abraça aquele cargo e não tanto pelo tamanho e corte da saia que se traja.
O problema de Marta reside, parece-me, com o facto de a jovem deputada não vir deixando a melhor impressão na sua incursão pela Assembleia da República. A assiduidade deixa a desejar - 36 faltas nas últimas duas sessões legislativas - e o trabalho mostrado idem idem aspas aspas. Provavelmente na foto em apreço estaria a apresentar o seu voto de congratulação pela eleição de Cristiano Ronaldo como melhor futebolista do Mundo ou a congratular-se pelos resultados da política de desenvolvimento do Governo, já que a sua intervenção parlamentar a pouco mais se resume. Junta-se a isto uma excessiva exposição pública da sua pessoa na imprensa nacional. Da Caras à capa de uma revista LGBT, de presença constante no suplemento Vidas do Correio da Manhã à produção para a Pública e às páginas centrais da Única, nada lhe parece escapar.
Enfim, o trabalho extremosamente desenvolvido com a comunicação social contrasta com a ausência de trabalho no parlamento e a deputada do PS é por isso - e não pela sua juventude e/ou beleza - frequentemente criticada pelos cidadãos mais atentos, que vão escrutinando o exercício do seu cargo. O expoente máximo disso foi o que por aí veiculou a propósito da sua opinião sobre aquele episódio das faltas dos deputados na AR numa qualquer sexta-feira, tendo então argumentado que "a questão das faltas dos deputados (...) é política com 'p' pequenino"...
Pese embora seja de reconhecer que subsistem alguns preconceitos, não vejo que uma mulher bonita não possa ser uma deputada séria, capaz e exemplar. A beleza ou a fealdade não podem nem devem servir de desculpa a um trabalho parlamentar mais ou menos fértil, a uma postura mais ou menos escrupulosa.
Veja-se o o caso de Ana Drago, Joana Amaral Dias e Ana Zita Gomes, rostos jovens e bonitos de diferentes espectros partidários que marcaram positiva presença no Parlamento, sendo que cá fora se souberam mostrar moderadas na exposição pública, embora dela não se tenham privado para fazer passar as suas mensagens.
Ou atente-se ao excelente exemplo de Teresa Caeiro, deputada pelo CDS-PP que ao longo desta legislatura vem mostrando empenho e apresentando trabalho, dignificando o papel que lhe foi confiado pelos eleitores, sem qualquer pudor por abraçar (e ganhar!) causas de pendor feminino - veja-se o papel que tem tido na luta contra a violência doméstica, a vitória da comparticipação da vacina do colo do útero e a causa das medidas de apoio a casais inférteis, entre um sem fim de outras matérias com que vem trabalhando e enaltecendo o papel de deputada à AR.
Em suma, que não se duvide em momento algum que há muito a ganhar com a presença feminina naquele órgão de soberania, sendo que é possível que se captem as atenções dos portugueses e dos demais deputados pelo conteúdo da intervenção, pela honra e respeito com que se abraça aquele cargo e não tanto pelo tamanho e corte da saia que se traja.
* foto de Orlando Almeida
domingo, 5 de abril de 2009
Fazer da morte um espectáculo

Foi ontem a enterrar Jade Goody, a britânica que esteve nas bocas do mundo por ter vendido a órgãos de comunicação social os direitos de transmissão dos últimos dias da sua vida, em plena luta contra um cancro.
E foi precisamente ontem que a SIC exibiu as imagens que resultaram desse negócio que Jade garantiu ter sido celebrado para poder garantir o futuro dos seus filhos.
Por mero acaso, mercê de um zapping, dei de caras com o programa (adormeci, felizmente, ao intervalo...), no qual vi uma mulher doente a sorrir disparatadamente para as câmaras, a impingir sessões fotográficas aos filhos, a dissertar sobre a orientação sexual da mãe, a mentir aos pequenos sobre o paradeiro do companheiro, a garantir que venceria o cancro (mesmo quando já sabia que era fatal) porque "o Mundo precisa de Jade Goody".
Tudo aquilo me pareceu um espectáculo deprimente, cujo consumo só nos pode tornar desumanos. Não pude, pelo exposto, simpatizar com a senhora. Não posso, por tudo o resto, deixar de me enojar pela mórbida mediatização da sua doença e da sua morte. Por muito que me tentem convencer de que aqui os fins justificam os meios...
Aliás, toda a história de vida da senhora é deprimente. Vivia apenas e só da sua exposição mediática, à sombra de Big Brothers, tendo-se revelado xenófoba, pouco dada à inteligência, insolente e exibicionista. E não se bastando com isso, mediatiza a sua doença, a sua dor, a sua luta, os seus últimos dias em troca de uns trocos para os tablóides sensacionalistas que levam pelo mundo foram imagens da mulher que, vá-se lá entender, casava às portas da morte com um moço detido por crime e aumentava a sua presença mediática à medida que o cancro a fulminava.
Já não bastava isto e acresce que, à boleia destas celebridades toscas e foscas há políticos que aproveitam para agradar à populaça, como o fez Gordon Brown, enaltecendo a nobreza de Jade e condicionando o funeral desta por razões de agenda.
Pior, a tal nobreza da jovem concedeu-lhe o cognome de "nova princesa do povo", uma usurpação pela qual os britânicos deveriam ter vergonha.
Por tudo o exposto e por mais que tente, não consigo compreender esta fixação do Mundo - e em especial da Grã-Bretanha - pela vida e pela morte de Jane Goody, que eu julgava - chamem-me insensível - que a qualquer um dos nós só poderia inspirar dó...
Pior, a tal nobreza da jovem concedeu-lhe o cognome de "nova princesa do povo", uma usurpação pela qual os britânicos deveriam ter vergonha.
Por tudo o exposto e por mais que tente, não consigo compreender esta fixação do Mundo - e em especial da Grã-Bretanha - pela vida e pela morte de Jane Goody, que eu julgava - chamem-me insensível - que a qualquer um dos nós só poderia inspirar dó...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
A novela e a vida real
Segundo o estudo, a taxa de fertilidade no Brasil caiu, ao longo das últimas décadas, de 6,3 filhos por mulher para 2,3 no ano 2000. O impacto nos divórcios pode ser menos relevante, mas não deixa de ser espantoso. Se em 1984 ocorriam 3,3 divórcios por cada 100 casamentos, em 2002 essa taxa rondava os 17,7.
Claro que não se pode fazer da Rede Globo o bode expiatório do decréscimo da fertilidade e um considerável aumento nos divórcios, mas o facto é que as telenovelas difundiram estilos de vida mais apetecíveis(ou não...). Em 115 novelas analisadas, 62% das personagens femininas principais não tinham filhos, sendo que 26% eram infiéis. E foi assim que as mulheres emancipadas, as famílias monoparentais, a crítica aos papéis e valores tradicionais, a aspiração à classe média e determinados padrões sociais difundidos nas novelas deram uma "mãozinha" nas mudanças sociológicas.
Isto dá que pensar sobretudo quando atentamos à TV portuguesa que, bem sei, não é pior que as vizinhas espanhola e italiana. Deste lado do Oceano também consumimos muita Rede Globo, e não nos contentando com isso, lançamo-nos em ficção sem qualidade, programas medíocres, violência televisiva, programação que desinforma, que deseduca, que foge aos seus fins.
Há honrosas excepções e sim, há quem faça esforços, veja-se a televisão pública e o trabalho que tem feito com o seu Provedor. Também o quarto canal melhorou a olhos vistos quando desistiu de nos impingir reality shows, fiéis e infiéis e outros tipos de lixo televisivo. Mas, feitas as contas, isso não chega. As novelas e os ocos talk show's ocupam as tardes e as noites das tv's e os portugueses consomem fraco alimento.
Sendo incerto que isso afecte a taxa de natalidade ou os divórcios por cá, certo é que continuamos a menosprozar a influência que a televisão tem em nós, pior, insistimos em não aproveitar as potencialidades da caixinha mágica para educar e (in)formar o nosso povo.
quarta-feira, 25 de março de 2009
O ERRO da Liga...
Se sou suspeito neste assunto (que sou) - Taça da Liga - não consigo perceber se algum dia será possível existir justiça no futebol em Portugal.
Não contestando o vencedor da taça - pois o SLB marcou mais que o SCP - é mais que evidente que o árbitro assinalou uma grande penalidade que não existiu e que teve influência directa no resultado final...
No fim do jogo quem se sente lesado, demonstra-o - "somos livres, somos livres, somos livre de voar... etc"!!!
Se até aqui tudo são factos e sem objecção possível, o que não consigo perceber são os "mais que possíveis" castigos a aplicar pela Liga a Soares Franco, Paulo Bento, João Moutinho e Pedro Silva...
A meu ver já foi mau
1. o erro do arbitro
2. a acção directa que esse erro teve no resultado final
3. o manifesto de injustiça no final do jogo (embora como sportinguista perceba a frustração)
4. os comentários do dia seguinte
5. e a falta de brilho que esta confusão deu à vitória do SLB (sem cinismo que nestas coisas eu também sei contar a quantidade de grandes penalidades concretizadas após o jogo)…
Com tudo isto gostaria de sublinhar a falta critério que o sr. Presidente da liga tem neste processo, desviando mais uma vez as atenções do culpado para o lesado…
terça-feira, 24 de março de 2009
Até um dia, Amigo
Falo, como é óbvio, de João Mesquita, que fazia o favor de ser meu amigo, há muitos anos, e que falava comigo, desde o início (era eu dirigente local da JSD), com a mesma humildade e respeito com que lidava com a gente graúda da política.
Foi algo que sempre me impressionou… Como é que aquele homem, que fora Presidente do Sindicato dos Jornalistas e que sempre perfilhara causas políticas bem distantes das minhas, estava sempre disponível para me ouvir sobre os assuntos da actualidade local e nacional, quando achava que eu podia dizer algo de interesse, designadamente sobre a JSD, tratando-me com o mesmo respeito com que tratava um ministro ou um qualquer outro político “crescido”?
O mais incrível é que, com o aprofundar da amizade com que me honrou, não evitava uma crítica amiga nem regateava um elogio sentido, mesmo durante e após o meu desempenho na Assembleia da República. Aliás, saboreio ainda o excesso a que a amizade o levou ao escrever a dedicatória no meu exemplar dessa bíblia desportiva que é o livro “Académica – História do Futebol”, que concretizou com João Santana.
E, graças a Deus, sempre tive a iluminação de enaltecer o João, muito antes de conhecermos a maleita que no-lo roubou cedo demais… Sempre gostei particularmente de sublinhar que, da única vez em que lhe apontei o dedo (quando no “Independente” deu, mal informado por adversários, a notícia de que eu iria mesmo avançar para a liderança nacional da JSD, apesar de eu, peremptoria e previamente, lho ter negado), o João fez algo que jamais outro jornalista fizera ou fez, desde então (e lidara, lidei e lido com muitos, como calculam): pediu-me desculpa!!! E ali estava eu, um garoto, sem saber o que fazer, perante um imenso jornalista que mostrava a humildade que só assiste aos imperadores do civismo… Isto não falando nos milhares de qualidades que tinha para além desta, claro…
Depois e a mais das inúmeras causas cívicas em que se envolvia, havia sempre a nossa Briosa… Quantos amigos e amigas com quem combinava ir aos jogos fora de Coimbra (sempre fui a quase todos) me perguntavam quem era o “tipo de bigodes” que percorria as bancadas incessantemente, qual tigre enjaulado… Lá estava ele, João Mesquita, sofrendo pela Académica como se aquele fosse o último jogo.
Se algum dia conheci alguém a quem concedesse a alegação (que ele teve a elegância de nunca fazer, todavia) de que sofria tanto ou mais do que eu pela Briosa, ei-lo!!! E, por isso, fico contente por lembrar que o último jogo que o João viu foi o da vitória sobre o Trofense (abençoada Briosa, que soubeste despedir-te com um “beijo de golo” do nosso João Mesquita), sem saber que, no final, me despediria do João até que nos encontremos noutro mundo… E também me faz sorrir, já com saudade, a conversa que, na época passada, tivemos na entrada do Estádio da Luz e na qual lhe disse: “ó João, estive a pensar e concluo que nunca vi a Académica ganhar ao Benfica”! Recordo como se fosse hoje o sorriso terno que me dirigiu e as palavras que disse e que apontavam para estar na mesma situação, já que havia mais de cinquenta anos que tal não sucedia. E nessa noite linda, brindámos o Benfica com um olímpico 3 a 0!...
Já sei que o telefone não mais tocará para ouvir o clássico “tás bom, Gonçalão?”… Mas a minha memória vai continuar a “ligar-te”, João! Até um dia destes, amigo!
domingo, 22 de março de 2009
The LODO files: Há Taça e furto no Algarve

[Dulce Alves]: A peregrinação do Lodo ao Estádio do Algarve neste sábado saldou-se positiva, nem tanto pelo que se passou dentro das quatro linhas ou pelo desfecho do jogo - mesmo para uma adepta e um simpatizante do clube da Luz - mais pela viagem até ao Sul num dia a fazer jus à chegada da Primavera e numa noite quente lá para os lados de Loulé, num estádio a extravasar de gente, emoções à flor da pele e muito (muito mesmo) nervosismo.
É que apesar do mau momento que ambas as equipas atravessam, os adeptos compareceram em força - com uma clara predominância dos encarnados, é certo - e imprimiram à final um tom de festa bonito de se ver - não fosse a polémica arbitragem e a costumeira desordem das claques benfiquistas...
[Gonçalo Capitão]: De permeio, um ou outro suspiro destinado ao Jamor (que isto da Taça da Liga ainda não tem o mesmo glamour da Taça de Portugal...), onde um dia, ainda sem bengala, esperamos ver a grande Briosa trazer o troféu de volta a casa (relembro os ígnaros de que a primeira Taça é "preta" e data de 1939).
[Dulce Alves]: Longe da balbúrdia que reina nos topos, nas bancadas respirava-se o fair-play dos adeptos, onde uma mescla de benfiquistas e sportinguistas faziam a festa ainda nem se tinha ouvido o apito. Claro que as cheerleadears ajudavam à festa..., bem como as personalidades que iam aparecendo na Tribuna (com Sá Pinto a animar as hostes femininas).
[Gonçalo Capitão]: Tribuna onde, aliás, António Costa (Mayor de Lisboa) acompanhado de José Apolinário (congénere farense) dava autógrafos e onde Gilberto Madaíl se passeava ainda com a cara destapada (isto de não ter vergonha na dita...).
[Dulce Alves]: Ali abaixo reluzia a Taça, resguardada por dois seguranças, não vá o diabo tecê-las. O seu destino reservado a quem a merecer. Ou talvez não...
Lá soou o apito e as atenções voltaram-se para as quatro linhas, onde ambas as equipas mostraram vontade em arrecadar o título. Pelo menos numa primeira parte, bastante equilibrada e a ameaçar golos para ambas as partes.
Lá soou o apito e as atenções voltaram-se para as quatro linhas, onde ambas as equipas mostraram vontade em arrecadar o título. Pelo menos numa primeira parte, bastante equilibrada e a ameaçar golos para ambas as partes.
Em redor das quatro linhas, uma novidade. Em vez dos habituais miúdos apanha-bolas, desta feita lembraram-se de pôr meninas vistosas a correr atrás da bola sempre que esta ia fora. Claro que a beleza das moças não suplantava a sua inteligência, já que por várias vezes remeteram a bola ao guarda-redes quando havia sido assinalado canto...(!!)
Um empate a zero ao intervalo deixava antever uma segunda parte sofrida e emocionante. Por falar em sofrimento, não se percebe como é que há gente que sobrevive a um jogo de futebol. Ou melhor, como é que há corações que aguentam 90 minutos naquele pulsar. Há quem grite até a voz falhar, quem dê murros no ar, quem salte até se estatelar, quem roa as unhas até nada mais ter para roer, quem declame impropérios como de se poesia se tratasse, quem pontapeie o betão sem dó nem piedade, sem que se perceba como é que chega ao fim do jogo são e salvo...
[Gonçalo Capitão]: Durante esse interregno, Laurentino Dias (Secretário de Estado, inter alia, do pontapé-na-bola provava como convive bem (eu diria mesmo que não vive sem isso) com a exposição pública, ficando para trás, ao intervalo, enquanto os demais circunstantes foram, como é hábito, "encher a blusa"... Houve ainda tempo, é claro, para fazer o frete de olhar um outro relance sobre a actuação das cheerleaders...
[Dulce Alves]: Entre um cerveja e uma queijadinha de Sintra, para a maioria o recomeço do jogo tarda. Já nem se dá pelas pungentes meninas que dançam no relvado (apesar de doutrina contrária; vide supra...). Ouve-se sem paciência os tambores que soam sem parar e centram-se as atenções na Babel em que se transformou o topo benfiquista - e eu encolho-me, envergonhada pelos adeptos do meu clube que não sabem festejar sem fazer estragos.... - até que as equipas regressam ao campo, para gáudio dos demais.
Regressam também os cânticos, mas quem dá música logo aos três minutos da segunda parte é o Sporting, com um golo de Pereirinha. Se uns dizem "só eu sei, porque não fico em casa" eu começava a pensar porque é que não fiquei por casa...
Depois vem a grande penalidade que não era grande penalidade - mas que dali também nos parecia grande penalidade - e vem também a esperança num desfecho (do) Glorioso. Reyes não falha e o estádio cobre-se de tons vermelhos.
Depois vem a grande penalidade que não era grande penalidade - mas que dali também nos parecia grande penalidade - e vem também a esperança num desfecho (do) Glorioso. Reyes não falha e o estádio cobre-se de tons vermelhos.
[Gonçalo Capitão]: Um dia depois, Lucílio Baptista, o árbitro, pede desculpa. Soares Franco, débil (desde que disse que não se recandidatava; é dos livros, sôtor...) Presidente do grupo da clorofila, diz que não chega... Eu digo que, se isto fosse um país decente, o SLB faria como Arsène Wenger, manager do Arsenal, que, um dia, pediu a repetição de um jogo que a sua equipa ganhou, assim que se constatou a irregularidade do triunfo. Porém, se somos uma nação de chicos-espertos e aldrabões, por que há de Vieira (Luís Filipe), a quem cabe a espinhosa tarefa de liderar 6 milhões deles, tentar ser moralista?! O problema é do de sempre: como ninguém começa a dar o exemplo (e quem dá é tragado pelas massas ululantes, com o epíteto de "trouxa"), nada muda.
O resto... Bem, o resto foi uma tímida festa (parece que os adeptos do Benfica já haviam verificado a mancha na passadeira da glória) e um pouco de campanha pelo Dr. Soares (vulgo, pequena sesta) no carro, que a fila prometia horas de espera.
Todavia, como a ingratidão não tem limites, ninguém esperou e acordámos num descampado sem um só carro à volta!... Com franqueza, creio que a nossa reportagem merecia mais consideração das pessoas!!! Se calhar era muito dar um toque no vidro e avisar que era hora de ir embora?!...
Cientes do lapso, não cobrámos horas extraordinárias à Administração da LODO, S.A.D.
Dulce Alves e Gonçalo Capitão; o LODO no Estádio do Algarve.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Esta noite recomenda-se
Esta noite improvisa-se, do italiano (e Nobel da Literatura) Luiggi Pirandello, é a mais recente peça dos Artistas Unidos, em cena no Teatro Nacional D. Maria II. Uma excelente equipa de actores, dirigida por Jorge Silva Melo – salientem-se, entre outros, Lia Gama e Sílvia Filipe - interpreta uma peça que narra outra peça, quase crónica de costumes, a retratar tão bem as situações de sonho, aspiração, desengano... Uma peça assinada por um autor que se dedicou a reflectir sobre a relação entre o público e o teatro, e mostra aqui o palco sem limites e, sobretudo, como um lugar de desiquilíbrio. Certamente como em muitas das nossas situações de vida. sexta-feira, 13 de março de 2009
Há Moda (e Lodo) em casCAIS
O Lodo marcou presença na abertura da trigésima segunda edição da Moda Lisboa Estoril - que tem vindo a assentar arraiais na Cidadela de Cascais - e aproveitou para fazer uma reportagem light, que dali outra coisa não seria de esperar. Mergulhados na fortaleza trajada de negro, a esconder o caiado das casas, deparamo-nos com um espaço mais modesto - logo, mais 'arrumadinho' - que nas últimas edições. Coisas da crise? Talvez. Até porque desta feita o evento resume-se à passerelle, sem debates e outras iniciativas paralelas, excepto a "after party", que por aqueles lados nunca se prescinde de festarola.
Mercê dos ossos do ofício, não chegámos a tempo de ver o desfile de Tenente in loco, mas através dos ecrãs espalhados pelo espaço fomo-nos habituando à passerelle enquanto aproveitavamos as borlas do evento, que é como quem diz, águas fresquinhas, café a la George Clooney e até revistas masculinas com capas mui sugestivas. Descansem, não levámos trolleys como algumas personagens que lá iam enchendo a sacola com o merchandising e outras dádivas que lhes iam parar às mãos, felizes da vida que aquilo não é todos os dias!
Terminado o desfile de Tenente, acaba a tranquilidade do lounge. As gentes acorrem ao bar, bebericam por uma garrafinhas com mais design que champagne ou equilibram sushi nos pauzinhos enquanto esboçam enormes sorrisos para as câmaras. Outros circulam com passos mais ou menos coordenados, muitos fazendo daqueles corredores as suas passerelles. E ainda há quem se acanhe aos cantos, incomodados com os flashes que se disparam a mil à hora. Tipo eu, quando três meninas armadas com enormes máquinas fotográficas desatam a fotografar os meus adoráveis - mas modestos - sapatos, comprados numa qualquer loja de um qualquer shopping!
Circulam com vaidade mulheres de jogadores de futebol, apresentadoras de televisão, socialites e outras que tais. Com mais discrição, lá vai o anónimo, apreciando a beleza alheia, concentrada em níveis dificilmente superáveis. A plateia do Moda Lisboa é, parece-nos, cada vez mais mesclada. Cruzam-se rapazes imberbes com sexagenárias vestidas de teenager, misturam-se caras conhecidas com perfeitos anónimos. O núcleo outrora restrito da Moda Lisboa (nos tempos de Alcântara?) alarga-se hoje graças aos protocolos com as escolas de design, aos passatempos dos patrocinadores, aos amigos dos amigos e... voilá, temos num reduzido espaço material digno de conduzir ao mais complexo e completo estudo sociológico, tal a diversidade de idades, estilos, gentes...
Para a ocasião, há quem ponha o melhor fato que encontra no armário mas também quem vista os trapinhos mais descabidos que já vi. Há quem exagere na maquilhagem, no decote, no salto alto, no (des)penteado... mas não é de exageros que o mundo da Moda vive?! Há também quem esteja perfeito, da ponta do cabelo ao dedo mindinho - e como isso nos corrói de inveja! E sim, há cada vez mais homens efeminados por ali. Quase todos com carteira de mão, lenço ao pescoço qual Audrey Hepburn e tiques que não lembram à mais feminina das mulheres.
Mercê dos ossos do ofício, não chegámos a tempo de ver o desfile de Tenente in loco, mas através dos ecrãs espalhados pelo espaço fomo-nos habituando à passerelle enquanto aproveitavamos as borlas do evento, que é como quem diz, águas fresquinhas, café a la George Clooney e até revistas masculinas com capas mui sugestivas. Descansem, não levámos trolleys como algumas personagens que lá iam enchendo a sacola com o merchandising e outras dádivas que lhes iam parar às mãos, felizes da vida que aquilo não é todos os dias!
Terminado o desfile de Tenente, acaba a tranquilidade do lounge. As gentes acorrem ao bar, bebericam por uma garrafinhas com mais design que champagne ou equilibram sushi nos pauzinhos enquanto esboçam enormes sorrisos para as câmaras. Outros circulam com passos mais ou menos coordenados, muitos fazendo daqueles corredores as suas passerelles. E ainda há quem se acanhe aos cantos, incomodados com os flashes que se disparam a mil à hora. Tipo eu, quando três meninas armadas com enormes máquinas fotográficas desatam a fotografar os meus adoráveis - mas modestos - sapatos, comprados numa qualquer loja de um qualquer shopping!
Circulam com vaidade mulheres de jogadores de futebol, apresentadoras de televisão, socialites e outras que tais. Com mais discrição, lá vai o anónimo, apreciando a beleza alheia, concentrada em níveis dificilmente superáveis. A plateia do Moda Lisboa é, parece-nos, cada vez mais mesclada. Cruzam-se rapazes imberbes com sexagenárias vestidas de teenager, misturam-se caras conhecidas com perfeitos anónimos. O núcleo outrora restrito da Moda Lisboa (nos tempos de Alcântara?) alarga-se hoje graças aos protocolos com as escolas de design, aos passatempos dos patrocinadores, aos amigos dos amigos e... voilá, temos num reduzido espaço material digno de conduzir ao mais complexo e completo estudo sociológico, tal a diversidade de idades, estilos, gentes...
Para a ocasião, há quem ponha o melhor fato que encontra no armário mas também quem vista os trapinhos mais descabidos que já vi. Há quem exagere na maquilhagem, no decote, no salto alto, no (des)penteado... mas não é de exageros que o mundo da Moda vive?! Há também quem esteja perfeito, da ponta do cabelo ao dedo mindinho - e como isso nos corrói de inveja! E sim, há cada vez mais homens efeminados por ali. Quase todos com carteira de mão, lenço ao pescoço qual Audrey Hepburn e tiques que não lembram à mais feminina das mulheres.
Há por ali quem, como eu, aproveite as dicas de maquilhagem e ouse um novo penteado no cabeleireiro ali improvisado. Corre-se sempre o risco de ser preterida por uma jet set e ter que levar com os flashes em cima. Foi mais ou menos o que me aconteceu mercê - consta! - do beijinho de Miguel Vieira na face de Lili Caneças que causou danos irreversíveis na maquilhagem da senhora, que resolveu corrigir os estragos logo quando eu (eu!!!!) é que estava no centro das atenções da moça da maquilhagem! Lá me resignei com a minha condição de plebeia e cedi o lugar à senhora com o melhor dos meus sorrisos.
A Moda vive dos famosos e os famosos vivem de eventos como este? Talvez. Não é por acaso que Ana Salazar desabafou a propósito desta edição da Moda Lisboa que «cada vez mais as pessoas vêm para ser vistas e não para ver as criações». Nem é por acaso que os flashes encandeiam tanto na passerelle como cá fora. E também não é por acaso que já aqui escrevi uns quantos parágrafos e nada disse sobre as criações de moda que por lá vi.
Versemos então, sobre MODA. Alexandra Moura foi a senhora que se seguiu. Projectou uma colecção unicolor, simples no corte mas arrojada nos adereços e maquilhagem, inspirada na tribo africana Surma. Palmas. Depois foi a vez de Miguel Vieira. Feminino, a preto e branco (como de costume) e a dar muita elegância à Mulher do Outono/Inverno que se aproxima, pese embora o tristonho semblante das meninas que desfilavam. A meio, uma surpresa, Zé Pedro a trocar os Xutos & Pontapés por meia dúzia de suaves passos na candura da passerelle. Palmas, muitas palmas.
Nas primeiras filas os editores de moda escrevinham folhas brancas. Há uma senhora de óculos escuros, não sei se a proteger a identidade se a querer proteger-se dos projectores de luz intensa. Há também um clone da Betty Feia, curiosamente também esta editora de moda. E pelo meio, um cantor em cumplicidade com uma menina dos ecrãs, uma ou outra personalidade a dar o seu ar de graça à primeira fila, que é para isso que elas (as primeiras filas, está claro) servem. Lá atrás, onde as luzes já não chegam, escondem-se os demais.
Termina a noite com um toque de Verão. A Moda Cascais faz desfilar as apostas das lojas da cidade para esta estação e vemos por isso as modelos um pouquinho mais desnudadas. Claro que à medida em qua passam do vestidinho para o triquini as gentes - pelo menos as gentes que, como eu, não sabem o que é pesar menos de 50 kg! - vão-se arrepiando com a magreza das meninas, tão mais bonitas que ficam dentro dos trapinhos..!
Versemos então, sobre MODA. Alexandra Moura foi a senhora que se seguiu. Projectou uma colecção unicolor, simples no corte mas arrojada nos adereços e maquilhagem, inspirada na tribo africana Surma. Palmas. Depois foi a vez de Miguel Vieira. Feminino, a preto e branco (como de costume) e a dar muita elegância à Mulher do Outono/Inverno que se aproxima, pese embora o tristonho semblante das meninas que desfilavam. A meio, uma surpresa, Zé Pedro a trocar os Xutos & Pontapés por meia dúzia de suaves passos na candura da passerelle. Palmas, muitas palmas.
Nas primeiras filas os editores de moda escrevinham folhas brancas. Há uma senhora de óculos escuros, não sei se a proteger a identidade se a querer proteger-se dos projectores de luz intensa. Há também um clone da Betty Feia, curiosamente também esta editora de moda. E pelo meio, um cantor em cumplicidade com uma menina dos ecrãs, uma ou outra personalidade a dar o seu ar de graça à primeira fila, que é para isso que elas (as primeiras filas, está claro) servem. Lá atrás, onde as luzes já não chegam, escondem-se os demais.
Termina a noite com um toque de Verão. A Moda Cascais faz desfilar as apostas das lojas da cidade para esta estação e vemos por isso as modelos um pouquinho mais desnudadas. Claro que à medida em qua passam do vestidinho para o triquini as gentes - pelo menos as gentes que, como eu, não sabem o que é pesar menos de 50 kg! - vão-se arrepiando com a magreza das meninas, tão mais bonitas que ficam dentro dos trapinhos..!
A noite termina com ovações, distribuição de beijinhos e muito sorrisos esmerados, que o Mundo da moda exala felicidade. E depois, depois é como diz o Reininho: "A moda é passageira, o corpo o condutor. A moda mete a primeira, o corpo pega como um motor"...
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Não tenhas pressa...
O leitor mais incauto dirá: boa ideia!
O Gonçalo Capitão diz: agora?!
A verdade é que não me comprazo com o mal dos outros e espero não ver a Briosa em apuros. Todavia não deixo de questionar a falta de igualdade de circunstâncias e a hipocrisia em que vive o futebol nacional, com a tranquilidade de pertencer a um grémio que só por distracção foi alguma vez favorecido pelas instâncias dirigentes ou pelos árbitros (algo que nem sequer advogo, apenas rogando que não nos prejudiquem ou, em português menos suave, que não nos “roubem”).
É certo que as regras não permitem, até à data, que a Liga seja mais categórica, já que basta a candidatura a um Procedimento Extrajudicial de Conciliação, no Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), para competir. Mas, o problema é de hoje?! Em épocas anteriores não se verificou?!
Sendo verdadeiro que o flagelo dos salários em atraso não é de hoje (sabemo-lo bem), por que só agora age a Liga?! A resposta é: falta de poder de facto para enfrentar o famoso “sistema”! Hermínio Loureiro e todos os dirigentes do futebol conheciam este problema antes da época se iniciar e ninguém fez o que quer que fosse para banir quem não paga aos seus trabalhadores (é disso que falamos).
Se virmos bem, não falamos de Aimar, Suazo, Liedson, Lucho e companhia… Versamos, isso sim, o caso de jogadores que, tendo uma curta carreira profissional, não auferem salários astronómicos, dependendo daquilo que ganham para sustentar a família e constituir um pé de meia… São estes que deixamos cair num logro, ao prolongarmos artificialmente determinadas vidas associativas.
Note-se, contudo e em primeiro lugar, que não advogo sequer o fim de certos emblemas, mormente dos que têm pergaminhos no nosso “pontapé na bola”; estou, isso sim, a defender que se enfrente o problema corajosamente, com um plano para sanear financeiramente o nosso futebol profissional, prevendo sanções rigorosas para os infractores e não meros paliativos, como me parece antever-se na medida proposta da Liga de Clubes (acrescentar ao pedido de um PEC o acordo do fisco e da Segurança Social), já que se exigem que declarações “desde a I República” sem efeito prático que se veja.
Em segundo lugar, o que quero sublinhar é a desigualdade que há entre clubes que não pagam e podem conservar equipas bem municiadas de jogadores (precisamente porque sai em conta ter salários efectivos de zero euros…) e agremiações como a Académica que se contém nas aquisições, mas pagam atempadamente aos atletas. Por outras palavras, é fácil gerir uma empresa ou uma associação desportiva profissional se eliminarmos o custo da mão de obra…
Se é fogo de vista, eu diria que o Presidente da Liga escusa de se apressar, já que ainda é demasiado novo para se tornar refém do stress de que, agora, parece acometido.
terça-feira, 10 de março de 2009
TVI põe realidade a nu!
Paradoxo matinal... A notícia é trágica, mas o cenário convida a apreciá-la!... Por um momento, quem madruga naquela manhã de Março deseja saber mais e mais e mais sobre a tragédia da Leitãolândia...É macabro?! Sim!... E no entanto a só a nossa TVI consegue preparar-nos para o pior, despindo-nos de ilusões.
sábado, 7 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Não quero eu outra coisa...
É uma comédia urbana sobre mulheres em várias fases da vida, com os vários matizes da condição feminina e em diversos contextos pessoais e profissionais.
Boa representação e textos com inteligência. Diz quem sabe que é melhor que a encenação anterior. Cá por mim, gostei da minha primeira vez...
segunda-feira, 2 de março de 2009
E se houvesse golo?!...
É mesmo assim! O Dolce Vita do Funchal tem ecrãs nas casas de banho, onde, quando é hora disso, projecta as transmissões de jogos de futebol.Confesso-me curioso ao imaginar que consequências terá um golo, quando um adepto estiver a usar as instalações... Vale o facto de o jogo só poder visionado enquanto se lava as mãos...
Copiar é feio!
Ora aí está gente ainda educada segundo os bons valores escolares, que postulavam que copiar era feio!...Só assim se entende que o(a) funcionário(a) do Pingo Doce da Ponta do Sol (Madeira) tenha evitado o gesto malcriado de repetir o que diz a garrafa de "conCentrado de maracujá", optando, isso sim, por colocar em promoção um, de certo delicioso, "conSentrado de maracujá".
Brindo à saúde de tão elegante personalidade, mas com poncha!
Excesso de zelo
Juntando uns cobres, lá fui à Madeira ver a Briosa, infelizmente, levar na tola por parte do Nacional (ainda assim, graves são os pontos perdidos com o Setúbal, Rio Ave, Estrela da Amadora e afins, digo eu...).Entre outras coisas, salva-se o cuidado extremoso do Nacional, que, no seu estacionamento, não só agradece a colaboração, como ainda reforça o pedido com uma decorativa cedilha ("agradeÇemos")...
domingo, 1 de março de 2009
O estado das coisas
Uma peça de anteontem do telejornal da SIC previa o futuro. Na cobertura da inauguração de uma nova ponte no Alentejo, reagia, a propósito da obra, uma das pessoas entrevistadas - «foi Deus que apareceu aqui». A imagem é conveniente à ambição do nosso Primeiro-Ministro, agora envolto numa auréola, liberto das «campanhas negras», acompanhado do Diácono Silva, que agora já não gosta de malhar e também corta fitas, um pouco por todo o lado.
Este não é o tempo da coerência ou da sensatez. A estratégia eleitoral do nosso governo apela às inaugurações e às grandes obras. O cimento continua a ser, em Portugal, o primeiro instrumento da caça ao voto. Mesmo que muitos dos nossos economistas - pessimistas, diz o Primeiro-Ministro - já tenham demonstrado a evidente falta de critérios de relação custo/benefício numa parte significativa dos projectos da administração de Sócrates. Outros, os mais pessimistas dos pessimistas, têm denunciado o centralismo decisório exercido praticado nestes projectos, o que também não é uma novidade na maneira de governar deste executivo.
O Partido Socialista monopoliza e fulaniza na pessoa de José Sócrates a actualidade política portuguesa, reproduzindo os seus discursos de vitimização e os seus soundibites inconsistentes. O país carece de verdades.
Ao lado dos grandes projectos e das grandes obras, surge latente o país da expressão amorfa, que assiste a apreensões de livros em Braga; às novas regras dos funcionários da IGESPAR (proibidos de discordar da opinião dos seus chefes); ao levantamento de um auto por causa de uma troça com o computador Magalhães, no Carnaval de Torres Vedras; ao inquérito ao professor Charrua. Nesta pré-campanha, o poder pretende jornalistas controlados e uma sociedade civil adormecida.
E a oposição?
O facto da estratégia de Manuela Ferreira Leite não ser mobilizadora deve-se, antes de tudo, ao modo de agir do seu rival, ao sucesso da governação populista de Sócrates. Mas é a Manuela e à sua direção que cabe trabalhar pela vitória do seu partido; tarefa que lhe foi confiada em Maio do ano passado.
Façamos a sua avaliação...
O PSD realizou umas jornadas parlamentares em Évora, revitalizou o Instituto Francisco Sá Carneiro e dinamizou um fórum chamado Portugal de Verdade, iniciativas que permitiram captar a massa crítica da sociedade civil e anunciar diversas medidas à comunicação social, de onde sobressai um pacote de medidas de protecção da economia portuguesa. Agora, há que propagar a mensagem sobre o que realmente defende o PSD.
É necessário que o PSD saiba comunicar o que defende para as áreas estratégicas. Por exemplo, para a Educação: comunicar como acredita em escolas com projectos educativos alicerçados nas suas comunidades e numa avaliação de desempenho, centrada não apenas nos seus docentes, mas também nas próprias instituições e órgãos de gestão.
Também na Saúde: explicar como o PSD pretende fazer acordos com instituições particulares de solidariedade social para colmatar a falta de cuidados de saúde nas zonas mais desertificadas do país.
E para as Finanças: como é insustentável a carga fiscal sobre as e as micro-empresas e a necessidade de repensar as obras públicas, que deverão privilegiar a requalificação urbana, o património cultural, a habitação jovem e os equipamentos sociais, seleccionando os projectos de Sócrates que agravam o endividamento externo.
Para quem tinha dúvidas ao tempo das directas, aqui está afinal a social-democracia de Manuela. Aqui não está o neoliberalismo, rótulo que o PS de Sócrates pretende colar ao PSD.
Parece inacreditável que o partido do Governo, tão dedicado à aclamação do seu Secretário-Geral, vá no segundo dia de congresso e não tenha apresentado, até agora, uma ideia que fosse para o futuro do país.
É inacreditável que o PSD, com as iniciativas que lançou nos últimos meses, não se consiga fazer ouvir.
Ora, por ser de rejeitar um congresso social-democrata antes das eleições, não há dúvidas de que é este PSD que terá de cumprir a sua tarefa e fazer valer as suas ideias.
Mas será também este PSD que tem de questionar: se Manuela já não se limita a marcar passo, porque não começou a marcar pontos?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
As ruínas de Coimbra
Se eu já achava que Coimbra entrara numa era de penumbra cultural – porque à minha cidade não basta um programa cultural, devendo, isso sim, ter “O” programa cultural devido a uma capital do saber – a novela em torno dos achados arqueológicos do Convento de S. Domingos vem a atestar que, das direcções regionais à lucidez da gestão patrimonial, tudo se esvai da nossa Cidade, numa sangria que me faz ter pena de não ter sido suficientemente competente para fazer a via sacra das ascensão partidária local ou de ter relevo quantitativo (leia-se, feitio de cacique) para condicionar as escolhas internas do PSD; outro galo cantaria…
Como o que me resta é a pena, cá vai a opinião de alguém que procura entender a leviandade com que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) e a Direcção Regional da Cultura do Centro (dada a pilhagem ao estatuto de Coimbra, é de crer que este organismo ainda esteja cá por mero esquecimento) autorizam a prossecução da construção de um parque de estacionamento que arrasará, para sempre, os vestígios de um centro cultural de excelência, datado do século XIII.
Dizem-nos que se desconhece o estado de conservação, que está a oito metros de profundidade e que, por isso mesmo, há riscos na escavação.
Ora, vamos por partes: em primeiro lugar, deve saber-se que não sou um inimigo do progresso. Creio que não pode sacralizar-se qualquer calhau, obstando ao desenvolvimento de uma terra. Não obstante, também leio que não tratamos propriamente de uma casa de cantoneiros da extinta JAE, mas sim de um relevante edifício dominicano.
Depois, cumpre saber se não resta mesmo outro lugar para o parque de estacionamento… Será que não há, ainda que um pouco menos central (ou seja, afastado da Avenida Fernão de Magalhães), terreno que possa compensar a ala do betão?!
E se há risco na exploração arqueológica do achado – que creio não poder considerar-se irrelevante também pelo facto de ainda não estar suficientemente estudado – por que não conservá-lo intacto até que os meios tecnológicos permitam outra perscrutação?
O problema é que, depois de lá estar o dito parque, a memória será não a da História, mas sim a dos responsáveis por mais um acto de acriticismo cultural e de óbvia ganância.
Da parte da Câmara Municipal, não duvidando das boas intenções (desde logo, combatendo o flagelo da falta de estacionamento), pergunto apenas se não poderá ser feito algo mais…
O Convento é da Idade Média e esta decisão não parece mais “iluminada” do que isso… Dá pena ver Coimbra assim…
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Lápis é...borracha o foi!!!

Há quem diga que foi censura, que o lápis azul está de volta...eu nem sei que pense de tal situação tão ridícula. Lápis azul ou não, a sorte é que depois do 25 de Abril inventaram as borrachas para apagar os erros e seguir em frente. A verdade é que com estas e tantas outras situações é impossível não fazer piadas com o nome do nosso PM. Pinócrates foi muito bem conseguido, mas Salazócrates também não está nada mal ;)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Trágico-Comédia
A tragédia Freeport começa já a inclinar para o estilo novelístico, comédia, diria mesmo. E com direito a horário nobre, pois claro. Ontem o tio de José Sócrates (aka Zézinho) foi prestar declarações ao Tribunal e, além de ter um gosto no que toca a fatiotas que chega a dar pânico, o Sr. aproveitou o rebanho de jornalistas para fazer um sério alerta: o desaparecimento do seu cão, um Dogue Francês, de seu nome Napoleão. Nem sei quem é mais ridículo, se o dito, se os sôfregos jornalistas que dão voz e tempo de antena a tamanha insensatez. E "a procissão ainda vai no Adro..."!Sinal (dos tempos?)

Desde sexta-feira passada que estes curiosos sinais habitam a estação de comboios de Warrington, Inglaterra. Os responsáveis pela estação dizem que a medida foi tomada apenas e só com a finalidade de evitar congestionamento nos cais de embarque, onde casais de namorados tinham por hábito trocar uns demorados mimos antes da despedida. Pois bem, agora a despedida fica-se pelo lenço branco acenado lá ao longe, que o ritmo do quotidiano (e o normativo da estação...) não dão azo a mais...!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Óscar "Boris Ieltsin"
Sucede que, após uma cimeira do G8, decidiu dar uma conferência de imprensa com os copos...
Pasma-se a alma por terem forçado o copofónico estadista à demissão!!!
Dada a crise, quem não tem vontade de beber?!
Não temos todos um ou outro mau dia no trabalho?!
Sabem se a mulher dele não é um estupor ou se o filho não lhe teria dito, nesse dia, que aderira ao Bloco de Esquerda lá do sítio?!
O que tenho por certo é que, na Mãe Rússia, o zelo liquefeito do cavalheiro seria, isso sim, devidamente condecorado.
"E o burro sou eu ?!"
João Carvalho das Neves, ex-administrador do BPN, foi ao Parlamento dizer que a culpa pela novela que levou à nacionalização foi da falha de supervisão do Banco de Portugal.
Ora, pode até ser que Constâncio tenha sido incompetente, mas não será que, havendo marosca, a culpa foi dos vigaristas?!...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Uma questão de igualdade de direitos!!
Independentemente de ser ou não uma questão prioritária para o futuro do país, o casamento entre homosexuais é um tema que não deve ser desvalorizado, uma vez que, à semelhança de outras questões importantes (como o aborto por exemplo), é uma discussão que ultrapassa claramente as estruturas politico-partidárias, por se prender com as liberdades e direitos indíviduais.Na lógica da total separação de poderes entre o estado e a igreja é inconcebível que se considere que o casamento pressupõe a procriação e a constituição de uma família ou que tenha, no mesmo sentido, necessáriamente de ser contraído por duas pessoas de sexos diferentes. Num estado democrático que reconheça a iguadade de direitos a todos os seus cidadãos, o casamento deve ser estritamente relacionado com a vontade de duas pessoas (do mesmo sexo ou não) quererem levar os vários planos das suas vidas (económico, social e sentimental) em conjunto.
Se o que mencionei não fosse suficientementre válido, poderia ainda referir que o casamento entre homosexuais é algo que só aos interessados diz respeito, não interferindo com terceiros, o que exclui qualquer entrave legal à aprovação de um diploma que o passe a permitir. Devemos ter em conta que a possibilidade de um casal homosexual adoptar uma criança é uma questão independente da possibilidade de se casarem, que deve ser alvo de uma outra discussão pública, onde se pesem abertamentamente as vantagens e desvantagens da mesma.
A discussão deste tema não interfere com a discussão de outras questões igualmente importantes que marcam a actualidade, sejam elas a crise internacional ou mesmo o nível de vida das pessoas, pelo que deve ser levada em frente, de forma a que nos possamos orgulhar de viver num país que não tem medo de se adaptar à modernidade dos tempos, ultrapassando o conservadorismo que marcou o nosso país em tempos que todos queremos acreditar ultrapassados.
* Já tinha publicado este texto no meu blog pessoal dissertações de café, achei oportuno republica-lo numa altura em que o assunto está a ser amplamente discutido.
** Recomendo a este nível o filme Milk (na foto).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ir(r)a!...
Farto de escrever sobre a crise e as demais desgraças do dia-a-dia, pensei que haveria boas ideias para vos maçar com as linhas de hoje.Todavia, só me ocorre abusar da paciência dos meus amigos e contar-vos parte do meu dia de domingo (mais concretamente, a parte da tarde)...
Chovia se Deus a dava e, como sempre, lá me meti atrás do volante a caminho de Vila do Conde, onde a Briosa ia jogar e de onde poderia – pensava eu – trazer 3 pontos ou pelo menos empatar (sublinho que escrevo apenas como adepto e associado).
Tradicionalmente e quando as funções protocolares que me foram atribuídas não me requerem coisa diversa, vou para o pé da Mancha Negra, como sempre fiz, desde a fundação da claque até hoje, apesar de a minha filiação na mesma ser recente (desde que os sectores foram delimitados) e de não ser um “activista”. Basicamente, foi sempre ali que se sentaram os meus amigos e, como quase tudo o resto no futebol, as afeições, mesmo por um determinado lugar, não têm cabal explicação racional.
Porém, tal era a cólera pluvial, cedi a “pressões” benévolas da comitiva no sentido de, por uma vez, ficar na bancada coberta do Estádio do Rio Ave Futebol Clube (vulgo, Estádio dos Arcos). E como lamentei o meu bom coração…
Se é certo que fica a experiência sociológica radical, fica também uma carga de nervos e a noção de que, bem vistas as coisas, temos os políticos que merecemos, se pensarmos que os mesmos mais não são do que o espelho da sociedade, já que dela brotam.
Honestamente, nem sei por onde comece o meu relato… Talvez mencionar o crime que é desperdiçar água, em face das alterações climáticas; ou, dito de forma interrogativa: se chovia tanto, por que é que um rapaz, três cadeiras à minha direita, imitava persistentemente (foram mais de cem vezes, juro) uma cobra cuspideira, a ponto de se não ver o degrau à sua frente?!
Depois os mimos que atestam bem a falsidade que reside no dizer-se que somos gente de brandos costumes: entre a observação de que “a Académica é só pretos” e os mimos dirigidos aos nossos atletas de outras paragens (estilo “preto filho da…”), só não consigo entender o que pensarão os vila-condenses do homem que lhes marcou o golo da vitória (Yazalde), já que se ele é branco, eu sou o Robert Mugabe…
No intervalo lá se safou o aplauso para a “túnica” (era uma tuna; desculpem o preciosismo) e a tranquilidade de consciência com que tão primorosas gentes chamavam “azeiteiro” ao árbitro (algo que me apeteceria subscrever, confesso…).
Distribuindo equitativamente a etiqueta, resta lembrar a cortesia para com o guarda-redes da casa (um sonoro “ó Paiba – bem sei que é Paiva, mas… - bai para o c… que te f…”) e a elegante despedida com que brindaram a Briosa “hu hu hu, a Académica já levou no…").
Eu que continuo, como sempre, a achar a Académica um projecto motivador, qual filho pródigo, juro regressar à Mancha, no Bonfim… Irra!...
Euro - Barreiras
Nesta comissão foram discutidos temas tão diversos como o ambiente, o tratado de Lisboa, a crise financeira ou mesmo a política externa. Houve, no entanto, um assunto que despertou uma discussão mais acesa que todos os outros, a possível inclusão da Turquia na UE.
Se a diversidade cultural é vista como uma mais-valia da União Europeia, neste caso ela parece ser um claro factor de divisão. Arriscaria dizer que a entrada da Turquia na UE é mesmo impossível por via das incompatibilidades existentes entre a sua cultura e a grega, motivada por factores vários como a hegemonia do império octomano ou a ocupação do Chipre.
As declarações dos jovens cipriotas e gregos demonstraram que a aversão que têm à Turquia chega a superiorizar-se ao seu desejo de reunificação do Chipre. Compreendo de algum modo, que os cipriotas guardem ressentimentos face à divisão ilegítima do seu país, no entanto, isso parece toldar-lhes a visão.
Tive oportunidade de propôr, nesta comissão, a reunificação do Chipre como condição sine qua non na adesão da Turquia – ideia que de resto não tem nada de novo. Esta solução favoreceria ambas as partes, permitindo o alargamento da UE a um país que se insere numa área estratégica e que pode ser um excelente mediador com o médio oriente. No entanto, nem nesta base os jovens cipriotas quiseram aceitar uma possível adesão da Turquia, pensamento que prejudica não só o processo de integração europeu, mas em primeiro lugar o seu próprio país.
Este caso só nos demonstra que persistem barreiras à progressão da integração europeia, que dificilmente serão ultrapassadas, por melhores que sejam as intenções ou por mais belos que sejam os lemas (refiro-me naturalmente à “união na diversidade”).
sábado, 7 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Sentir Jacinta
Que Jacinta é uma intérprete de jazz de mão cheia já se sabia. Que se rodeia de bons músicos também era conhecido.
Todavia, ouvi-la a reinterpretar U2, Ray Charles, Nina Simone, Beach Boys, Prince, Stevie Wonder, Bobby McFerrin, Bob Marley, Beatles, James Brown, entre outros, é um toque doce em dias amargos para o Mundo, em geral, e para os portugueses, em particular.
A última actuação seria no dia 7, mas parece que haverá três espectáculos extra. Se não for ao São Luiz, fica a perder...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Vómito em formato cinematográfico (péssimo)
Nem pela incursão cinematográfica do rei do toque de bola, Luís Figo nem pelas formas não menos esféricas (silicone oblige) de Liliana Santos vale a pena ver este filme que envergonha o cinema português e que terá "vacinado" quem decidiu arriscar em produto cultural luso, se não for cinéfilo.Que mostrem mulheres semi-nuas ainda vá (parte da malta agradece), mas que, ao menos, se consiga o mínimo de entrecho, como no caso de Call Girl.
Em Second Life temos um conjunto execrável de lugares comuns, filosofia barata, nudez despropositada, planos de camera enjoativos e desempenhos que mancham algumas carreiras.
Se não tem o que fazer ao dinheiro, ponha a hipótese de o gastar em pastilhas elásticas, pois o tempo de as mastigar é mais divertido do que aquele de que precisa para ver este filme (peço perdão às películas que, realmente, merecerem este nome).
Filme sobre os nossos problemas (bom)
Outras, apenas curamos de fazer carreira, sem sequer percebermos o que é isso.
De permeio, vamos criando a ilusão de que "compramos" os outros e de que ocultar o erro pode ser bom, pois "quem não sabe é como quem não vê".
No fim, temos o fim do afecto e a consciência de que o Mundo em nada melhorou com a nossa presença. de que não resolvemos um só dos problemas de que ele padece...
Fazer-nos pensar em tanta coisa é, digo eu, um bom cartão de visita deste filme.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Estado player
E ainda por cima desleal no mercado.
A última boa-nova são os novíssimos certificados de reforma do nosso polvo, que concorrendo num mercado destinado às empresas seguradoras e à banca - com todas as ressalvas que os senhores do capital nos podem fazer calcular - entra em grande estilo através da Segurança Social para vir captar para a dívida pública e para o controlo sistemático das nossas contas privadas!
Escolha quanto quer pagar? Não caro contribuinte. O Senhor Estado calcula uma taxa sobre os rendimentos brutos mensais para saber quanto tem, e quanto a mais poderá descartar para o próprio.
Será como um depósito a prazo? Mais ou menos, com o pormenor de só poder levantar a sua poupança na idade da reforma - tal como o PPR, sendo que os produtos concorrenciais a este estabelecem um prazo mínimo de 5 anos e após este período o cliente poderá resgatar qualquer importância da sua conta poupança.
Qual a taxa de rentabilidade? Dizem eles que na média dos últimos 5 anos é de 5.7%, mas do último trimestre é de 3.8%. Qual é que aplicamos? Depende da participação de resultados.
Rentabilidade garantida? Não tem. Não havendo indexação juntamente com as taxas de gestão aplicadas... Perder capital de facto.
E ainda por cima o atendimento é péssimo!
A última boa-nova são os novíssimos certificados de reforma do nosso polvo, que concorrendo num mercado destinado às empresas seguradoras e à banca - com todas as ressalvas que os senhores do capital nos podem fazer calcular - entra em grande estilo através da Segurança Social para vir captar para a dívida pública e para o controlo sistemático das nossas contas privadas!
Escolha quanto quer pagar? Não caro contribuinte. O Senhor Estado calcula uma taxa sobre os rendimentos brutos mensais para saber quanto tem, e quanto a mais poderá descartar para o próprio.
Será como um depósito a prazo? Mais ou menos, com o pormenor de só poder levantar a sua poupança na idade da reforma - tal como o PPR, sendo que os produtos concorrenciais a este estabelecem um prazo mínimo de 5 anos e após este período o cliente poderá resgatar qualquer importância da sua conta poupança.
Qual a taxa de rentabilidade? Dizem eles que na média dos últimos 5 anos é de 5.7%, mas do último trimestre é de 3.8%. Qual é que aplicamos? Depende da participação de resultados.
Rentabilidade garantida? Não tem. Não havendo indexação juntamente com as taxas de gestão aplicadas... Perder capital de facto.
E ainda por cima o atendimento é péssimo!
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